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Joana Pacheco S. F. Mello – Mãe da semana

Oi meninas! Não imaginei que fosse tão difícil falar de mim!

Nasci e cresci em São Paulo. Venho de uma família grande e minha casa estava sempre cheia. Tenho muitos primos, dois irmãos mais velhos e mais dois irmãos postiços do segundo casamento do meu pai.
Ser mãe, pra mim, sempre foi o caminho natural, não imaginava um futuro sem filhos. E, de preferência, muitos, rs.

Caí meio de paraquedas na faculdade de direito. Fiz estágio uns 3 anos no escritório do meu pai (que é advogado), depois fui parar em um outro escritório onde terminei a faculdade e, vivendo uma fase muito boa da minha vida, já que tinha acabado de passar na OAB, estava indo morar sozinha e terminado um relacionamento já desgastado, conheci meu marido. Um advogado carioca, 11 anos mais velho, recém separado e que chegou “causando” no escritório.
Batemos de frente durante uns bons meses até um belo dia em que, no aniversário de uma estagiária, ficamos um tempão batendo papo e vi que o carioca “mala” até que era legal, rs. Daquele dia em diante começamos a sair direto. Logo ele foi trabalhar em outro lugar, depois de um tempo voltou a morar no Rio, nos separamos, acabamos voltando, namoramos à distância e, em julho de 2009, me mudei pra Cidade Maravilhosa. Quase um ano depois, em junho de 2010, nos casamos oficialmente.

E tivemos um início de casamento com bastante emoção.
Logo que chegamos de lua de mel, mais precisamente no dia em que completamos 1 mês de casados, estava no escritório quando tive uma convulsão e me levaram para o Pronto Socorro. Lá fiz alguns exames e descobriram que a causa da convulsão era um tumor cerebral. Fiquei completamente aérea, sem entender direito o que estava acontecendo e sem a menor noção da gravidade da situação. Meu marido foi um herói, assumiu as rédeas, me levou aos melhores médicos e quinze dias depois, estava sendo operada.

Não cheguei a levar um susto porque foram me contando tudo em doses homeopáticas, mas confesso que a cada nova descoberta (no pós-operatório descobri a seriedade da cirurgia, que poderia ter deixado sequelas, e que todos aguardavam apreensivos o resultado da biópsia), ficava mais difícil acreditar que ia mesmo ficar tudo bem.
Mas depois que tudo passou, entendi que, dentro de um cenário ruim, tivemos as melhores notícias: o tumor, muito raro, estava encapsulado, grau I (praticamente benigno), nível baixíssimo de agressividade e chance de recidiva quase zero.
No primeiro ano, deveria fazer acompanhamento a cada 3 meses para que se confirmasse se tinha saído tudo (pelo que entendi, nas primeiras ressonâncias, por conta do rastro da cirurgia, fica difícil visualizar) e confirmar também se não seria necessário nenhum tipo de tratamento.
E do mesmo jeito que meus médicos me proibiram de engravidar tão cedo, me fizeram parar de tomar pílula. Então, três meses depois da cirurgia, uma camisinha falhou, uns dias depois a menstruação atrasou e logo depois descobri que estava grávida.
E foi aí que senti algo que nunca imaginava. Meu sonho era ser mãe, mas de repente a descoberta da gravidez não foi recebida com festa como sempre imaginei. Fiquei desesperada, ainda estava tomando uma série de remédios, tinha que fazer os exames de acompanhamento e não tinha ideia do que poderia acontecer.

Os médicos me tranquilizaram, disseram para seguir a gravidez e fazer novos exames só depois do parto. Levei a gestação MORRENDO de medo, tive várias pequenas intercorrências (que pareciam enormes) e, acreditem, a DPP era exatamente o dia em que fazia 1 ano de cirurgia.

Sempre fui saudável, nunca tive problema nenhum e de repente senti aquele clichê que todo mundo diz: a gente só dá valor à nossa saúde quando ela é ameaçada. E é a mais pura realidade!

Diogo nasceu, lindo e saudável, alguns dias antes do previsto. Logo depois fiz uma ressonância e senti um dos maiores alívios da minha vida quando veio o resultado e estava tudo bem, não precisava fazer mais nada, só continuar acompanhando anualmente.
E dali em diante, relaxei e curti muito o meu pequeno.

Durante a licença maternidade, meu marido e eu conversamos e decidimos que o melhor seria eu parar de trabalhar (eu ainda estava no mesmo escritório em que nos conhecemos, mas na filial carioca) para poder dar mais atenção ao baby. E foi a melhor decisão mesmo.

Um ano depois, tudo indo super bem, meu médico me liberou para engravidar de novo e aí, quando o Diogo fez 2 anos, chegou o Heitor, também lindo, perfeito, enorme e saudável.

E quando o Heitor completou seu primeiro ano e foi pra escola, arrumei uma outra atividade pra mim: inspirada nas dificuldades que eu mesma tinha de organizar a alimentação da casa, de encontrar receitas fáceis de fazer e soluções para várias dúvidas da cozinha, criei o meu blog de culinária, o Santo Menu. Começou como brincadeira, na tentativa de ajudar outras que tinham as mesmas dúvidas que eu, mas foi crescendo e hoje preenche tanto o meu tempo que digo que é meu terceiro filho. Nele consegui reunir três coisas que amo (e estou aprendendo): cozinhar, escrever e fotografar.

Depois de tantos acontecimentos nos últimos tempos, hoje faço acompanhamento médico anual (e graças a Deus está tudo ótimo), repenso minha vida profissional e penso quase que diariamente se devemos ter ou não o terceiro filho! Rs.

Eu era: alegre, ansiosa e com a vida sempre agitada.

Depois da maternidade, eu sou: alegre, vida agitada mas bem menos ansiosa e mais tranquila. E hoje me sinto completa.

Como descobriu a gravidez: nas duas vezes, fiz teste de farmácia.

Pretende ter outros: tem dias que sim, e outros que não. Ainda não decidimos!

Trabalha:  Enquanto não decido o que fazer da minha vida profissional, sigo tocando o Santo Menu, meu blog que preenche bastante o meu tempo e amo!

Se sim, Baba ou escola?  Os dois ficam meio período na escola e no restante do tempo comigo e/ou com a babá.

Por que optou por isso:  Sempre achei que não precisaria de babá e pra mim foi duro admitir que não daria conta de tudo. Hoje o esquema está funcionando super bem, graças a Deus encontrei pessoas maravilhosas pra me ajudar com os meninos.

Melhor distração:  Levar os meninos à praia.

Ícone: Acho que não tenho um ícone. Admiro as pessoas que conseguem levar a vida com leveza, sem guardar mágoas, rancores e sem se tornar amargas por conta das dificuldades.

Ser feliz é:  Se divertir com pequenas coisas, estar rodeada da família, dos amigos. Saber dar aos problemas a real dimensão deles.

Horas de sono por noite:  Acho que entre 6 e 7 horas por noite, sempre interrompidas. Os meninos dormiam muito mal, agora faz 1 mês que coloquei os dois no mesmo quarto e melhorou bastante. Mesmo assim, ainda não consigo ir direto.

Um programa inesquecível: Adoramos viajar, nossas viagens com os meninos são sempre inesquecíveis.

Uma dica para as futuras mães: Leia muito, se informe o máximo que puder, mas siga a SUA intuição e, principalmente, o ritmo do seu filho. Cada criança tem seu tempo, cada família tem uma dinâmica. O esquema que funciona pra uma, talvez não dê certo pra outra!

Joana X Joana: Mãe, paulista-carioca, muito feliz, sempre aprendendo e tentando levar a vida cada dia mais leve.

Queria aproveitar para agradecer à Renata e à Kiki por terem criado o formães e sempre moderarem com tanta seriedade esse grupo fantástico, que preencheu muito minha vida naqueles primeiros meses solitários de recém-mãe, e já ajudou e ajuda tanta gente.

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