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Vacina da Gripe 2018

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Bom dia queridas!

Hoje vamos falar sobre a vacina da gripe 2018, que já está disponível nas clínicas particulares e em breve também na rede pública.

Os vírus utilizados para a confecção da vacina são atualizados anualmente, e nesse ano a vacina brasileira contou com uma atualização na cepa de Influenza A H3N2.  Isso ocorreu pois essa forma do vírus circulou com força no hemisfério norte em janeiro desse ano, dobrando os casos de indivíduos infectados por influenza em relação à 2017 (com isso provocando a epidemia mais grave registrada nos EUA nos últimos 13 anos).

No hemisfério norte, a vacina acabou por não ser atualizada em tempo e por isso o vírus acabou fazendo mais vítimas.

A composição da vacina TRIVALENTE, que será disponibilizada na rede pública brasileira a partir de 23 de abril contém proteção para 3 subtipos de vírus influenza:

2 influenza A:

– A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09
-A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2)

e 1 influenza B:

-B/Phuket/3073/2013 (Yamagata)

Na rede particular além da vacina trivalente, há a TETRAVALENTE, que contém também o Influenza B da forma Brisbane/60/2008.

As RECOMENDAÇÕES para vacinação são as seguintes:

– todas as crianças de 6 meses a 5 anos de idade
– todos os adultos acima de 50 anos de idade
– todas as gestantes em qualquer fase da gestação
– todas as puérperas até 45 dias após o parto
– adultos e crianças acima de 6 meses de idade com doenças crônicas, cardíacas, pulmonares, renais ou metabólicas
– adultos e crianças acima de 6 meses de idade com hemoglobinopatias ou imunodepressão
– adultos e crianças acima de 6 meses de idade que tenham contato com pacientes de risco
– profissionais de saúde
– pessoas que cuidam das pessoas de risco

Além desse grupo, todos os adultos e crianças acima de 6 meses de idade que desejam reduzir a incidência de gripe também podem receber a vacina.

As CONTRAINDICAÇÕES são:

– crianças abaixo de 6 meses de idade
– pacientes com história de reação grave anterior à vacina da gripe
– pacientes com história de alergia grave ao ovo

**Já a campanha nacional (gratuita) é destinada aos mais vulneráveis, pessoas que podem desenvolver reações mais graves ao vírus; que são:

– crianças de 6 meses a 5 anos de idade
– gestantes e puérperas há menos de 45 dias
– idosos
– profissionais de saúde
– professores de rede pública ou privada
– portadores de doenças crônicas
– povos indígenas
– pessoas privadas de liberdade

Importante lembrar que a vacina da gripe NÃO CAUSA GRIPE. Ela é feita a partir de vírus morto, e não vivo atenuado como era feita há anos atrás. E também que após a aplicação, o organismo leva de 10 a 15 dias para desenvolver os anticorpos, daí a importância de vacinar logo agora no início do outono.

As reações mais comuns da vacina da gripe são uma leve dor e endurecimento no local da picada. Febre, dor muscular ou pele avermelhada são sintomas raros.

Enfim, espero ter ajudado e me coloco à disposição para eventuais dúvidas.
Um beijo,
Flávia Mariano

 

Capa: ShutterStock

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O que você precisa saber sobre a Influenza A H1n1

Olá m@es!
Hoje vim aqui para falar para vocês um pouquinho sobre a gripe influenza A (H1N1).

De fato nesse ano a situação está um pouco diferente do que o habitual, muitos casos já confirmados antes mesmo de Abril (a maioria deles em março/ 2016); o que tem gerado muita preocupação entre os pais – muitas mães me procuraram no consultório com relatos de casos na escola dos filhos, e muitas dúvidas sobre quando e como vacinar seus filhos para protegê-los.

Vou focar mais na prevenção, mas acho válido colocar aqui a tabela clássica da Organização Mundial de Saúde que diferencia os sintomas da gripe comum e da gripe A:

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Como forma de prevenção, devemos evitar lugares fechados com aglomeração de pessoas, lavar sempre as mãos e se possível passar álcool gel, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca quando estiver em locais públicos; pois o vírus é transmitido tanto através do contato com saliva e espirros, mas também indiretamente pelas mãos e superfícies contaminadas.

A vacina é uma forma importantíssima de prevenção da doença e todas as crianças (acima de 6 meses de idade) devem tomar!
Na rede pública ela ainda não está disponível, a promessa é para final de abril/ 2016 e serão imunizadas as pessoas com doenças crônicas, aquelas com mais de 60 anos, profissionais da saúde, a população indígena, crianças entre 6 meses e 5 anos, gestantes e também mulheres que tiveram bebês nos últimos 45 dias antes da campanha.

Nas clínicas particulares temos a vacina trivalente 2016 para gripe, e em algumas delas também tem a tetravalente.

Na vacina 2016 (tanto a trivalente quanto na tetravalente) temos a mesma cepa de H1N1 da vacina 2015, pois ainda não houve detecção de mutação no vírus que justificasse uma mudança.
Por isso muita gente tem ficado na dúvida se há necessidade de revacinar (pois já recebeu essa cepa na vacina de 2015).

Quem tomou vacina em 2015 precisa tomar novamente!!!

A proteção dura em média 3 a 4 anos, mas os títulos de anticorpos vão caindo com o passar do tempo e como após a vacina demora 15 dias para subir os anticorpos a recomendação é tomar o quanto antes.

A diferença entre a trivalente e a quadrivalente é o fato dessa última possuir em sua composição uma cepa a mais de influenza B.

Na trivalente temos a proteção para 2 tipos de Influenza A (H1N1 e H3N2) e 1 tipo de Influenza B.

Na quadrivalente temos  2 tipos de Influenza A (H1N1 e H3N2) e 2 tipos de Influenza B. A cepa a mais de Influenza B que existe na quadrivalente não tem sido muito frequente.

Como a maioria dos casos confirmados do surto que estamos tendo nesse ano continua sendo pelo H1N1, sugiro que mesmo quem só encontrou a trivalente vacine com a mesmo quanto antes, pois os títulos de anticorpos sobem em média 15 dias após a aplicação da vacina.

Importante frisar: a vacina tetravalente que está disponível por enquanto na rede particular (GSK) só pode ser administrada para as crianças acima de 3 anos. Antes disso, só a trivalente mesmo!

Para o tratamento das pessoas infectadas o medicamento Tamiflu é importante para os grupos de risco (bebês menores de 2 anos, gestantes e idosos).

Como esta em falta (em São Paulo o hospital Emilio Ribas ainda esta fornecendo) devemos priorizar os grupos de risco e acompanhar de perto os demais casos.

Sempre importante consultar o seu médico, que irá monitorar os sintomas e lhe dar a melhor orientação.

Me coloco a disposição para qualquer dúvida que vocês tiverem.

Foto capa: ShutterStock

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Dúvidas sobre a vacina da meningite B

Como o assunto Meningite e suas vacinas está em alta no grupo e as mães com MUITAS dúvidas resolvemos esclarecer algumas delas por aqui. Para isso pedimos a ajuda da Dra. Bianca Bezerra que é pediatra da Clinica de Vacinação Humana. Esperamos que as informações ajudem.

- Qual a diferença entre as vacinas de meningite?

Existem hoje no Brasil três vacinas para a prevenção da meningite. A vacina conjugada meningocócica C, dada no primeiro ano de vida, aos 3 meses e 5 meses de vida, disponível também no Sistema Público de Saúde. A vacina conjugada meningocócica ACWY, liberada para uso a partir do primeiro ano de vida, disponível apenas nas clínicas privadas, recomendada para o reforço vacinal nas crianças e para a imunização de adolescentes e adultos por abranger um maior número de sorogrupos do meningococo. E agora a vacina recombinante meningocócica B, disponível também apenas nas clínicas privadas, indicada para a imunização de indivíduos a partir dos 2 meses de vida e licenciada para indivíduos até 50 anos de idade.

- Já existe uma previsão de volta da vacina da meningite B no mercado?

A nova vacina meningocócica B foi lançada comercialmente no Brasil em Maio de 2015 e, como todo lançamento, a demanda projetada foi baseada no histórico de lançamentos anteriores e indicadores atuais de mercado. No entanto, devido à importância epidemiológica da doença meningocócica no país, surtos recentes e a ótima aceitação da vacina pelo mercado privado brasileiro, houve uma procura pelo produto muito superior à expectativa inicial e todas as premissas estabelecidas anteriormente. No momento, temos uma previsão de reabastecimento da vacina em meados de novembro, de acordo com o laboratório fornecedor da mesma.

- Meu filho já tomou a primeira dose da Vacina para 
meningite B, mas como a vacina esta em falta, 
não consegui dar a segunda. O que fazer?

Em geral, quando uma vacina é aplicada em várias doses significa que, a cada dose, há um aumento progressivo da defesa do organismo. Todas as doses são importantes para que a vacina resulte no efeito esperado, assim como respeitar o intervalo entre as doses. Porém se ocorrer um atraso com a próxima dose da vacina não precisa se preocupar porque não existe “data de vencimento” do calendário de vacinas. O importante é retomar a vacinação assim que possível. Vacina tomada não é vacina perdida! Ou seja: é melhor dar vacina atrasada do que não dar.

- Existe uma epidemia de meningite no Brasil?

A meningite é considerada uma doença endêmica no Brasil, ou seja, presente em algumas localidades. O que vem ocorrendo são surtos em algumas regiões do país, como o que aconteceu recentemente no Rio Grande do Sul, onde foi registrado um aumento no número de casos de Meningite C, por exemplo. Portanto, não podemos falar hoje em epidemia de Meningite no país.

- Adultos também precisam tomar vacina para meningite?

Todas as pessoas, crianças, adolescentes, adultos e idosos, podem contrair a Meningite Meningocócica. Estima-se que ocorram pelo menos 500.000 casos da doença por ano no mundo, cerca de 3.000 casos somente no Brasil. Além de causar doenças, o meningococo é encontrado (sem causar doença) no nariz e na garganta de 10% a 25% da população. Quem carrega a bactéria nessas regiões é chamado portador assintomático. A maioria dos portadores não adoece, mas pode transmitir essa infecção potencialmente fatal a outras pessoas através de secreções respiratórias, da saliva expelida ao tossir e espirrar, ou outras formas de contato próximo.  Por tudo isso, embora os lactentes sejam os mais vulneráveis a doença meningocócica invasiva, todos devem se vacinar.

bianca-humana vacinas Drª. Bianca Bezerra Quintiliano da Fonseca
 Pediatra e Cardiopediatra.
 Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade 
 Federal da Bahia.
 Residência Médica em Pediatria pela Faculdade de 
 Medicina da Universidade de São  Paulo.
 Especilista em Cardiologia Pediátrica 
pelo Hospital do Coração – Associação do Sanatório 
Sírio.
Especialista em Terapia Intensiva 
Cardio-Pediátrica pelo Hospital do Coração – 
Associação do Sanatório Sírio.
Título de especialista em Pediatria junto a 
Sociedade Brasileira de Pediatria desde 2009.
www.humanavacinas.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/HumanaVacinasSP?fref=ts
Telefone contato:(11) 5051-2499

Lembrando da nossa parceria com a Humana Vacinas onde temos descontos em todas as vacinas.

As mães do grupo tem 5% de desconto na tabela (basta informar que é do grupo) e as mães do Clube (www.clubeformaes.com.br) tem de 5% a 20% dependendo da vacina. Basta apresentar a carteirinha.

Imagem capa: Shutterstock

categorias: Vida de Mãe

Informações sobre as Vacinas contra Meningite

Olá queridas m@es!
Hoje vou falar um pouquinho sobre as duas novas vacinas para meningite que foram recentemente licenciadas no Brasil: Meningocócica ACWY e Meningocócica B (licenciadas em Fevereiro e Maio de 2015, respectivamente).
Esse é um assunto que tem gerado muita discussão no nosso grupo do Facebook e no consultório, e é de fato muito importante ser bem esclarecido.
O Meningococo (bactéria Neisseria meningitidis) é um dos mais importantes causadores de infecções bacterianas invasivas no mundo, especialmente meningites, septicemias, podendo também determinar pneumonias, artrites sépticas, pericardites e conjuntivites.
Existem 12 sorogrupos de Meningococos, e 6 deles respondem pela grande maioria das infecções em todo o mundo: A, B, C, W, Y e X.
Desde 2010 foi introduzida na rotina do Programa Nacional de Imunizações a vacina Menincocócica C conjugada, que é aplicada gratuitamente pelo SUS aos 3, 5 e 12 meses.
A vacina Meningococo B é conhecida internacionalmente como BEXSERO, e só está disponível nas clínicas particulares. Ela representa importante avanço na prevenção da doença meningocócica, e a SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) sugere a adoção do esquema proposto a seguir:
informacoes-sobre-vacina-meningite
Sugestão para colocação no esquema rotineiro de vacinação:
3 meses: Meningocócica C conjugada e Meningocócica B
5 meses: Meningocócica C conjugada e Meningocócica B
7 meses: Meningocócica B
12 a 15 meses: Uma dose de reforço – Meningocócica conjugada ACWY (ou Meningocócica C conjugada); e Meningocócica B
Doses de reforço adicionais da Meningocócica conjugada ACWY: uma dose entre 5 e 6 anos (ou 5 anos após a última dose recebida depois de 12 meses de idade) e outra no início da adolescência.
Crianças e adolescentes já vacinados com Meningocócica C conjugada após 1 ano de idade podem, a critério médico, receber a vacina ACWY, não sendo necessário respeitar intervalo específico em relação à dose anterior de Meningocócica C conjugada.
Como já foi dito acima, esse é o esquema vacinal sugerido pela SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), porém por se tratar de uma vacina licenciada recentemente no Brasil, ainda há muita discussão entre pediatras; sobretudo pelo fato de não existirem ainda estudos de eficácia com a vacina do Meningoco B, apenas estudos de imunogenicidade.
Os eventos adversos mais comuns observados após a aplicação da vacina foram febre, às vezes alta, principalmente nas primeiras 6 horas, irritabilidade, sonolência e dor local. Um estudo empregando Paracetamol como profilaxia dos eventos adversos (no momento da vacinação e duas doses subsequentes) reduziu consideravelmente a incidência da febre, sem interferência na imunogenicidade dos componentes vacinais.
Enfim, a intenção aqui foi apenas expor as novidades e a sugestão da SBIm, mas lembrem-se que o mais importante sempre é conversar com o pediatra do SEU FILHO!
Um beijo!
flavia-mariano-120x120 Dra. Flávia Mariano
 Pediatra e Neonatologista
 CRM: 127.047 
 e Mãe da Gabi, de 4 anos.
FONTE: SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) e CEDIPI.
Foto de capa: Shutterstock
categorias: home

Vacinas – por Dra. Flávia Mariano

Olá queridas m@es!

Hoje vou falar sobre vacinas, mais especificamente sobre a recente mudança na idade recomendada para a segunda dose da vacina tríplice viral (SCR – sarampo, caxumba e rubéola) e da vacina contra varicela (catapora).

Ambas vacinas (SCR e Varicela) eram feitas nas crianças aos 12 meses de idade, e a segunda dose, aos 4 anos.

A nova recomendação é que a PRIMEIRA DOSE da varicela continue sendo aos 12 meses, simultaneamente com a vacina tríplice viral (mas em aplicações separadas, pois a quádrupla viral – SCR + VARICELA na mesma aplicação – mostrou-se associada a uma maior frequência de febre nos lactentes que recebem a primeira dose desta vacina, quando comparados com os que recebem as vacinas SCR e varicela em injeções separadas, na primeira dose); e que a SEGUNDA DOSE da varicela seja antecipada para o segundo ano de vida, (entre 15 e 24 meses), de preferência combinada com os reforços de sarampo, caxumba e rubéola. (Aí sim, portanto, pode ser usada a quádrupla viral – SCRV, sem esse risco aumentado para febre alta).

O intervalo sugerido entre a primeira e segunda doses da vacina varicela é de 3 meses ou mais, sendo no mínimo de 1 mês.

A vacina contra a varicela em dose única é altamente eficaz para a prevenção das FORMAS GRAVES da doença, mas essas modificações no esquema de doses ocorreram pois estudos avaliando crianças vacinadas apenas com uma dose desta vacina mostraram que com o passar do tempo 15 a 20% delas podiam desenvolver quadros clínicos de varicela após contato com a doença. Em comparação com crianças não vacinadas, a maioria desses casos foram mais leves, com menos lesões, pouca ou nenhuma febre, menor duração e menor incidência de complicações.

Entretanto, essas crianças com varicela atenuada podem transmitir a doença a comunicantes e, eventualmente, desencadear surtos.

Crianças que receberam apenas uma dose da vacina varicela e apresentem contato domiciliar ou em escola com indivíduo com a doença devem antecipar a segunda dose, respeitando o intervalo mínimo de 1 mês entre as doses, como já dito anteriormente. Durante surtos ou após contato íntimo com caso de varicela, podemos vacinar crianças de 9 a 12 meses (desde que estas não apresentem alguma imunodeficiência), entretanto as doses feitas antes de 1 ano de idade não devem ser consideradas como válidas.

A vacinação também pode ser indicada na profilaxia pós-exposição dentro de 5 dias após contato, preferencialmente nas primeiras 72 horas.

Portanto, m@es, a recomendação atual da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Imunizações para a vacinação de crianças contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e a varicela é:

1- Primeira dose: aos 12 meses de idade: SCR e varicela (preferencialmente) ou SCRV (quádrupla viral), de acordo com a decisão do pediatra.

Em situações epidemiológicas que justifiquem a antecipação de vacinação contra essas infecções, ela pode ocorrer aos 9 meses de idade.

2- Segunda dose: SCR e varicela ou SCRV, o mais precocemente possível, a partir de 3 meses após a primeira dose.

Segue abaixo o Calendário Vacinal recomendado atualmente pela Sociedade Brasileira de Pediatria:

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Qualquer dúvida, estou à disposição!

Um beijo para vocês.

 

flavia marianoDra. Flávia Mariano
Pediatra e Neonatologista
CRM: 127.047 
e Mãe da Gabi, de 2 anos e 7 meses.
categorias: home

Enxoval em Miami – Vacina da gripe

Essa dica quem me deu foi a minha médica.

Antes de embarcar para Miami, ela me pediu para tomar a vacina da gripe aqui no Brasil (já que sou “grupo de risco”).

 

Liguei para TODOS os lugares e não consegui achar a vacina disponível em nenhum hospital, clínica, posto de saúde, nada…

 

Conversei com a minha médica e ela me disse que eu poderia tomar nos Estados Unidos, no dia em que eu chegasse lá.

 

Eu sei que a vacina demora 15 dias para fazer efeito, mas achei melhor tomar no primeiro dia do que não tomar.

 

E foi super fácil. Parei em uma rede de farmácia CVS e pedi para tomar a vacina da gripe (Fluezone Intraderm), obviamente expliquei que estava grávida e o rapaz me disse que não tinha problema nenhum, e que inclusive é indicada para grávidas.

 

Após preencher esse formulário, ele aplicou a vacina, ali em uma cadeira no cantinho da farmácia mesmo e pronto.

 

Não sei se já chegou no Brasil (a promessa era de chegar no final de março) e qual é o valor, mas quem estiver indo para os Estados Unidos é interessante tomar por lá, porque parece que, inclusive, é mais barato do que aqui e tem em todas as farmácias.

 

Eu paguei US$ 36,99.

 

Ah, não tive nenhum tipo de reação, só um pouquinho de desconforto onde a vacina foi aplicada no dia seguinte e nada mais.

 

Beijos

 

Kiki

categorias: Vida de Mãe

Gripe – por Dr. Paulo Telles

Outono e Inverno, nesta época do ano pais e pediatras ficam malucos e preocupados com a tosse, febre nariz escorrendo, chiado, falta de apetite, o que de tão diferente acontece nestes meses?

Pois bem chegou a época da  GRIPE!

A gripe é uma doença respiratória aguda causada por vírus influenza A ou B que afeta aves e mamíferos. Ocorre em surtos a cada ano, principalmente durante o inverno.

Manifesta-se por sinais e sintomas de vias aéreas superiores e/ou inferiores, mas as manifestações clínicas da gripe em crianças variam de acordo com a idade e contato prévio com o vírus.

Entre as crianças saudáveis, a gripe é geralmente uma doença aguda, autolimitada, ou seja resolve-se sozinha e sem complicações. Em alguns casos, no entanto, a gripe está associada a algumas complicações como pneumonia, otite, bronquiolite e  insuficiência respiratória.

As crianças, principalmente abaixo de 5 anos  têm risco aumentado de apresentar infecção mais  grave ou complicações.

Os fatores de risco para infecção complicada nas crianças incluem:

–          idade menor que cinco anos (risco maior em menores de dois anos)

–          doença pulmonar crônica (incluindo asma  e bebês que chiem com freqüência)

–          problemas cardíacos

–          prematuridade, entre outros.

 

Como meu filho pega a Gripe?

A transmissão da gripe se dá pelo contato interpessoal, primariamente através de secreções respiratórias (contato direto ou gotículas) e secundariamente através de objetos, como brinquedos, chupeta e talheres. Existe grande quantidade de vírus na secreção respiratória das crianças doentes. A disseminação do vírus tem seu pico entre 24 e 48 horas do inicio do quadro e após isso começa a declinar, durando habitualmente cinco a sete dias nos adultos e até 14 dias nas crianças.

O período de incubação é de um a quatro dias (média de dois dias).

 

Manifestações Clinicas

Influenza A e B causam predominantemente doença respiratória. O início dos sintomas é abrupto, caracterizado por febre, calafrios, coriza, dor no corpo , dor de cabeça, conjuntivite, faringite, rouquidão e tosse seca. Caracteristicamente, influenza causa mais sintomas gerais do que os outros vírus respiratórios. Os sintomas podem localizar-se em qualquer porção do trato respiratório, produzindo uma infecção de vias aéreas superiores, com nariz entupido ou escorrendo e ronco, ou afetar o pulmão causando bronquiolite, pneumonia e piora de asma. Este tipo de acometimento é mais freqüente em crianças menores de dois anos.

Na faixa etária pediátrica, sintomas como diarréia e dor abdominal são mais freqüentes, especialmente em infecções por influenza B.

 

Tratamento

O tratamento envolve repouso, de preferência deixar a criança em casa, sem freqüentar escolas e creches,  hidratação, (líquidos a vontade, incluindo água, leite sucos) e analgésicos ou antitérmicos (Tylenol, novalgina por exemplo).

Existem algumas medicações anti virais como Tamiflu, que pode ser administrado nas primeiras 48hs do início dos sintomas para diminuir gravidade e duração da doença. Mas só deve ser usado com prescrição medica e em alguns casos específicos.

Mtas vezes sou questionado sobre o uso de antibióticos nos quadros gripais, os antibióticos não devem ser usados na gripe, por que antibiótico só mata bactérias e não vírus, que são os causadores da gripe

No entanto em casos de complicações por infecções bacterianas secundárias, como em otites ( infecção de ouvido) e pneumonia o uso dos antibióticos deve ser indicado. Devemos suspeitar destas complicações na criança persistência da febre por mais de 72hs , retorno de febre, piora do estado geral ou do padrão respiratório ( ofegante, com falta de ar) ou queixa de dor de ouvido.

A evolução normalmente na gripe  é excelente, com recuperação total em quase todos os pacientes, porém com tosse persistente por semanas e não dias como a maior parte dos demais vírus respiratórios.

 

Prevenção

Prevenção primária se dá através da vacinação. As vacinas que usamos são feitas com vírus inativado (morto)., por isso não causam a gripe, podem dar apenas febre nas 24hs seguintes da aplicação. Anualmente a Organização Mundial de Saúde prevê qual serão as cepas virais epidêmicas para o próximo ano, permitindo que as indústrias farmacêuticas produzam vacinas de acordo, por isso a vacina deve ser refeita todo ano.

A vacinação contra o influenza na pediatria está indicada para todos os pacientes com mais de seis meses de vida.

Lembrando que crianças que freqüentam creches, escolas e berçários estão mais expostas a gripe e podem passar quase o inverno todo tossindo, com coriza e obstrução nasal. Fiquem atentas aos sinais de complicações e na piora falem ou procurem seus pediatras.

Bjos Paulo Telles

Dr. Paulo Telles
Pediatra / Neonatologista