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Dicas para saber como foi o dia do seu filho na escola

“Como foi a escola hoje?”.

Se o seu filho nunca responde, essas 10 perguntas vão te ajudar.

Nós, pais, sempre queremos saber como foi o dia dos nossos filhos na escola. O que aprenderam, com quem brincaram e se aconteceu algo fora do esperado.
Apesar das 4 ou 5 horas por dia cheias de atividades e vivências, a resposta mais comum pra “como foi a escola hoje?” é nada muito mais animador e detalhado do que “bem” ou “legal”.
A boa notícia é que temos como perguntar como foi a escola sem exatamente perguntar como foi a escola.

Isso mesmo, precisamos mudar as perguntas para eles mudarem as respostas.

Aqui vão 10 alternativas de perguntas mais eficazes:

1- Qual foi a coisa mais engraçada que aconteceu na escola hoje? E a mais chata?

2- Se você fosse o meu professor, o que você iria me ensinar? O que eu acharia muito difícil aprender?

3- Se alguém contasse que iria morar lá na lua, quem você gostaria que fosse? Por que?

4- Se você pudesse escolher alguém pra morar aqui em casa, quem seria? Por que?

5- Qual é o seu lugar predileto na escola? Quem também fica lá?

6- Qual atividade você gostaria que tivesse todos os dias na escola?

7- Alguma coisa deixou a sua professora feliz hoje?

8- Alguma coisa deixou a sua professora brava hoje?

9- Alguém precisou de ajuda? Você ajudou?

10- Se a mamãe aparecesse na hora do recreio lá na escola, do que você e seus amigos me ensinariam a brincar?

Essas são apenas algumas sugestões, mas você pode formular inúmeras novas perguntas. O segredo é transformar uma pergunta muito genérica em outras mais específicas e, se possível, adicionar uma pitada de humor (o que as crianças adoram).
Outra dica importante é: não brigue com o seu filho pela informação que ele te traz com frases como “Não acredito que você fez isso! Não quero mais isso, hein?” Lembre-se, para eles é muito fácil simplesmente não responder. Nesses casos em que ele te conta algo não muito positivo sobre o seu comportamento, ouça atento e diga “Filho, isso não parece ter sido muito legal, mas que bom que você está me contando”. Em um outro momento, sente com o seu filho e converse sobre alternativas mais saudáveis para o que aconteceu. Dessa maneira evitamos com que ele se sinta desencorajado em te contar outras vezes.

 

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Vacina da Gripe 2018

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Bom dia queridas!

Hoje vamos falar sobre a vacina da gripe 2018, que já está disponível nas clínicas particulares e em breve também na rede pública.

Os vírus utilizados para a confecção da vacina são atualizados anualmente, e nesse ano a vacina brasileira contou com uma atualização na cepa de Influenza A H3N2.  Isso ocorreu pois essa forma do vírus circulou com força no hemisfério norte em janeiro desse ano, dobrando os casos de indivíduos infectados por influenza em relação à 2017 (com isso provocando a epidemia mais grave registrada nos EUA nos últimos 13 anos).

No hemisfério norte, a vacina acabou por não ser atualizada em tempo e por isso o vírus acabou fazendo mais vítimas.

A composição da vacina TRIVALENTE, que será disponibilizada na rede pública brasileira a partir de 23 de abril contém proteção para 3 subtipos de vírus influenza:

2 influenza A:

– A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09
-A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2)

e 1 influenza B:

-B/Phuket/3073/2013 (Yamagata)

Na rede particular além da vacina trivalente, há a TETRAVALENTE, que contém também o Influenza B da forma Brisbane/60/2008.

As RECOMENDAÇÕES para vacinação são as seguintes:

– todas as crianças de 6 meses a 5 anos de idade
– todos os adultos acima de 50 anos de idade
– todas as gestantes em qualquer fase da gestação
– todas as puérperas até 45 dias após o parto
– adultos e crianças acima de 6 meses de idade com doenças crônicas, cardíacas, pulmonares, renais ou metabólicas
– adultos e crianças acima de 6 meses de idade com hemoglobinopatias ou imunodepressão
– adultos e crianças acima de 6 meses de idade que tenham contato com pacientes de risco
– profissionais de saúde
– pessoas que cuidam das pessoas de risco

Além desse grupo, todos os adultos e crianças acima de 6 meses de idade que desejam reduzir a incidência de gripe também podem receber a vacina.

As CONTRAINDICAÇÕES são:

– crianças abaixo de 6 meses de idade
– pacientes com história de reação grave anterior à vacina da gripe
– pacientes com história de alergia grave ao ovo

**Já a campanha nacional (gratuita) é destinada aos mais vulneráveis, pessoas que podem desenvolver reações mais graves ao vírus; que são:

– crianças de 6 meses a 5 anos de idade
– gestantes e puérperas há menos de 45 dias
– idosos
– profissionais de saúde
– professores de rede pública ou privada
– portadores de doenças crônicas
– povos indígenas
– pessoas privadas de liberdade

Importante lembrar que a vacina da gripe NÃO CAUSA GRIPE. Ela é feita a partir de vírus morto, e não vivo atenuado como era feita há anos atrás. E também que após a aplicação, o organismo leva de 10 a 15 dias para desenvolver os anticorpos, daí a importância de vacinar logo agora no início do outono.

As reações mais comuns da vacina da gripe são uma leve dor e endurecimento no local da picada. Febre, dor muscular ou pele avermelhada são sintomas raros.

Enfim, espero ter ajudado e me coloco à disposição para eventuais dúvidas.
Um beijo,
Flávia Mariano

 

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Meu filho roí as unhas, e agora?

Seu filho roí as unhas?

 

Não é raro os pais trazerem a queixa de que seus filhos estão roendo as unhas e, por mais que já tenham explicado, dado broncas e inúmeras outras medidas, eles continuam a roer.
Este é um hábito que pode acontecer em todas as idades, mas normalmente começa na infância e início da adolescência. Estima-se que 30% da população mundial roa as unhas de forma compulsiva.
Esse comportamento indesejado pode vir por vários razões e, entre elas, a ansiedade. Nesse caso, roer as unhas seria uma maneira de alívio da tensão e pode aumentar em momentos mais delicados como época de provas, competições, troca de escola ou outras situações em que a criança se sente mais insegura. Não é incomum se criar um hábito de alívio de ansiedade. Algumas crianças (e mesmo adultos) podem comer de forma compulsiva, morder os lábios, balançar as pernas, entre outros.
Se seu filho apresentar um grau elevado de ansiedade, a melhor coisa a se fazer é procurar ajuda profissional. Isso porque o roer as unhas seria apenas um sintoma de um problema maior e, mesmo melhorando esse comportamento indesejado, outro pode aparecer no lugar.
Roer as unhas é um hábito difícil de tirar nas crianças por 3 razões: as unhas e boca  estão sempre acessíveis, a sensação de alívio (no caso da ansiedade) é imediata e, por uma questão de desenvolvimento, as crianças ainda tem dificuldade com o autocontrole.

 

O que podemos fazer para tentar aliviar o sintoma é:

 

1- Colocar algo com gosto ruim na unha das crianças. Algumas vezes não resolve, mas ajuda elas a, pelo menos, prestarem atenção no ato que, com o tempo, vira automático.

 

2- Deixar as unhas sempre cortadas e aparadas. Quanto mais “cantinhos”, mais tem aonde os pequenos morderem.

 

3- Explicar para a criança, com uma linguagem apropriada, sobre as sujeirinhas debaixo das unhas e a possibilidade de ficar mais doente. Isso ajuda ela a entender o porquê você irá “pegar no pé” dela.

 

4- Ajudar seu filho a identificar quais os momentos que aumentam as chances desse comportamento aparecer e, assim, também melhorar o autocontrole. A criança pode roer mais quando está na frente da tv, numa véspera de prova, no carro, enfim, mostrar pra ela que podem haver antecedentes que aumentam a probabilidade desse comportamento aparecer. Uma vez que ela os reconheça, fica mais fácil prevenir e controlar.

 

5- Quando a criança se sentir ansiosa, tente explicar o que vai acontecer e  achar “saídas” para aquela situação com ela. Ex. A criança está ansiosa porque vai numa festinha que não conhece ninguém. Você pode pensar com ela em algumas alternativas de como se apresentar, ajudá-la a pensar no que falar para as crianças e do que brincar. Se ela se sentir mais preparada, a tensão tende a baixar e  a necessidade de descarregar a ansiedade por meio de alguma compulsão também.

 

Atenção mamães: Sempre procure um profissional se o fato de roer unhas estives trazendo danos à criança como se machucar, ficar envergonhada por conta das unhas ou atrapalhar as relações entre pais e filhos na busca de solucionar o problema.

 

 

 

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Como iniciar a educação financeira nas crianças

Educação Financeira:

Mesmo muito antes de saber fazer contas, as crianças já vão nos observando e entendo, aos poucos, o papel do dinheiro nas nossas vidas. Ensiná-las desde cedo como administrar o seu próprio dinheiro, aumentam as chances delas terem uma relação saudável com suas finanças no futuro.

Mas como e quando iniciar?

A partir dos 3 anos, a criança já pode ter um cofrinho. É interessante que ela entenda que há um lugar para guardar o dinheiro e, também, que é preciso juntar um pouco para comprar algo.

Com 4 anos já conseguimos dar a noção para a criança de trabalho e salário. De uma maneira adaptada ao universo da criança, essa noção é super saudável. Além de ela ir aprendendo a lidar melhor com o seu dinheirinho, ela também vai entendendo que as coisas não aparecem como mágica em casa, que alguém teve que trabalhar duro para conquistá-las e isso aumenta a gratidão e reconhecimento da criança pelo esforço de seus pais.

A melhor forma de iniciar é escolher alguns atividades que seriam passíveis de remuneração.

Alimentar o cachorro, arrumar a cama, retirar o lixo, ajudar a por a louça na máquina, ajudar a lavar as roupas, etc… Perceba que são comportamentos de “trabalho” e não de bons modos como “não gritar com a mamãe”. Para esses, existem outras estratégias que não são associadas a dinheiro.

Comece escolhendo 1 dessas atividades e estipule uma quantia para ele. Introduza um novo “trabalho” a cada 5 dias, mais ou menos.
Crianças precisam de consequências rápidas para se manterem interessadas, por isso, não demore muito para dar a bonificação para ela depois do “trabalho” e, no início, incentive ela a comprar já no final de semana alguma coisinha para ela. Assim ela consegue perceber mais claramente a relação entre trabalho, dinheiro e aquisição. Um cofrinho daqueles que abrem embaixo são ótimos para isso.
Uma vez que a criança já tem clara essa relação, vale a pena ir mostrando que também há a opção de “poupar”. “Você pode comprar esses adesivos agora ou juntar mais um pouco e, semana que vem, comprar aquela pulseirinha.”

Quando os pequenos já conseguem fazer contas, é interessante dar uma semanada. Ela pode ter um valor “x” fixo e um valor variável dependendo do “trabalho”. É importante explicar e ir dando autonomia para a criança fazer as próprias escolhas. “Se você comprar esse brinquedo caro, não vai conseguir compras as figurinhas que você quer essa semana, tudo bem?” Se a criança optar por comprar, deixe ela arcar com a consequência de não ter a figurinha. Por mais difícil que seja, se aliviarmos muito as consequências, não conseguimos ensinar de forma efetiva para os pequenos como controlarem seus impulsos, fazer escolhas conscientes e como gastar melhor suas economias.

Vale lembrar que as crianças estão aprendendo algo que é difícil até para os adultos, então tenha bom senso, paciência e explique bem as opções que ela tem. Outro ponto importante é que nada substitui o exemplo. Seu filho tende a ter, no futuro, uma relação com o dinheiro parecida com a que ele presencia em casa. Não adianta ensinar a criança a economizar se não é o que ela vê no dia a dia. Talvez, se necessário, seja uma boa hora para fazer alguns ajustes na educação financeira de toda a família.


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4 dicas para melhorar a comunicação entre pais e filhos. 

Como falar para seu filho entender?

Uma das maiores queixas trazidas pelos pais é de que seus filhos não os ouvem. “Eu preciso repetir mil vezes!”, “ eu expliquei e ele fez de novo” são frases muito comuns trazidas pelos pais que eu oriento.

Se a criança tem mais de 3 anos, me faz pensar que, além da idade, talvez esses pais precisem aprender a conversar com crianças no mundo delas. Sim, a comunicação com crianças não é a mesma com adultos. Eles não tem a nossa vivência, nosso vocabulário, nossa compreensão de vida e nem nossas contas para pagar. O mundo é outro e a comunicação também tem que ser outra.

Escolhi 4 dicas que podem ajudar bastante a melhorar a comunicação entre pais e filhos.

1- Escolha o momento certo. As crianças têm dificuldade de concentração, então não adianta falar com as crianças pulando pra lá e pra, correndo. Acalme a criança, peça pra ela sentar, veja se ela está olhando pra você, e aí fale!

2- A melhor hora da conversa não é a hora da briga. Você pode corrigir a criança, claro, mas na hora da raiva, birra, bronca, a comunicação nunca é boa. Ela tá contaminada de emoções. Nem a criança vai estar disposta a ouvir e você vai tenter mais a descontar a raiva do que fazê-la entender mesmo o que não foi legal! A hora que melhor funciona para a maioria das crianças é antes de dormir. Aí sim, com todos calmos, explique o que não gostou e ajude a criança a pensar no que poderia ter sido diferente.

3- Explique o conceito. Esse é o maior erro. Não adianta falar… “Filho, eu to bravo porque você quebrou o brinquedo caro!” ou “você precisa comer legumes porque é saudável!”. Caro, saudável, antigo, educado, são exemplos de conceitos que as crianças demoram muito pra compreender como nós! A melhor forma é explicar o conceito. “Filho, você sabe o que é saudável? Significa que cada fruta ou legumes tem uma vitamina que faz bem para alguma parte do nosso corpo. A cenoura tem vitamina A e ela deixa nossos olhos bem fortes. A laranja tem vitamina C, que cria vários soldadinhos pra defender nosso corpo de bichinhos que querem entrar. Por isso a mamãe quer que você coma frutas, entendeu?”

4- Valide os sentimentos da criança. As crianças ficam frustradas quando acham que não são compreendidas. Se o brinquedo dela quebrou, o amigo não dividiu ou o sorvete caiu no chão. Valide o sentimento, mas diga que há maneiras de lidar com a nossa raiva. “Filho, eu sei que você ficou bravo porque seu amigo não emprestou o brinquedo. É ruim mesmo, mas bater nele não pode! O que podemos fazer da próxima vez?” Se a criança for pequena e não conseguir pensar sozinha, de a alternativa mais adequada pra ela.

Alguns problemas infantis podem parecer besteira pra gente, mas são importantes pra elas.

Uma boa comunicação melhora muito o relacionamento de pais e filhos. Se você percebe muitos problemas nessa área, uma orientação com um profissional pode ajudar.

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Eritema infeccioso ou Doença da face esbofeteada

Olá M@es!

Hoje vou falar um pouquinho sobre uma doença que já foi falada nessa última semana no nosso grupo do Facebook, e que tem sido assunto bastante recorrente entre as famílias/ escolas; exatamente por estarmos tendo um surto atual dela na cidade de São Paulo.

Falaremos sobre o ERITEMA INFECCIOSO ou a DOENÇA DA FACE ESBOFETEADA

É uma doença infecciosa que acomete preferencialmente crianças de 2 a 14 anos, sendo considerada a forma mais benigna do amplo espectro de infecções associadas ao parvovírus humano B19, reconhecido atualmente como o agente etiológico.

É também conhecido como a quinta doença (as outras quatro doenças exantemáticas que entram nessa classificação são a escarlatina, sarampo, rubéola e roséola) ou megaleritema epidêmico, sendo de ampla ocorrência no mundo (cerca de 50% das pessoas já são imunes à doença com 15 anos de idade); com surtos principalmente nos meses de inverno e primavera.

Via de transmissão:

A via respiratória é a mais importante na fase virêmica da infecção pelo parvovírus B19, principalmente em comunidades fechadas (berçários, escolas) e entre pessoas da mesma família, onde a taxa de ataque de infecção pode atingir 50% entre os susceptíveis. Por gotículas respiratórias no ar (tosse ou espirro), saliva (beijos ou bebidas compartilhadas), de mãe para bebê durante a gravidez, parto ou amamentação, e por outras secreções infectadas.

A erupção cutânea ocorre por volta de 17 a 18 dias após a criança ter sido infectada pelo vírus, caracterizando o eritema como evento tardio no curso da infecção (fase pós virêmica) e, portanto, com mínimas chances de transmissão.
Importante ressaltar que após o aparecimento da erupção, não há mais risco de contágio.

Período de incubação:

Varia de 4 a 14 dias.

Etiologia:

Causado pelo parvovírus B-19, que pertence à família Parvoviridae e gênero Eritrovirus,

Quadro clínico:

O exantema (manchas avermelhadas) é a apresentação clássica da infecção e em geral não se acompanha de manifestações sistêmicas.

No entanto, alguns pacientes podem referir sinais e sintomas inespecíficos (febrícula, mialgias, cefaléia, náuseas, mal-estar) precedendo o “rash” cutâneo, considerados pródromos e correspondentes à fase virêmica.

A principal característica é uma erupção cutânea que começa nas bochechas e se espalha pelos membros inferiores e pelo tronco.

Nos casos típicos da doença o exantema inicia-se pela face sob a forma de eritema difuso e edema das bochechas (facies esbofeteada); as outras regiões da face, como o queixo e a região perioral, são poupadas.

O exantema clássico da doença é do tipo maculopapular com palidez central, característica que confere aspecto rendilhado à lesão; acomete o tronco e a face extensora dos membros, podendo regredir em até três semanas.

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No entanto, na maioria dos casos predomina o caráter recorrente, que sofre a ação de estímulos não específicos, como sol, estresse e variação brusca de temperatura ambiente. Portanto, é verdade que o exantema tende a piorar se exposto à luz solar.

Diagnóstico:

O diagnóstico é basicamente clínico e leva em conta as características da erupção cutânea. Exames de sangue podem ajudar a identificar os níveis de anticorpos para o vírus B19, quando for necessário estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças exantemáticas, como a rubéola e o sarampo.

Tratamento e prevenção:

Não há tratamento específico, sendo raros os casos que necessitam de medicação sintomática, restrita aos analgésicos, principalmente em adultos com artralgias ou mialgias.

As medidas preventivas devem visar somente os grupos com risco de desenvolver as formas graves da infecção pelo B19 (grávidas e portadores de anemias hemolíticas crônicas), sendo indicados a gamaglobulina humana intravenosa na grávida e o isolamento destes pacientes em risco de evolução grave.
A maioria das mulheres com eritema infeccioso durante a gravidez tem bebês saudáveis, mas há um pequeno risco de aborto e malformação fetal se a doença for contraída nas primeiras 20 semanas de gestação. Caso a gestante entre em contato com algum caso de eritema infeccioso, deve comunicar seu obstetra.

 

Espero ter ajudado, e estou à disposição para eventuais dúvidas!
Um beijo.

 

*fonte: www.sbp.com.br
 
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O que você precisa saber sobre a Influenza A H1n1

Olá m@es!
Hoje vim aqui para falar para vocês um pouquinho sobre a gripe influenza A (H1N1).

De fato nesse ano a situação está um pouco diferente do que o habitual, muitos casos já confirmados antes mesmo de Abril (a maioria deles em março/ 2016); o que tem gerado muita preocupação entre os pais – muitas mães me procuraram no consultório com relatos de casos na escola dos filhos, e muitas dúvidas sobre quando e como vacinar seus filhos para protegê-los.

Vou focar mais na prevenção, mas acho válido colocar aqui a tabela clássica da Organização Mundial de Saúde que diferencia os sintomas da gripe comum e da gripe A:

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Como forma de prevenção, devemos evitar lugares fechados com aglomeração de pessoas, lavar sempre as mãos e se possível passar álcool gel, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca quando estiver em locais públicos; pois o vírus é transmitido tanto através do contato com saliva e espirros, mas também indiretamente pelas mãos e superfícies contaminadas.

A vacina é uma forma importantíssima de prevenção da doença e todas as crianças (acima de 6 meses de idade) devem tomar!
Na rede pública ela ainda não está disponível, a promessa é para final de abril/ 2016 e serão imunizadas as pessoas com doenças crônicas, aquelas com mais de 60 anos, profissionais da saúde, a população indígena, crianças entre 6 meses e 5 anos, gestantes e também mulheres que tiveram bebês nos últimos 45 dias antes da campanha.

Nas clínicas particulares temos a vacina trivalente 2016 para gripe, e em algumas delas também tem a tetravalente.

Na vacina 2016 (tanto a trivalente quanto na tetravalente) temos a mesma cepa de H1N1 da vacina 2015, pois ainda não houve detecção de mutação no vírus que justificasse uma mudança.
Por isso muita gente tem ficado na dúvida se há necessidade de revacinar (pois já recebeu essa cepa na vacina de 2015).

Quem tomou vacina em 2015 precisa tomar novamente!!!

A proteção dura em média 3 a 4 anos, mas os títulos de anticorpos vão caindo com o passar do tempo e como após a vacina demora 15 dias para subir os anticorpos a recomendação é tomar o quanto antes.

A diferença entre a trivalente e a quadrivalente é o fato dessa última possuir em sua composição uma cepa a mais de influenza B.

Na trivalente temos a proteção para 2 tipos de Influenza A (H1N1 e H3N2) e 1 tipo de Influenza B.

Na quadrivalente temos  2 tipos de Influenza A (H1N1 e H3N2) e 2 tipos de Influenza B. A cepa a mais de Influenza B que existe na quadrivalente não tem sido muito frequente.

Como a maioria dos casos confirmados do surto que estamos tendo nesse ano continua sendo pelo H1N1, sugiro que mesmo quem só encontrou a trivalente vacine com a mesmo quanto antes, pois os títulos de anticorpos sobem em média 15 dias após a aplicação da vacina.

Importante frisar: a vacina tetravalente que está disponível por enquanto na rede particular (GSK) só pode ser administrada para as crianças acima de 3 anos. Antes disso, só a trivalente mesmo!

Para o tratamento das pessoas infectadas o medicamento Tamiflu é importante para os grupos de risco (bebês menores de 2 anos, gestantes e idosos).

Como esta em falta (em São Paulo o hospital Emilio Ribas ainda esta fornecendo) devemos priorizar os grupos de risco e acompanhar de perto os demais casos.

Sempre importante consultar o seu médico, que irá monitorar os sintomas e lhe dar a melhor orientação.

Me coloco a disposição para qualquer dúvida que vocês tiverem.

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categorias: Decoração

Como usar flores na mesa da sua festa – Toque da Formiga – For Mães

Oi meninas! O #toquedaformiga hoje falaremos sobre as flores que tanto são usadas nas decorações infantis.

Eu, particularmente acho que festa infantil não é casamento. Nas minhas decorações sempre uso arranjos florais verdadeiros, mas mais singelos (exatamente por ser infantil). Mas isso é bem pessoal e vai muito de gosto da cliente e da decoradora, ou da mamãe festeira que monta as mesas.

O que é muito importante lembrar é que se você não for contratar uma florista profissional, precisa sempre limpar as flores, tirar as folhas. Caso contrário, além do seu arranjo ficar ‘caseiro’ ele não fica bonito.

Eu não sou florista, então não posso dar dicas aqui de como montar seu arranjo. Cada um na sua especialidade né? Mas, posso ajudar a como inserir no contexto da decoração.

Flores em festa de menino: não abusem em arranjos robustos. Não podemos esquecer que, mesmo em chás de bebês ou aniversário deles pequenininhos, são temas e festas masculinas. As flores muito delicadas e em quantidade grande dão um ar mais feminino a decoração. Usem flores maiores, as pequenas também são muito delicadas.

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Uma coisa que fica bem legal e dá um super efeito visual é usar topiaras (podem ser até artificiais). O efeito é lindo e super bacana!

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Para as meninas, aí sim já podemos usar muito mais quantidade e flores mais delicadas e melhores. Os arranjos, eu também aposto nos mais singelos (são festas infantis e não evento adulto) e ainda assim o efeito é lindo e complementa perfeitamente o conjunto, a estética e a decoração!

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Também vale lembrar que as flores nunca devem confrontar com os balões. Eles devem estar harmonizados nas cores e nas quantidades para não ficar nem muito vazio e muito menos, muito cheio!

Agora, mão na massa pra colorir e florir seu evento!

 

colaboradores-toque-de-formiga  Sabrina Alves Martinho Espinós
  Formada em Arquitetura e Urbanismo, 
  mas escolheu seguir o coração festeiro, 
  criou e se dedica exclusivamente ao Atelier Maria Formiga. 
  Mãe do Matheus, Rodrigo e Maria Luisa.
  www.mariaformiga.com.br
  Face: www.facebook.com/Atelier.Maria.Formiga
  Instagram: @maria_formiga
categorias: Vida de Mãe

Dicas para cuidar da pele do recém-nascido

Hoje vou falar um pouquinho dos cuidados com a pele dos nossos bebezinhos…

A pele do RN (recém-nascido) é bem sensível e a absorção de qualquer substância é muito aumentada.

Assim que nascem os bebês estão envoltos pelo verniz caseoso (aquela “cera”esbranquiçada) que tem a função de ajudar na passagem pelo canal de parto e é bactericida, o ideal seria não retirar totalmente…

Nos primeiros dias há uma descamação da pele discreta que é normal. E por ação dos hormônios da mãe podem ocorrer: hiperplasia sebácea ( pontinhos esbranquiçados no nariz) e acne neonatal (pequenas espinhas no rosto no bebê) que melhoram com o passar dos dias.

Quando ocorre uma descamação mais intensa,formando umas crostas no couro cabeludo e rosto pode ser dermatite seborreica do lactente e aí sim precisa de tratamento. O ideal é remover as escamas com óleo mineral e se não melhorar procurar um médico pois pode ser necessário usar um pouco de corticoide e avaliar se tem alguma infecção associada.

Cuidados importantes:

– um banho por dia com água morna com um produto especifico para a pele do bebê (ph neutro)

– enxaguar o bebê: fiquei muito surpresa quando tive minhas filhas e percebi que ninguém enxaguava pós banho na banheira…

– evitar usar muitos produtos na pele do bebê (só se for indicado)

– enxugar com uma toalha fralda bem macia.

– nas trocas de fralda usar algodão e água ou lencinho próprio para recém nascido (se o desastre for grande lavar na pia)

– usar uma pomada de barreira.

– quem for mexer no bebê lavar muito bem as mãos.

 

 

redinato DRA. RENATA MARIA MOINO DINATO 
 Dermatologista formada pela Faculdade de Medicina da USP 
 Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia 
 Mãe da Duda,4a e meio e Fefe 2a e 9m
 www.essere.med.br


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Você sabe o que fazer em casos de Hipotermia?

Olá queridas M@es! Hoje vou falar um pouco sobre o que fazer em uma situação de hipotermia nas crianças, já que vejo que é um assunto bastante recorrente e que gera muita preocupação aqui no nosso grupo do facebook e no consultório diariamente.

A hipotermia é caracterizada por uma temperatura corporal inferior a 35 graus, e pode ocorrer por exposição ao frio intenso, acidentes, cirurgias, uso de drogas, álcool e medicações.

O que mais comumente vemos acontecer em nosso meio é a hipotermia decorrente do uso de antitérmicos nas crianças. Infelizmente esse é sim um efeito colateral que pode ocorrer após o uso de QUALQUER tipo de antitérmico (e até alguns corticóides), em bebês e crianças de qualquer idade. Devemos confiar na prescrição de nossos pediatras e usar essas medicações sim sempre que for de fato necessário, e ter uma mínima orientação de como agir caso a temperatura corporal caia abaixo do 35 graus.

Em primeiro lugar certifique–se que o seu termômetro está funcionando (após aferir uma temperatura muito baixa no seu filho, meça também a sua própria temperatura). Dê preferência aos termômetros axilares e mantenha-os por no mínimo 3 minutos bem posicionado na axila.

Geralmente os pés e mãos estarão mais gelados em casos de hipotermia, a face avermelhada, e a criança tende a ficar mais apática (mais “quietinha”).

O ideal é colocá-la em uma banheira cheia de água bem quente e manter por um período de tempo suficiente somente para aquecer o corpo da criança (nunca deixe a água começar a esfriar). Tire e imediatamente envolva-a em mantas e roupas bem quentes, e mantenha-a abraçada ao seu corpo.

Coloque gorros e toucas (eles perdem muito calor pela cabecinha), luvas e meias.

Ofereça leite ou chá quente e siga monitorando a temperatura (que NÃO vai subir de volta aos 36 graus de uma hora para a outra, esse processo é LENTO mesmo; mas o mais importante a ser observado é que a temperatura pare de cair, e lentamente volte ao normal – entre 36 e 37 graus).

Claro que tudo isso só é válido para aquelas crianças que estão conscientes, acordadas, reagindo a estímulos. Se houver qualquer sinal de rebaixamento do nível de consciência, envolva a criança em uma manta e leve imediatamente ao Pronto Socorro.

Também é muito importante salientar que estas orientações valem para casos em que a criança foi medicada com um antitérmico e por isso sabemos a causa de a temperatura estar mais baixa que o normal. Se a criança NÃO foi exposta a baixas temperaturas, nem recebeu medicações que possam estar causando a hipotermia, contate imediatamente o seu pediatra ou procure um pronto socorro próximo, pois a hipotermia (geralmente associada à prostração e apatia) pode ser o primeiro sinal de alguns quadros infecciosos.

Espero ter ajudado, e coloco-me à disposição para eventuais dúvidas!

Um grande beijo,

flavia-mariano-120x120 Dra. Flávia Mariano
 Pediatra e Neonatologista
 CRM: 127.047 
 Mãe da Gabi, de 4anos.

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