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Patricia Martins Correa – Mãe da semana

Ter sido chamada pela Renata para ser a mãe da semana foi um grande privilégio e, falar da minha experiência de “ser mãe”, não poderia e não teria como não falar da importância desse grupo maravilhoso que é o 4moms (4m@aes). Mas como assim? Espera aí… já vou explicar!

Primeiramente vou me apresentar: meu nome é Patrícia e tenho 27 anos, sou formada em publicidade e sou mãe do Davi. Sou apaixonada pelo meu Davizinho! Adoro ler, brincar, passear, assistir filmes… enfim, curtir o meu pequeno (que já não é tão pequeno, ele faz 4 anos agora em outubro! Como cresceu rápido!).

Conheci meu marido aos 16 anos e para explicar resumidamente minha história com ele, sabe aquela paixão que temos de adolescente por um cara mais velho quase que platônico (no nosso caso 11 anos, ou seja, eu tinha 16 anos e ele 27 anos)? Então, comigo deu certo e eu me casei com ele! Namoramos por 6 anos e o nosso combinado é que quando eu terminasse a faculdade, iríamos nos casar. E assim foi conforme nos planejamos! Aos 21 anos me casei. Na época eu estava trabalhando num banco e não estava muito satisfeita com o meu trabalho, por isso resolvi sair do meu emprego. Como eu sempre sonhei em ter meu lindo filho e ficar com ele os 3 primeiros anos de vida, resolvi que aquela era a hora para isso! Afinal de contas: eu era jovem, meu marido ganhava o suficiente para termos uma vida confortável, poderia me dedicar integralmente ao Davi pelos 3 primeiros anos e depois emendaria numa pós-graduação para voltar ao mercado de trabalho. Mas a vida nem sempre aceita nossos planejamentos.

Bom, para mim a maternidade foi um grande ensinamento que nem tudo temos controle e nem tudo vai como planejamos. Para começar eu, na minha ignorância de primeira gravidez, achava que ia engravidar logo que começasse a tentar. Daí se passaram um, dois, três meses…e nada! Demoramos mais que imaginávamos, mas graças a Deus em fevereiro de 2011 consegui engravidar do nosso adorado Davi.

Ouvi seu coração pela primeira vez aos 20 dias de gestação! Mágico! E, como sou bem resistente a dor e sou alérgica a quase todos os anti-inflamatórios existentes e anestesias (estou naqueles 2% que lemos nos formulários médicos, sabe?), para mim cesárea era fora de cogitação. Fiz exercícios de Yôga durante quase toda minha gestação para que pudesse ter um parto normal tranquilo. Até que com 34 semanas o meu médico me avisou: “O Davi está sentado e com isso não podemos fazer parto normal, pois o bebê entra em sofrimento fetal e tem risco de sufocamento na saída”. E agora? Passou na minha cabeça mil coisas! Cheguei a ligar para médicos que prometiam fazer uma manobra, proibida aqui no Brasil… cheguei a fazer diversas posições para que o Davi virasse (gente, até de ponta cabeça fiquei kkk) e nada! Com 36 semanas, além dele estar sentado, comecei a perder líquido e precisava marcar a cesárea o quando antes, pois ele já estava em sofrimento fetal! Foi o fim para mim! Fiquei arrasada e assustada! Será que daria tudo certo? Será que minhas alergias não iriam atrapalhar? Será que o Davi ficaria bem?

Foi tudo muito rápido e, graças a Deus, o Davi chegou bem e saudável. O meu parto foi normal, sim. Foi normal, pois o normal é a mãe e a criança saírem bem e saudáveis! O método de ser cesárea ou vaginal não importa. Importa que ele estava bem e sem risco.

Um pouco antes do Davi nascer, cheguei a pesquisar que era comum crianças sentadas terem displasia de quadril (quando o fêmur não se encaixa na bacia) e fiquei alerta sobre isso. Mas no segundo dia de vida dele, veio o médico ortopedista pediátrico do São Luiz conversar comigo: “mamãe, preciso conversar com você. ”  Eu já imaginava o que ele iria falar, mas juro que foi literalmente um soco no estômago quando ouvi essa frase dele. Resumidamente ele me explicou o que era displasia de quadril e todos os riscos, existem diversos graus de complicação e que a do Davi estava um abaixo do necessário de uma cirurgia de médio porte. Além disso, explicou que meu pequeno precisaria usar um aparelho ortopédico chamado “pavlik” (uma das fotos que mandei para a Renata é de uma ilustração do Pavlik) e que eu deveria ir toda semana no escritório dele para arrumar. Mães, imaginem todas vocês, que, como mães de primeira viagem, tem todos milhares de dúvidas, incertezas e medos… bom, eu tinha mais essa: “se eu não ajustar a cada troca de fralda corretamente, o meu filho pode não andar ou precisar de uma cirurgia”. Era assustador ver o Davi com aquele aparelho que se parecia um método de tortura, como esses aparelhos são horríveis (mas necessário)!

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Infelizmente, muitos familiares e amigos (sim, as pessoas são cheias de opinião inclusive nisso) me falavam: “mas realmente precisa? (eu tinha vontade de falar: “não, gosto de torturar meu filho”) e “ah! Mas eu conheci um fulano que usou duas fraldas e corrigiu! ” (e eu tinha vontade de falar: “sim, porque todos os míopes tem o mesmo grau de miopia…” o grau dele precisava). Mas no final, valeu cada esforço. A displasia dele foi corrigida! Graças a Deus, ao médico ortopedista e a mim, que insisti no tratamento dele. Gosto de falar que tive 3 grandes dias na vida: 1º quando me casei, 2º quando o Davi nasceu e o 3º quando o Davi andou pela primeira vez. Mesmo ele ter recebido alta do pavlik meses antes de começar a andar, sempre ecoava na minha cabeça a fala do médico: “mãe, você precisa cuidar direitinho! O risco é inclusive dele nunca andar”.

Como falei que nem sempre a vida aceita nossos planejamentos, assim que o Davi nasceu meu marido discutiu com o sócio da empresa e resolver desfazer a sociedade. E eu, que tinha planejado ficar com o pequeno até 3 anos exclusivamente sendo mãe, precisaria abrir mão desse meu desejo. Sim, foi difícil. Muitas vezes eu queria de estar com ele, mas ele estava com a minha mãe. O menos pior é que sempre fiz home office, então sempre o tive por perto e consegui presenciar todo desenvolvimento dele.

No começo do texto comentei que o grupo foi muito importante para mim, eis a explicação. Aos 22 anos nenhuma amiga minha tinha casado e muito menos tinham filhos. O mundo: fralda, pediatra, papinha, amamentação, escola… não era algo que elas (e muito menos eu) entendiam. Além disso, o Davi foi o primeiro neto dos dois lados, ou seja, estava literalmente sozinha. O grupo foi essencial para mim! Quantas vezes eu não tinha a menor idéia de como resolver algo e mandava mensagens no grupo! Quantas indicações tive no grupo de fornecedores e médicos! E, quando tive que voltar a trabalhar, quantas clientes tive que vieram do grupo! A interação do grupo é maravilhosa e devemos manter isso, pois muitas mães são “perdidinhas” como eu!

É isso! Obrigada pela leitura e, como sei que muitas mães vão ler isso, quero lembrar a todas que esse é o mês do outubro rosa e vamos nos conscientizar da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Vamos nos prevenir por nós e pelos nossos filhos!

Eu era: Muito relaxada comigo mesmo! Sempre fui uma pessoa “certinha” e planejadora, mas com relação a minha saúde, nunca fui de fazer check-up ou me cuidar esteticamente.

Depois da maternidade, eu sou: mais completa e feliz! Lógico que sinto saudade de muitas coisas que antes tinha tempo de fazer, mas o Davi é uma criança fantástica! Acorda sempre sorrindo e dando bom dia a todos que vê. Ele ama tudo colorido e sempre pede para eu colocar roupas coloridas! Quando coloco vestido, ele fala: mamãe você é uma princesa! Depois que ele nasceu, passei a me preocupar com minha saúde (afinal de contas tinha um serzinho dependendo de mim) e fazer exercícios.

Como descobriu a gravidez: já estávamos tentando por 6 meses, daí todos os meses eu fazia o famoso teste de farmácia. Quando descobri, meu marido estava sentado na minha frente e descobrimos juntos. O engraçado que eu sempre senti que seria um menininho!

Pretende ter outros: realmente não sei! Às vezes quero, às vezes não… só quero engravidar quando realmente quiser 100% como foi com o Davi.

Trabalha: Sim e estou estudando, mas tenho o privilégio de trabalhar home-office, então minha vida acaba sendo mais flexível.

Se sim, Baba ou escola? Escola! (e quando o Davi era pequeno, minha mãe).

Por que optou por isso: Eu sei que muitas mães têm babá, mas eu realmente não confiaria meu filho ser cuidado por uma pessoa estranha! Já ouvi histórias e já presenciei (trabalhando em casa, consigo dar as minhas “escapadinhas” e passear com o Davi) coisas horríveis.

Melhor distração: natação, séries na Netflix e brincar com o meu filho. Todos os dias de manhã eu sou exclusiva dele para brincar!

Ícone: Meus pais! Eles sempre lutaram muito para oferecer tudo para mim e para minha irmã! E hoje em dia eles tem uma paciência incrível com o Davi!

Ser feliz é: ter muita saúde para poder curtir cada segundo com o meu pequeno! Sou muito família, para mim felicidade é diretamente atrelada a minha família!

Horas de sono por noite: ai, ai, ai… não durmo há 4 anos kkk O Davi ainda acorda TODAS noites! Mas, faz parte e passa rápido.

Um programa inesquecível: tive a oportunidade de ir algumas vezes com o Davi na Disney e é simplesmente mágico! Vale cada centavo! É simplesmente incrível ver a magia do lugar e ele olhar para os personagens e ficar encantado! Muitas mães falam que não vale a pena ir quando são pequenos e eu penso o contrário! Tem que ir enquanto a criança acreditar que o Mickey é realmente o Mickey!

Uma dica para as futuras mães: paciência e curta cada segundo! Passa muito rápido!

Patricia X Patricia: tomei decisões que mudaram muito o rumo da minha vida do que imaginava quando era adolescente, mas não me arrependo nunca! Amo muito minha família e cada segundo que passamos juntos!

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