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Maria Aparecida Godoi Valente – Avó da semana

Eu fiz um pedido especial à Renata Costa para que tivéssemos um GRANDMOM da Semana.

Quando pensei em fazer essa homenagem, tinha tudo pronto na cabeça, mas depois que a Renata aderiu à ideia, confesso que bateu o desespero. Mas vamos lá, hoje vocês vão conhecer a minha MOM, Maria Aparecida Godoi Valente.

Com uma mistura bombástica de espanhol e italiano, nasceu em 18/04/1952 essa ariana de sangue quente. Filha de operário e dona de casa, apesar das dificuldades, teve uma infância feliz, muito moleca, cercada de um irmão e de muitos primos e que resultou em muitas histórias para contar sobre os “bons tempos”, quando se podia brincar na enxurrada e o passeio de São João Clímaco à Cachoeirinha era uma viagem cheia de aventuras.

Na adolescência e juventude, deve ter dado muito trabalho ao “Vovô Chico” e à “Vovó Neta”. Foi para o Rio de Janeiro de carona em um caminhão, namorou com o Roberto Carlos, trabalhou, comprou seu fusquinha, fez xixi atrás da Igreja Nsa Sra Aparecida (para as moms desesperadas, contam as más línguas que fez xixi na cama até bem mocinha!).

Só para esclarecer, por muito tempo ela fez com que eu e minhas irmãs acreditássemos que ela realmente havia namorado com o cantor Roberto Carlos, a ponto da gente contar para nossas amigas. Mas o rei que tomou conta do coração dela foi outro Roberto, o meu pai. Casaram-se me 20/01/1978, 20 dias depois do falecimento do “Vovô Chico” (que eu não conheci, mas que pelas histórias é como se tivesse convivido por anos!).

Quase 2 anos depois, eu cheguei de parto normal para alegrar a vida deles. A nenê mais linda da maternidade, moreninha, gorduchinha e de pernas grossas. No dia da minha festa de 2 anos, praticamente interrompendo o parabéns, veio ao mundo minha irmã Aline, de parto normal, a nenê mais linda da maternidade, loirinha, magrelinha e de pernas finas. Em maio de 1985, nasceu a Lilian, de parto normal, a nenê mais linda da maternidade, moreninha, gorduchona e de pernas longas. Sem esquecer da Sunny, que anos depois completou o quinteto feminino da casa, para loucura do Robertão.

Agora pensa numa mulher estressada!!! Criar 3 filhas sem babá, sem empregada, com personalidades completamente diferentes! Vou falar que essa mulher gritava, viu? E também se fingia de morta!!! Quando a gente brigava, ela deitava na cama e fingia que tinha morrido até a gente parar e implorar para ela acordar. Alguém já leu isso em algum manual de mãe moderna? A rotina era de enlouquecer qualquer um. Acorda, arruma para a escola, leva para a escola, limpa, lava, passa, cozinha, pega na escola, ajuda a fazer a lição, faz chamada oral enquanto enxuga a louça, leva para o inglês, para a natação, para o balé, faz o jantar, dá banho… Ufa! No meio disso tudo, ela conseguia decifrar os códigos dos nossos diários, ouvir nossas conversas pela extensão do telefone, entre outras bruxarias para inspecionar nossa vida.

E como exemplo de boa mãe, não poderiam faltar as chineladas! Sabem quando termina a aula e você desce para o pátio na certeza que vai encontrar seu paquerinha e sua mãe já está lá? Sim, ela era a primeira a chegar e ficar esperando no portão! Sabem quando você está de férias, na praia, conheceu um monte de gente nova que combinou de se encontrar na sorveteria 11:30 da noite? Sim, ela fazia entrar à meia-noite! Isso entre outras atitudes dignas de uma mãe chata: me obrigava a comer feijão a banana, a enxugar a louça, a estudar enquanto todo mundo brincava, a ir para o inglês, não me dava todos os brinquedos que eu queria, quando tirava nota boa dizia que eu não fiz mais que a obrigação, sempre tinha horário para voltar para casa, se a festa terminava às 9, ela me buscava 8:30. Meu maior medo na adolescência era que ela me anunciasse na Up & Down (alguém lembra?). Mas pelo menos isso ela nunca fez… E mesmo com esse jeito pouco ortodoxo de criar filhos para os manuais de hoje em dia, quando a gente cresce, casa e tem filhos, se dá conta que o resultado não foi tão ruim assim, né? E que provavelmente vai repetir muitas dessas atitudes, para vergonha geral dos filhos. Sabe por que? Porque a gente percebe que por trás de toda essa chatice, está uma preocupação e um amor que transborda!

Parando para pensar, não consigo me lembrar de um momento em que ela não estivesse ao meu lado. Nas festinhas da escola, nas reuniões de pais, na primeira menstruação, na catequese, nas fossas de amores não correspondidos, no resultado do vestibular, na formatura, na entrevista do primeiro emprego, no casamento, na gravidez que não vinha, na gravidez quando veio, no parto, no pós-parto, na alegria, na tristeza, sempre! E assim ela é até hoje: leoa, intuitiva (bruxa, eu diria!), super-protetora, amiga, confidente, brava, histérica, pau pra toda obra, honesta, caridosa, xereta. E se eu conseguir e puder fazer pelo meu filho uma pequena parte do que ela fez por mim (tirando as chineladas!), eu tenho certeza que serei uma mãe realizada e muito amada.

É essa a história da minha MOM da semana, do mês, do ano, da vida!

Por: Thais Valente

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** Maria Aparecida, espero que goste da surpresa!!!
Não poderia deixar agradecer sua super participação no grupo!
bjos Rê

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1 comentário

  1. Flávia Moré

    Amei! Homenagem merecida! Parabéns por essa linda história!