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4 dicas sobre o “Terrible Two”

Nenhuma criança ou pais escapam da famosa e temida fase do “terrible two”. Isso porque se trata de uma fase de desenvolvimento e não uma questão de personalidade.O que faz as birras, caras feias, desobediência e choros intermináveis aparecerem, é a combinação de 3 fatores: maior autonomia, uma compreensão parcial do mundo e pouco desenvolvimento da linguagem.

Vou explicar melhor o que é tudo isso com um exemplo: Imagina que você está usando uma faca pra cozinhar.

1- A criança consegue ter autonomia de ir até você, pedir do jeito dela e querer (querer muito) que você dê a faca pra ela. Ela não é mais um bebê passivo no mundo.

2- A criança já sabe que a faca serve para cortar (entender isso a torna muito mais atrativa), mas não entende que a faca também corta o dedo dela se ela pegá-la (compreensão parcial).

3- E pela linguagem ainda não estar desenvolvida, nem ela vai entender os seus argumentos e nem vai saber expressar a sua frustração em palavras quando você disser “não”! Ela vai se jogar no chão, chorar, gritar ou qualquer coisa assim.

A boa notícia é que com um pouco mais de desenvolvendo, o terrible two passa.

O que fazer nessa época:

1- Foque mais em consequências do que em “sermões”. Explique para a criança o porque não pode, claro, mas explicar sem consequências não adianta muito. Ex. Se você jogar esse brinquedo no seu irmão de novo, vou tirá-lo de você. Se ele jogar, tire.

2- Tente entender e evitar situações que desencadeiem as “crises”. Deixar a criança muito cansada, com fome, muito estimulada, podem facilitar o descontrole.

3- O melhor a fazer numa situação de birra é ignorar a criança até que ela se acalme. Tentar “acalmá-la”, muitas vezes, mantém a crise por mais tempo e pode correr o risco dela entender que prende a sua atenção dessa maneira. Assim que a criança se acalmar, converse com ela.

4- Entenda que todos os pais passam por isso, então se a criança der aquele show em público, não se sinta a pior mãe do mundo. Tente manter o que se faz em casa e não ceda para a criança.

Essa é uma fase que causa muita angústia nos pais. Se você está com dificuldades, procure uma orientação profissional. Um psicólogo pode ajudar de maneira simples e eficiente a passar por esse momento delicado.

 

 

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Foto de capa: Shutterstock