categorias: Mãe da Semana

Mônica Veras – entrevista

“Oi Monica, queria te convidar para ser mãe da semana. Topa??”

Pra mim foi como para a maioria: Fiquei mega emocionada! (Quem não se emociona com essa mensagem?? Ser mãe da semana entre 8 mil mães!!!) E daí a gente sempre pensa “o que eu vou dizer, que história tenho para contar?”…

E a minha história é: E SE O PRÍNCIPE ENCANTADO DEMORAR?
Pois é. Meu príncipe até apareceu cedo, mas daí desapareceu por um tempo, e reapareceu depois de muuuuuuuito tempo…

Minha vida sempre foi bem programadinha… Por mim eu casaria com uns 25 anos, teria meu filhote (ou filhota) com uns 30, no máaaaaximo… Mas ninguém avisou os caras lá em cima que era pra acontecer desse jeito! E aconteceu tudo diferente…

Conheci meu marido na faculdade. Eu estava saindo de um longo relacionamento, nem percebi o potencial daquele bonitão, altão, me dando mole… Ficamos juntos 1 mês e deixei passar, fui curtir uma solteirice (e curti mesmo 😉 ). Muita água passou embaixo da ponte, casei, descasei, foquei na minha carreira, morei no exterior, e isso tudo o tempo passando…

Quando tinha uns 30 entrei em deprê. Cadê o príncipe que já era pra ter aparecido? Cadê a família que já era pra ter feito??  Cadê tudo??? Só encontrava sapos interessados em dar “uns pulos por aí”.

E foi no (acho) extinto Orkut que meu marido me achou (ainda bem!). Nem preciso dizer que em um pouco mais de 6 meses estávamos junto, e estamos juntos até hoje!

No final de 2008 engravidei, tivemos uma das maiores provações pela qual já passamos: meu marido passou muito mal, achei que estava enfartando, mas no PS não acharam nada… Quase uma semana depois, não se sentindo muito bem, ele mesmo resolveu passar no PS e tentar descobrir o que estava errado. De lá foi internado para poderem examinar. Quando cheguei, o médico me chamou num canto e perguntou se eu estava sozinha, disse que era para telefonar para alguém ficar comigo: meu marido teve uma dissecção de aorta, era gravíssimo, a cada hora que se passava, ele perdia 1% de probabilidade de sobreviver. Nem precisei fazer a conta para entrar em desespero… Mas como o cara lá em cima sabe das coisas, o médico que o operou era o papa no assunto, e Deus permitiu que meu marido ficasse por aqui…

Depois ele me contou que durante a operação, ele foi para o outro lado. Que sentiu uma luz quente e brilhante atrás dele, pessoas riam felizes. Ele sabia que se olhasse para trás, não voltaria mais, então pediu para voltar: “eu não posso ficar! Tenho que cuidar da minha mulher e do meu filho!” (detalhe: eu NÃO estava grávida!).

Não somos religiosos praticantes, mas ele contou que ao dizer que “fosse feita a vontade de Deus”, toda discussão sobre se ele deveria voltar (para Terra) ou ficar (naquele lugar iluminado) acabou e ele se viu de volta no corpo no mesmo instante!

E 6 meses depois eu engravidei. Nem preciso dizer que já sabíamos que seria um menino, né?
Nosso presente, a consolidação do nosso amor, para quem eu digo todos os dias (e também escuto) o quanto o amo!!!  Eu tinha 39 anos, e tive meu filhote à beira de completar 40 anos.

Acho que sou uma das Moms com RG mais baixo (rs) e isso não poderia passar em branco, já que quase nunca vejo posts com esses assuntos… Ter filhos mais tarde no meu caso não foi uma decisão. A vida decidiu por mim. Mas eu agradeço sempre por ter sido exatamente assim! Quando o Felipe chegou, minha vida estava toda organizada e ele foi a cereja em um bolo de amor e realizações.

Hoje convivo com amigas 10, 15 anos mais novas que eu (algumas nem sabem disso… rs)! Ter um filho com quase 40 não foi nada complicado: gabaritei na gravidez, nada de pressão alta, quase não engordei, meu filho é super saudável, amamentei até ele completar 2,2 (e depois joguei a toalha porque eu já não aguentava mais o constrangimento dele tentar “se servir” quando estava com fome… rs)
Se eu pudesse, talvez fizesse diferente algumas decisões da minha vida (quem não?), mas da forma como as coisas aconteceram, a vida me trouxe (e continua me trazendo) muitas alegrias, sendo o filhote e o maridão o topo dessa lista!
🙂


Eu era: sozinha

Depois da maternidade, eu sou: transbordante de amor e completamente feliz, com uma felicidade que não sabia ser possível!

Como descobriu a gravidez: pode parecer estranho, tanto eu, como meu marido sentimos no momento da concepção que ali mesmo a gente estava formando uma família!! O teste de gravidez só confirmou o que a gente já sabia…

Pretende ter outros: pretendia… Queria muito ter uma menininha e conviver no mundo cor-de-rosa, mas de 1 ano para cá repensei, principalmente por conta da minha idade (prefiri não arriscar, por mais que o médico liberasse). Seria melhor para o Felipe ter um irmão (ou irmã) para compartilhar a vida, mas vai ter que contar com primos e amigos… Afinal, é agora que estou conseguindo curtir mais os meus meninos, sair, namorar…

Trabalha: sim. Tenho uma empresa de consultoria em planejamento estratégivo, o que me dá um misto de muita responsabilidade com meus clientes, mas sem horário marcado (faço meu próprio horário) e uma sobrecarga que algumas vezes entra nos horários pessoais. Pesando prós e contras, a liberdade tem um preço sim, mas vale a pena!

Em caso positivo, onde fica o filhote: meus pais não moram em São Paulo, meus sogros são mais velhinhos, só tenho uma irmã por aqui, mas não posso contar, enfim… tinha que me virar… quando estava grávida, uma amiga (que também é uma mom) estava dispensando uma ajudante ótima, pois precisava de alguém que dormisse no emprego (o que não era meu caso). Essa ajudante está comigo desde então, acompanhou desde o final da gravidez até agora, o que me dá uma segurança incrível! Agora o filhote está na escola, então fica metade com ela, metade na escola…

Por que optou por isso: foi natural, nem pensei em escolinha tão cedo…

Melhor distração: Viajar, principalmente para praia!! Troco qualquer coisa por um paraíso salgado!

Ícone: pode ser chavão, mas meu ícone é meu pai… Meus valores, minha forma de ser e de pensar… Faço muita coisa baseada no seu exemplo. Quando tenho uma decisão difícil, é a ele a quem recorro, que além de meu amigo, é meu oráculo para qualquer assunto!

Ser feliz é: poder relaxar para escolher minhas batalhas. Aprendi que não se pode ganhar todas, sejam discussões ou oportunidades, por isso vou atrás do que realmente importa, dou os ombros para intrigas. Comentários e qualquer outra coisa que não fizer parte do caminho da luz estão fora do meu caminho…

O maior sonho: qualidade de vida. Seria lindo poder morar em um lugar onde meu filhote tivesse liberdade, segurança, vida ao ar livre, mas ao mesmo tempo, que tivéssemos trabalho para assegurar a tranquilidade que esta qualidade de vida exige. Estamos tentando ter isso em São Paulo, mas não tenho tanto certeza…

Horas de sono por noite: de 8 a 10. Sou boa de cama! (e o filhote colabora, desde 1 ½ ano que ele dorme a noite toda, com rotina certinha pra deitar e acordar… J )

Horas que curte o marido: Todas! 😉

Uma dica para as futuras mom´s: você é muito mais capaz do que pensa! Conforme as necessidades vão aparecendo, surge um conhecimento “do além” e você de repente sabe o que fazer. Mágica!

Uma receita infalível para os pequenos: Rotina. Funcionou para mim, não sei se funciona sempre, mas meu filhote me mostrou que prefere uma vida previsível, onde ele saiba o que e quando as coisas vão acontecer. Sempre com amor e com doçura, mas sem perder de vista os limites e regras.

Um programa inesquecível: mais do que um programa, ter morado no exterior foi muito importante, pois me transformou, pois me fez ver os outros e o mundo de uma forma mais abrangente, entender o quanto o contexto interfere na formação das pessoas. Se eu puder, pretendo propiciar uma experiência assim para o filhote.

A viagem perfeita com o pequeno: Como meu filhote “herdou” a paixão pelo mar, toda viagem para praia acaba sendo perfeita  😉

Monica X Monica: para quem não me conhece, posso parecer fechada, mas como boa canceriana eu sou como a tal raposa que precisa ser cativada. E daí, viro a melhor amiga, faço tudo e qualquer coisa para meus amigos e família, pois sou muito caseira! Adoro receber amigos na minha casa: qualquer coisa vira pretexto ter as pessoas queridas por perto! Por isso moro numa casa repleta de plantas, cachorro, gato, filho, marido e amor!

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2 comentários

  1. Jessica

    Linda a sua história. Parabéns pela familia….

  2. Karina Campo

    Mô ! Fui ler somente hoje amei sua história , família linda e abençoada