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Como iniciar a educação financeira nas crianças

Educação Financeira:

Mesmo muito antes de saber fazer contas, as crianças já vão nos observando e entendo, aos poucos, o papel do dinheiro nas nossas vidas. Ensiná-las desde cedo como administrar o seu próprio dinheiro, aumentam as chances delas terem uma relação saudável com suas finanças no futuro.

Mas como e quando iniciar?

A partir dos 3 anos, a criança já pode ter um cofrinho. É interessante que ela entenda que há um lugar para guardar o dinheiro e, também, que é preciso juntar um pouco para comprar algo.

Com 4 anos já conseguimos dar a noção para a criança de trabalho e salário. De uma maneira adaptada ao universo da criança, essa noção é super saudável. Além de ela ir aprendendo a lidar melhor com o seu dinheirinho, ela também vai entendendo que as coisas não aparecem como mágica em casa, que alguém teve que trabalhar duro para conquistá-las e isso aumenta a gratidão e reconhecimento da criança pelo esforço de seus pais.

A melhor forma de iniciar é escolher alguns atividades que seriam passíveis de remuneração.

Alimentar o cachorro, arrumar a cama, retirar o lixo, ajudar a por a louça na máquina, ajudar a lavar as roupas, etc… Perceba que são comportamentos de “trabalho” e não de bons modos como “não gritar com a mamãe”. Para esses, existem outras estratégias que não são associadas a dinheiro.

Comece escolhendo 1 dessas atividades e estipule uma quantia para ele. Introduza um novo “trabalho” a cada 5 dias, mais ou menos.
Crianças precisam de consequências rápidas para se manterem interessadas, por isso, não demore muito para dar a bonificação para ela depois do “trabalho” e, no início, incentive ela a comprar já no final de semana alguma coisinha para ela. Assim ela consegue perceber mais claramente a relação entre trabalho, dinheiro e aquisição. Um cofrinho daqueles que abrem embaixo são ótimos para isso.
Uma vez que a criança já tem clara essa relação, vale a pena ir mostrando que também há a opção de “poupar”. “Você pode comprar esses adesivos agora ou juntar mais um pouco e, semana que vem, comprar aquela pulseirinha.”

Quando os pequenos já conseguem fazer contas, é interessante dar uma semanada. Ela pode ter um valor “x” fixo e um valor variável dependendo do “trabalho”. É importante explicar e ir dando autonomia para a criança fazer as próprias escolhas. “Se você comprar esse brinquedo caro, não vai conseguir compras as figurinhas que você quer essa semana, tudo bem?” Se a criança optar por comprar, deixe ela arcar com a consequência de não ter a figurinha. Por mais difícil que seja, se aliviarmos muito as consequências, não conseguimos ensinar de forma efetiva para os pequenos como controlarem seus impulsos, fazer escolhas conscientes e como gastar melhor suas economias.

Vale lembrar que as crianças estão aprendendo algo que é difícil até para os adultos, então tenha bom senso, paciência e explique bem as opções que ela tem. Outro ponto importante é que nada substitui o exemplo. Seu filho tende a ter, no futuro, uma relação com o dinheiro parecida com a que ele presencia em casa. Não adianta ensinar a criança a economizar se não é o que ela vê no dia a dia. Talvez, se necessário, seja uma boa hora para fazer alguns ajustes na educação financeira de toda a família.


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Capa: ShutterStock

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1 comentário

  1. Raquel lima

    Ótimas dicas.
    Vou aplicar na minha filinha de 3 anos.