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Vacina da Gripe 2018

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Bom dia queridas!

Hoje vamos falar sobre a vacina da gripe 2018, que já está disponível nas clínicas particulares e em breve também na rede pública.

Os vírus utilizados para a confecção da vacina são atualizados anualmente, e nesse ano a vacina brasileira contou com uma atualização na cepa de Influenza A H3N2.  Isso ocorreu pois essa forma do vírus circulou com força no hemisfério norte em janeiro desse ano, dobrando os casos de indivíduos infectados por influenza em relação à 2017 (com isso provocando a epidemia mais grave registrada nos EUA nos últimos 13 anos).

No hemisfério norte, a vacina acabou por não ser atualizada em tempo e por isso o vírus acabou fazendo mais vítimas.

A composição da vacina TRIVALENTE, que será disponibilizada na rede pública brasileira a partir de 23 de abril contém proteção para 3 subtipos de vírus influenza:

2 influenza A:

– A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09
-A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2)

e 1 influenza B:

-B/Phuket/3073/2013 (Yamagata)

Na rede particular além da vacina trivalente, há a TETRAVALENTE, que contém também o Influenza B da forma Brisbane/60/2008.

As RECOMENDAÇÕES para vacinação são as seguintes:

– todas as crianças de 6 meses a 5 anos de idade
– todos os adultos acima de 50 anos de idade
– todas as gestantes em qualquer fase da gestação
– todas as puérperas até 45 dias após o parto
– adultos e crianças acima de 6 meses de idade com doenças crônicas, cardíacas, pulmonares, renais ou metabólicas
– adultos e crianças acima de 6 meses de idade com hemoglobinopatias ou imunodepressão
– adultos e crianças acima de 6 meses de idade que tenham contato com pacientes de risco
– profissionais de saúde
– pessoas que cuidam das pessoas de risco

Além desse grupo, todos os adultos e crianças acima de 6 meses de idade que desejam reduzir a incidência de gripe também podem receber a vacina.

As CONTRAINDICAÇÕES são:

– crianças abaixo de 6 meses de idade
– pacientes com história de reação grave anterior à vacina da gripe
– pacientes com história de alergia grave ao ovo

**Já a campanha nacional (gratuita) é destinada aos mais vulneráveis, pessoas que podem desenvolver reações mais graves ao vírus; que são:

– crianças de 6 meses a 5 anos de idade
– gestantes e puérperas há menos de 45 dias
– idosos
– profissionais de saúde
– professores de rede pública ou privada
– portadores de doenças crônicas
– povos indígenas
– pessoas privadas de liberdade

Importante lembrar que a vacina da gripe NÃO CAUSA GRIPE. Ela é feita a partir de vírus morto, e não vivo atenuado como era feita há anos atrás. E também que após a aplicação, o organismo leva de 10 a 15 dias para desenvolver os anticorpos, daí a importância de vacinar logo agora no início do outono.

As reações mais comuns da vacina da gripe são uma leve dor e endurecimento no local da picada. Febre, dor muscular ou pele avermelhada são sintomas raros.

Enfim, espero ter ajudado e me coloco à disposição para eventuais dúvidas.
Um beijo,
Flávia Mariano

 

Capa: ShutterStock

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Eritema infeccioso ou Doença da face esbofeteada

Olá M@es!

Hoje vou falar um pouquinho sobre uma doença que já foi falada nessa última semana no nosso grupo do Facebook, e que tem sido assunto bastante recorrente entre as famílias/ escolas; exatamente por estarmos tendo um surto atual dela na cidade de São Paulo.

Falaremos sobre o ERITEMA INFECCIOSO ou a DOENÇA DA FACE ESBOFETEADA

É uma doença infecciosa que acomete preferencialmente crianças de 2 a 14 anos, sendo considerada a forma mais benigna do amplo espectro de infecções associadas ao parvovírus humano B19, reconhecido atualmente como o agente etiológico.

É também conhecido como a quinta doença (as outras quatro doenças exantemáticas que entram nessa classificação são a escarlatina, sarampo, rubéola e roséola) ou megaleritema epidêmico, sendo de ampla ocorrência no mundo (cerca de 50% das pessoas já são imunes à doença com 15 anos de idade); com surtos principalmente nos meses de inverno e primavera.

Via de transmissão:

A via respiratória é a mais importante na fase virêmica da infecção pelo parvovírus B19, principalmente em comunidades fechadas (berçários, escolas) e entre pessoas da mesma família, onde a taxa de ataque de infecção pode atingir 50% entre os susceptíveis. Por gotículas respiratórias no ar (tosse ou espirro), saliva (beijos ou bebidas compartilhadas), de mãe para bebê durante a gravidez, parto ou amamentação, e por outras secreções infectadas.

A erupção cutânea ocorre por volta de 17 a 18 dias após a criança ter sido infectada pelo vírus, caracterizando o eritema como evento tardio no curso da infecção (fase pós virêmica) e, portanto, com mínimas chances de transmissão.
Importante ressaltar que após o aparecimento da erupção, não há mais risco de contágio.

Período de incubação:

Varia de 4 a 14 dias.

Etiologia:

Causado pelo parvovírus B-19, que pertence à família Parvoviridae e gênero Eritrovirus,

Quadro clínico:

O exantema (manchas avermelhadas) é a apresentação clássica da infecção e em geral não se acompanha de manifestações sistêmicas.

No entanto, alguns pacientes podem referir sinais e sintomas inespecíficos (febrícula, mialgias, cefaléia, náuseas, mal-estar) precedendo o “rash” cutâneo, considerados pródromos e correspondentes à fase virêmica.

A principal característica é uma erupção cutânea que começa nas bochechas e se espalha pelos membros inferiores e pelo tronco.

Nos casos típicos da doença o exantema inicia-se pela face sob a forma de eritema difuso e edema das bochechas (facies esbofeteada); as outras regiões da face, como o queixo e a região perioral, são poupadas.

O exantema clássico da doença é do tipo maculopapular com palidez central, característica que confere aspecto rendilhado à lesão; acomete o tronco e a face extensora dos membros, podendo regredir em até três semanas.

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No entanto, na maioria dos casos predomina o caráter recorrente, que sofre a ação de estímulos não específicos, como sol, estresse e variação brusca de temperatura ambiente. Portanto, é verdade que o exantema tende a piorar se exposto à luz solar.

Diagnóstico:

O diagnóstico é basicamente clínico e leva em conta as características da erupção cutânea. Exames de sangue podem ajudar a identificar os níveis de anticorpos para o vírus B19, quando for necessário estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças exantemáticas, como a rubéola e o sarampo.

Tratamento e prevenção:

Não há tratamento específico, sendo raros os casos que necessitam de medicação sintomática, restrita aos analgésicos, principalmente em adultos com artralgias ou mialgias.

As medidas preventivas devem visar somente os grupos com risco de desenvolver as formas graves da infecção pelo B19 (grávidas e portadores de anemias hemolíticas crônicas), sendo indicados a gamaglobulina humana intravenosa na grávida e o isolamento destes pacientes em risco de evolução grave.
A maioria das mulheres com eritema infeccioso durante a gravidez tem bebês saudáveis, mas há um pequeno risco de aborto e malformação fetal se a doença for contraída nas primeiras 20 semanas de gestação. Caso a gestante entre em contato com algum caso de eritema infeccioso, deve comunicar seu obstetra.

 

Espero ter ajudado, e estou à disposição para eventuais dúvidas!
Um beijo.

 

*fonte: www.sbp.com.br
 
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Um pediatra na minha casa?

Após uma noite agitada e depois de trocar várias mensagens com a pediatra do Murilo, resolvi testar o site Dr.Vem!  A proposta deles é oferecer uma consulta pediátrica a domicílio. Atualmente o serviço atende apenas a cidade de São Paulo e deve expandir para outras cidades em breve!

Funciona assim:

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Você se cadastra no site, consulta seu CEP para saber se o Dr.Vem! já atende sua região. Depois coloca as informações sobre o paciente e explica o motivo da solicitação. Após alguns minutos recebe um telefonema do médico (a)  para uma espécie de triagem.

Essa conversa serve para entender se a consulta domiciliar pode ser aplicada a nossa necessidade. É nesse momento que verificam se o caso é mais grave e existe a recomendação de uma ida ao pronto-socorro e se o paciente precisa de exames complementares, por exemplo.

Como nosso caso se encaixava perfeitamente na proposta do Dr.Vem!, combinamos a consulta para algumas horas depois.

A Dra. Fernanda Trolezi chegou na nossa casa com um kit que incluía aparelho de pressão, otoscópio para o ouvido, esteto para auscultar o coração e a respiração, além de balança e até aquela “régua” para medir a criança.

Expliquei a ela os sintomas e depois de examiná-lo foi constatado que ele não estava com os ouvidos inflamados como eu suspeitava. Aquela agitação toda pode ter acontecido devido algum desconforto com nascimento dos dentinhos.

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Me tranquilizei e fiquei mais ainda satisfeita quando a Dra. Fernanda explicou que, como coloquei o email da nossa médica no cadastro do site, ela receberia em algumas horas um relatório sobre nossa consulta.

O pagamento é feito via cartão de crédito através do site na hora do chamado e somente é debitado após o término da consulta. A nota fiscal é enviada por email – se o seu convênio médico aceita reembolso é só mandar o recibo como numa consulta tradicional.

Nessa época do ano onde os P.S. dos hospitais estão completamente lotados e com toda a correria da cidade grande, o serviço prestado pelo Dr.Vem! é exatamente o que uma mãe procura: Atendimento rápido, eficiente e super humanizado no conforto da sua casa.

Gostei tanto dessa nova opção de consultas para os meus filhos que me sinto ate mais segura.

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Este post conta com o patrocinio de uma empresa que confiamos

 

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Zika Vírus

Olá queridas M@es!
Hoje vamos falar um pouquinho sobre um assunto mais que atual, e extremamente frequente no consultório nos últimos meses, o Zika Vírus.
O Zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015, mas foi descoberto em 1947 em macacos, na floresta Zika, em Uganda.
TRANSMISSÃO:
O principal modo de transmissão descrito do vírus é a picada pelo Aedes aegypti. Outras possíveis formas de transmissão do vírus Zika precisam ser avaliadas com mais profundidade, com base em estudos científicos. Não há evidências de transmissão do vírus Zika por meio do leite materno, assim como por urina, saliva e sêmen. Conforme estudos aplicados na Polinésia Francesa, não foi identificada a replicação do vírus em amostras do leite, assim como a doença não pode ser classificada como sexualmente transmissível. Também não há descrição de transmissão por saliva.
SINTOMAS:
Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história.
Até o momento não há exame de sorologia disponível comercialmente para detecção de anticorpos para Zika Vírus no Brasil. Atualmente só há disponibilidade para realização de isolamento viral e PCR, restrito aos laboratórios de referência.
TRATAMENTO:
Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. Também não há vacina contra o vírus. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de paracetamol ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos (anti-alérgicos) podem ser considerados.

Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus.

Apesar de ser uma doença benigna, como disse acima, houve o aumento de casos relatados com complicações neurológicas em locais onde ocorreu epidemia de Zika, como na Polinésia Francesa, em 2014. Essa complicação neurológica é a Sindrome de Guillain -Barré, uma neuropatia potencialmente grave.  Essa síndrome não é nova, e pode acontecer quando somos infectados por alguns vírus ou algumas bactérias. A ocorrência é bastante rara, mas não se pode negar a relação da Zika com a Síndrome de Guillain-Barré.

 

MITOS:

– CRIANÇAS / IDOSOS E O ZIKA

Ao contrário do que ultimamente circulou em áudios (sem embasamento científico nenhum) de whatsapp, mencionando a possibilidade e a existência de crianças menores de 7 anos e idosos com sintomas neurológicos decorrentes do Zika, a doença afeta da mesma forma bebês, crianças, adultos e idosos. Não é mais grave nos extremos de idade, e definitivamente não traz maior índice de complicações nestes.

A grande preocupação é com as gestantes. Existe SIM a relação entre grávidas infectadas pelo Zika no primeiro trimestre de gestação (principalmente nesse período) e fetos com microcefalia. Neste último sábado (dia 13 de fevereiro de 2016), uma grande revista que publica artigos médicos científicos (New England Journal of Medicine) publicou a análise da necrópsia de um dos casos confirmando a partícula viral no cérebro de um recém nascido com microcefalia.

 

– VACINAS E O ZIKA

NÃO HÁ ASSOCIAÇÃO ENTRE VACINAS (VENCIDAS OU NÃO) COM A MICROCEFALIA!!!

As vacinas contra a rubéola e contra o sarampo (dupla viral e tríplice viral) não são aplicadas durante a gestação. O Ministério da Saúde não recomenda a vacinação de gestantes com qualquer vacina que contenha vírus vivo atenuado, como é o caso das vacinas dupla e tríplice viral. Recomenda-se, como medida adicional de segurança, que a mulher não engravide até um mês após a vacinação, apesar de estudos mostrarem que as vacinas são seguras, mesmo se aplicadas durante a gravidez, não causando danos ao feto. Este procedimento visa a evitar dúvidas no diagnóstico, caso o feto apresente algum problema durante a gestação.

Também é importante destacar que todas as crianças com suspeita de microcefalia no país passaram por testes para as principais causas de malformação, que são rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus. Para todas essas doenças, o resultado foi negativo.

Com relação a vacina dTpa, cabe ressaltar que esse imunobiológico é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a estratégia mais custo-efetiva para a prevenção da mortalidade infantil por coqueluche. A vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde às gestantes é a adsorvida de difteria, tétano e coqueluche-dTpa (pertussis acelular), utilizada apenas no final da gestação, a partir da 27ª semana.

 

 

PREVENÇÃO / PROTEÇÃO:

 A única forma de evitar a doença é evitar a picada pelo mosquito!

– Utilize telas em janelas e portas, use roupas compridas – calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente nessas áreas. Os repelentes à base de Icaridina (Exposis) e DEET (Autan, Off, Repelex) são eficazes e podem ser usados a partir dos seis meses de vida. As gestantes podem usar a Icaridina sem restrições (no entanto, sugiro sempre consultar seu obstetra).
– Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros, inseticidas de tomada, velas ou óleos de citronela, ou outras barreiras disponíveis.

Cuidados
– Caso observe o aparecimento de manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados ou febre, busque atendimento médico.
– Não tome qualquer medicamento por conta própria.

Enfim queridas, espero ter ajudado! Não vou me alongar mais para o texto não ficar cansativo, mas ainda há muito a se falar (e principalmente a se pesquisar e confirmar) sobre o Zika.
Conforme isso for acontecendo posto novas atualizações para vocês.
Fico à disposição para eventuais dúvidas!
Um beijo,
flavia marianoDra. Flávia Mariano
Pediatra e Neonatologista
CRM: 127.047 
e Mãe da Gabi, de 5 anos.
https://www.instagram.com/draflaviamariano/



Fontes:
New England Journal of Medicine
FIOCRUZ
Ministério da Saúde
 
Foto capa: Shutterstock
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5 motivos para você considerar o uso da chupeta

Sabemos que esse assunto é muito polêmico e particular.

Mas queremos mostrar pra vocês que existem vantagens e desvantagens em se oferecer chupeta aos bebês.

Que fique claro que somos a favor do aleitamento materno exclusivo no peito mas conversando com profissionais da área pegamos algumas dicas e informações e vamos compartilhar com vocês. A chupeta não é totalmente uma vilã:

1) Evita morte súbita: um estudo analisou o uso de chupetas por vítimas da síndrome e concluiu que a presença da chupeta estava associada a um risco menor,

2) Acalma o bebê: os bebês nascem com uma necessidade de sucção e o uso da chupeta pode acalma los enquanto não estão mamando no peito.

3) Ajuda a dormir: a chupeta ajuda os bebês se acalmarem é assim conseguem dormir com mais facilidade.

4) Evita que se chupe o dedo: pela necessidade de sucção que já falamos o bebê que pega a chupeta tem menor chance de descobrir os dedinhos para chupa los. Visto que isso não deve se tornar um vício e no momento certo de retirar o objeto é muito mais fácil.

5) Tira o foco da dor: nos momentos de cólicas o uso da chupeta tira o foco da dor evitando assim o choro prolongado.

Estamos cientes das desvantagens que são na maior parte problemas ortodônticos e que existe uma linha de profissionais e mães que atestam que o uso de chupetas e bicos pode confundir o bebê causando assim um desmame precoce, mas hoje temos no mercado chupetas ortodônticos e chupetas com bico muito parecido ao seio materno evitando assim esses dois pontos.

Atenção: converse com seu médico pediatra e informe-se.

Imagem de capa: Shutterstock

 

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Dúvidas sobre a vacina da meningite B

Como o assunto Meningite e suas vacinas está em alta no grupo e as mães com MUITAS dúvidas resolvemos esclarecer algumas delas por aqui. Para isso pedimos a ajuda da Dra. Bianca Bezerra que é pediatra da Clinica de Vacinação Humana. Esperamos que as informações ajudem.

- Qual a diferença entre as vacinas de meningite?

Existem hoje no Brasil três vacinas para a prevenção da meningite. A vacina conjugada meningocócica C, dada no primeiro ano de vida, aos 3 meses e 5 meses de vida, disponível também no Sistema Público de Saúde. A vacina conjugada meningocócica ACWY, liberada para uso a partir do primeiro ano de vida, disponível apenas nas clínicas privadas, recomendada para o reforço vacinal nas crianças e para a imunização de adolescentes e adultos por abranger um maior número de sorogrupos do meningococo. E agora a vacina recombinante meningocócica B, disponível também apenas nas clínicas privadas, indicada para a imunização de indivíduos a partir dos 2 meses de vida e licenciada para indivíduos até 50 anos de idade.

- Já existe uma previsão de volta da vacina da meningite B no mercado?

A nova vacina meningocócica B foi lançada comercialmente no Brasil em Maio de 2015 e, como todo lançamento, a demanda projetada foi baseada no histórico de lançamentos anteriores e indicadores atuais de mercado. No entanto, devido à importância epidemiológica da doença meningocócica no país, surtos recentes e a ótima aceitação da vacina pelo mercado privado brasileiro, houve uma procura pelo produto muito superior à expectativa inicial e todas as premissas estabelecidas anteriormente. No momento, temos uma previsão de reabastecimento da vacina em meados de novembro, de acordo com o laboratório fornecedor da mesma.

- Meu filho já tomou a primeira dose da Vacina para 
meningite B, mas como a vacina esta em falta, 
não consegui dar a segunda. O que fazer?

Em geral, quando uma vacina é aplicada em várias doses significa que, a cada dose, há um aumento progressivo da defesa do organismo. Todas as doses são importantes para que a vacina resulte no efeito esperado, assim como respeitar o intervalo entre as doses. Porém se ocorrer um atraso com a próxima dose da vacina não precisa se preocupar porque não existe “data de vencimento” do calendário de vacinas. O importante é retomar a vacinação assim que possível. Vacina tomada não é vacina perdida! Ou seja: é melhor dar vacina atrasada do que não dar.

- Existe uma epidemia de meningite no Brasil?

A meningite é considerada uma doença endêmica no Brasil, ou seja, presente em algumas localidades. O que vem ocorrendo são surtos em algumas regiões do país, como o que aconteceu recentemente no Rio Grande do Sul, onde foi registrado um aumento no número de casos de Meningite C, por exemplo. Portanto, não podemos falar hoje em epidemia de Meningite no país.

- Adultos também precisam tomar vacina para meningite?

Todas as pessoas, crianças, adolescentes, adultos e idosos, podem contrair a Meningite Meningocócica. Estima-se que ocorram pelo menos 500.000 casos da doença por ano no mundo, cerca de 3.000 casos somente no Brasil. Além de causar doenças, o meningococo é encontrado (sem causar doença) no nariz e na garganta de 10% a 25% da população. Quem carrega a bactéria nessas regiões é chamado portador assintomático. A maioria dos portadores não adoece, mas pode transmitir essa infecção potencialmente fatal a outras pessoas através de secreções respiratórias, da saliva expelida ao tossir e espirrar, ou outras formas de contato próximo.  Por tudo isso, embora os lactentes sejam os mais vulneráveis a doença meningocócica invasiva, todos devem se vacinar.

bianca-humana vacinas Drª. Bianca Bezerra Quintiliano da Fonseca
 Pediatra e Cardiopediatra.
 Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade 
 Federal da Bahia.
 Residência Médica em Pediatria pela Faculdade de 
 Medicina da Universidade de São  Paulo.
 Especilista em Cardiologia Pediátrica 
pelo Hospital do Coração – Associação do Sanatório 
Sírio.
Especialista em Terapia Intensiva 
Cardio-Pediátrica pelo Hospital do Coração – 
Associação do Sanatório Sírio.
Título de especialista em Pediatria junto a 
Sociedade Brasileira de Pediatria desde 2009.
www.humanavacinas.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/HumanaVacinasSP?fref=ts
Telefone contato:(11) 5051-2499

Lembrando da nossa parceria com a Humana Vacinas onde temos descontos em todas as vacinas.

As mães do grupo tem 5% de desconto na tabela (basta informar que é do grupo) e as mães do Clube (www.clubeformaes.com.br) tem de 5% a 20% dependendo da vacina. Basta apresentar a carteirinha.

Imagem capa: Shutterstock

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Informações sobre as Vacinas contra Meningite

Olá queridas m@es!
Hoje vou falar um pouquinho sobre as duas novas vacinas para meningite que foram recentemente licenciadas no Brasil: Meningocócica ACWY e Meningocócica B (licenciadas em Fevereiro e Maio de 2015, respectivamente).
Esse é um assunto que tem gerado muita discussão no nosso grupo do Facebook e no consultório, e é de fato muito importante ser bem esclarecido.
O Meningococo (bactéria Neisseria meningitidis) é um dos mais importantes causadores de infecções bacterianas invasivas no mundo, especialmente meningites, septicemias, podendo também determinar pneumonias, artrites sépticas, pericardites e conjuntivites.
Existem 12 sorogrupos de Meningococos, e 6 deles respondem pela grande maioria das infecções em todo o mundo: A, B, C, W, Y e X.
Desde 2010 foi introduzida na rotina do Programa Nacional de Imunizações a vacina Menincocócica C conjugada, que é aplicada gratuitamente pelo SUS aos 3, 5 e 12 meses.
A vacina Meningococo B é conhecida internacionalmente como BEXSERO, e só está disponível nas clínicas particulares. Ela representa importante avanço na prevenção da doença meningocócica, e a SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) sugere a adoção do esquema proposto a seguir:
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Sugestão para colocação no esquema rotineiro de vacinação:
3 meses: Meningocócica C conjugada e Meningocócica B
5 meses: Meningocócica C conjugada e Meningocócica B
7 meses: Meningocócica B
12 a 15 meses: Uma dose de reforço – Meningocócica conjugada ACWY (ou Meningocócica C conjugada); e Meningocócica B
Doses de reforço adicionais da Meningocócica conjugada ACWY: uma dose entre 5 e 6 anos (ou 5 anos após a última dose recebida depois de 12 meses de idade) e outra no início da adolescência.
Crianças e adolescentes já vacinados com Meningocócica C conjugada após 1 ano de idade podem, a critério médico, receber a vacina ACWY, não sendo necessário respeitar intervalo específico em relação à dose anterior de Meningocócica C conjugada.
Como já foi dito acima, esse é o esquema vacinal sugerido pela SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), porém por se tratar de uma vacina licenciada recentemente no Brasil, ainda há muita discussão entre pediatras; sobretudo pelo fato de não existirem ainda estudos de eficácia com a vacina do Meningoco B, apenas estudos de imunogenicidade.
Os eventos adversos mais comuns observados após a aplicação da vacina foram febre, às vezes alta, principalmente nas primeiras 6 horas, irritabilidade, sonolência e dor local. Um estudo empregando Paracetamol como profilaxia dos eventos adversos (no momento da vacinação e duas doses subsequentes) reduziu consideravelmente a incidência da febre, sem interferência na imunogenicidade dos componentes vacinais.
Enfim, a intenção aqui foi apenas expor as novidades e a sugestão da SBIm, mas lembrem-se que o mais importante sempre é conversar com o pediatra do SEU FILHO!
Um beijo!
flavia-mariano-120x120 Dra. Flávia Mariano
 Pediatra e Neonatologista
 CRM: 127.047 
 e Mãe da Gabi, de 4 anos.
FONTE: SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) e CEDIPI.
Foto de capa: Shutterstock
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Você sabe o que fazer em casos de Hipotermia?

Olá queridas M@es! Hoje vou falar um pouco sobre o que fazer em uma situação de hipotermia nas crianças, já que vejo que é um assunto bastante recorrente e que gera muita preocupação aqui no nosso grupo do facebook e no consultório diariamente.

A hipotermia é caracterizada por uma temperatura corporal inferior a 35 graus, e pode ocorrer por exposição ao frio intenso, acidentes, cirurgias, uso de drogas, álcool e medicações.

O que mais comumente vemos acontecer em nosso meio é a hipotermia decorrente do uso de antitérmicos nas crianças. Infelizmente esse é sim um efeito colateral que pode ocorrer após o uso de QUALQUER tipo de antitérmico (e até alguns corticóides), em bebês e crianças de qualquer idade. Devemos confiar na prescrição de nossos pediatras e usar essas medicações sim sempre que for de fato necessário, e ter uma mínima orientação de como agir caso a temperatura corporal caia abaixo do 35 graus.

Em primeiro lugar certifique–se que o seu termômetro está funcionando (após aferir uma temperatura muito baixa no seu filho, meça também a sua própria temperatura). Dê preferência aos termômetros axilares e mantenha-os por no mínimo 3 minutos bem posicionado na axila.

Geralmente os pés e mãos estarão mais gelados em casos de hipotermia, a face avermelhada, e a criança tende a ficar mais apática (mais “quietinha”).

O ideal é colocá-la em uma banheira cheia de água bem quente e manter por um período de tempo suficiente somente para aquecer o corpo da criança (nunca deixe a água começar a esfriar). Tire e imediatamente envolva-a em mantas e roupas bem quentes, e mantenha-a abraçada ao seu corpo.

Coloque gorros e toucas (eles perdem muito calor pela cabecinha), luvas e meias.

Ofereça leite ou chá quente e siga monitorando a temperatura (que NÃO vai subir de volta aos 36 graus de uma hora para a outra, esse processo é LENTO mesmo; mas o mais importante a ser observado é que a temperatura pare de cair, e lentamente volte ao normal – entre 36 e 37 graus).

Claro que tudo isso só é válido para aquelas crianças que estão conscientes, acordadas, reagindo a estímulos. Se houver qualquer sinal de rebaixamento do nível de consciência, envolva a criança em uma manta e leve imediatamente ao Pronto Socorro.

Também é muito importante salientar que estas orientações valem para casos em que a criança foi medicada com um antitérmico e por isso sabemos a causa de a temperatura estar mais baixa que o normal. Se a criança NÃO foi exposta a baixas temperaturas, nem recebeu medicações que possam estar causando a hipotermia, contate imediatamente o seu pediatra ou procure um pronto socorro próximo, pois a hipotermia (geralmente associada à prostração e apatia) pode ser o primeiro sinal de alguns quadros infecciosos.

Espero ter ajudado, e coloco-me à disposição para eventuais dúvidas!

Um grande beijo,

flavia-mariano-120x120 Dra. Flávia Mariano
 Pediatra e Neonatologista
 CRM: 127.047 
 Mãe da Gabi, de 4anos.

Foto capa: Shutterstock

categorias: Vida de Mãe

10 Dicas para melhorar a alimentação do seu filho

Tivemos recentemente no grupo, uma oportunidade incrível de esclarecer nossas dúvidas de mãe, sobre alimentação infantil (que não são poucas, diga-se de passagem).

Foram duas horas de Bate Papo, a convite de Vitawin Kids, com o Dr. José Vicente Rinaldi, pediatra da Sanofi, que resultaram em muitos esclarecimentos e um gostinho de quero mais.

Por isso além das perguntas que foram respondidas por lá, elaboramos uma listinha com dicas sobre o assunto:

10 Dicas para melhorar a alimentação das crianças:

1)      Sirva as refeições sempre num local apropriado:

Uma vez ou outra não vejo problemas da criança se alimentar fora do local de costume, mas vale dizer que rotina nessas horas ajuda e muito. É importante a criança saber onde deve comer e já se preparar para a refeição.

2)      Seja um bom exemplo:

Coma junto e de preferência os mesmos alimentos. A criança sempre vai se espelhar nos pais.

3)      Não ofereça os líquidos junto com as refeições:

Deixe para colocar o suco ou a água após a alimentação.

4)      Fique atenta aos horários:

Devemos fazer 6 refeições ao dia (café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar e lanche) e quanto mais acostumados com essa rotina a criança está, mais fácil de se alimentar bem.

5)      Nenhum alimento é insubstituível: 

Seu filho não come algum alimento? Ofereça algo em troca e que substitua as vitaminas em questão. É importante incluir na alimentação da criança de 4 a 10 anos todos os alimentos da pirâmide nutricional.

Fonte: Adaptado de: Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de Janeiro; 2012 [acesso em 2014 Dec 19]. Disponível em: http://www.sbp.com.br/pdfs/14617a-PDManualNutrologia-Alimentacao.pdf.

Fonte: Adaptado de: Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de Janeiro; 2012 [acesso em 2014 Dec 19]. Disponível em: http://www.sbp.com.br/pdfs/14617a-PDManualNutrologia-Alimentacao.pdf.

6)      Não faça ameaças:

Essa não é a melhor forma de criar um elo de confiança entre seu filho, você e a comida.

7)      Não troque as refeições por leite ou outras guloseimas:

Se a criança não comeu bem no almoço por exemplo, o máximo que irá acontecer é ela estar com mais fome na próxima refeição. Espere!!!

8)      Sempre que tiver oportunidade apresente os alimentos:

Leve a feira ou ao supermercado, ensine as cores, os nomes, sirva, faça receitas diferentes; isso estimula e incentiva as crianças a experimentar novos alimentos.

9)      Não exagere:

Não é um prato ser enorme que o torna saudável. Ofereça pequenas porções e repita caso a criança solicite.

10)   Converse com seu pediatra:

Siga as orientações do seu pediatra e avalie as opções de suplementos vitamínicos, já que mesmo com uma ótima alimentação, sempre faltam vitaminas e minerais para o bom funcionamento do organismo.

Este post é um publieditorial

categorias: Vida de Mãe

Marcos no desenvolvimento do seu bebê

Queridas M@es,
Hoje vamos falar um pouquinho sobre a avaliação dos marcos do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM), parte obrigatória da consulta pediátrica de rotina, mas que mesmo assim costuma ser um assunto que gera muita ansiedade e dúvidas entre as mamães.
O desenvolvimento motor e de linguagem segue marcos de normalidade esperados para cada fase, porém podem variar de criança para criança, mas sempre existindo um tempo máximo para cada situação ocorrer.
É importante que o pediatra conheça o desenvolvimento normal para que identifique as crianças com desvios da normalidade ou atraso no desenvolvimento, e oriente os pais a melhor forma de estimular seus filhos.
Algumas anormalidades encontradas no exame físico são muitas vezes transitórias, por isso é fundamental reavaliar esses itens na próxima consulta, e então, se necessário, encaminhar para um especialista (como, por exemplo, o neuropediatra). A intervenção precoce é fundamental para o bom prognóstico de algumas patologias.
Vou colocar aqui para vocês uma das tabelas que nós pediatras costumamos usar para avaliar cada item do desenvolvimento durante a consulta. Ela mostra, através dos quadradinhos pintados de cinza, a idade na qual as crianças normalmente possuem maturidade suficiente para apresentar determinado comportamento.
Vejam que, a legenda explica que essa idade assinalada com os quadradinhos cinzas, é o período em que 90% das crianças adquirem o marco do desenvolvimento.
tabela marcos do desenvolvimento
A cada consulta, além de testar isso durante o exame físico, o pediatra deve fazer perguntas para os pais e anotar se tal marco está presente, ausente ou não verificado, para conduzir a avaliação do próximo encontro. Claro que essa é uma das formas de se avaliar, como disse acima, existem outras tabelas e outros métodos empregados igualmente corretos.
Como sempre digo aqui, o mais importante é consultar o seu pediatra sempre que surgirem dúvidas, principalmente nesse assunto, onde não faltam “palpiteiros de plantão” comparando as crianças e dizendo que o seu filho com certeza já fazia isso nessa idade…  Não tem coisa que irrite mais uma mãe do que isso, não é? Rsrs
Meninas, estou à disposição para eventuais dúvidas e angústias
Um grande beijo,
flavia-mariano-120x120 Dra. Flávia Mariano
 Pediatra e Neonatologista
 CRM: 127.047 
 e Mãe da Gabi, de 3 anos.