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Maira Cunha Piccolo – Entrevista Mãe da Semana

Como todas as convidadas à mãe da semana, eu também fiquei super feliz, e surpresa, deu até aquele frio na barriga… obrigada Renata, por lembrar de mim… afinal, ser mãe é ter muita estória para contar… posso até dizer que além de estórias, eu tenho milagres para compartilhar com vocês!!! Vamos lá…

Sou natural de São Carlos, sempre vivi no interior, vim para Capital, quando virei mãe.
Comecei a trabalhar cedo, sempre fui muito família, namoradeira e AMO VIAJAR! Conhecia meu marido desde criança e há 8 anos atrás, nos reencontramos pelo Orkut, ele sempre morou em São Paulo, nos encontrávamos de final de semana. Minha primeira gravidez chegou de paraquedas, após um ano de namoro, mudei minha vida radicalmente, passei dias de ansiedade, felicidade e pânico… foi uma surpresa pra nós e pra família inteira, uma correria para montar apartamento, enxoval… na época eu era bancaria, e fiquei dividida entre mudar de cidade, ou continuar como estava, se encontrando aos finais de semana… mas amadureci a ideia de “formar uma família”… e há sete anos, eu, ele, a Duda e a Vivi formamos uma linda família!

Sou mãe de duas prematuras… a primeira nasceu por conta de bolsa rota, de 30 semanas…
Com 1.780 kg, e 49 cm… no dia que comprei minha primeira calça de gestante, estava experimentando, e ploft… a bolsa estourou, estava eu e minha mãe, que quase teve um treco. Fiquei internada por 4 dias tomando corticoide, para fortalecer o pulmão e pra tentar segurar… mas a pequena não quis esperar… entrei em trabalho de parto… como havia perdido muito liquido, sentia ela ralando nos meus ossos… o tão sonhado parto normal, não aconteceu, foi uma cesárea de emergência… consciente, queria vê-la… e ela nasceu linda, chorando, bem pequena… ficamos 17 dias na UTI, quando sai do hospital, estava um sol tão lindo… eu mal conseguia abrir os olhos… parecia que tinha durado uma eternidade… Vim pra São Paulo contudo… e a pequena nos braços, no frio de julho, nem meias parava no pé de tão magrela… eu passava fita adesiva, pra segurar. Com pouquíssima experiência, sem a família perto, sobrevivemos, brinco que tive experiência com prematuros quando estudei enfermagem, mas cuidar do nosso filho é diferente, você vai aprendo dia a dia, e quem mostra isto, é seu bebe, ser mãe é magico… ela não tinha força para sucção, eu tirava leite e dava no copinho de café, como a maioria dos prematuros, ela também precisou da formula. Mas Deus nos iluminou tanto, que a pequena progredia mês a mês…
Já a segunda, foi um aborto com sobrevivência, que sofri quando estava de 22 semanas…
Descobri esta gravidez num exame de rotina, e quase cai de costas… estava de 16 semanas, ás vésperas do primeiro aniversario da Maria Eduarda, eu fiquei em choque… mas levei a diante, uma gravidez que não tive barriga, que não engordei uma grama., e nem tive tempo de anunciar para a família a gravidez que durou praticamente 1 mês. A pequena Maria Vitoria, nossa princesa Vivi, veio ao mundo com 600 grs e 25 cm… chegou a pesar 470 grs, com inúmeras intercorrências e cirurgias, nosso milagre sobreviveu sem sequelas.. já morava em São Paulo, e não tinha noção de hospital – maternidade… nada… no dia que eu passei mal era véspera do dia dos pais, a GO que me acompanhava, não atendeu minhas ligações, eu estava sozinha, com marido viajando, e como moro perto do Hospital Santa Joana, fui a pé pra lá, em trabalho de parto, cheguei e já me colocaram numa maca, numa sala de trabalho de parto… demorou cerca de 1 hora, até minha amiga chegar para fazer minha internação, vivi momentos de pânico, até problemas com autorização do plano de saúde eu tive… até resolverem toda burocracia, sem GO… eu via nos olhos do plantonista o receio de colocar a mão em mim… tomei muitas drogas para segurar, mas nada adiantou… a pequena veio ao mundo de parto normal. Nasceu e foi direto para UTI… foram mais de 3 meses, de idas e vindas, eu colocava a Duda no carrinho e passava a tarde lá, dentro da UTI do terceiro andar, fiz muitas amizades… médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, mãezinhas, amigos, vizinhos… todos, revezavam para cuidar da Duda, e desta forma eu conseguia ficar dentro da UTI com a Vivi, foi uma fase difícil que nem consegui contar para minha família que havia tido outra filha minha mãe e tias estavam cuidando da minha avó, que precisava de cuidado intensivo. Costumo dizer que por cuidar da primeira filha sozinha, fiz um intensivo para cuidar da segunda prematura rs…
A pequena teve alta no dia 25 de novembro de 2009, papai noel antecipado em minha casa, pensei que não fosse dar conta… mas consegui… a Vivi exigia cuidados, pois engasgava muito, como não tive leite, me ensinaram a dar mamadeira, mas como treinei dar leite no copinho de café com a Duda, consegui aplicar esta técnica na Vivi, rs…
No Natal de 2009, fui pra casa dos meus pais, e levei a pequena de presente para eles… foi uma emoção indescritível!!!!!! (lagrimas)…
Quando dizem aquela frase, “Deus escreve certo por linhas tortas”, costumo dizer que a frase é minha… fui mãe em tempo integral durante 2 anos… tarefa difícil, mas consegui, cuidei das duas com muita dedicação, muito amor, e carinho! Cresci, aprendi, amadureci muito… vivi cada fase com minhas princesas!

Eu era: Incompleta

Depois da maternidade, eu sou: Feliz, realizada, ainda mais por tudo que passei…

Como descobriu a primeira gravidez: no susto… nunca fui regulada, mas tinha muito sono, cansaço, fiz o teste, e ploft, positivo.
a segunda: a segunda foi num ultra de rotina

Pretende ter outros: não… pois a primeira nasceu, de 7 meses a segunda de 5… a terceira… ah vou receber uma ligação da UTI neo dizendo “Maira tem uma filha sua aqui… vem buscar” rsrsrs… brincadeira, eu sou realizada com duas Princesas!!!

Trabalha: sim, as crianças, até o ano passado ficavam em tempo integral na escolinha, optei por segurança, e a escolinha que elas ficavam era igual “Casa da vovó”, elas amavam e desenvolveram muito bem… Consegui este ano trabalhar apenas meio período, então as pequenas irão pra escola apenas na parte da tarde.

Melhor distração: correr, com a corrida consigo disposição para enfrentar tudo… e seguir em frente sempre.

Ícone: Deus, e o meu pai…

Ser feliz é: ser simples

O maior sonho: levar minhas princesas pra Disney

Horas de sono por noite: mais que 8… desde bebe elas nunca me deram trabalho a noite.

Uma dica para as futuras mães: curta cada fase… pois, passa muito rápido, eu já sinto saudade de quando elas eram bebes…

Uma receita infalível para os pequenos: paciência… Muita paciência, principalmente quando tiver beirando os 2 anos…(o auge das birras).

Um programa inesquecível: Como nossa família é do interior, os encontros sempre são inesquecíveis, elas tem um avô que entra no mar… e outro que leva pra passear no sitio. Uma avó educadora que sempre espera as netas com a casa recheada de livros novos… uma tia que senta e brinca… tias avós que fazem bolachinhas, bolo de cenoura, comida fresca, tudo o que pedem… tio avô que se veste de fantasma a noite, uma bisa que adora ver as bisnetas fazendo carinho e dando atenção… elas estão crescendo e valorizando a família, estou super feliz com a sementinha que minha família “unida” ajudou plantar, elas lembram todos os dias destes momentos, até quando vão rezar a noite.

A viagem perfeita com as pequenas: Beach Park

Maira X Maira: difícil falar da gente né… mas sou intensa, tudo que pego pra fazer, faço com afinco e carinho… sofro, por agir com o coração. E não pela razão… Gosto de fazer as coisas com amor, carinho, não gosto de nada mais ou menos, Sou teimosa, sou ansiosa pra caramba, geniosa, meu marido que o diga… rs. Mas amo me dedicar e cuidar. Os filhos são reflexo dos pais… Depois que fui mãe, fico mais atenta aos meus atos e comportamentos…

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1 comentário

  1. Izildinha Godoy

    Ah menina que exemplo de FORÇA CORAGEM e FÉ !
    Atitudes dignas de uma GRANDE MULHER !
    Nascida no amor de uma grande família unida .
    Você é iluminada ! Parabéns pela matéria !
    Muitas bênçãos e alegrias pra voce! Bjs querida