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Eritema infeccioso ou Doença da face esbofeteada

Olá M@es!

Hoje vou falar um pouquinho sobre uma doença que já foi falada nessa última semana no nosso grupo do Facebook, e que tem sido assunto bastante recorrente entre as famílias/ escolas; exatamente por estarmos tendo um surto atual dela na cidade de São Paulo.

Falaremos sobre o ERITEMA INFECCIOSO ou a DOENÇA DA FACE ESBOFETEADA

É uma doença infecciosa que acomete preferencialmente crianças de 2 a 14 anos, sendo considerada a forma mais benigna do amplo espectro de infecções associadas ao parvovírus humano B19, reconhecido atualmente como o agente etiológico.

É também conhecido como a quinta doença (as outras quatro doenças exantemáticas que entram nessa classificação são a escarlatina, sarampo, rubéola e roséola) ou megaleritema epidêmico, sendo de ampla ocorrência no mundo (cerca de 50% das pessoas já são imunes à doença com 15 anos de idade); com surtos principalmente nos meses de inverno e primavera.

Via de transmissão:

A via respiratória é a mais importante na fase virêmica da infecção pelo parvovírus B19, principalmente em comunidades fechadas (berçários, escolas) e entre pessoas da mesma família, onde a taxa de ataque de infecção pode atingir 50% entre os susceptíveis. Por gotículas respiratórias no ar (tosse ou espirro), saliva (beijos ou bebidas compartilhadas), de mãe para bebê durante a gravidez, parto ou amamentação, e por outras secreções infectadas.

A erupção cutânea ocorre por volta de 17 a 18 dias após a criança ter sido infectada pelo vírus, caracterizando o eritema como evento tardio no curso da infecção (fase pós virêmica) e, portanto, com mínimas chances de transmissão.
Importante ressaltar que após o aparecimento da erupção, não há mais risco de contágio.

Período de incubação:

Varia de 4 a 14 dias.

Etiologia:

Causado pelo parvovírus B-19, que pertence à família Parvoviridae e gênero Eritrovirus,

Quadro clínico:

O exantema (manchas avermelhadas) é a apresentação clássica da infecção e em geral não se acompanha de manifestações sistêmicas.

No entanto, alguns pacientes podem referir sinais e sintomas inespecíficos (febrícula, mialgias, cefaléia, náuseas, mal-estar) precedendo o “rash” cutâneo, considerados pródromos e correspondentes à fase virêmica.

A principal característica é uma erupção cutânea que começa nas bochechas e se espalha pelos membros inferiores e pelo tronco.

Nos casos típicos da doença o exantema inicia-se pela face sob a forma de eritema difuso e edema das bochechas (facies esbofeteada); as outras regiões da face, como o queixo e a região perioral, são poupadas.

O exantema clássico da doença é do tipo maculopapular com palidez central, característica que confere aspecto rendilhado à lesão; acomete o tronco e a face extensora dos membros, podendo regredir em até três semanas.

dudaeritema

No entanto, na maioria dos casos predomina o caráter recorrente, que sofre a ação de estímulos não específicos, como sol, estresse e variação brusca de temperatura ambiente. Portanto, é verdade que o exantema tende a piorar se exposto à luz solar.

Diagnóstico:

O diagnóstico é basicamente clínico e leva em conta as características da erupção cutânea. Exames de sangue podem ajudar a identificar os níveis de anticorpos para o vírus B19, quando for necessário estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças exantemáticas, como a rubéola e o sarampo.

Tratamento e prevenção:

Não há tratamento específico, sendo raros os casos que necessitam de medicação sintomática, restrita aos analgésicos, principalmente em adultos com artralgias ou mialgias.

As medidas preventivas devem visar somente os grupos com risco de desenvolver as formas graves da infecção pelo B19 (grávidas e portadores de anemias hemolíticas crônicas), sendo indicados a gamaglobulina humana intravenosa na grávida e o isolamento destes pacientes em risco de evolução grave.
A maioria das mulheres com eritema infeccioso durante a gravidez tem bebês saudáveis, mas há um pequeno risco de aborto e malformação fetal se a doença for contraída nas primeiras 20 semanas de gestação. Caso a gestante entre em contato com algum caso de eritema infeccioso, deve comunicar seu obstetra.

 

Espero ter ajudado, e estou à disposição para eventuais dúvidas!
Um beijo.

 

*fonte: www.sbp.com.br
 

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