Posts publicados

categorias: Mãe da Semana

Mãe da semana: Erika Nicola

Eu tenho 41 anos, casada há 11 anos e 3 filhos.
Casei em 2004 depois de 12 anos de namoro, mas até aí tudo eramos jovens demais pois comecei a namorar meu marido com 17 anos. Fiz faculdade, compramos um Apartamento, só depois decidimos nos casar. Depois de um ano de casada parei de tomar o anticoncepcional, ainda não queria ter filhos mas sempre ouvi dizer que quem toma muitos anos remédio, demora pra engravidar. Mas o tempo foi passando e fui ficando ansiosa pq mesmo tendo relação no meu período fértil, nada! Depois de 4 anos tentando engravidar , resolvemos procurar ajuda. Fiz tratamento com injeção de indutor de ovulação por 4 meses seguidos e nada. Estava desesperada, me indicaram um especialista em reprodução humana, Dr. Alessio Calil Matias. Fizemos todos os exames pedidos por ele, e olha que não foram poucos. E nada de diferente , nem ele nem eu tínhamos problema algum. Só um exame que chamou a atenção do médico, o Cross match, prova cruzada do meu sangue e dele, tinha dado negativo. Então foi feita uma vacina com o sangue do meu marido, chamada ILP. Fiz aplicação da vacina por 3 meses, depois comecei a tentar as induções de ovulação novamente. Foram 3 tentativas sem sucesso. Partimos para a inseminação artificial. Na primeira consegui engravidar! Foi uma explosão de felicidade para todos! Logo no começo contamos para todo mundo! Quando fui fazer o ultrasson de 7 semanas para ouvir o coração do bebê, pra minha surpresa, não tinha bebê ! Foi uma gestação anembrionária. Nossa, meu mundo caiu! Fiquei depressiva, chorei muito! Depois de 2 meses tentamos agora dessa vez com fertilização. Sem sucesso! Tentamos novamente depois mais uma fertilização, nenhum óvulo fecundado. Muito frustrada e já sem grana para continuar, decidimos dar um tempo, um descanso. Desencanei, fui fazer outras coisas, cursos, fiz terapia, enfim, descansei de tudo! Pra nossa surpresa depois de 4 meses, sem tratamento algum, engravidei da minha primeira filha, Giulia! Nem acreditei quando fiz o teste de farmácia em casa, nossos olhos se encheram de lagrimas de tanta felicidade, mas ao mesmo tempo medo! Mas graças a Deus, tinha chegado a minha vez de ser mãe! Tudo muito certo, gravidez abençoada sem problema algum! Em 10 de abril de 2011 nasceu minha primeira filha!
Nós sempre quisemos ter dois filhos. Depois de 1 ano e meio parei de tomar o remédio, pq achei que ia demorar pra conseguir engravidar de novo. Mas quando minha mais velha estava com 1 ano e 7 meses, engravidei de novo!!!! Quanta alegria, teríamos o nosso segundo filho. E filho mesmo, pq veio o Gabriel, meu anjo! Mas a alegria de ser mãe novamente acabou dando lugar a uma certa tristeza. Quando fui fazer o segundo ultrassom morfológico, descobriu-se que o Gabriel tinha uma má formação na mão esquerda, sem motivo aparente. Meu mundo desabou novamente. Chorei muito, não conseguia parar de pensar no problema, e como seria ter um filho deficiente, foi muito dificil a aceitação pra mim. Mas com o tempo fui amadurecendo a idéia, pedindo a Deus pra que me desse forças. No dia 24 de julho de 2013 nasceu meu anjo Gabriel. Lindo, um meninão, saudável, mamava que nem um bezerrinho! Me apaixonei por ele, amei desde o primeiro minuto que o vi.
Desde o nascimento do Gabriel briguei pra conseguir com o meu plano de saúde uma autorização para colocar o DIU, Nossa família estava completa. Só que foram meses brigando com a operadora e quando chegou o DIU na clínica onde iria colocar, marcaram uma data, ou seja, assim que eu menstruasse iria lá para colocar ou DIU. OK. Como sou regulada, quando chegou a data da menstruação, ela não veio. Falei no mesmo dia pro meu marido, que estava gravida , ele não acreditou pq tivemos relação no 9 dia do ciclo e não no periodo fértil. Mas eu tinha certeza. No dia seguinte, fiz o teste em casa, POSITIVO! Quase morremos do coração! A vida não estava fácil , com dois pequenos, muita coisa pra pagar, plano de saúde, escola, enfim, ficamos passados! Como seria? Meu Gabriel tinha apenas 1 ano, era um bebê ainda! Não estava nos nosso planos!
Mas nos planos de Deus sim! Ele nos trouxe mais um presente divino, veio a minha doce Isabela! Linda, amada por todos! Não consigo imaginar minha vida sem ela, sem os meus filhos!
Essa é nossa história! linda, abençoada por Deus!!! Amo minha família,  meus filhos!
Eu era: mulher casada, preocupada com o corpo, malhava
Depois da maternidade, eu sou: mãe, mãe, mãe, esposa também se não já viu kkk
Como descobriu a primeira gravidez: teste de farmácia em casa

E a segunda: teste de farmácia no banheiro do serviço 
E a terceira: teste de farmácia em casa
Trabalha: sim 
Em caso positivo, onde fica o bebê: os dois mais velhos na escolinha e a bebê na casa da vó paterna.
Por que optou por isso: A escola por ser a melhor opção na idade em que estão, eles amam. A casa da vó por falta de grana no momento e por ela ser muito bebê, posso poupá -la ainda esse ano. 
Melhor distração: ler livros, internet. 
Ícone: Galinha pintadinha
Ser feliz é: poder estar com meus filhos, brincar com eles, cheirá-los, beijar , observar dormindo.
O maior sonho: Ter dinheiro para poder curtir a vida com eles. 
Horas de sono por noite: 5
Que horas curte o marido: Depois que eles dormem 
Uma dica para as futuras mom´s: Curtir o filho a cada momento, desde a barriga, tudo passa, eles crescem muito rápido, não se apeguem ao que os outros dizem, faça o que seu coração mandar, deixem dormir na sua cama, um dia não vão querer mais. 
Uma receita infalível para os pequenos: Sempre faço isso quando estão brigando, falo pra eles se beijarem e abraçarem, logo estão rindo e esquecem a briga. 
A viagem perfeita com os pequenos: não fiz muitas por não ter grana, mas fomos para Poços de Caldas quando meu do meio tinha 7 meses, essa foi especial! 
erika-nicola-1 erika-nicola-2 erika-nicola-3
 
categorias: Mãe da Semana

Pitti Leão – Mãe da semana

Como quase todas as mães da semana, quando vi a mensagem da Renata, fiquei emocionada, feliz e tensa e ao mesmo tempo. Aceitei na hora. E aí já comecei a pensar… “Ai meu Deus, o q vou escrever?”

Depois de mil textos que escrevi na minha cabeça, chegou a hora de colocar no papel.

Bom, meu nome é Fernanda mas a maioria das pessoas me conhece por Pitti. É meu apelido desde pequena. Fernanda só era usado qdo minha mãe estava brava… Tenho 1,50m e sempre fui “pititinha”… Pitti veio daí. Tenho 37 anos, sou casada e tenho 2 filhos, Rafael 7 anos e Joaquim 4 anos.

Me formei em arquitetura e urbanismo mas nunca exerci. Trabalhei muitos anos em agência de design e hoje trabalho com personalização, festas e gifts corporativos na empresa que abri com uma amiga. Sou católica e conheci o Edu na igreja, na verdade conheço ele desde que eu nasci… Começamos a namorar com 16 anos e eu era muito nova e muito ciumenta… Terminamos 4 vezes e na última vez ficamos 2 anos separados. Nunca perdi o contato com a família dele e isso era pior… mas com ele, encontrei algumas poucas vezes nesse tempo. Fiquei mal, deprimida, namorei outros, me recuperei e mudei muito. Me tornei mais segura e menos possessiva. E então nos reencontramos e resolvemos tentar de novo.

Deus já tinha pensado na nossa vida juntos, mas eu precisava dar umas cabeçadas pra ser uma pessoa melhor… Hoje eu enxergo assim. Namoramos mais uns 3 anos e finalmente casamos, no dia 07/07/07. A família toda estava em festa, pois torciam muito por nós! Com 9 meses de casada engravidei do Rafa. Foi uma surpresa, nada programado. No início ficamos bem preocupados, o apartamento ainda nem estava pronto… Tinha planos de viajar, curtir… mas logo a alegria tomou conta de nós. O Rafa nasceu e quando estava com 2 anos já queríamos ter outro. Engravidei de novo, e veio outro moleque, o Joca.

Logo que o Rafa nasceu, comecei a ficar em crise com meu trabalho, pois exigia muito de mim, saía tarde, trabalhava finais de semana…. Eu deixava ele as 8h e pegava as 20h já de banho tomado e muitas vezes dormindo. Nesse tempo, me juntei com uma amiga que tinha trabalhado comigo numa agência e resolvemos montar a nossa empresa. Ela me ajudou a prepaparar tudo e na festa de 1 ano do Rafa, nasceu a Papel de Pano. Montamos um blog, escolhemos o nome e começamos. Mas eu não podia me dar ao luxo de largar tudo e entrar nessa, então fiquei por um bom tempo trabalhando mais ainda… jornada tripla. Durante o dia na agencia e nas madrugadas e finais de semana dividindo entre a Papel de Pano e a família. Foi um “investimento” bem sacrificante, mas valeu a pena. Começamos em 2009 e quando o Joca nasceu em 2011, tomei coragem e pedi demissão. Aí poderia me dedicar mais à minha empresa e estar mais presente em casa, na educação dos meninos. Não que seja fácil trabalhar em casa, mas eu precisava tentar, pois a empresa estava indo super bem e era a minha chance de poder conciliar as 2 coisas: maternidade e trabalho.

Quando o Joca tinha 10 meses, eu eu o Edu resolvemos fazer uma loucura! Vendemos o nosso apartamento, compramos uma casa velha caindo aos pedaços e resolvemos construir a nossa casa. Hoje quando penso, não sei como tive coragem. Guardamos todas as nossas coisas na garagem do irmão do Edu e fomos morar com minha sogra, num apê pequeno de 2 quartos. A obra atrasou e depois de 1 ano mudamos p/ o apartamento da minha avó que estava vazio. Mais um ano turbulento se passou…. muito trabalho, muitos problemas, atrasos, o $$ acabou, o empreiteiro largou a obra… etc. A obra iniciou em novembro de 2012 e só em fevereiro de 2015 conseguimos mudar! A vida agora finalmente começaria a entrar nos eixos de novo. Os meninos mais velhos e mais independentes… e sem grande parte das preocupações da casa nova. Mas, parece que ainda não era hora de descansar. No início de março desse ano, o Edu sofreu um acidente de moto, foi grave, mas ele ficou bem… com a perna bem inchada e o punho quebrado. Gesso até o ombro por 60 dias e risco de ter q fazer uma cirurgia. E uma semana depois, no dia 10 de março, o Rafa foi internado com suspeita de leucemia. Meu mundo caiu… me culpei muito pelo período da obra em que demos pouca atenção pros meninos. Achei q a culpa era minha, que eu tinha sido relapsa, tinha deixado passar… Como eu não percebi antes? Como??? Foram 5 dias intermináveis de internação e no fim a doença foi confirmada. Ele estava mesmo com leucemia. Estava muito no início e isso era ótimo. Ele nem teve sintomas. E a chance de cura é alta… 80%. Mas que mãe não pensa nos 20% que não cura?? Me lembro da sensação de querer acordar… Parecia um pesadelo, que não era verdade. Não era possível… meu filho, com câncer… eu olhava pra ele e só conseguia imaginar como seria minha vida sem ele. O Joca, tadinho… tive q deixar na casa dos tios todos esses dias, ele sem entender muito bem o que estava acontecendo, com saudades, preocupado… O Rafa… um santo, super alto astral, só me lembro dele perguntando: “Mamãe, mas pq eu tô internado se eu me sinto bem?” E eu sem saber o que responder…. E o Edu… com a perna inchada, muitas dores e o braço engessado. Em repouso comigo no hospital. Foi relamente um pesadelo. Deus me carregou no colo, também me lembro da sensação de paz que sentia mesmo no meio desse turbilhão… eu rezava muito, acordava todas as madrugadas para rezar. Eu sempre fui muito revoltada, com tudo e todos… sempre reclamei demais das coisas, da vida. Mas Deus me concedeu de aceitar a doença do Rafa. Simplesmente aceitar. Nunca perguntei porquê… nunca me revoltei, de verdade… aceitei, e isso virou a minha vida… o tratamento e a cura do Rafa. Consegui ser forte para conversar com ele, explicar, passar tranquilidade, e acompanhar em cada quimio, cada exame, cada injeção … dia e noite. Tenho um carinho muito especial pelo 4moms, pois tive muito apoio e ajuda. Indicações de médicos, palavras de conforto, mensagens de quem já passou por isso… As mensagens me ajudavam demais. Li TODAS, e foram muitas nos vários posts q fiz… Vi uma corrente de orção pelo Rafa e até na Africa, tinha uma mom rezando por ele. E uma mom em especial que é nosso anjo da guarda, a Juliana Pepe Marinho, enfermeira do GRAACC q me deu todo o suporte pra Rafa conseguir se tratar no GRAACC. Marcou a consulta pra mim e foi me receber no meu 1º dia de GRAACC. Quanto carinho, quanto amor, de uma pessoa que eu nunca tinha visto na vida. Ela foi também, no 1º dia de quimio do Rafa, explicar pra ele do cabelo que ia cair, pegou a veia, colocou a medicação, com tanto amor, que tô aqui feito uma boba escrevendo e chorando.

Hoje o Rafa está bem, está terminando o último ciclo de quimios, e se Deus quiser, entrará na manutenção agora em dezembro. O tratamento está indo bem, ele responde bem aos medicamentos e tem poucos efeitos colaterais. Deus nos dá forças a cada dia, pois entrar no GRAACC não é nada fácil. E o pior é que a gente conhece as outras mães, conversa, se apega e vê tantas crianças partindo… tantas histórias tristes… Tem os casos de cura também, que nos alegram demais, mas saber da morte dessas crianças é difícil demais. E o caso do Rafa é ótimo perto do que vejo por lá. É uma experiência única, mas não desejo pra ninguém. Sou muito melhor hoje, mais humana, mais solidária, mais preocupada com o próximo. E agora estou assim… mãe fulltime, cuidando do Rafa: acompanhante, enfermeira, amiga, confidente, saco de pancada…. cuidando do Joca que está super carente e chorão, e que sofre muito de ver o irmão passando por tudo isso, e sofre tambem um suposto “abandono” por termos que dar tanta atenção pro Rafa.

Eu e o Edu estamos bem, mas com aquele peso nos costas e preocupação constante que não nos deixa relaxar. E sem trabalhar, pois abandonei meu trabalho em março e minha sócia/irmã/amiga ficou cuidando de tudo sozinha. Agora estou começando a retomar um pouco e minha expectativa pro ano que vem é de uma vida nova.

Eu era: profissional, organizada, sem jeito com crianças, achava que minha vida era corrida

Depois da maternidade, eu sou: feliz, completa, louca, bagunçada, sem tempo pra nada

Como descobriu a primeira gravidez: atrasou e fiz teste de farmácia

E a segunda: fiz muitos testes de farmácia, pq queria engravidar e não conseguia… um belo dia, voltando de férias, passamos um susto na estrada de madrugada e chegamos em casa muito agitados… não conseguíamos dormir… tenho certeza que esse foi o dia da concepção do Joca!

Pretende ter outros: sim, queria muito uma menina

Trabalha: Sim,na maioria das vezes em casa. Outras vezes no atelier, em compras ou em montagens de eventos.

Babá ou escola? Escola e a empregada ajuda durante a semana. Mãe, sogra, tios aos finais de semana… pq as vezes trabalho nos finais de semana, esse é o lado mais difícil de trabalhar com festas

Por que optou por isso: prefiro q eles estejam com a família, não digo que nunca terei, mas não gosto muito de babá.

Melhor distração: viajar, ver filmes, seriados, novelas, corrida

Ícone: minha mãe e meu pai! Brigamos tanto qdo eu morava com eles, mas hoje q sou mãe entendo como é difícil. E vejo o qto ela se desdobra pra me ajudar. Esteve ao meu lado o tempo todo qdo eu mais precisei. E meu pai, com suas poucas palavras mas q sempre me ensina tanto e está sempre presente. Amo demais!

Ser feliz é: ter saúde, ter os filhos com saúde

Horas de sono por noite: 5 / 6

Um programa inesquecível: as férias do ano passado, no Vale Suíço… foram poucos dias mas inesquecíveis… e todas as minhas luas de mel com meu marido… que tentamos fazer 1 x por ano

Uma dica para as futuras mães: aproveitem pra dormir agora… pq depois… never more e façam exames de sangue períodicos nos seus filhos, se informem pq o câncer infantil muitas vezes é silencioso mas ele existe e acontece muito mais do que imaginamos. Odeio ter q falar isso pras pessoas, eu mesma nunca quis nem ler sobre cancer infantil, e não sabia q um dos sintomas da leucemia era as manchas roxas no corpo. E foi o único sintoma q o Rafa teve.

Pitti x Pitti: não sei muito falar de mim, mas sempre me achei fraca, incapaz de lidar com o sofrimento e hj me sinto mais confiante, pois tenho certeza q na hora certa Deus nos dá a força q precisamos


pitti1 pitti2 pitti3 pitti4 pitti5 pitti6 pitti7

pitti8

categorias: Mãe da Semana

Mãe da semana – Natali Baraqueth Kikuchi

Ebaaa! Jura que eu fui a honrada da semana? Entre tantas mães, tantas historias divertidas e motivadoras, eu vou humildemente contar a minha?

Que legal! Então vamos lá…

Me chamo Natali, tenho 29 anos, casada. Me casei com 23 anos e não pensava em ser mãe tão cedo, já estávamos ha 14 anos juntos entre idas e vindas, casar, dividir o teto e o porta escovas de dentes já seriam suficientes pelos próximos 3 ou 4 anos… Até que, “ah, não vai dar nada! Chegando da viagem eu tomo a pilula e tudo certo!” Haha, pegadinha, menstruaçao atrasou e pluft! Ficamos tão felizes, fui fazer o beta, e estava muito baixo, corremos pra US e nada! Nadinha mesmo, chorei, questionei o Papai do Céu, pedi, mais uma chance, tudo o que eu queria era ter visto meu bebê naquele monitor!

Bom, mais rápido do que imaginei, 2 pauzinhos…. Beta altíssimo! Uhuuul, vamos pro US la estava ele, o embrião, o saco gestacional, porém, sem batimentos cardiacos, porque meu Deus??? Choramos muito, mais uma vez! Tudo o que eu queria era ouvir o coração do meu bebê!

Em 3 meses, mais 2 pauzinhos… (juro que tenho TV e não sou um coelho! Kkkk) agora sim, agora vou ouvir o coraçao do meu bebê! Ouvi, na primeira US, na segunda, soube que era menina! Mas já não ouvimos mais os batimentos, perdi mais uma vez! Sim, perdi mais um bebê, e dessa vez já estávamos de 4 meses, tinhamos iniciado o enxoval, ela tinha até nome!

Mas sabem? Os planos de Deus são assim, confusos, a gente não consegue decifrar os códigos, mas afirmo, são perfeitos… Eu desisti, ia iniciar os tratamentos e para fazer um dos exames (que tem que colocar uma câmera dentro do utero) era necessário um betaHCG de 3 dias, então fui fazer, nem liguei pro resultado! Mas quando ele chegou, nunca vi tantos números num exame de sangue, nem me animei, contei mas duvidei, fui na medica pra fazer o US e lá estava ele, formadinho, lindo, enorme, já de 3 meses!

O Vitor, meu primeiro grande amor, parei de teabalhar e me dediquei a ele! Logo depois dele, eu engravidei da Heloísa, minha doce princesa, que não para um minuto! Como pode? Deixar a gente tão zureta com 1 ano de idade né? E vc arruma a gaveta, vira de costas e ela tirou tudo de dentro e ainda ri da sua cara? Faz parte e eu curto muito tudo isso!

Espero que tenham curtido saber um pouco da minha estória!

Beijos moms

 

Eu era: festeira, bagunceira, dorminhoca

Eu sou: festeira infantil, chata pra caramba com bagunça, zumbi

Como descobriu a 1ª gravidez: descobri num exame pre natal

Como descobriu a 2°: Descobri porque meu marido queria sair pra uma formatura mas queria ter certeza que eu poderia beber! Deu defeito e eu que voltei dirigindo rs

Quer ter outros: Sim, assim que eu ganhar na mega!

Trabalha: Tenho uma empresa, mas esta parada até a Helô ir pra escola! Quero estar perto deles! Graças a Deus e ao meu marido lindo que me deu essa chance

Melhor distração: Nossa! Que tenso! Acho que estou precisando ver isso ai, pq não sei o que responder! Preciso de um tempo pra mim né? Rsrs

Ícone: minha sogra e minha madrinha

Ser feliz é: tomar banho de 15 minutos com seu creme favorito, ir a praia sem ter que fazer um castelo e ficar com o cofrinho cheio de areia a mostra! Hahaha brincadeira, isso sim é ser feliz!

Horas de sono: 3 horas, levanto, mama, levar o mais velho pra fazer xixi depois mais 4.

Um programa inesquecível: Meu aniversario comemorado no parque da Monica com meus filhos, afilhado e amiguinha do filho

Uma dica para as futuras  mães: Não parem de trabalhar, só diminuam a carga horaria, sejam amigas, e não descontem suas irritações do dia a dia nos seus filhos!

Natali X Natali: Divertida, detesta mimimi, adora ser mãe, mas so soube disso depois do primeiro “mamã ” que ouviu!

natali natali3 natali2

categorias: Mãe da Semana

Juliana Spehar

Meu inbox apitou, olhei a notificaçao: Renata Costa! Caracaaaaaaaa, o que será que ela quer falar comigo? Normalmente, eu que a chamo para perguntar isso ou aquilo, dar ideias, sugerir…será que fiz alguma postagem errada? Bom, como boa virginiana que sou, super controlada, cuidadosa, pessoa que detesta errar e magoar os demais, curiosaaaaa, fui logo olhar, e para minha surpresa, era o convite para ser mãe da semana! Ploft, morri, que honra!!! Claro que aceitei logo de cara, e depois pensei: Será que sou capaz de escrever um texto para o 4maes?Bom vams la né….

Meu nome e Juliana Spehar, tenho 38 anos, sou formada em administração e comercio exterior, e desde que me formei, há 18 anos tenho uma corretora de seguros.

Comecei a namorar muito cedo, era apaixonada por um menino que morava perto de casa, mas ele era daqueles meninos que todo mundo conhecia, popular, que beijava todas as meninas, e eu? Nada popular, super tímida, fui gostar do cara errado, saco!!! Porem, ficamos amigos, começamos a sair juntos, ele vinha em casa para conversarmos, e um belo dia acabamos ficando. E eu, logo pensei: já era, um beijo e nada mais….porem Papai do Céu foi muito bom comigo, namoramos 8 anos e nos casamos, qdo eu tinha 24 e ele 25!

Depois de 3 anos de casamento, estávamos em casa e o papo baby surgiu, lembro que mencionei que tinha ovário policístico e que isso dificulta engravidar. Resolvemos então, tentar, sem pressões e sem contar pra ninguém. Outubro nada, novembro veio e minha menstruaçao atrasou e logo no primeiro dia fiz o teste de farmácia, não acreditava estar gravida, minha menstruação nunca foi regulada. Quando os dois pauzinhos apareceram, eu não sabia o que fazer, se ria ou se chorava, se saia da privada, se ficava la, se guardava o teste, e qdo falei para o Marcelo só ouvi um: Obrigada minha Santa!!!! Ele tem uma santinha do lado da cama para quem ele reza todos os dias! Do mesmo jeito que não gosto de surpresas, não sei fazer surpresa, sai logo contando para todo mundo que estava gravida!!!

Mas tenho um lado meio “negativo” que tento diariamente combater, e logo que engravidei, me veio na kbca, caramba foi muito rápido, muito fácil, isso não é normal! Afeeeee… pois bem, com 6 semanas tive um sangramento, estava na praia, eram férias de janeiro…subi o caminho todo chorando, e em desespero! Chegando aqui a luta foi achar um santo laboratório para eu fazer o exame urgentemente, consegui e fui fazer no mesmo dia! E la estava a escola de samba tocando, um coração forte, lindo e o baby com 2 cms… Repouso parcial, e eu quase não fazia nada com medo de perder meu bb. Mae de primeira viagem, louca para descobrir o sexo, queria comprar tudo que eu via, uma ansiedade sem fim. Queria muitooooo uma menina, mas quando me perguntavam eu dizia,  ah, tanto faz! Mas meu maior sonho era ter uma princesa para enfeitar, e pra ser minha companheira de toda vida, que pudesse ir ao salão, passear no shopping, e com 16 semanas descobri que teria a Julia, chorava, sorria, gritava de alegria….e obvio que fui logo comprar o primeiro macacão da minha JULIA!!!! Logo depois percebi que a Julia estava mexendo, mas achava que era cedo pra isso, na consulta do pre natal, comentei com a medica e para minha surpresa a Julia “mexeu”, sqn….estava tendo contrações!!!! Agora o repouso era absoluto! E eu segui a risca, pois o que mais me importava era manter minha princesa em segurança e saudável! Pra quem é medrosa, como eu, e as vezes chega a ser pessimista, imaginem como foram os meses que se seguiram. A cada ultrassom era uma agonia, um medo, do que estaria por vir. Durante uma noite, senti a Julia pular na barriga, como se fosse um soluço, mas isso me incomodou muito, e de manhã solicitei pra minha GO um ultra, e vamos la fazer: 29 semanas de gestação e placenta grau 3. Envelhecida antes da hora, o bebe pode correr vários riscos, inclusive havia conhecido uma mãe, com um filho especial por conta de um problema como esse. Meu mundo caiu, chorei muito, entrei em pânico, e o que me restava fazer a não ser conversar com a Julia para que ela me mostrasse quando ficar na barriga não era mais o ideal para ela e pedir ao Papai do Céu que protegesse minha princesa, foi então o que passei a fazer. Com 32 semanas, entrei em trabalho de parto, fui para o hospital e começaram a bateria de exames e como estava tudo bem com a Julia, tentaram conter o parto prematuro, uma semana internada, tive alta num domingo! Segunda a GO liga e eu mencionei o fato da Julia estar mexendo pouco, voltei ao consultório, a barriga tinha diminuído, voltei ao hospital e tivemos que fazer o parto com 33 semanas de gestação. Fiz uma cesárea, as 21:41 do dia 11/07/2005 a Ju nasceu com 2060Kg e 41 cm , não chorou, miou….eu a vi muito rapidamente e quando ela voltou já estava na incubadora. Apesar das vacinas nasceu com síndrome do pulmão prematuro, teve que ser entubada na noite que nasceu para tomar uma medicação e foi para a UTI. No dia seguinte, quando fui visita-la, ela já estava sem o tubo, graças a Deus! Foram 8 dias de UTI, dias intensos, e tensos, eu ficava dia e, só não a noite, pq não permitiam, ao lado dela. Fiquei o tempo todo no hospital, paguei como hotel, pq me recusava a ir pra casa sem a Julia. Quando ela recebeu alta, ela tinha 1825kg, cheguei em casa e a orientação era não receber visitas, as únicas pessoas que a visitaram com autorização do pediatra foram meus pais e os pais do Marcelo e iam de mascara, pois precisávamos a qualquer custo evitar problemas com ela.

Primeira noite em casa: Julia no carrinho, do lado do marido ( sou míope, e morria de medo de acontecer algo e eu não enxergar…) baba eletrônica no meio de nos dois, cismei de levantar, e dar a volta na cama pra olhar ela; Deus age através dos nossos instintos, ela estava engasgando, roxa, eu não sei como fiz a tal manobra, num bb de 1825kg, mas consegui! Refluxo fisiológico, por conta da prematuridade, e a partir desse dia a cama foi compartilhada e o sono da Julia vigiado: revezávamos para dormir, eu, Marcelo, minha mãe e minha sogra!

Julia cresceu, saudável, forte, inteligente, cheia de personalidade, é a minha vida! Ela foi um presente divino em minha vida, a pessoa que me da forças e coragem de levantar a cada dia e pra quem tento ser sempre melhor! Meu maior presente é a minha filha!

Eu era: extremamente controladora, pratica, direta, rápida!

Depois da maternidade, eu sou: menos controladora, nada pratica e totalmente sensível!

Como descobriu a gravidez: com um teste de farmácia.

Pretende ter outros: tentamos há 5 anos o segundinho, que infelizmente não veio…Só Papai do Céu sabe se teremos outro ou não!

Trabalha: Se sim, Baba ou escola? Sim trabalho, mas tenho disponibilidade para estar com a JU, levar e buscar na escola, almoçarmos juntas, ir o dentista, psico, medico, enfim…. Tenho uma pessoa que me ajuda desde que a Julia nasceu, já não e mais baba, mas foi! Super confio nela, e na ocasião  preferi deixar a Ju em casa com ela do que na escola. A Julia foi para a escola somente com 3 anos.

Por que optou por isso: Quando voltei a trabalhar o dia todo, a JU tinha 1 ano e preferi que ela ficasse em casa com alguém de confiança do que na escola. Mesmo pq pela minha disponibilidade poderia ficar em casa com ela nos dias que eu me programasse para isso.

Melhor distração: gosto de assistir series com a Julia, passear no shopping, e viajar sempre que podemos.

Ícone: Tenho alguns: Meus pais, que sempre me ajudaram muito e embora pudessem ajudar mais, me ensinaram que o bom mesmo e conquistar, e ter responsabilidade de correr atrás do que queremos, de sermos sempre corretos e honesto, de não fazer ao próximo o que não gostaríamos que fizessem a nos. Meu avô, que faleceu há pouco tempo, exemplo de pessoa com paz interior, alto astral, calma, que viveu plenamente e com muita saúde, e dirigindo ate os 88 anos de idade. Minha avó: pessoa mega disposta,e ativa do alto dos seus 80 anos de idade faz tudo sozinha. Meu marido: pai incrível, homem exemplar, dedicado, um companheiro, marido, namorado e amante pra vida toda.

Ser feliz é: estarmos todos com muita saúde, juntos!

Horas de sono por noite: sou dorminhoca, no mínimo 8!

Um programa inesquecível: Primeira viagem a Disney….a Ju tinha feito 5 anos! A primeira dela e nossa tb! Foi indescritível todas as emoções que vivemos lá!

Uma dica para as futuras mães: Curtam cada momento, cada etapa, são únicas e passam numa velocidade absurda!

Juliana X Juliana: Sou extremamente critica comigo, e com aqueles que amo, amo fazer amigos, me dedico a tudo e a todos que gosto, me entrego de corpo e alma, às minhas atividades e aos que considero amigos, amo viajar, e também sou chata, impaciente e extremamente ansiosa!

julaianaspehar julianaspehar julianaspehar1 julianaspehat




categorias: Mãe da Semana

Patricia Martins Correa – Mãe da semana

Ter sido chamada pela Renata para ser a mãe da semana foi um grande privilégio e, falar da minha experiência de “ser mãe”, não poderia e não teria como não falar da importância desse grupo maravilhoso que é o 4moms (4m@aes). Mas como assim? Espera aí… já vou explicar!

Primeiramente vou me apresentar: meu nome é Patrícia e tenho 27 anos, sou formada em publicidade e sou mãe do Davi. Sou apaixonada pelo meu Davizinho! Adoro ler, brincar, passear, assistir filmes… enfim, curtir o meu pequeno (que já não é tão pequeno, ele faz 4 anos agora em outubro! Como cresceu rápido!).

Conheci meu marido aos 16 anos e para explicar resumidamente minha história com ele, sabe aquela paixão que temos de adolescente por um cara mais velho quase que platônico (no nosso caso 11 anos, ou seja, eu tinha 16 anos e ele 27 anos)? Então, comigo deu certo e eu me casei com ele! Namoramos por 6 anos e o nosso combinado é que quando eu terminasse a faculdade, iríamos nos casar. E assim foi conforme nos planejamos! Aos 21 anos me casei. Na época eu estava trabalhando num banco e não estava muito satisfeita com o meu trabalho, por isso resolvi sair do meu emprego. Como eu sempre sonhei em ter meu lindo filho e ficar com ele os 3 primeiros anos de vida, resolvi que aquela era a hora para isso! Afinal de contas: eu era jovem, meu marido ganhava o suficiente para termos uma vida confortável, poderia me dedicar integralmente ao Davi pelos 3 primeiros anos e depois emendaria numa pós-graduação para voltar ao mercado de trabalho. Mas a vida nem sempre aceita nossos planejamentos.

Bom, para mim a maternidade foi um grande ensinamento que nem tudo temos controle e nem tudo vai como planejamos. Para começar eu, na minha ignorância de primeira gravidez, achava que ia engravidar logo que começasse a tentar. Daí se passaram um, dois, três meses…e nada! Demoramos mais que imaginávamos, mas graças a Deus em fevereiro de 2011 consegui engravidar do nosso adorado Davi.

Ouvi seu coração pela primeira vez aos 20 dias de gestação! Mágico! E, como sou bem resistente a dor e sou alérgica a quase todos os anti-inflamatórios existentes e anestesias (estou naqueles 2% que lemos nos formulários médicos, sabe?), para mim cesárea era fora de cogitação. Fiz exercícios de Yôga durante quase toda minha gestação para que pudesse ter um parto normal tranquilo. Até que com 34 semanas o meu médico me avisou: “O Davi está sentado e com isso não podemos fazer parto normal, pois o bebê entra em sofrimento fetal e tem risco de sufocamento na saída”. E agora? Passou na minha cabeça mil coisas! Cheguei a ligar para médicos que prometiam fazer uma manobra, proibida aqui no Brasil… cheguei a fazer diversas posições para que o Davi virasse (gente, até de ponta cabeça fiquei kkk) e nada! Com 36 semanas, além dele estar sentado, comecei a perder líquido e precisava marcar a cesárea o quando antes, pois ele já estava em sofrimento fetal! Foi o fim para mim! Fiquei arrasada e assustada! Será que daria tudo certo? Será que minhas alergias não iriam atrapalhar? Será que o Davi ficaria bem?

Foi tudo muito rápido e, graças a Deus, o Davi chegou bem e saudável. O meu parto foi normal, sim. Foi normal, pois o normal é a mãe e a criança saírem bem e saudáveis! O método de ser cesárea ou vaginal não importa. Importa que ele estava bem e sem risco.

Um pouco antes do Davi nascer, cheguei a pesquisar que era comum crianças sentadas terem displasia de quadril (quando o fêmur não se encaixa na bacia) e fiquei alerta sobre isso. Mas no segundo dia de vida dele, veio o médico ortopedista pediátrico do São Luiz conversar comigo: “mamãe, preciso conversar com você. ”  Eu já imaginava o que ele iria falar, mas juro que foi literalmente um soco no estômago quando ouvi essa frase dele. Resumidamente ele me explicou o que era displasia de quadril e todos os riscos, existem diversos graus de complicação e que a do Davi estava um abaixo do necessário de uma cirurgia de médio porte. Além disso, explicou que meu pequeno precisaria usar um aparelho ortopédico chamado “pavlik” (uma das fotos que mandei para a Renata é de uma ilustração do Pavlik) e que eu deveria ir toda semana no escritório dele para arrumar. Mães, imaginem todas vocês, que, como mães de primeira viagem, tem todos milhares de dúvidas, incertezas e medos… bom, eu tinha mais essa: “se eu não ajustar a cada troca de fralda corretamente, o meu filho pode não andar ou precisar de uma cirurgia”. Era assustador ver o Davi com aquele aparelho que se parecia um método de tortura, como esses aparelhos são horríveis (mas necessário)!

patricia4

Infelizmente, muitos familiares e amigos (sim, as pessoas são cheias de opinião inclusive nisso) me falavam: “mas realmente precisa? (eu tinha vontade de falar: “não, gosto de torturar meu filho”) e “ah! Mas eu conheci um fulano que usou duas fraldas e corrigiu! ” (e eu tinha vontade de falar: “sim, porque todos os míopes tem o mesmo grau de miopia…” o grau dele precisava). Mas no final, valeu cada esforço. A displasia dele foi corrigida! Graças a Deus, ao médico ortopedista e a mim, que insisti no tratamento dele. Gosto de falar que tive 3 grandes dias na vida: 1º quando me casei, 2º quando o Davi nasceu e o 3º quando o Davi andou pela primeira vez. Mesmo ele ter recebido alta do pavlik meses antes de começar a andar, sempre ecoava na minha cabeça a fala do médico: “mãe, você precisa cuidar direitinho! O risco é inclusive dele nunca andar”.

Como falei que nem sempre a vida aceita nossos planejamentos, assim que o Davi nasceu meu marido discutiu com o sócio da empresa e resolver desfazer a sociedade. E eu, que tinha planejado ficar com o pequeno até 3 anos exclusivamente sendo mãe, precisaria abrir mão desse meu desejo. Sim, foi difícil. Muitas vezes eu queria de estar com ele, mas ele estava com a minha mãe. O menos pior é que sempre fiz home office, então sempre o tive por perto e consegui presenciar todo desenvolvimento dele.

No começo do texto comentei que o grupo foi muito importante para mim, eis a explicação. Aos 22 anos nenhuma amiga minha tinha casado e muito menos tinham filhos. O mundo: fralda, pediatra, papinha, amamentação, escola… não era algo que elas (e muito menos eu) entendiam. Além disso, o Davi foi o primeiro neto dos dois lados, ou seja, estava literalmente sozinha. O grupo foi essencial para mim! Quantas vezes eu não tinha a menor idéia de como resolver algo e mandava mensagens no grupo! Quantas indicações tive no grupo de fornecedores e médicos! E, quando tive que voltar a trabalhar, quantas clientes tive que vieram do grupo! A interação do grupo é maravilhosa e devemos manter isso, pois muitas mães são “perdidinhas” como eu!

É isso! Obrigada pela leitura e, como sei que muitas mães vão ler isso, quero lembrar a todas que esse é o mês do outubro rosa e vamos nos conscientizar da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Vamos nos prevenir por nós e pelos nossos filhos!

Eu era: Muito relaxada comigo mesmo! Sempre fui uma pessoa “certinha” e planejadora, mas com relação a minha saúde, nunca fui de fazer check-up ou me cuidar esteticamente.

Depois da maternidade, eu sou: mais completa e feliz! Lógico que sinto saudade de muitas coisas que antes tinha tempo de fazer, mas o Davi é uma criança fantástica! Acorda sempre sorrindo e dando bom dia a todos que vê. Ele ama tudo colorido e sempre pede para eu colocar roupas coloridas! Quando coloco vestido, ele fala: mamãe você é uma princesa! Depois que ele nasceu, passei a me preocupar com minha saúde (afinal de contas tinha um serzinho dependendo de mim) e fazer exercícios.

Como descobriu a gravidez: já estávamos tentando por 6 meses, daí todos os meses eu fazia o famoso teste de farmácia. Quando descobri, meu marido estava sentado na minha frente e descobrimos juntos. O engraçado que eu sempre senti que seria um menininho!

Pretende ter outros: realmente não sei! Às vezes quero, às vezes não… só quero engravidar quando realmente quiser 100% como foi com o Davi.

Trabalha: Sim e estou estudando, mas tenho o privilégio de trabalhar home-office, então minha vida acaba sendo mais flexível.

Se sim, Baba ou escola? Escola! (e quando o Davi era pequeno, minha mãe).

Por que optou por isso: Eu sei que muitas mães têm babá, mas eu realmente não confiaria meu filho ser cuidado por uma pessoa estranha! Já ouvi histórias e já presenciei (trabalhando em casa, consigo dar as minhas “escapadinhas” e passear com o Davi) coisas horríveis.

Melhor distração: natação, séries na Netflix e brincar com o meu filho. Todos os dias de manhã eu sou exclusiva dele para brincar!

Ícone: Meus pais! Eles sempre lutaram muito para oferecer tudo para mim e para minha irmã! E hoje em dia eles tem uma paciência incrível com o Davi!

Ser feliz é: ter muita saúde para poder curtir cada segundo com o meu pequeno! Sou muito família, para mim felicidade é diretamente atrelada a minha família!

Horas de sono por noite: ai, ai, ai… não durmo há 4 anos kkk O Davi ainda acorda TODAS noites! Mas, faz parte e passa rápido.

Um programa inesquecível: tive a oportunidade de ir algumas vezes com o Davi na Disney e é simplesmente mágico! Vale cada centavo! É simplesmente incrível ver a magia do lugar e ele olhar para os personagens e ficar encantado! Muitas mães falam que não vale a pena ir quando são pequenos e eu penso o contrário! Tem que ir enquanto a criança acreditar que o Mickey é realmente o Mickey!

Uma dica para as futuras mães: paciência e curta cada segundo! Passa muito rápido!

Patricia X Patricia: tomei decisões que mudaram muito o rumo da minha vida do que imaginava quando era adolescente, mas não me arrependo nunca! Amo muito minha família e cada segundo que passamos juntos!

patricia patricia1 patricia2

categorias: Mãe da Semana

Aleteia M Maschietto – Mãe da semana

Que delicia ser convidada para ser a mom da semana! Quanta honra! Então vou começar me apresentando: Me chamo Aleteia, tenho 39 anos, natural de São Paulo , casada com Marcelo e temos 3 filhas lindas, a Luana de 14 anos, a Alice de 3 e a Clara de 6 meses. Passei toda minha vida em São Paulo, onde fiz desde trabalhos como modelo, a faculdade de veterinária , proprietária de agência de turismo, até funcionária de empresa de computação, faculdade de biologia, propaganda e marketing , professora de inglês e espanhol, e corretora de seguros. Minha diversão era andar a cavalo. Eu fazia hipismo, tambor, baliza e rédeas. Aos finais de semana amava ir a rodeios e shows de música sertaneja, coisa que até hoje amo e faço! Com tudo isso,aprendi muitas coisas diferentes, e tive conhecimento de várias áreas, coisa que sempre me atraiu muito. Adoro a diversidade e variedade das coisas. No entanto duas coisas eu não curto variar, minha verdade e meu marido! Ele eu não mudo, não empresto , não divido e não enjoo. Foi meu único namorado sério, que conheci num rodeio, e por quem eu me apaixonei loucamente, e ainda morro de amores . Namoramos 2 anos, e então eu engravidei. Resolvemos nos casar, e como não podia deixar de ser, diferente em tudo, primeiro fizemos a lua de mel e depois o casamento! Uma cerimônia íntima somente para familiares e padrinhos, em casa. Logo a Luana nasceu, e meu desafio começou! Sem jeito nenhum e pratica zero criei minha filha, com muito sucesso! Buscando sempre ajuda, orientação e com o apoio do Marcelo, tiramos de letra! 2 anos depois de nos casarmos, fomos morar no interior de Mato Grosso, longe pra dedéu. Meu marido foi a trabalho, e tínhamos apenas a Luana. Outra aventura! 11 anos após o nascimento da Luana, veio a Alice, uma menina de ouro e muito sapeca, que trouxe muito mais cor e amor às nossas vidas! Menininha inteligente e sabida! Quando ela fez 2 anos, a cegonha resolveu nos visitar de novo, que susto! Eu estava usando adesivo anticoncepcional! Mas deus assim quis, e a clara veio completar nossa família, que agoratransborda de amor, felicidade e bonecas! Papai fica perdido no meio da mulherada! Olha que sorte, ser amado por tantas mulheres ao mesmo tempo ! Atualmente trabalho em casa, cuidando das nossas 3 princesas, e administrando a casa. Tarefa árdua e cansativa, mas muito gratificante. Sempre fui muito divertida, Amo fazer churrasco com os amigos , sair para jantar , e viajar é minha paixão . Moro em Capivari, interior de Sp, numa casa deliciosa, onde curtimos muito nossa família e temos uma vida pacata. Minha única pretensao é poder fazer minhas filhas serem felizes e pessoas lindas, de alma e coração. que tenham força e sabedoria para trilhar um caminho brilhante e do bem, podendo um dia servirem de exemplos de seres humanos! Parece muito, porém com muita dedicação , amor, e exemplos , tenho certeza que eu e meu marido conseguiremos realizar esse sonho ! Sempre com deus no coração e nas nossas vidas! Hoje agradeço a ele por tudo, e a todas as pessoas que eu amo e me ajudam a viver com alegria. Bem como a esse grupo tão especial que tanto me ensina, me acolhe, me orienta e me faz rir até a barriga doer! Quantas madrugadas chorando de tanto dar risada com os posts! Que delicia! Quero sempre mais! Obrigada por fazerem parte da minha história!

Eu era : baladeira, tranquila, vivia linda e tinha tempo para fazer tudo o q eu queria, achava que sabia o q era amar

Depois da maternidade, eu sou: muito ocupada, mais barriguda, as vezes descabelada, sem tempo para nadinha, muuuuito mais feliz e agora sim sei o que é o amor

Como descobriu a gravidez: na primeira, atrasou minha menstruação 5 dias, fui ao laboratório fazer o exame, e liguei no dia q estava pronto implorando para a atendente me passar p resultado por telefone, era proibido, mas vendo meu desespero, ela passou. Fui contar para meu namorado, chorando. Da segunda vez fiz teste de farmácia, e fui dar a noticia para meu marido que estava no bar tomando um chop com os amigos! Da terceira vez, fizemos nossa princesa numa viagem. Eu estava usando adesivo de anticoncepcional, mas ele falhou!! Quando minha menstruação atrasou, fiz teste de farmácia e depois de laboratório. Meu marido soube antes de mim, e me deu a noticia.

Pretende ter outros: não, já fechei a fabrica, 3 esta ótimo

Trabalha: não

Melhor distração: fazer churrasco, viajar, ir a rodeios e shows, e sair com os amigos

Icone: Garth brooks, meu ídolo e de uma humildade e bondade no coração sem tamanho

Ser feliz é: viver ao lado da minha família, rindo e vendo minhas filhas crescerem com muita saúde, reunir os amigos, viajar para conhecer mil lugares diferentes, ter uma marido maravilhoso só pra mim, comer e não engordar…….

Horas de sono por noite: depende, pode ser 2 horas, ou pode ser 9, mas a media são 7 horas

Um programa inesquecivel: show do Garth books em 1998, e depois em 2015. Conhecer a Disney, e assistir o fantasma da opera na Broadway, acabei com minhas lagrimas!

Uma dica para as futuras mamães: saibam que sempre fazermos o melhor que podemos, independente de como. Então mae já nasce feita! Ah e comprem uma maquina de fazer papinha! Hahahaha

Aleteia x Aleteia: indecisa por natureza, determinada e muito detalhista. Organizada, enrolada, sonhadora. Porem com um enorme coração, adoro ajudar as pessoas que estão ao meu redor, me sinto realizada. Também sou muito confiável, guardo segredo a 7 chaves.


aleteiaaleteia1aleteia2aleteia3aleteia4aleteia5

categorias: Mãe da Semana

Joana Pacheco S. F. Mello – Mãe da semana

Oi meninas! Não imaginei que fosse tão difícil falar de mim!

Nasci e cresci em São Paulo. Venho de uma família grande e minha casa estava sempre cheia. Tenho muitos primos, dois irmãos mais velhos e mais dois irmãos postiços do segundo casamento do meu pai.
Ser mãe, pra mim, sempre foi o caminho natural, não imaginava um futuro sem filhos. E, de preferência, muitos, rs.

Caí meio de paraquedas na faculdade de direito. Fiz estágio uns 3 anos no escritório do meu pai (que é advogado), depois fui parar em um outro escritório onde terminei a faculdade e, vivendo uma fase muito boa da minha vida, já que tinha acabado de passar na OAB, estava indo morar sozinha e terminado um relacionamento já desgastado, conheci meu marido. Um advogado carioca, 11 anos mais velho, recém separado e que chegou “causando” no escritório.
Batemos de frente durante uns bons meses até um belo dia em que, no aniversário de uma estagiária, ficamos um tempão batendo papo e vi que o carioca “mala” até que era legal, rs. Daquele dia em diante começamos a sair direto. Logo ele foi trabalhar em outro lugar, depois de um tempo voltou a morar no Rio, nos separamos, acabamos voltando, namoramos à distância e, em julho de 2009, me mudei pra Cidade Maravilhosa. Quase um ano depois, em junho de 2010, nos casamos oficialmente.

E tivemos um início de casamento com bastante emoção.
Logo que chegamos de lua de mel, mais precisamente no dia em que completamos 1 mês de casados, estava no escritório quando tive uma convulsão e me levaram para o Pronto Socorro. Lá fiz alguns exames e descobriram que a causa da convulsão era um tumor cerebral. Fiquei completamente aérea, sem entender direito o que estava acontecendo e sem a menor noção da gravidade da situação. Meu marido foi um herói, assumiu as rédeas, me levou aos melhores médicos e quinze dias depois, estava sendo operada.

Não cheguei a levar um susto porque foram me contando tudo em doses homeopáticas, mas confesso que a cada nova descoberta (no pós-operatório descobri a seriedade da cirurgia, que poderia ter deixado sequelas, e que todos aguardavam apreensivos o resultado da biópsia), ficava mais difícil acreditar que ia mesmo ficar tudo bem.
Mas depois que tudo passou, entendi que, dentro de um cenário ruim, tivemos as melhores notícias: o tumor, muito raro, estava encapsulado, grau I (praticamente benigno), nível baixíssimo de agressividade e chance de recidiva quase zero.
No primeiro ano, deveria fazer acompanhamento a cada 3 meses para que se confirmasse se tinha saído tudo (pelo que entendi, nas primeiras ressonâncias, por conta do rastro da cirurgia, fica difícil visualizar) e confirmar também se não seria necessário nenhum tipo de tratamento.
E do mesmo jeito que meus médicos me proibiram de engravidar tão cedo, me fizeram parar de tomar pílula. Então, três meses depois da cirurgia, uma camisinha falhou, uns dias depois a menstruação atrasou e logo depois descobri que estava grávida.
E foi aí que senti algo que nunca imaginava. Meu sonho era ser mãe, mas de repente a descoberta da gravidez não foi recebida com festa como sempre imaginei. Fiquei desesperada, ainda estava tomando uma série de remédios, tinha que fazer os exames de acompanhamento e não tinha ideia do que poderia acontecer.

Os médicos me tranquilizaram, disseram para seguir a gravidez e fazer novos exames só depois do parto. Levei a gestação MORRENDO de medo, tive várias pequenas intercorrências (que pareciam enormes) e, acreditem, a DPP era exatamente o dia em que fazia 1 ano de cirurgia.

Sempre fui saudável, nunca tive problema nenhum e de repente senti aquele clichê que todo mundo diz: a gente só dá valor à nossa saúde quando ela é ameaçada. E é a mais pura realidade!

Diogo nasceu, lindo e saudável, alguns dias antes do previsto. Logo depois fiz uma ressonância e senti um dos maiores alívios da minha vida quando veio o resultado e estava tudo bem, não precisava fazer mais nada, só continuar acompanhando anualmente.
E dali em diante, relaxei e curti muito o meu pequeno.

Durante a licença maternidade, meu marido e eu conversamos e decidimos que o melhor seria eu parar de trabalhar (eu ainda estava no mesmo escritório em que nos conhecemos, mas na filial carioca) para poder dar mais atenção ao baby. E foi a melhor decisão mesmo.

Um ano depois, tudo indo super bem, meu médico me liberou para engravidar de novo e aí, quando o Diogo fez 2 anos, chegou o Heitor, também lindo, perfeito, enorme e saudável.

E quando o Heitor completou seu primeiro ano e foi pra escola, arrumei uma outra atividade pra mim: inspirada nas dificuldades que eu mesma tinha de organizar a alimentação da casa, de encontrar receitas fáceis de fazer e soluções para várias dúvidas da cozinha, criei o meu blog de culinária, o Santo Menu. Começou como brincadeira, na tentativa de ajudar outras que tinham as mesmas dúvidas que eu, mas foi crescendo e hoje preenche tanto o meu tempo que digo que é meu terceiro filho. Nele consegui reunir três coisas que amo (e estou aprendendo): cozinhar, escrever e fotografar.

Depois de tantos acontecimentos nos últimos tempos, hoje faço acompanhamento médico anual (e graças a Deus está tudo ótimo), repenso minha vida profissional e penso quase que diariamente se devemos ter ou não o terceiro filho! Rs.

Eu era: alegre, ansiosa e com a vida sempre agitada.

Depois da maternidade, eu sou: alegre, vida agitada mas bem menos ansiosa e mais tranquila. E hoje me sinto completa.

Como descobriu a gravidez: nas duas vezes, fiz teste de farmácia.

Pretende ter outros: tem dias que sim, e outros que não. Ainda não decidimos!

Trabalha:  Enquanto não decido o que fazer da minha vida profissional, sigo tocando o Santo Menu, meu blog que preenche bastante o meu tempo e amo!

Se sim, Baba ou escola?  Os dois ficam meio período na escola e no restante do tempo comigo e/ou com a babá.

Por que optou por isso:  Sempre achei que não precisaria de babá e pra mim foi duro admitir que não daria conta de tudo. Hoje o esquema está funcionando super bem, graças a Deus encontrei pessoas maravilhosas pra me ajudar com os meninos.

Melhor distração:  Levar os meninos à praia.

Ícone: Acho que não tenho um ícone. Admiro as pessoas que conseguem levar a vida com leveza, sem guardar mágoas, rancores e sem se tornar amargas por conta das dificuldades.

Ser feliz é:  Se divertir com pequenas coisas, estar rodeada da família, dos amigos. Saber dar aos problemas a real dimensão deles.

Horas de sono por noite:  Acho que entre 6 e 7 horas por noite, sempre interrompidas. Os meninos dormiam muito mal, agora faz 1 mês que coloquei os dois no mesmo quarto e melhorou bastante. Mesmo assim, ainda não consigo ir direto.

Um programa inesquecível: Adoramos viajar, nossas viagens com os meninos são sempre inesquecíveis.

Uma dica para as futuras mães: Leia muito, se informe o máximo que puder, mas siga a SUA intuição e, principalmente, o ritmo do seu filho. Cada criança tem seu tempo, cada família tem uma dinâmica. O esquema que funciona pra uma, talvez não dê certo pra outra!

Joana X Joana: Mãe, paulista-carioca, muito feliz, sempre aprendendo e tentando levar a vida cada dia mais leve.

Queria aproveitar para agradecer à Renata e à Kiki por terem criado o formães e sempre moderarem com tanta seriedade esse grupo fantástico, que preencheu muito minha vida naqueles primeiros meses solitários de recém-mãe, e já ajudou e ajuda tanta gente.

joana-pacheco joana-pacheco3 joana-pacheco1

categorias: Mãe da Semana

Entrevista mãe da semana – Ana Paula Gutierres Ramazzini

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a Renata pelo convite para ser a mãe da semana… fiquei surpresa, mas muito feliz com o convite. Deu aquele frio na barriga… na hora pensei, Nossa! Justo eu? Que estou me descobrindo mãe de verdade agora. Mas vamos lá, vou contar um pouquinho da minha vida para vocês.

Meu nome é Ana Paula, tenho 32 anos, nasci e cresci em Amparo, interior de São Paulo. Tenho dois irmãos, Bruno e Paulo, um monte de tios, primos…uma família enorme !!!

Tive uma infância maravilhosa, aproveitei e aprontei muito; como era bom brincar descalça na rua até tarde, naquela época era tudo tão simples, tão puro… posso dizer que realmente aproveitei minha infância.

Em 1999, com 16 anos conheci o Diego, hoje meu marido. Aquele foi um ano importante na minha vida, comecei a namorar, me formei e passei no vestibular para Fisioterapia. No ano seguinte me mudei para Campinas onde morei por 5 anos. Foram 5 anos intensos, fazendo a faculdade que eu adorava, com um namorado que sempre foi muito importante para mim, conheci amigas que trago em minha vida até hoje; sempre falo que foi uma fase muito importante na minha vida, pois foi aonde comecei a crescer, virar mulher, querer ser independente e lógico, minha vontade de ser mãe ia aumentando a cada dia. Em 2005, fiz estágio na UTI neonatal na Maternidade Campinas, eu AMAVA poder ajudar aqueles bebezinhos, apoiar as famílias… eu me doava por inteiro para eles. E isso foi um problema, pois como profissional da saúde temos que saber separar as situações e eu nunca soube, sempre me envolvi com a estória de vida de todos meus pacientes.

Nesse mesmo ano, no mês da minha formatura, o Diego me surpreendeu com um lindo e inesquecível pedido de casamento. E então mais mudanças pela frente, me mudei para São Paulo, fui morar sozinha e comecei a trabalhar e fazer pós-graduação. Tudo foi se ajeitando, o tempo passando e então marcamos a data do nosso casamento. Tive bastante tempo para organizar o grande dia, tudo estava indo muito bem, o casamento estava marcado para dia 29 de março de 2008. Com tudo pronto, faltando apenas 23 dias para meu casamento, infelizmente e inesperadamente meu pai faleceu. Meu mundo desabou !!!

Como meu pai estava feliz e aprovava o meu casamento, tinha participado de todos os preparativos tanto do casamento, quanto da nossa lua de mel, uma vez que nossa família possui uma agência de viagens. Ele tinha feito minha lua de mel com muito amor, pensando em cada detalhe… não podia perder isso, não podia mudar tudo o que ele ajudou a preparar e estava muito feliz com tudo o que estava acontecendo comigo. Com muita dor no coração mas com a força que meu pai sempre me ensinou , me casei no dia 29, como programado. Foi um casamento maravilhoso, tudo saiu como eu queria… senti meu pai presente o tempo todo !!! Como ele fez e faz falta em minha vida !!!!

Logo que casei já comecei a tentar engravidar, pois era tudo o que mais queria. Alguns meses depois, quase explodi de felicidade quando fiz um teste de farmácia e deu positivo !!!! Quando contei para o Diego, choramos juntos de felicidade. Fiz o exame de sangue que confirmou a gravidez; não aguentei a espera e fiz o exame de sangue para saber o sexo o bb, era um menino, ia se chamar Pietro. Mas com 9 semanas de gestação acabei tendo um aborto e perdi meu bb. Logo que a médica liberou comecei a tentar engravidar novamente, tive mais alguns abortos bem no início, que nem precisaram de curetagem.

Em maio de 2009, para minha felicidade engravidei novamente, as semanas foram passando e tudo ia bem… a cada semana que passava ficava mais feliz, dessa vez era uma menina, minha Beatriz, eu estava radiante, até que no exame morfológico descobrimos que ela tinha um síndrome rara, chamada Síndrome de Dandy-Walker, que tristeza, passei por muuuuuuuitos médicos, todos confirmavam o diagnóstico e me diziam que o prognóstico era péssimo, diziam que as chances de ela sobreviver eram mínimas e mesmo que ela nascesse seria muito complicado ela continuar viva. Um dos exames que eu fiz foi a punção do liquido amniótico, a essa altura, eu já estava com umas 15 semanas de gestação e minha GO tinha me indicado um medicamento chamado Stilnox para dormir, pois eu estava muito nervosa e não conseguia relaxar nem por um minuto. Para fazer a punção, que eu estava morrendo de medo, essa GO me prescreveu 3 comprimidos do Stilnox, assim eu não sentiria nada e conseguiria fazer o exame. Tomei o remédio e como contei em meu post no grupo, ele me relaxou tanto que achei “mágico”, então toda vez que eu estava muito ansiosa, nervosa, triste… eu tomava esse remédio e pronto, ficava mais tranquila.

Eu não via problemas em tomar o remédio, afinal foi a GO que me prescreveu, não era remédio tarja preta e eu achava que estava me ajudando a passar por tudo aquilo. Grande engano !

Fui levando a gravidez, estudando tudo sobre a síndrome, e com a esperança de que um milagre podia acontecer e que logo eu iria carregar minha tão sonhada e esperada bb no colo, mas com 22 semanas, em um sábado à noite, logo depois da festa de casamento de um amigo, comecei a sentir muita dor, fui direto para o hospital, e o coração da Beatriz já estava batendo bem fraquinho. Então infelizmente, na segunda feira, perdemos nossa filhinha; Beatriz virou uma estrelinha. Tive que internar, fiquei 19 horas em trabalho de parto, até conseguir parir, e depois passei por uma curetagem. Foi tudo muito triste, não conseguia aceitar tudo o que estava acontecendo na minha vida.

Minha mãe sempre foi uma mãe muito presente em minha vida, e nesse momento não preciso nem dizer que ela foi muito importante para nós, pois eu e o Diego estávamos inconsoláveis. Ela resolveu nos levar para um lugar que ela tinha certeza que ia aliviar nosso sofrimento, pois sempre amamos viajar… fomos para a Disney !!! Foi uma viagem triste, mas ao mesmo tempo me fez recuperar as esperanças e não desistir do meu sonho de ser MÃE.

Passaram-se longos anos, muitos tratamentos, uma inseminação artificial sem sucesso, muito remédio para não me sentir, ou melhor não sentir a vida passar, não sentir toda aquela tristeza e frustração que tinha em meu coração até que em maio de 2013 finalmente veio o positivo novamente. Foi uma mistura de sentimentos, fiquei feliz, mas com muito medo. Tive uma gravidez bem difícil por conta do remédio que eu tomava desde 2009 para me acalmar… tentava parar mas passava muito mal sem ele. Ainda sem saber, já estava dependente dele !!!

Cada semana que passava era um alívio, cada exame que eu fazia era um alívio maior ainda, pois dessa vez estava tudo perfeito com minha bb, Deus me mandou mais uma menina, minha Laura. As semanas passavam, minha barriga crescia, eu sentia a Laura se mexer muito, era uma delícia… estava muito feliz. Minha médica achou melhor fazer uma cesária, então marcamos para dia 31 de janeiro de 2014 às 16h, mas na madrugada do dia 30, Laura resolveu que já estava na hora de conhecer esse mundão… comecei a ter as contrações, e fui controlando até ficarem mais fortes. Fui para maternidade e Laura nasceu as 13:33h, perfeitinha, linda… UM SONHO REALIZADO !!!! Teve ótimas notas do apgar, e mamou no peito logo que nasceu.

Fui para o quarto depois que passou a anestesia e estava tudo indo bem, eu estava feliz com o nascimento da minha princesa, toda a família estava em festa. Mas comecei a passar mal, depois de duas convulsões os médicos resolveram me levar para UTI, fiquei lá por 24 horas, sem poder ver minha filha, e ela teve que ficar na semi intensiva para ter toda a atenção que precisava e eu não podia dar.

Voltei para o quarto, reencontrei minha filha, mas estava me sentindo mal, até hoje não sei explicar qual era meu sentimento. Oque sei dizer é que me sentia muito culpada pois ao mesmo tempo que queria cuidar dela, ficava muito angustiada quando ela chorava.

Tive alta, fomos para casa, a minha sorte é que minha mãe e meu marido estavam lá para me ajudar, e me ajudaram muito; pois tive uma depressão pós-parto muito forte e acabei voltando a tomar muito daquele remédio que me anestesiava, sem ser por indicação medica dessa vez, e em uma dose muito maior que a permitida.

Minha dependência por esse medicamento foi aumentando cada dia mais, era uma confusão de sentimentos, mas o maior de todos era a culpa, pois eu não queria mais tomar remédio para poder cuidar da minha filha, mas não conseguia parar. Voltei a trabalhar em período integral, me ajudou, mas não resolveu o problema. Estava em tratamento com um médico que depois de várias outras tentativas resolveu que a única saída para tratar minha dependência ao medicamento seria a internação. Fiquei desesperada, mas aceitei, pois, tudo o que mais queria era ficar bem para cuidar da Laura. Dia 9 de junho de 2015, Laura estava com 1 ano e 4 meses, fui internada; foram longos 45 dias de internação; onde fui me conhecendo melhor, trabalhando todo meu lado psicológico, minha sorte é ter o Diego como pai da Laura, pois ele a Laura e minha mãe foram todos os dias de visita me ver na clínica, e isso me dava um novo folego para continuar.

Tive alta da clínica e voltei a morar em Amparo, para continuar meu tratamento por aqui…. Hoje, estou muito feliz, mais de três meses sem tomar sequer 1 comprimido daquele remédio, me sentindo realizada de verdade por ser a mãe da Laura, que é uma criança muito especial e carinhosa, que trouxe cor novamente para minha vida, trouxe luz para a escuridão.

Hoje posso dizer de cabeça erguida, coração aberto e sorriso no rosto que sou MÃE, sou a mãe da LAURA !!!

Eu era: Muito trabalhadora, confiante e extremamente sonhadora. Até o momento em que a perda de um bebê e seus desdobramentos abalaram meu emocional e como consequência toda minha vida. Desde então perdi minha confiança e meus sonhos.

Depois da maternidade, eu sou: A Laura trouxe luz, cor e alegria para minha vida. Estou reaprendendo a viver, a sonhar e acreditar que posso muito mais. Por ela aceitei ajuda para iniciar meu tratamento e sigo firme e forte, confiante novamente.

Como descobriu a gravidez: Da última gravidez; fiz um exame de sangue com 2 dias de atraso. Eu estava dentro do cinema, no meio de um filme, quando vi o resultado pela internet. Quase explodi de felicidade.

Pretende ter outros: Nesse momento não penso em ter outros.

Trabalha: Fiquei afastada para dar início ao meu tratamento (internação), mas agora estou voltando aos poucos…

Babá ou escola? Por que optou por isso: A Laura vai à escola desde os 11 meses. Uma escola muito acolhedora e fundamental no auxílio e acompanhamento dela desde o início do meu tratamento. Escolhemos a escola para que desde cedo ela aprendesse a conviver e compartilhar; e acredito ter sido a melhor escolha. Ela adora ir para escola !!!

Melhor distração: Música e artesanato.

Ícone: Minha MÃE, uma mulher guerreira, batalhadora, amiga e companheira.

Ser feliz é: Poder estar bem, ao lado da minha família e amigos.

Uma dica para as futuras mães: Siga seu coração e sua intuição, que no final tudo dá certo.

Um programa inesquecível: Eu amo viajar, e já tive várias viagens inesquecíveis, mas depois da maternidade o melhor programa para mim é poder passear de mãos dadas com minha filha

Ana X Ana: Complicado escrever sobre mim neste momento de tantas reavaliações e de tantas redescobertas. Minha vida tem sido de muito aprendizado nas relações interpessoais e eliminação de pré-conceitos. Sou uma mulher que busca a felicidade, e estou aprendendo que ela não está apenas nos grandes momentos da vida, mas nos momentos mais simples também. Amo minha família acima de tudo! Sou determinada, trabalhadora, adoro viajar, ouvir música e estar com as pessoas que amo. Estou um pouco menos sonhadora e mais realista. Amo a Lasanha da minha mãe, Galinhada do meu avô, Raclete, comida japonesa e Coca-Cola.

Estou vivendo um dia de cada vez, mas intensamente todos os momentos…

ana-paula-gutierres ana-paula-gutierres-2 ana-paula-gutierres-3

 

categorias: Mãe da Semana

Entrevista Especial – Patricia Salvador

Nasci em Campinas e me mudei para São Paulo depois de terminar a faculdade de Relações Públicas, na Puc Campinas. Desde meus 13 anos, trabalhava como modelo. Fiz muitos comerciais, catálogos e revistas. Em 1998, com 20, 21 anos , comecei a trabalhar no SBT, como assistente de palco do Silvio Santos. Participei de inúmeros programas ao lado do apresentador. Paralelo à isso, me formei também em Artes Cênicas pelo Celia Helena. Atuei nas novelas “Marisol” e “Esmeralda” e fiz uma participação na novela “Vende-se um véu de noiva”. Entre os programas que participei estão: Telesena, Tentação do Baú da felicidade, Qual é a Música, Roda a Roda e muitos outros. Em 2006, fui a vencedora do programa “Bailando por um sonho”, a versão brasileira do famoso “Dancing with the stars”. Em 2007, apresentei o programa “Charme”, durante 1 mês, mas férias da Adriane Galisteu. Essa foi uma oportunidade que o próprio Silvio me deu, para me treinar como apresentadora. Depois disso, passei a apresentar o programa “Roda a Roda” junto com ele e não somente como assistente de palco. Apresentei durante 2 anos o programa “Ganhe mais dinheiro com Jequiti”, que era uma espécie de revista eletrônica, que falava sobre moda, beleza, saúde e culinária. Conheci meu marido no grupo Silvio Santos em 2008. Começamos a namorar dois anos depois e logo nos casamos. Tivemos dois filhos. O João Paulo, que nasceu em 17 de Janeiro de 2012 e a Bárbara, que nasceu em primeiro de Agosto de 2014. Depois do nascimento do João Paulo, passei a fazer somente os merchans da Jequiti nos programas do Silvio, além dos encontros Jequiti pelo Brasil e vídeos para consultores. Já depois do nascimento da Bárbara, meu ritmo diminuiu bastante. Ainda sou funcionária da casa, mas estou aguardando novas oportunidades. Aproveito ao máximo o meu tempo com meus filhos e marido, que são minhas prioridades!

 Você sempre sonhou em ser mãe? Como foi a descoberta da gravidez?
Desde pequena eu me imaginava sendo mãe. Sempre achei que essa seria minha maior realização. E realmente foi. Logo que eu e meu marido começamos a namorar, tocávamos muito no assunto. Marcamos o casamento e, antes mesmo da data chegar, meu marido pediu para eu parar de tomar o anticoncepcional, pois ele achava que eu demoraria a engravidar. Eu também achei, pois sempre tive ovário policístico. Mas ao contrário do que imaginávamos, 2 meses depois, estava grávida. Percebi que minha menstruação estava atrasada. Mas isso para mim, não era novidade. Nunca fui regulada. Mas além do atraso, percebi que eu estava indo ao banheiro para fazer xixi além do normal. Achei estranho e procurei na internet se esse poderia ser um sintoma. Em alguns sites, dizia que sim. Resolvi fazer o teste de farmácia. Mas sinceramente, ao mesmo tempo que eu queria muito que desse positivo, eu achava que isso não seria possível, pois foi muito rápido. Fiz o teste já esperando que fosse aparecer somente um linha. Para minha surpresa, apareceram duas linhas! Não acreditava no que estava vendo, estava super nervosa e feliz! Esperei meu marido chegar em casa para contar. Quando contei, ele começou a rir sem parar! Ficamos parecendo dois bobos com a notícia! rs Essa foi a descoberta da primeira gravidez, do João Paulo.

Quando meu filho estava com 1 ano e 4 meses, parei de tomar o remédio para tentar engravidar novamente. Como na primeira vez, dois meses depois estava grávida! Mas a gravidez não evoluiu e, com 2 meses, tive um aborto retido. Precisei fazer curetagem. Sei que isso é muito comum e hoje vejo com tranquilidade. Mas quando aconteceu, fiquei muito arrasada! Segui as orientações do meu médico e apenas 1 mês depois, ele me liberou para tentar de novo. E como das outras vezes, 2 meses depois, estava grávida da Bárbara! Desta vez, contei para meu marido por mensagem. Eu estava com um pouco de medo de dar errado de novo. Não queira me empolgar antes dos 3 meses. Somente depois, contamos para as pessoas.

Como é conciliar a carreira com a maternidade?

O meu trabalho sempre foi muito corrido, mas ao mesmo tempo, tinha o privilégio de poder levar o João Paulo sempre comigo. E assim foi até ele completar 1 ano e meio e ir para a escolinha. E depois que a Bárbara nasceu, ainda não voltei de vez à ativa. Estou aguardando novos projetos e com isso, posso aproveitar mais o meu tempo com eles.

O que mudou na sua vida com a chegada do bebe?

Mudou muita coisa! Costumo falar que a mudança sempre é pra melhor depois que nos tornamos mães. Por mais que não tenhamos noites bem dormidas, tempo para nós mesmas, a vida fica mais feliz, com mais sentido. Hoje não tenho uma vida social intensa, com jantares e festas. Pra falar a verdade, depois que a Bárbara nasceu, eu e meu marido saímos para jantar apenas duas vezes sozinhos. Mas isso não me incomoda. Acho importante um tempo para o casal, mas ao mesmo tempo, acho a Babi novinha demais. Ela ainda mama no peito e fico com medo de me ausentar por muito tempo. Ela está com quase 10 meses e o JP está com 3 anos. O tempo passa rápido demais, por isso, quero aproveitar ao máximo meu tempo com eles. Eu amo ser mãe!

O fato de ser uma pessoa pública “atrapalha” sua vida pessoal e do seu filho de alguma forma?

No meu caso não atrapalha em nada. Eu adoro postar fotos dos meus filhos, da minha família, na internet. E sabe o que é muito legal? Pessoas que eu nem conheço, que me seguem e deixam mensagens super carinhosas, com muito amor. Não conseguiria “esconder” os meus filhos, a minha vida. Quando estou feliz, gosto de espalhar essa felicidade!

Pretende ter outros filhos?

Sempre tive o sonho de ter 2 filhos, um menino e uma menina. E por sorte, o meu sonho se realizou! Vamos parar por aqui.

Tem alguma dica para as mães?
Bom, gostaria de dizer que na maternidade não existe muito certo ou errado. Existe o seu jeito. As informações estão aí, na internet, em blogs, livros, etc… E é muito bom alimentarmos dessas informações para podermos tomar a melhor decisão, seguindo o nosso coração.
Pode dar dicas de cuidados e beleza para as mamães?
Eu adoro me cuidar! Sempre cuidei da pele do meu rosto. Nunca durmo maquiada, sempre uso hidratante para pele oleosa e nunca saio de casa sem filtro solar. Quanto ao corpo, depois da gravidez, ele muda bastante. Acredito que seja assim para a maioria das pessoas. Para voltar à forma física, não existe muito segredo. Tem que fechar a boca. Não tem jeito. Sei que é difícil. No meu caso, é muito difícil ficar longe dos chocolates. Por isso, como um pouquinho todos os dias. Mas quanto à comida, controlo bem. Consigo facilmente fazer minhas refeições de forma saudável, sem fritura ou gordura. Mas já o chocolate, acho difícil ficar sem. Para mim, isso deu certo. Como muita salada, alimentos saudáveis no almoço e jantar. E com isso, consegui voltar ao meu peso rapidamente. E para complementar, adoro fazer tratamentos estéticos. Acabei de terminar um pacote de 6 sessões de Vela Shape e Maximus em uma clínica. Percebi muita diferença na aparência da pele do bumbum e barriga. Mas sei que só isso, não funciona. Tem que ser sempre aliada à alimentação saudável.
patricia-salvador patricia-salvador-4 patricia-salvador-3 patricia-salvador-5 patricia-salvador-2
categorias: Mãe da Semana

Entrevista especial – Glenda Kozlowski

A entrevista especial de hoje é com a querida Glenda Kozlowski!!!

Glenda tem 40 anos, 2 filhos, o Gabriel  de 19 anos e o Eduardo de 10.

Sua paixão pelo esporte começou ainda na infância, com o incentivo do pai e iniciou surfando na modalidade bodyboarding. depois cobriu algumas Olimpiadas e Copas do Mundo e hoje é apresentadora do programa ESPORTE ESPETACULAR.

Você sempre sonhou em ser mãe? Como foi a descoberta da gravidez?

Fui mãe tão cedo que nem deu tempo pra sonhar! Risos. Aos 19 engravidei. As 20, Gabriel nasceu. Mas posso dizer que nos 9 anos seguintes desejei ter mais um. 10 anos depois do Gabriel, Eduardo nasceu. A primeira, no susto né? Eu ainda pegava onda. Surfei nos 4 primeiros meses de gestação. Descobri a gravidez tarde. Nem me tocava em fazer contas e saber a data da última menstruação. A segunda foi mais madura. Calma. Consciente. Uma emoção diferente. Durante a primeira gravidez, perdia a minha mãe. Aos 19 anos, lidar com vida e morte não é nada prazeroso. Dentro de toda história triste existe nem que seja um pingo de felicidade, o meu pingo, era quando o Gabriel mexia. Era como se Deus me mandasse um recado: segura as pintas porque vai dar tudo certo. E deu. A segunda gravidez, descobri com teste de farmácia. No banheiro da firma. Foi uma alegria porque já estava querendo há anos. Gabriel e Eduardo, meus filhos.

Como é conciliar a carreira com a maternidade?

Talvez essa parte seja amais complicada. Gabriel nasceu eu tinha 20 anos. Trabalhava em televisão. Jornalista. Sem horário certo, fim de semana, feriado. Entrei na Globo, Gabriel tinha 3 meses de vida. Hoje em dia eu tenho-a maturidade de olhar pra trás e perceber que não conciliei, apenas deu certo. Não foi fácil não. Eu resolvi começar a dizer “alguns poucos não” no trabalho, depois de passar um fim de semana de folga, algo raríssimo, e não saber sequer o que o Gabriel gostava de comer. A partir deste dia, eu falei, está tudo errado. Preciso encontrar um equilíbrio. Mas como né? Como diz isso ao seu chefe? Consegui. Depôs que somos mães, de verdade, aprendemos que o dia tem 24 horas e que você só é dona das suas horas quando dorme. Risos. Nos acostumamos com isso. A mulher é de fato, feita para se doar. A nossa essência é essa. Para a família, para o trabalho, para o bichinho de estimação, sempre nos doamos. Até as mais solitárias.

O que mudou na sua vida com a chegada do bebe?

Na primeira gravidez, a falta de sono. Porque o trabalho, o dia a dia era o mesmo.
Na segunda, tudo. Lidar com 2 não é fácil não. Risos. Mesmo com 10 anos de diferença. Horários, conversas, programação, tudo muito diferente. Viva a maturidade pra botar tudo isso no liquidificador e dar certo. Risos.

O fato de ser uma pessoa pública “atrapalha” sua vida pessoal e do seu filho de alguma forma?

Não, sempre procurei criar os meus filhos com essa realidade. O Eduardo, na Disney, fazia bullying comigo, me chamava de Minie !!! Entrava nas fotos também. Enfim… Eu sempre carreguei os meus filhos comigo. Eles são parte da minha vida, dentro de casa e fora dela. É isso, infelizmente, nos dias de hoje, tem seu lado bom e o seu lado ruim. Eles precisam aprender a conviver com a realidade da família. Seja ela qual for.

Pretende ter outros filhos?

Posso ter. Não pretendo. Se tiver que ter, terei.

Tem alguma dica para as mães?

É aquela velha e já sabida frase: aproveitem porque passa MUITO rápido. E outra que agora, sinto na pele, já que o Gabriel está com 19 anos, criem seus filhos para o Mundo, um dia eles vão embora e precisam estar bem preparados para enfrentar o mundo lá fora. E vou dizer, não está fácil. Reforcem os valores, os princípios, a educação. EDUCAÇÃO E BERÇO. O mundo lá fora está selvagem demais.

Pode dar dicas de cuidados e beleza para as mamães?

Beleza? Grávidas…não bebam, não fumem, tenham uma gestação saudável, a conta chega depois, risos.
E para nós, mães, boa alimentação e exercício físico pra sempre. Chegar aos 40 é do balacobaco. Sejamos felizes. Meditação, ajuda muito. Prático, há anos, todos os dias. Beijo grande e boas escolhas. Elas interferem ao longo do caminho.

glenda6

glenda glenda1 glenda2 glenda3 glenda4

*Imagens cedidas do arquivo pessoal da apresentadora.