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categorias: Vida de Mãe

Top blogs de maternidade

O mundo online sobre maternidade cresceu tanto… ou eu que mergulhei nele de cabeça?

Não sei ao certo, mas hoje queria indicar pra vocês alguns sites e blogs que acompanho e que toda mãe ou futura mamãe deveria incluir em seus favoritos.

O que vocês não podem perder: Top blogs de maternidade!

top-blogs-de-maternidade-MMMacetes de mãe: Sob o comando de  Shirley , a  mãe do Léo. Que já foi publicitária, relações públicas e hoje se realiza nas funções de mãe e blogueira e escreve como ninguém tudo aquilo que as mães tem vontade de saber e dizer.

 

 

 

top-blogs-de-maternidade-MO Mundo ovo:  O site é lindo, adoro esse formato revista, lá você encontra dicas de decoração, moda, consumo, viagens, nutrição, tecnologia e cultura. Escrito por Camila, Mariana e Patricia no RJ.

 

 

 

 

top-blogs-de-maternidade-PG– Potencial gestante: Mostra a maternidade por um olhar super cômico, foi criado por Luíza Diener que queria contar sobre o desejo de ter filhos. O blog conta com a colaboração do Hilan, marido da Luíza, que adora se passar por ela no facebook.

 

 

 

top-blogs-de-maternidade-MG– Mãe de guri: A mega querida Angi, descreve seu dia dia como se falasse com as amigas (e quantas amigas não é mesmo?) Mãe de dois meninos lindos, o Antonio e o Caetano.

 

 

 

 

 

top-blogs-de-maternidade-PN– PetitNinos: Blog delicioso que fala da maternidade e explora bem o lado fashion da vida. Marina que é mãe da Babi e do Théo, é estilista de formação e blogueira de coração.

 

 

 

 

top-blogs-de-maternidade-UMDA– Uma mãe da arábias: Barbara Saleh a mãe das arábias conta seu dia a dia, divide receitas deliciosas e também tem um ótimo senso de humor.

 

 

 

 

top-blogs-de-maternidade-LB– Look bebe: A linda Ana Lu Masi, tem uma vida corrida com suas duas pequenas, Bruna e Clarinha. Ela se vira nos trinta, ajuda muitas mamães e divide sempre suas opiniões no site.

 

top-blogs-de-maternidade-BM– Bagagem de mãe: Loreta, mãe de dois é apaixonada por informação, internet, livros, cinema e viagens. No site compartilha dicas, desabafos, alegrias e loucuras da maternidade.

 

 

top-blogs-de-maternidade-MC– Maternidade Colorida: Paola, é nutricionista, mãe da Clara e no site fala sobre alimentação com várias receitas e outras dicas para as mamães.

 

 

 

top-blogs-de-maternidade-MB– Mães Brasileiras: 3 Mães contam sobre suas experiências e também programações para a família em diversas cidades do Brasil.

 

 

 

 

 

top-blogs-de-maternidade-MDPV

– Mamãe de primeira viagem: A fofa Mari Belém abre seu coração e conta da sua relação com a maternidade desde a chagada da Laura.

 

 

 

 

top-blogs-de-maternidade-JRM– Just Real Moms: Site criado por Juliana Silveira e Rê Calazans é moderno, fala com linguagem super clara sobre os dilemas da maternidade. Tem sempre várias famosas por lá. Vale a pena conferir.

 

 

 

top-blogs-de-maternidade-MD– Minhas dikas: Katia Ouang nossa primeira Mãe da semana (rs) é mãe de duas meninas e conta sobre seu dia a dia com elas e dá várias dicas por lá de produtos e técnicas que facilitam nossas vidas.

 

 

 

 

top-blogs-de-maternidade-ASM– Agora sou Mãe: A Bia usa seu espaço para falar sobre tudo. como ela mesmo diz: “do útil ao fútil”

 

 

– Vida Materna: top-blogs-de-maternidade-VM Quem escreve é a Michelle, fala sobre a vida materna e seus grandes desafios.

 

 

 

– Roteiro Baby: top-blogs-de-maternidade-RB Escrito por Iza e Mariane, fala sobre a família com muitas dicas uteis e também opções de passeios.

 

 

 

 

Vocês já conheciam?

Se indicam outros sites é só deixar os links ai nos comentários.

Bjocas!

categorias: Mãe da Semana

Júlia Chagas

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Oba! Adorei o convite!! Obrigada!! E adorei esse momento de nostalgia que escrever esse texto me proporcionou (por mais difícil que seja escrever sobre você mesma)! Bom, vamos lá. Sou paulista, Paulistana, nascida na av. Paulista e São Paulina! Mas há 11 anos mudamos nossa vida e sonhos para Florianópolis. Minha mãe havia se aposentado e meu pai estava prestes a se aposentar, então nada mais justo (e legal) do que poder pensar em viver uma vida mais tranqüila longe da loucura de São Paulo. Quando sugeriram Floripa topei na hora! Era um sonho.

Sempre amei viajar (digo que fui picada pelo “travel bug”), geografia e conhecer diferentes culturas. Desde pequena lembro dos meus pais planejando viagens durante todo ano, recebendo visita de agente de viagem em casa e toda aquela excitação para escolher um destino. Eles sempre incluíam a mim e a minha irmã. Foi ai que surgiu em mim esse amor pelo mundo. Terminei a faculdade de Turismo em 2005 e fui estudar “Viagens Turismo” em Perth no oeste da Austrália. Vivi em uma pequena cidade chamada Mandurah durante dois anos. Sai da Austrália com uma passagem “volta ao mundo” comprada e a intenção de retornar a Mandurah após um ano. Fiquei mais de dois anos sem ver minha família, e quando cheguei ao Brasil decidi que não queria mais morar tão longe.  Mas também ainda não estava pronta para voltar de vez.

Então fui trabalhar em cruzeiros no Caribe e Mediterrâneo. Fiz isso por quase dois anos. E quando retornei estudei para ser comissária de bordo, passei em todas as provas e me tornei uma aeronauta. Mas comecei a perceber que deveria ficar mais próxima a minha família, que estava envelhecendo. Foi ai que comecei a trabalhar como agente de viagens em Florianópolis.

Eu e o Marcinho começamos a namorar e logo depois engravidei. A minha gravidez não foi planejada, mas com certeza não poderia ter acontecido em hora melhor. Quando descobri que estava grávida, minha mãe estava em São Paulo aguardando para ser transplantada. Fui até lá contar a ela. Exatamente uma semana depois ela foi chamada e operou. O Lucca nasceu dia 11/06/12 gordinho, lindo e manezinho! Foi ele quem deu força e alegria a minha mãe durante os dois anos que se seguiram, e hoje é ele quem nos da força para continuar. Mesmo com pouca idade havia uma “parceria” enorme entre eles. Acho que minha mãe sabia que deveria dar todo amor que seria distribuído em uma vida inteira o mais rápido que pudesse. Ela se foi dia 14/09/13. Foi a melhor avó do mundo por 1 ano e 3 meses.

Hoje tenho o Lucca como meu maior parceiro de aventuras, meu puxadinho (O Marcinho é professor e só pode viajar nas férias). Levo-o comigo para todos os cantos e algumas pessoas me chamam de corajosa. Na verdade não acho que seja coragem. Quando faço meus planos ele está automaticamente incluso, nem penso como seria sem ele. Viajar sozinha com filho dá sim, bastante trabalho e claro que tenho que adaptar os passeios.  Mas compartilhar os momentos mais felizes com quem você mais ama, justifica e facilita tudo.

Eu era: A Julinha, festeira, sempre viajando.

Depois da maternidade, eu sou: Continuo a mesma, só que muito mais feliz e coruja!

Como descobriu a gravidez: Estava atrasada e fiz um teste de farmácia. Deu negativo. Duas semanas depois fiz novamente e voilá

Pretende ter outros:  Sim! Mais 1!

Trabalha: O tempo todo! Tenho uma agência de viagens.

Em caso positivo, onde ficam as crianças: Em uma creche, meio período.

Por que optou por isso: Porque preciso trabalhar e acho o convívio com outras crianças essencial.  A creche que o Lucca freqüenta é mais uma extensão de casa do que uma escola.  Metade das mães são amigas pessoais, adoro lá!

Melhor distração: Viajar, Internet e tentando voltar aos livros.

Ícone: Muito clichê dizer minha mãe? Ela mesmo. Nunca conheci (e provável que nunca conheça) alguém que tenha passado por tantos desafios e tenha continuado com tanta vontade de viver. Que tenha tido tantos sonhos apesar das dificuldades, sem nunca reclamar de nada. E meu pai que é um avozão com ÃO maiúsculo!

Ser feliz é: Poder passar por todas as dificuldades e continuar tendo a capacidade de sonhar. E o sorriso do meu pequeno. Nada me faz mais feliz.

O maior sonho: Que o Lucca seja muito feliz! E poder levá-lo para conhecer o mundo!

Horas de sono por noite: Quantas o Lucca deixar.

Uma dica para as futuras mães: Incluam seus filhos na sua vida, nos seus planos, no seu dia a dia. Não há prazer maior do que poder compartilhar o que mais se ama com quem mais se ama.

Uma receita infalível para os pequenos: Rotina na hora de dormir e convívio social.

Um programa inesquecível: Viagens são sempre inesquecíveis.

A viagem perfeita com os pequenos: Estou escrevendo esse texto da Costa Rica, se não é perfeito está quase lá!

Julia X Julia: Sou ligada no 220. Já acordo a mil por hora e passo o tempo todo assim, fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Amo minha vida social, meus amigos e novas amizades. Sou workaholic assumida. Sempre fui festeira e com a maternidade só mudei o “tipo” de festa hehe. Sou capricorniana, e minha mãe dizia que eu sou “mais realista que o rei”. Adoro planejar, ter tudo programado e elaborado!! Estou sempre planejando próximas viagens, as minhas ou das outras pessoas!! Amo!

formaes formaes formaes

* entrevista
categorias: Mãe da Semana

Aline Coelho

formaes

E aí, chegou o meu dia! Eba!! Fiquei muito feliz (e surpresa) com o convite! Adoro o grupo… Aprendi muito e procuro ajudar, sempre que posso!

Difícil resumir a vida assim, em poucas linhas, mas como o foco é a maternidade, vamos ao começo de tudo… rs

Sempre fui uma menina tranquila no quesito ‘namorados’. Tive alguns, mas o primeiro ‘pra valer’ foi o meu marido, Vinicius, que conheci aos 18 anos. Namoramos por 6 anos, até que eu terminasse minha faculdade (sou advogada) e ele, a residência médica. Casamos, quando eu tinha 25 anos e, fomos morar em Paris, para ele fazer uma especialização na área dele. FOI MARAVILHOSO! Imagina uma lua-de-mel em PARIS, que dura 14 meses?! Então, eu tive… rs.

Fiquei casada quase 5 anos sem filhos. Tentei engravidar por aproximadamente 1 ano… Foi um período difícil, mas valeu a pena. Em 2009, aos quase 30 anos, tive a MaFê, a bebê mais linda que já vi! Nasceu de cesárea de emergência, por conta de uma bradicardia severa durante o trabalho de parto – que não evoluiu nada em quase 24h! Relativamente frustrada, mas MUITO grata a Deus e à medicina por permitir ter minha filha saudável! Amamentação difícil, pouca informação… (Ah, se eu conhecesse o 4M@es nessa época!!)

Quando ela tinha 7 meses, fui fazer meu preventivo e minha cunhada (que era minha GO na época e tinha feito o parto da MaFê), disse que eu estava ovulando. Eu ri, dizendo que acompanhei por quase um ano a ovulação e nada… Cheguei em casa e contei pro marido, que também nem ligou. Resultado: fiquei grávida do segundo, quando a primeira tinha pouco mais de 7 meses completos!!!! Era meu segundo ciclo regular depois que parei de amamentar! Chorei horrores… Achava minha filha tão pequena, tão dependente ainda… e teria que dividir tudo com outro ‘ser’. Primeiro US morfológico e o resultado: meninAAAA! Fiquei mais aliviada, porque como todos disseram, eu aproveitaria tudo da MaFê, elas iam ser amigas, dividir tudo, brincar juntas…. Até que, com 16 semanas, minha MaBi (ia chamar Maria Beatriz), virou meninOOOOO…. Chorei tudo de novo! Fiquei arrasada… Gravidez cheia de azia e outra cesárea, desta vez, marcada (tanto pelo medo que tinham de ruptura uterina pela proximidade da cesárea anterior, quanto pela logística por conta da minha mais ‘velha’ – não tinha família em SP para ficar com ela!)

Desta vez, amamentação beeemmmm mais tranquila. Em compensação, bebê mais manhoso… rs… Mas é bem verdade quem diz que ser mãe de menino é tudo de bom! O Guilherme veio completar minha família e é o filho mais amoroso que eu poderia ter… (até hoje, com 3 anos, acorda de madrugada e vai na minha cama só pra dizer que me ama! Ownnnn)

Eu era: Dorminhoca… rs

Depois da maternidade, eu sou: Agitada, não paro um minuto…

Como descobriu a gravidez: Da primeira, fiz um beta, um dia antes do atraso. Do segundo, depois que enjoei pela manhã, ainda sem atraso, fiz um teste de farmácia, que deu positivo.

Pretende ter outros: Gostaria. Meu “3º elemento” está nos planos, mas o marido ainda precisa ser trabalhado nesse sentido… rs

Trabalha: Sim, tenho um escritório de advocacia, com duas amigas. Amo advogar!

Em caso positivo, onde ficam as crianças: Três vezes na semana, trabalho só meio período, enquanto estão na escola. Os outros dias, ficam com a minha ajudante e minha vó ou sogra.

Por que optou por isso: Desde que mudei de SP para Santos (há um ano), consegui uma estrutura legal, a ponto de achar que a escola em período integral ainda não é necessário (em SP eles iam período estendido). Além disso, acho a convivência com a Biza e a Vó uma experiência linda de viver. Eu, que fui criada com minhas Biza e Vó, tenho lembranças maravilhosas dessa época…

Melhor distração: Internet – todos os assuntos, mas o que mais domina meu tempo, com certeza, são coisas relacionadas ao Direito e a filhos.

Ícone: Minha vó. Uma mulher à frente do seu tempo. Muito batalhadora. Construiu tudo sozinha, divorciou-se quando mulher nem tinha CPF próprio! Criou minha mãe sozinha e quase tudo do que sou, devo a ela! Hoje, fico feliz em vê-la com saúde, aos 73 anos, curtindo os bisnetos.

Ser feliz é: Ter todos com saúde. O resto a gente dá um jeito…

O maior sonho: Viver por muitos e muitos anos, para ver meus filhos construindo suas vidas, felizes.

Horas de sono por noite: Vixe… Depende do humor do Guilherme. Mas se ele resolver dar uma trégua e eu for dormir cedo, consigo umas 8 horas.

Que horas curte o marido: A noite, quando pedimos para alguém ficar com as crianças (quesito a ser melhorado, confesso!)

Uma dica para as futuras mom´s: Não crie muitas expectativas sobre a maternidade ‘ideal’. Cada criança tem uma personalidade… Uns dormirão a noite toda. Outros demandarão atenção nas madrugadas. Se você achar que tudo vai ser lindo desde o início, vai se frustrar.

Uma receita infalível para os pequenos: Rotina. Eles se sentem seguros sabendo o que vai acontecer.

Um programa inesquecível: Pode ser relacionado a viagem e sem filhos? Roma e Berlim me marcaram demais.

A viagem perfeita com os pequenos: Até agora, Iberostar Praia do Forte. Próximo destino: Disney, no aniversário da minha filha de 5 anos!

Aline X Aline: Sou muito verdadeira em minhas opiniões. Isso nem sempre é bom. Não pactuo com injustiça e, às vezes, pago um preço alto por ser assim. Rejeito um cliente que não esteja de boa-fé (meu marido diz que sou a única advogada que faz isso! rs). Amo a maternidade, sem esquecer das dificuldades inerentes a fase inicial… Um pouco impaciente, mas estou tratando este assunto! Sou uma pessoa intensa, preocupada com aqueles que são meus verdadeiros amigos! Segundo meu marido, sou romântica, mas pouco carinhosa…rs. Acima de tudo, sou grata a Deus pela vida que tenho. Sem Ele, nada seria.

categorias: home, Mãe da Semana

Ana Luisa Beall

ana luisa

Olá meninas!! Bom dia!!

Fiquei super feliz com o convite da Renata para ser a mom da semana… o 4 mom’s é mesmo um grupo especial! O que eu já ri aqui, chorei aqui… já ajudei, já fui ajudada, já me emocionei incontáveis vezes, ri outras tantas. No fim, a gente se faz companhia!
Vou então contar um pedaço da minha vida pra vocês. Na verdade, acho que é a primeira vez que vou narrar a minha vida pra alguém, assim, sob esse ponto de vista, rs.

Vou tentar não me alongar demais, embora eu tenha que voltar aos meus 16 anos para poder contar a estória completa.

Lá vamos então. Com 16 anos tive meu primeiro namorado, o Zé. Era meu melhor amigo, e foi uma pessoa muito importante na minha vida. Foi de fato, o melhor primeiro namorado que uma garota pode ter. Escorpiano, me amou com uma intensidade que eu nem imaginava existir… era romântico, engraçado e lindo, e o melhor, me amava, me protegia e me valorizava. Penso que se eu sempre me dei valor, devo muito a ele também.
Foi durante essa fase da minha vida que tive o primeiro contato com quem viria a ser meu marido, o Erich. Ele era o primo mais novo do Zé, mais novo que eu 3 anos e meio. Naquela época, era tipo pirralho mesmo. Lembro-me de estarmos no sítio do Zé jogando porco… sabe aquele jogo de baralho? Aquele que a gente tem que virar uma dose de pinga quando perde? O tal primo pirralho, com 12 anos na época, era café com leite, e bebia água no lugar da pinga. Me lembro também de outra passagem… estava estudando biologia na casa do Zé, quando o Erich sentou do meu lado e quis saber o que eu estava estudando… fiquei lá explicando genética pro menino (rá, que ironia divina…), falando de Aa, AA. E foi esse meu primeiro contato com o Erich na vida.

Eu e o Zé namoramos por um ano e meio, e quando terminamos começou pra mim uma época negra. Embolou meu meio de campo. Eu estava triste, pois tinha que ver meu ex alegre todos os dias na escolas, vi meus amigos se dividindo entre nós dois, alguns mentindo. Pra completar, uma crise financeira séria em casa. Foi um período de um ano e meio bem complicado pra mim, fiquei em depressão, foi difícil mesmo. Mas amadureci muito. Hoje penso que algumas pessoas amadurecem naturalmente, porém outras, amadurecem na porrada. Mas nada é pra sempre, né mom’s? Nem as coisas boas, mas felizmente, nem as ruins. E eu fui melhorando aos pouquinhos…

Fiz cursinho, cursei 3 anos de Turismo na Anhembi, fui pra Austrália, voltei, fiz cursinho de novo e fui estudar Administração na PUC. A essa altura do campeonato, eu tinha 23 anos.

O período negro já tinha acabado há tempos, eu vivia na balada com as amigas, ia sempre pra praia, trabalhava e estudava, sempre com um gatinho aqui, outro ali. Eu procurava nem pensar muito no assunto, mas no fundo a verdade era que eu nunca mais tinha me apaixonado por ninguém. E por isso, nunca mais tinha namorado. Tá, eu vivia com uns rolinhos, porque sozinha ninguém fica, né, ainda mais com 20 e poucos anos. Mas eu não namorava. Nunca mais tinha levado alguém pros meus pais conhecerem, por exemplo. Eu estava achando até que nunca mais ia amar alguém, do tipo, quebrou alguma coisa em mim.

Mas Deus não dá ponto sem nó, né? Quem estava na minha sala regular da PUC? Quem? O Erich. Não o reconheci de imediato (na verdade demorei 2 anos, rs), afinal o pirralho que nem podia beber, tinha virado um homão, estava irreconhecível! Diz ele que me reconheceu no primeiro momento que me viu, mas como a recíproca não foi verdadeira, não falou nada. E o tempo foi passando… e fomos ficando amigos, bem amigos, cada vez mais amigos…. Até que um dia descobri quem ele era!
O Erich? Aquele Erich primo do Zé? Aquele moleque? Mentira!!! Mas ele já era meu amigo, e isso nada tinha ver com Zé ou com estórias do passado. Era meu amigo da faculdade. E de fora da faculdade.
E eu e o meu amigo nos apaixonamos. Perdidamente. Confesso que fiquei confusa, porque pela primeira vez em 10 anos eu me apaixonara novamente, e justo por quem??? Pelo primo do meu único ex namorado! Que ironia…

Mas eu me apaixonava pelo Erich cada dia mais, a gente amava viajar juntos, sair juntos, estar com ele era tudo que eu queria. O Zé estava casado, tinha um filho de 2 anos, estava seguindo a vida dele, feliz, como deveria ser. O Zé era um assunto ha muito superado. Mas fiquei intrigada com a coincidência, e por vezes tentei decifrar o segredo do destino, entender o que a vida estava reservando pra mim.

No auge da nossa paixão, Erich foi morar na Austrália, por um ano. Nunca senti tantas saudades de alguém como senti dele. Mas ele foi, viveu o que tinha que viver, e eu esperei. Ele voltou e nós ficamos juntos novamente. Eu tava 200% feliz!
Um belo dia, saindo do escritório, resolvo atender a ultima ligação. Era o Erich dizendo que o Zé tinha falecido, num acidente de caminhão, dirigindo o caminhão do sítio do pai. Gente, eu sequer havia encontrado o Zé desde estava com o Erich… era meu amigo, meu único ex namorado, uma pessoa muito querida! Foi bem triste meninas, o pequeno dele tinha só 5 anos!!

Sabe meninas, eu sou daquelas que acredita em tudo… em espírito, em ET, vida após a morte, destino, energias, brincadeira do copo, tudo, mas eu nunca tive uma experiência paranormal sequer. Nenhuma. Nunca. Nada. Zero.

Pois bem, uma bela manhã eu acordei esquisita. Eu tinha sonhado com o Zé. Eu sabia que ele estava morto, e fiquei muito, muito feliz em ve-lo. Ele não falou nada, só sorriu pra mim.
É provável que não faça nenhum sentido pra vocês, mas foi aí que eu desconfiei que estava grávida. Era como se eu tivesse em um estado de sensibilidade muito além do meu normal, que não vê nada, não sente nada e só sonha coisa sem nexo.
E foi por isso que mesmo antes de atrasar minha menstruação eu fui lá fazer um teste de farmácia. E deu positivo! Fiz mais 4, todos positivos!
E em 2010 nasceu nosso filho tão amado, o Emanuel.

Eu ainda sonhei algumas vezes com o Zé, durante a gravidez. Depois que o Manu nasceu, nunca mais. Mas hoje acho que enfim desvendei o mistério do destino. Eu precisava ter conhecido o Zé, pra conhecer o Erich. Eu precisava ter sofrido para ser a mulher que sou hoje. Eu precisava do Erich pra ser feliz. Eu precisava do Erich pra ter Manu. E se por muito tempo eu achei que Deus tivesse exagerado na minha dose de sofrimento, ele se redimiu mandando o triplo de amor! Pra mim, está tudo interligado.

Beijos meninas, uma ótima semana!

Eu era: baladeira, quase inconsequente.
Depois da maternidade, eu sou: uma nova mulher, eu diria… rs
Como descobriu a gravidez: o Zé que me contou.
Pretende ter outros: oh, dúvida cruel!!
Trabalha: sim, no período da manhã, na empresa do marido.
Em caso positivo, onde fica o filhote: na escola, e se preciso trabalhar mais, ele vai comigo ou fica com as avós.
Por que optou por isso: em primeiro lugar, porque tive essa opção. E pra mim é tudo, não deixo de produzir, mas posso me dedicar ao meu filho.
Melhor distração: livros tem sido meus companheiros, já que “não posso sair que o Manu tá dormindo”. E o 4 Mom’s!
Ícone: meu pai (o mais guerreiro), minha mãe (a mais linda flor) e meu marido (o meu presente)
Ser feliz é: fazer o bem, porque o bem vota sempre pra você.
O maior sonho: ver meu filho crescer e se tornar um homem bom.
Horas de sono por noite: 7 em média.
Que horas curte o marido: A noite.
Uma dica para as futuras mom´s: rotina. Pra vcs terem o mínimo de vida própria.
Uma receita infalível para os pequenos: muita paciência e muito beijo.
Um programa inesquecível: Uma queda de pressão simultânea que tivemos no teatro Mars depois de beber uma vodka batizada. (hahahahahah, vale perguntar pro marido? Porque essa resposta foi dele!!!)
A viagem perfeita com os pequenos: Quero leva-lo para conhecer o mundo!! Estamos só esperando ele ficar um pouco maior, pra aproveitar mais.
Ana Luisa X Ana Luisa: uma boa pessoa, mas que me irrita quando perde as coisas.

categorias: home, Mimos

FESTA 4Mom’s – Mimo – Tema super – herois

 

Vocês se lembram que no ano passado tivemos um sorteio mega especial aqui no blog?

 

Um mimo oferecido por alguns de nossos parceiros. Uma festa completa!!!!

 

Aqui nesse post explico tudinho para quem não viu ou não se lembra.

 

A ganhadora foi a MOM Carol Zwarg, que escolheu fazer uma festa para seus dois filhos mais novos, o Super Felipe com 4 anos e o Bat Henrique com 1 aninho.

 

E a festa aconteceu agora em abril, o tema escolhido foi super-heróis e foi maravilhosa como imaginamos que seria!!!

 

Estou muito feliz e realizada com o resultado desse mimo!!!!

 

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A Festa aconteceu no Clube Banespa, local escolhido pela Mom e com os seguintes fornecedores:

 

– Cerejas Azuis: buffet e serviço

– Sweet personalizados: lembrancinhas

 – Dolce Favola: biscoitos decorados, cake pops e doces.

 – Jane Pães de mel e lembrancinhas: mini pães de mel.

– Elaine Monteiro: Bolo

– Atelier Maria Formiga:Decoração, montagem e águas personalizadas.

– Paula Ruiz fotografia: Ofereceu um ensaio fotográfico e fez as fotos dos banner da entrada.

– Auguri Brigadeiria: Brigadeiros.

– Ateliê Flávia Faria: Arte e personalização, Saquinho de Marshmallow , Bolinha de sabão, Tic Tac e Bis.

 

Agradeço todos os envolvidos e todas as participantes da promoção!

 

Tem como não amar?

 

 

Beijocas!!!

Rê Costa

 

categorias: home, Mãe da Semana

Karen Larissa Sakai Kuga

Larissa

 

Iupiiiiiiii! Nem estou acreditando nisso! Chegou a minha vez… Quando apareceu uma janelinha no meu celular com a cara da Renata Costa, pensei: “Ops, o que será que eu fiz de errado no 4mom’s?”… E de repente vejo a frase: “Aceita ser a mom da semana?” PLOFT!!! Até pisquei e pisquei pra ver se eu estava enxergando direito, kkkkk… E depois veio o sentimento de preocupação, porque acho uma tremenda responsabilidade. Com tantas histórias lindas e emocionantes, a gente fica com receio né, de não saber o que falar, de escrever de menos ou demais. Mas vamos lá… E é com muita honra que paro aqui para contar pra vocês mom’s queridas, um resuminho da minha vida.

Nasci e cresci em Adamantina, interior de São Paulo. Cidade pacata, calma, e muito boa de se viver. Sou a mais velha de quatro irmãos. Minha infância foi ótima! Brinquei muito na rua, de esconde-esconde, pega-pega, mamãe da rua, riscava o chão com tijolo pra pular amarelinha, pulava elástico na calçada, enfim, infância de pé descalço, de liberdade, e longe da violência de cidade grande. Mas eu vivia vindo pra São Paulo, porque sempre tive parentes por aqui.

 

Meus pais sempre diziam, que quando a gente crescesse, mudaríamos pra São Paulo por causa dos estudos, faculdade e tal. E foi assim que aconteceu. Mudamos! E foi tudo bem difícil desde que chegamos. As nossas vidas mudaram da água pro vinho. Tudo diferente, tudo novo. Moramos em casa no início, num bairro da zona leste de São Paulo, e vou dizer que acho que fomos assaltados lá umas 12 vezes, sem exagero! Graças à Deus nunca estávamos em casa quando os ladrões resolviam fazer uma visitinha, e eles faziam a rapa! Até que acordamos pra vida e decidimos nos mudar para um outro bairro menos perigoso. Aí as coisas melhoraram.

 

Logo nos primeiros anos morando aqui em São Paulo, não me recordo exatamente a data, sofri um baita acidente, junto com toda a minha família dentro do carro. Um carro forte daqueles que transportam dinheiro ultrapassou o farol vermelho e nos pegou em cheio em plena Av Aricanduva. Todos se machucaram, menos meu pai, e a única que ficou em estado mais grave fui eu. Suspeita de traumatismo craniano, fraturas na bacia, e tornozelo, fiquei internada um tempão, perdi a memória, voltei a usar fraldas com 18 anos de idade, fiquei feito uma criança, usei cadeira de rodas, muletas, e enquanto estava me recuperando, passei um tempo na casa de uma tia que cuidava de mim para meus pais poderem trabalhar. Demorou um tempinho, mas me recuperei, graças à Deus. A memória voltou, fraturas corrigidas, e fiquei bem.

 

Passado isso, quando tudo estava aparentemente bem, minha irmãzinha caçula adoeceu, leucemia mielóide aguda. Foi uma facada no coração de todos nós. Do diagnóstico ao óbito foram 43 dias. Não sabemos até hoje há quanto tempo ela já estava doente. Era uma criança forte, saudável, vigorosa, comilona, brincava normalmente, mas seu nariz sangrava de vez em quando, e achávamos que era de calor, esforço físico, ou sei lá… Os sintomas que revelaram a doença foram hemorragia vaginal, muita perda de sangue. Foi horrível, muito triste. Perder um filho é a pior coisa que pode existir. Minha mãe ficou dilacerada, nós todos ficamos num buraco negro enorme com a falta da minha irmãzinha. Diante de tudo até pensamos em voltar para o interior, mas passando o tempo, com o apoio da família que se encontra toda aqui, resolvemos ficar.

E a vida seguiu…

 

Bom, vamos à parte feliz!
Conheci meu marido em 1999 numa balada! Lembram do Dado Bier na Juscelino? Então, foi lá. Tinha acabado de sair de um relacionamento e nem pensava em namorar tão cedo. Pois bem, mordi a língua, cuspi pra cima e caiu na testa! Era aniversário de um amigo do meu melhor amigo. Eu nem conhecia o cara, o aniversariante. Fui arrastada pra lá, não estava a fim mesmo, mas ainda bem que fui! Tinha uma prima minha de Adamantina passando as férias aqui em SP na minha casa, e ela conheceu um cara num karaokê que tínhamos ido na semana anterior. Ligou pro cara e convidou pra ir ao Dado Bier também e falou: “leva seus amigos!”. E tcharam… quem era um dos amigos??? Kkkkk Fomos apresentados na pista de dança, e na hora nem rolou nada, mas percebi que ele não tirava os olhos de mim! E eu lá dançando, dançando, toda toda, me achando. Não esqueço da roupa que eu estava… Blusa vermelha de um ombro só da M.Officer e saia preta tbm da M.Officer, justa, até os joelhos com um racho enorme em uma das pernas que ia até próximo da coxa, e sandálias pretas de saltos bem alto, lindas! (eu era magrinha, pesava uns 53kg… buaaaaá que saudades!).

 

Ficamos assim a noite inteira, um pra lá e outro pra cá, mas todos no mesmo grupo, dançando e pouco conversamos, aliás, quase nem falei com ele durante todo o tempo que ficamos lá. Jeito tímido, contido, na dele, do jeito que eu gosto. Tô fora dos caras que chegam chegando, odiava! Eis que na fila pra pagar na hora de ir embora, ele colou em mim, do meu lado, discretamente, mexendo na carteira… e puxou assunto. Trocamos telefone e ele me levou pra casa, juntamente com minha prima e o amigo dele. Não rolou nada naquela noite, nenhum selinho. Nos falamos no dia seguinte, liguei pra ele. Me deu uns cinco minutos e pensei: vou ligar! Acho que eu já sabia que valia à pena. E nos encontramos no mesmo karaokê em que minha prima havia conhecido o amigo dele. Conversamos muito, estávamos nos conhecendo, já que no primeiro dia foi só ele me olhando de longe e eu me sentindo, kkkk. E assim foi durante a semana também. Fomos ao cinema num dia, saímos pra jantar no outro… Ah o primeiro beijo não rolou no cinema! Dei uma de difícil, sabe como é né meninas! Acho que nos encontramos a semana inteira praticamente, e aconteceu o tão esperado primeiro beijo num barzinho, era julho, uma noite fria, à luz de velas. Foi lindo! Não esqueço. Namoramos por cinco anos, e durante esses cinco anos, terminamos e voltamos algumas vezes, mas o que está escrito, já está.

 

Meus ciclos sempre foram longos, mas naquele mês estava longo demais. E eu, nem tchum pra isso, nenhum pouco preocupada, totalmente tranqüila. Numa tarde de sábado, fomos à locadora pegar uns filminhos, e de repente ele imbicou o carro numa farmácia para comprar o teste de gravidez, sem me consultar nem nada! Tomei um susto! Porque tínhamos falado a respeito do atraso, mas que pra mim não era motivo nenhum de ficar encanada, NUNCA imaginei estar grávida! Chegamos na casa dele, fui pro banheiro, lemos as instruções do teste juntos, fiz o xixi com calma, deixei em cima da pia para aguardar o tempo necessário e fui pro quarto. Eu estava deitada na cama, despreocupada, tinha certeza que seria negativo, e o Rogério lá, sentado na frente do aparelhinho olhando para o visorzinho ansiosamente. Aí ele gritou: VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA!!! E eu quase engasguei com o salgadinho… Meu Deus! O quê? Tem certeza? Olha direito! Deixa eu ver! Não acredito!… DUAS LISTRINHAS VERMELHAS E FORTES. A ficha não estava caindo, e pensei que o teste pudesse ser porcaria e conter algum erro de leitura. Saímos novamente e compramos mais dois testes, os dois mais caros da farmácia. Esperei pra acumular mais xixi… Fiz os dois de uma vez… E tcharammm… QUATRO LISTRINHAS VERMELHAS! Kkkkkk Olhamos um para a cara do outro, nos abraçamos, nos beijamos e falamos juntos: E agora??? Vamos casar!!!

 

Fiz faculdade de Direito. Foi no dia em que eu ia ser contratada para trabalhar no departamento jurídico de uma empresa, que saiu o resultado do beta positivo no laboratório, formalizando por completo a minha gravidez! Quando eu fui fazer a entrevista, eu já estava grávida, mas não sabia. Viajamos no Natal, pro interior de Minas, na casa de uma tia dele. E eu lá, morria de sono e só tinha vontade de ficar deitada. Ele reclamava comigo, achava que eu estava fazendo pouco caso, com cara de poucos amigos (e hoje eu relembro às vezes: “ta vendo, você me julgando na época e eu grávida!).

 

Passou reveillon, e me ligaram confirmando minha contratação. Providenciei documentos, estava tudo certo, ia começar na segunda. Claro que cheguei lá, e abri o jogo! Disse: “Vocês estão prestes a me contratar, mas acabo de descobrir que estou grávida!”… E é claro que não houve contratação. Me agradeceram pela sinceridade e me deixaram às portas abertas para futuramente tentar nova oportunidade.

 

Em um mês conseguimos organizar tudo para nosso casamento! Igreja, vestido, festa, buffet, banda, convites, padrinhos, daminhas e pajens (foram 8 criancas, quatro casais). Lembro que passei muito mal, muito mesmo! Enjôos, vômito, não conseguia comer nada, e nem sentir cheiro de nada, até o cheiro do marido me enjoava! Perdi 9 quilos no primeiro trimestre. E por isso, Rogério é que ia sozinho nos lugares, me passava a coordenadas por telefone, e assim fomos fechando os serviços para o nosso casamento relâmpago! O vestido de noiva. escolhi o primeiro que provei, e no meio da prova, corria pro banheiro vomitar! Mas os anjos estavam conspirando a nosso favor, pois não tivemos dificuldade alguma em conciliar a data escolhida com todos os serviços contratados. Foi maravilhoso! O casamento dos meus sonhos, apesar de toda a correria.

 

Tive um descolamento de placenta logo no primeiro trimestre, sem sangramento. Foi detectado no ultrassom de rotina. Fiquei de repouso quase que absoluto por conta disso, pernas pro ar e muito mimo. Apenas no segundo trimestre tudo ficou bem. Fui liberada do repouso, e vida normal. No restante, a gestação toda foi tranqüila. Com 39 semanas eu estava no comércio dos meus pais, e tive uma contração. Liguei imediatamente pro meu marido, que largou tudo e correu pra maternidade Santa Catarina, avisei a obstetra, e meu pai que me levou. Não tive dilatação, fiquei mais de vinte horas, induzimos o trabalho de parto, e nada. Fiquei esgotada! Falei pra minha medica (que era totalmente a favor do parto natural): “ Quero cesárea pelo amor de Deus!”. E assim veio ao mundo nosso tão amado Erick! Cheio de charme, pesando 3010kg e 49cm.

 

Moramos primeiro com minha sogra, e depois com minha mãe até nosso apartamento ficar pronto. Após o casamento demorou oito meses para a entrega das chaves. Ahhh… lar doce lar! Somente a partir daí é que tivemos a sensação de realmente estarmos casados, formando uma família, com privacidade em nossa casinha. Nos mudamos apenas com a cozinha totalmente pronta, sem móveis e sem nada. Fomos mobiliando aos poucos.

 

Decidimos que eu não ia trabalhar fora, e que ficaria em casa me dedicando ao Erick. E assim foi. Muito bom acompanhar de perto toda a vida de um filho! Seu crescimento, conquistas, fases, as primeiras palavras, primeiros passos, estar perto quando existe dor, ou febre, dar carinho, dar colo. Sou muito grata ao meu marido por isso. Não me arrependo de ter optado por isso, em momento algum.

 

Passado oito anos, veio a Larissa, nossa princesinha da casa, cheia de delicadeza e meiguices pra encantar ainda mais as nossas vidas. A segunda gestação foi excelente do início ao fim, sem qualquer problema, só o mal estar, náuseas e vômitos nos primeiros meses, 4 meses pra ser exata. Larissa nasceu também de cesárea, pesando 3855kg e 49cm, no Hospital e maternidade Albert Einstein.

 

Minha recuperação pós parto foi complicada. Tive um hematona de parede abdominal por causa da cesárea. Sentia muita dor, que não era dor dos pontos. Minha barriga não voltava ao normal nunca, sentia uma “bola dura” que doía demais. Quase um mês após muita dor, tivemos que drenar esse hematoma. Quando eu achava que tudo ia ficar, bem… comecei sentir uma outra dor, junto com o restinho de dor que eu ainda tinha do hematoma que estava sendo absorvido pelo organismo. Dessa vez a dor era nas costas e na lateral esquerda da coluna. Diagnóstico: pedras na vesícula. Com uma bebê de um mês em casa que mamava apenas peito, passei por nova cirurgia! Fiquei três dias internada, morrendo por dentro por causa da Larissa que estava LM exclusivo, e ficou três dias mamando mamadeira obrigatoriamente, tadinha.

 

Meus pais e minha sogra ficaram em casa com ela e com o Erick. No hospital fiquei tirando o leite, manualmente mesmo, desprezava tudo numa toalha de banho, e chorava ao mesmo tempo. Com isso, já mandava embora também toda a droga da anestesia que tomei durante a cirurgia. Tive uma complicação durante a cirurgia, e foi necessário um procedimento que era exatamente a especialidade do meu marido (ele é médico), que já estava no centro cirúrgico ao meu lado, assistindo e me acompanhando. Eu não sabia, mas o que eu tive era extremamente grave! Só soube disso depois, quando tudo estava bem.

 

Meu marido é um anjo em minha vida! Ainda quando namorávamos, ele praticamente salvou a vida do meu pai, que levou um tiro na boca, a queima roupa, num assalto que ocorreu em seu comércio. Os primeiros socorros foi meu marido quem prestou, num hospital próximo que encaminharam meu pai, e que não tinha estrutura nenhuma, só estagiários atendendo, e que não sabiam o que fazer com tanto sangue jorrando da boca do meu pai. Imediatamente ele já conseguiu a transferência para um hospital particular onde ele trabalhava. Cuidaram direitinho do meu pai lá, que foi submetido a uma cirurgia na boca, e ficou perfeito, sem sequela nenhuma. Eu agradeço muito por ter o Rogério como meu marido! Além de uma excelente pessoa, é uma pai exemplar e um marido muito atencioso e preocupado. Ainda bem que fui naquela noite ao aniversário no Dado Bier! 😉

 

Bom, passado os meus três dias de internação (que a princípio eram dois, mas por causa da complicação viraram três), tive alta e voltei pra casa voando pra perto dos meus filhos, morta de saudades! Com Erick foi tudo ótimo porque ele já é maiorzinho, entende melhor e não depende tanto de mim. Os avós deram bastante amor enquanto a mamãe estava no hospital.

 

Fiquei com receio da Larissa não querer mais peito já que tinha ficado durante três dias na mamadeira. Fiquei muito estressada, preocupada, ansiosa, e com um medo enorme do meu leite secar devido a toda situação. NÃO SECOU GENTE! Eu ainda tinha muuuuito leite, e minha pequenina pegou o peito direitinho, e desesperadamente mamou, mamou, mamou… e eu chorei, chorei, chorei… de emoção e alegria por estar em casa, sã e salva, pertinho daqueles que mais amo nessa vida! Final feliz!!! Graças à Deus, graças ao meu marido, e graças à todos que nos ajudaram e colaboraram durante essa fase difícil de nossas vidas, mas que passou e ficou lá pra trás, deletada.

 

Então é isso meninas! Espero que tenham gostado do resuminho da minha história, e obrigada por compartilhar comigo todos os dias, nossa tão deliciosa vida de 4mom’s! Beijo com carinho!

 

Eu era: magra, manequim 36, não tirava salto alto, vivia de cabelos soltos, lindos, compridos e impecáveis, era baladeira, amava cantar em karaokês, gostava de dirigir com som bem alto a qualquer hora do dia e da noite, adorava sair com amigos, dançar, e curtia carnaval.
Depois da maternidade eu sou: acima do peso, manequim 40, só procuro pelas vitrines de sapatilhas e rasteirinhas, sempre estou de rabo de cavalo, amo estar em casa com os filhos e o maridon, nunca mais fui a karaokês (a não ser em festas de família e amigos), e o som no carro é no volume 1 (não suporto mais barulheira),dificilmente saio com os amigos, carnaval nem na TV mais. Me tornei intolerante para certas coisas, tipo: de pessoas com tosse, eu corro, passo longe! E tenho medo e receio de estar com meus filhos nos lugares, por causa da violência, coisa que antes eu nem ligava. Saía de madrugada, pra lugares distantes, andava pelas ruas sem neuras, não me preocupava muito com isso.
Como descobriu a primeira gravidez? Não fui eu que descobri, foi o maridon. Ele comprou os testes de farmácia por causa do atraso na menstruação. Três testes POSITIVOS!!!
E a segunda? Após um curto, porém intenso período de tentativas para engravidar, nós tínhamos certeza que daquela vez seria BINGO!!! Porque fizemos monitoramento de ovulação, só monitoramento, sem remédios e sem qualquer outra intervenção. Só não estávamos acertando o diar. E de acordo com a equipe médica que nos acompanhou e orientou, NAQUELE EXATO DIA era certeza absoluta de sucesso! Com dois dias de atraso na menstruação corremos para o laboratório e colhi o beta. Resultado: POSITIVO LINDO!!!
A diferença de idade entre eles foi planejada? Sim. Queríamos que houvesse alguma diferença de idade entre os filhos, pra podermos curtir e dar atenção a um, e depois ao outro também, nas devidas proporções de idade e necessidades. Uns quatro ou cinco anos estava bom, mas foi indo… foi indo… e a diferença é de oito anos. Uma maravilha, porque apesar de começar tudo de novo, estou com pique total! Já estava com saudades na verdade, de amamentar, cheirinho de bebê pela casa, chorinho de madrugada, primeiros passinhos, banho na banheira, papinhas, enlouquecer na sessão baby das lojas no shopping (ainda mais agora com uma Princesinha… porque eu vou te dizer que “as mina pira” com tanta coisa linda pra admirar, comprar e se esbaldar na parte feminina das lojas desde bebê, Jesus!), assistir Discovery Kids, cantar musiquinhas de ninar, enfim, pra mim, foi ótimo essa diferença.
Pretende ter outros filhos? Ainda não fechamos a fábrica, maridon é quem vai operar. Aguardaremos mais um pouco para realizar a vasectomia. Se for da vontade de Deus existir um terceiro (a), ainda dá tempo!
Trabalha? Não trabalho fora, mas, como toda mãe que fica em casa sabe, a rotina é bem cansativa. Decidi não ter empregada todos os dias, apenas faxineira. Foi uma opção minha, então, é trabalho que nunca acaba! Se bem que tem dias que penso: “hoje não vou fazer nada, a não ser curtir meus filhos!” e assim faço, pego os dois e saio pra passear, dar uma volta no shopping, visitar vovó e vovô, etc… Porque a casa pode esperar, mas nossos filhos não! E eu também não sou de ferro.
Melhor distração: preciso dizer? rs… 4mom’s lóóóógico!!!! Grande motivo de ciúmes aqui em casa.
Ícone: Minha mãe! Deu conta de criar quatro filhos sozinha, sem babá, sem terapia, e hoje ainda é linnnnda de viver! (sem nenhuma cirurgia plástica). E Deus, que sempre está presente, em qualquer momento de nossas vidas.
Ser feliz é: estar com a família! Todos juntos, agarrados e dando muitas risadas! Ver meus filhos com saúde, alegres e com manifestações de carinho entre eles (choro quando vejo). Quando o maridon tem o fim de semana inteiro de folga do trabalho, aí ele é inteirinho nosso. E viajar pra um lugar bem gostoso, isso não poderia faltar!
O maior sonho: Ver meus filhos adultos, com boa formação, íntegros, seguindo sempre o caminho do bem, longe das drogas e de tantas outras barbaridades espalhadas pelo mundo afora. Estamos trabalhando pra isso!
Horas de sono por noite: umas 5 ou 6 horas, interrompidas por mamadas. Desde que me tornei mãe, NUNCA mais tive uma noite tranquila de sono inteirinha só pra mim. Bebo muita água o dia inteiro pra ajudar na produção do leite, então faço xixi o dia inteiro e a noite também, além de acordar para cobri-los, ver se está tudo bem, se estão respirando, etc… etc… (kkkkk a louca!).
Que horas curte o marido: quando os avós podem ficar com os netos, geralmente aos fds, ou eventualmente em algum dia da semana.
Uma dica para as futuras mom’s: Para ser mãe não existe segredo! É instintivo, é natural, já nascemos com esse dom. Cuidem com carinho de seus filhos, todo e qualquer gesto afetuoso eles sentem desde que são sementinhas, e é disso que eles precisam. Não deêm ouvidos a pitacos de fora, isso existirá sempre. Sigam seu coração, sua intuição e ignorem palpites não solicitados.
Uma receita infalível para os pequenos: rotina, beijos, muito carinho, atenção e um lar harmonioso.
Um programa inesquecível: Nossa primeira viagem com a família completa, que aconteceu nesse ano de 2013, na Páscoa, para o Iberostar na Bahia. Lembro que desde que levamos nosso filho lá pela primeira vez, ele nunca mais se esqueceu! Disse ser muito melhor que a Disney (que ele já foi umas 11 vezes). E um dia desejava voltar, mas com um irmão (a). Foi a primeiríssima viagem, o primeiro vôo da nossa Larissinha e seu primeiro banho de piscina! Foi inesquecível! A felicidade no rostinho do meu filho, não há palavras para descrever.
A viagem perfeita para os pequenos: para qualquer lugar que tenha como se divertir, correr, pular, brincar, se molhar, chupar sorvete, andar descalço, se sentir livre, e que tenha outras crianças também. Porque é simples proporcionar felicidade para os nossos pequenos. Não precisamos ir pra muito longe para poder ver os olhinhos deles brilhando e o sorriso lá nas orelhas. Como diz o meu marido: “se vc estiver em boa companhia, toda viagem, todo programa se torna o melhor programa do mundo!”.
Mas a Disney, quando possível, acho a viagem ideal! Tem tudo isso aí que eu citei acima. Qual criança não sonha em ir pra lá?! Eu sempre sonhei, mas só fui depois de adulta.
Karen x Karen: É difícil falar de si próprio, mas vamos lá… Sou do signo de Touro! Perfeccionista, autoritária, ciumenta, muito carinhosa e amorosa. Adoro ficar em casa aconchegada, mas também adoro passear. Sou consumista (nada exagerado), mas meu marido me breca! Gosto de conforto e de coisas boas, qualidade melhor do que quantidade, sempre. Tenho uma mania doida de cheirar tudo! Qualquer coisa! Comida em restaurante estão incluídos nesse ”qualquer coisa”, e meu marido morre de vergonha! Mas eu cheiro mesmo, dependendo do lugar discretamente, mas em outros não, chego perto da comida com o nariz e dou uma fungada, porque primeiro eu como com os olhos, depois com o olfato e só depois com a boca, fato! Sempre foi assim. Cheiro bom pra mim é uma coisa importante. Roupa cheirosa, toalha de banho, roupa de cama, cabelos dos filhos, cangote do marido, ambiente, comida, bebida, tudo! Tudo tem que estar com o cheiro bom. Será que isso é um problema?! rs…

categorias: home, Mãe da Semana

Denise Gorgatti Jullier

 

Adoreiii o convite pra ser Mom’s da Semana, meninas, surpresa deliciosa!

 

Ser mãe é o que faço de melhor atualmente!

Engraçado, porque nunca tive aquele sonho de ser mãe que algumas mulheres têm. Eu queria, sim, ter um companheiro, e Deus me deu esse presente. Conheci o Frê no ano 2000, nos casamos em 2005 e apesar de eu já ter 30 anos, não pensávamos no assunto filhos ainda. MAS, já tínhamos um nome: Giovana!

 

Quando eu estava com 33, descobri um cisto gigante no ovário esquerdo e tomei hormônio por 2 anos para tratá-lo. Aí, sim, bateu um medinho de não conseguir ser mãe! Mas assim que parei o remédio, o medico me deu as alternativas de operar o cisto ou engravidar, e me deu só 6 meses de prazo pra começar algum tratamento de fertilidade. Quatro meses depois, a menstruação atrasou. Opa! Eu era super regulada… Pensei: “Será?!”. Eu repetia o mantra “vai descer, vai descer, vai descer” pra não criar muita expectativa. A essa altura eu já estava doida pra engravidar, né? Tive que comprar um presente no shopping, comprei um teste lá mesmo e aí a ansiedade atacou. Corri pro banheiro do shopping e fiz o exame lá! Engraçado foi eu saindo do banheiro e meu marido filmando com o celular, eu vi o resultado e tive que traduzir pra ele! A gente falava: “E agora?” e ria, ria… Eu queria sair contando pra todo mundo no shopping!

 

No dia seguinte, começou um pequeno sangramento, que durou quinze dias. Fiquei de repouso absoluto, mas depois tudo correu bem. Eu estava maravilhada. Não acreditava que aquele milagre estava acontecendo comigo, pedia a Deus o tempo todo para que protegesse meu bebê. Recuperada do susto, vida normal. Fiz hidroginástica, caminhei bastante, viajei pra comprar o enxoval aos 6 meses de gestação. Uma bela manhã, estava com 34 semanas, estava tomando café para ir para a hidro quando senti escorrer algo, parecia um escape de urina. Liguei pra parteira – pausa: sim, eu pensei em ter a Gi em casa, mas na primeira consulta ela tinha me falado que prematuro não nasce em casa -, e pela descrição do cheiro ela confirmou que era líquido amniótico. Eu tinha consulta na GO, que é uma fofa e se dá super bem com a parteira, elas se falaram e a médica me mandou pra casa, fazer repouso absoluto pra adiar o TP e começar com os corticóides para os pulmões. Fiquei 4 dias em casa com a bolsa rota.

 

No terceiro dia de repouso, eu completei as 34 semanas e entrei na 35ª. Era um sábado à noite, comecei a sentir que algo ia acontecer. Não dá pra descrever, mas senti muito claramente. Como é intuição de mãe, né? Tiramos um monte de fotos da barriga, gravamos um vídeo para a Giovana e tentei descansar. Tive contrações bem espaçadas durante a noite, acordava com elas, mas não doíam. Domingo de manha começaram a ficar mais frequentes e intensas. Falei com a médica, combinamos que quando as contrações ficassem regulares a cada x minutos (não me lembro quantos), eu a avisaria e iria para a Pro Matre. Quando começou a doer PRA VALER, liguei novamente e ela disse que não ia mais segurar, que a Gi iria nascer. O que eu fiz? Fui votar, oras! Poxa, era dia de eleição, eu sabia que ia ser super chato pra justificar depois, além disso eu queria MUITO um parto normal, então tinha que me mexer! O Frê, que já tinha votado, me levou. Tive uma contração ao descer do carro, fiquei parada dando aquela reboladinha pra aliviar, votei, tive outra contração, outra reboladinha e entrei no carro pra ir pra casa.

 

Almocei, a essa altura eu já estava subindo pelas paredes. Fomos para a Pro Matre, eu, Frê e minha mãe, que chorava ao me ver gritando de dor. Eu gritava muito tranquilamente, sem xingar ninguém (quem entrou em TP sabe do que estou falando rsrsrs) nem me desesperar. Era um ai-meu-Deus-do-céu-me-ajudaaaaa atrás do outro! kkk Estava segura e me achando super poderosa! Eu ia ter minha pequena! Enfim, cheguei lá às 14h, estava com três dedos de dilatação. Ligaram pra minha médica, que achou que ia demorar e continuou em seu almoço de família.

 

Fui para o centro cirúrgico quando estava com cinco dedos, tomei anestesia proporcional a essa dilatação, não pegou, a dor até aumentou. Fizeram novo toque e… surpresa: dilatação total! Pulei de alegria! E nada da minha médica chegar… Ainda ouvi o pessoal conversando se seria cirúrgico, e a enfermeira dizendo que não, que a médica disse que seria vaginal. Uhu, Dra Vera! Eu a amo desde aquele dia! Corajosa! Enfim, a anestesia pegou. A Dra chegou toda descabelada, depois de tomar várias multas de velocidade na 23 de maio, e ficou comigo só 10 minutos até a Gi nascer, às 16:30. Tadinha, me deixaram vê-la rapidinho e já levaram para a UTI Neo.

 

Ela nasceu super bem, Apgar 9-10, chorando forte, mas era miudinha, de baixo peso. Não precisou de oxigênio, só do calor da incubadora. Foram 12 dias de UTI. Sou fonoaudióloga, e como em casa de ferreiro o espeto é de pau, ela não conseguia mamar. Por isso e para ganhar peso nos seguraram no hospital. Eu passava o dia todo lá com a Gi, ficava das 8 às 19. Isso porque as enfermeiras me mandavam pra casa descansar, senão eu ficava para a mamada das 21h. Mas deu tudo muito certo, a alta foi um dia de muuuita felicidade para mim. Tirei muito leite na bombinha pra dar na mamadeira, e com o tempo ela finalmente aprendeu a mamar.

 

Aos dois meses de idade, a Gi teve uma infecção urinária e descobrimos uma malformação, ela tem o rim esquerdo pélvico, ou seja, na cavidade pélvica e não na região lombar. A princípio, meu mundo desabou, foi um mega susto, mas o nefro nos tranquilizou bastante. Ela nunca mais teve uma infecção, toma antibiótico profilático até hoje, que estamos diminuindo aos poucos, mas como os exames dela estão ótimos, possivelmente ela vai parar após desfraldar. Se o quadro dela estabilizar sem atb, com controle da micção e sem infecção, ela não vai precisar de cirurgia. Ufa!

 

A Gi mamou muito, nunca complementei. Tive muitos empedramentos e mastites, tomei antiinflamatório três vezes. Quando ela estava com um ano, senti um grande caroço no seio esquerdo. Fiz massagem, coloquei pra mamar em diversas posições, o caroço diminuía mas não sumia. Marquei consulta com a GO pra quase dois meses depois, porque minha médica é muito concorrida. Meio assustada, conversei com algumas GOs que conheço, e todas me diziam: é leite, é sei lá o que, mas não precisa se preocupar, imagina, você está amamentando! Bem, fui à consulta, ela pediu um ultrassom que deu nódulo de conteúdo espesso ou rígido (frio na espinha), então me encaminhou pra um mastologista. Marquei qualquer um só pra ele me pedir uma biópsia, e o médico me perguntou: “Mas por que você veio? Isso é leite!”. Nem sei o que teria acontecido se eu não tivesse insistido! A biópsia foi feita no dia 23 de dezembro do ano passado. O resultado só sairia dia 5 de janeiro, então trabalhei minha cabeça pra pensar que era leite, afinal estava amamentando, etc etc etc. Passei Natal e Ano Novo segurando a ansiedade.

 

No dia 4 de janeiro, uma tia querida, minha parente mais próxima depois dos meus pais, foi diagnosticada com câncer de peritônio. No dia seguinte, saiu o meu diagnóstico: câncer de mama (gelo na espinha). Foi o último dia que a Gi mamou. Fizemos uma reunião familiar que só não tinha cara de enterro por causa das estripulias da Giovana, que nos fazia rir no meio do caos. Tão rápido quanto o Lula, iniciei o tratamento 11 dias depois. Dois meses depois do diagnóstico, em março, minha tia faleceu deste câncer. Foi um período terrível, não porque eu comparasse a doença dela à minha, mas foi muito difícil sofrer a primeira perda de um ente querido e ver a companheira de luta morrer. Além de tudo, eu teria que seguir sozinha e me manter forte, afinal, eu tinha minha filha pra cuidar. Eu digo sozinha, não por não ter tido apoio. Eu tive, e tenho muito, do Frê, da Gi, dos meus pais, dos meus amigos. Mas é que nessas horas é você consigo mesmo, é o seu corpo, a sua vida, se algo te acontecer, por mais que te amem, ninguém vai com você. È estranho ter essa consciência, mas é bom, ajuda a desapegar.

 

Como o tempo cura tudo, foi ficando mais fácil, e segui meu tratamento com fé, força e otimismo, quase todos os dias. Houve muitos dias difíceis, mas fui superando cada um deles. Foram 6 meses de quimioterapia, depois fiz a cirurgia, e um mês e meio de radioterapia, que acabou recentemente. Vida nova!!! Logo mais começo o controle, que será a cada 3 meses nos primeiros anos. Não posso falar em “cura” antes dos anos de controle, mas estou “sem doença” e me cuidando muito, mudando hábitos em todas as áreas da minha vida.

 

Eu e o Frê estamos fazendo terapia (não de casal, cada um faz a sua), e esta sendo tão bom! Estamos mais unidos que nunca, felizes e com o casamento renovado apesar de todas as dificuldades que vivemos.

 

Este ano foi duro, de muita luta, deixei de ser filha e passei a ser mãe, mulher, adulta, madura. Ganhei muito com a doença e não consigo imaginar o que seria da minha vida sem ela (mas chega, tá, querida? rsrs). Descobri que a imprevisibilidade da vida é para todos, não é só pra mim, ou pra quem está doente. Estamos aqui agora, mas no próximo segundo ninguém sabe. Esse aprendizado não tem preço! Não sei porquê, mas isso me libertou de quem eu era. Agora sinto que posso tudo!

 
 

Eu era: Uma menina! Frágil, insegura, cricri…

Depois da maternidade, eu sou: Uma mulher, mais forte e confiante, mais generosa.

Como descobriu a gravidez: Com um teste de farmácia feito no banheiro do shopping

Pretende ter outros: Não biológicos. Meu médico diz que nada impede, mas que o turbilhão hormonal da gravidez pode não me fazer bem, pelo que já passei. Quem sabe um adotado, um dia (marido tem um ataque se ler isso! rsrsrs). Gente, está caro demais criar um filho!

Trabalha: não, mas pretendo, assim que retomar minha vida.

Em caso positivo, onde fica o bebê: Em casa comigo e a babá.

Por que optou por isso: Para evitar as doenças na escola, até que se resolvesse a questão urinária da pequena. Eu brinco que aqui em casa é um doente por vez! Rsrsrs Ano que vem ela deve ir à escola.

Melhor distração: Viajar. E estar com as amigas, assistir um filme, ler um livro, 4 Mom’s (#vício).

Ícone: Minha família, que é meio maluca como todas, mas é muito unida e generosa.

Ser feliz é: Ter uma vida tranquila, harmoniosa, perto de quem eu amo, e vê-los felizes e com saúde. Se tiver isso, já está bom demais!!!

O maior sonho: Ver minha filha crescer, ter seus filhos, ser feliz…

Horas de sono por noite: 8 durante a semana, só Deus sabe durante o final de semana (Gigi é da turma dos “dormir pra quê?”)!

Que horas curte o marido: à noite, e final de semana quando os avós ficam um pouco com a pequena.

Uma dica para as futuras mom´s: Relaxe, não precisa ser tudo impecável, aliás, nunca vai ser! Você não precisa ser perfeita em todas as áreas da sua vida, isso não existe, tsk tsk. Você vai voltar a ser você mesma, é só ter (muita) paciência!

Uma receita infalível para os pequenos: Rotina, gastar energia, bom senso, calma, paciência. Amor, muuuuito amor! Muito beijo, muito abraço, porque o mundo está precisando de gente mais amorosa!

Um programa inesquecível: A praia tem sido o melhor programa, sempre!

A viagem perfeita com os pequenos: ainda não tivemos “aquela” viagem os três juntos, mas as que fazemos para a praia são deliciosas! Detalhe: agora, porque quando ela era menor eu fugia da praia… Todo mundo achava uma gracinha o bebê viajar e tal, mas ela saía da rotina e sofria demais, e eu sofria ao cubo. Ela é muuuito agitada, um furacão! Penso que tem a ver com a prematuridade.

Denise X Denise: Sou extremamente sensível, demais mesmo, tipo bem chato rsrsrs, muito crítica comigo mesma e um pouco com os outros também. Mas estou melhorando! Sou verdadeira, do bem, gosto de estar com a família e amigos, amo animais, amo a natureza e amo a SIMPLICIDADE nos relacionamentos e na vida. Que eu amo ser mãe acho que é desnecessário falar rsrs…