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Flavia Gregorio Simoni – entrevista Mãe da semana

Recebi o convite para ser mãe da semana e fiquei assustada.

Mas não hesitei em aceitar. Acho que agora, mais do que nunca, meu papel de mãe tem sido o papel principal em minha vida.

Senta que lá vem história…

Para contar um pouco sobre essa grande mudança vou voltar há 15 anos, quando comecei a trabalhar como estagiária em uma empresa. Dois anos de estágio se passaram e então fui efetivada. No mesmo ano, digo no mesmo dia da efetivação, soube que estava grávida do meu primeiro filho, Matheus.

Trabalhei os 9 meses sem faltar, era muito dedicada, sempre fui, mas tinha uma gratidão por ter sido contratada grávida e queria fazer jus a confiança que depositaram em mim.

Matheus nasceu e eu tirei licença maternidade, voltei antes de terminar minha licença. Trabalhava no RH com seleção e treinamento. A empresa precisava de mim e eu voltei, feliz da vida. Recebi muitas críticas da sociedade, pois as pessoas achavam um absurdo deixar um bebezinho tão novinho e voltar ao trabalho. Nunca tive dúvidas se deveria voltar ou não e, se tive, me perdoe a memória fraca, mas não lembro; só lembro de ter retornado sem culpa, e sim: eu amava e amo meu filho.

Logo que voltei ao trabalho, meu marido tirou férias e ficou 30 dias cuidando do nosso tesouro. Quando eu chegava em casa até o banho ele já tinha dado! Um paizão exemplar!

Tive muita sorte, além do meu super-marido, ainda tinha minha mãe e, na época, minha irmã sempre por perto. As duas faziam um diário com tudo que se passava durante o dia; detalhes  mesmo, como: repetiu a papinha, fez muito xixi, sorriu e etc.

Após 4 anos veio meu segundo filho, Gabriel. Eu tive depressão pós-parto. Foi difícil! Achava que não tinha leite suficiente, me isolei um pouco, mas logo melhorei e voltei a trabalhar com força total.

Amamentei os dois até os 6 meses com leite materno exclusivamente, ganhava “parabéns” do pediatra sempre! Sim, eu trabalhava fora mas era uma boa mãe.

Enfatizei sobre meu trabalho, pois, ao contrário de muitas mães que param de trabalhar quando tem filhos, eu, talvez por ser mais nova, tinha verdadeira adoração pelo meu trabalho. Sempre amei minha profissão, Nunca me arrependi.

Meus filhos tiveram o privilégio de ter a avó morando bem pertinho, sempre presente. O pai continuou sendo um paizão e eu, mesmo que trabalhando em período integral, quando chegava em casa, meu tempo era deles. Sentava no chão, brincava e ajudava com os deveres da escola.

Entretanto, depois de 15 anos, algumas coisas mudaram , aquela paixão pelo trabalho, aquela alegria de sair de casa e trabalhar, meus olhos deixaram de brilhar,. Percebi que meus filhos precisavam agora , mais da minha presença .

Em uma reunião da escola , a professora do Gabriel , hoje com 9 anos , me contou que ele fez  uma redação  para o prefeito da cidade , pedido que melhorasse o trânsito pra que eu é o papai pudéssemos chegar mais cedo em casa , meu coração partiu , e chorei  ali mesmo abraçada a professora.

Então, percebi que era hora de parar, repensar a vida, meu futuro e o que eu queria pra mim. E esse é o período que estou. Decidi parar para cuidar de mim, dos meus filhos, do meu marido, enfim, da minha família.

Pedi muito a Deus sabedoria para tomar a decisão certa, uma das mais difíceis que tomei em minha vida e, como acredito que Deus sempre faz o melhor para nós, hoje estou em plena paz, cuidando do que é mais precioso na minha vida: minha família.

Se pretendo voltar ao mundo corporativo? Talvez, mas não agora. Talvez empreender, talvez lecionar, não sei, hoje isso está em segundo plano, e na hora que achar que estou pronta, seja daqui 2, 3, 6 meses (ou seja lá quanto tempo), voltarei a trabalhar, em algo que faça meus olhos brilharem e sempre com amor, muito amor!

Hoje, se tivesse outro filho, escolheria ficar em casa, pois esse é meu momento, as prioridades mudam – e que legal que mudam – mas o mais legal é poder fazer escolhas e não culpar ninguém por elas.  Dá para ser feliz  sendo mãe, sendo tia, trabalhando fora, não trabalhando…

Agradeço a Deus o privilégio por atualmente acompanhar momentos tão preciosos: escutar meu filho mais velho contando sobre as amizades na escola, as novidades, as descobertas; ver o mais novo, ainda tão bebezão, soltando aviãozinho de papel, me chamando de princesa e dizendo que quando crescer quer uma namorada linda e fofinha igual a mamãe. Tem preço isso? Não!!!

Eu era: uma menina, 22 anos, adolescente, descobrindo a vida, as oportunidades e cheia de sonhos.

Depois da maternidade, eu sou: continuo me achando jovem, rs, continuo cheia de sonhos, mas agora tenho dois meninos lindos, que incluo nos meus planos, e a alegria só aumentou.

Como descobriu a primeira gravidez: Estava na casa de uma prima do meu marido, com minha sogra. Estava super feliz, pois tinha recebido a notícia que seria efetivada no dia seguinte (inclusive deveria comparecer para fazer o teste admissional).

Senti enjoos e pensei alto: “só falta eu estar grávida!”. Minha sogra rapidamente providenciou um teste de farmácia que deu positivo. Foi um susto e uma alegria. No fim fui efetivada mesmo grávida, com aprovação da minha chefe que, até hoje, é uma grande amiga.

Detalhe:  minha sogra ligou na mesma hora para o meu marido e deu a noticia, rsrs. Legal, né?

Foi assim que ganhei o Matheus, um ser tão pequeno que mudou minha vida pra sempre.

E a segunda gravidez: A segunda, assim como a primeira, não foi planejada, mas sabe aquelas coisas que acontecem na hora certa e só vamos entender anos mais tarde? Ganhei um anjo, literalmente, anjo Gabriel, veio em um momento muito delicado, um divisor de águas na minha vida e no meu casamento. Sabe a Crise dos 7 anos? Então ela existe, mas Deus também e tenho uma história linda de amor tirada de tudo isso, mas isso fica para um outro momento.

Qual a diferença de idade entre eles: 4 anos. Perfeito, são amigos e brincam juntos (brigam também, né).

Pretende ter outros: Meu marido queria. Confesso que depois que ele operou fiquei triste por não ter tentado. Amo crianças e hoje, com a maturidade da vida, acho que amaria ser mãe novamente, mas encerramos e agora estou curtindo meus pequenos, minhas sobrinhas e filhos das amigas.

Trabalha: Já contei lá em cima, né!

Melhor distração: ADORO sair com as amigas para conversar. Acho que todo mundo tem que ter um tempo #prazamigas!

Ícone: Meu PAI.

Ser feliz é: Viver o presente fazendo o que gosta.

O maior sonho: Ver minha família unida, crescendo juntos com amor, respeito e sempre buscando a sabedoria de Deus para nossas decisões.

Tenho outros sonhos, vários, aliás, mas acho que a Renata vai cortar meu texto de tanto que escrevo, rsrs. Me pergunte que conto depois.

Horas de sono por noite:  depende da noite, mas em média 8 horas.

Uma dica para as futuras mães: Vale a pena educar nossos filhos. Dá trabalho, mas vale a pena. Eles aprendem com nossos exemplos, não com escolas caras e com ótimos educadores, essa responsabilidade é nossa, desde pequenininhos, como diz esse versículo:

“Ensina a criança o caminho em que deve andar, e ainda que for velho não se desviará dele” Provérbios 22.

Uma receita infalível para os pequenos:  AMOR, ensine o amor e ame.

Um programa inesquecível: Primeira vez na praia com as crianças .

A viagem perfeita com os pequenos: Com eles qualquer lugar é perfeito, mas poder conhecer a Disney junto com eles foi muito mágico.

Flavia X Flavia: Amiga, amorosa, fiel, dedicada, guerreira, batalhadora, chorona, chata, comilona, reclamona, impulsiva, coração mole.

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4 comentários

  1. Ana Andrade

    Linda história !! Uma mãe protetora e criativa, sempre pensando neles.
    Que Deus te ilumine todos os dias, dando sabedoria para fazer dos meninos homens honrados.
    Parabéns por ser a mãe da semana!

  2. Ana Andrade

    Linda história!!! Uma mãe protetora e criativa, sempre pensando nos meninos. Que Deus continue te iluminando, dando sabedoria para torná-los homens honrados. Parabéns por ser a mãe da semana, vc merece!

  3. Karina

    Flá, minha amiga querida!!!
    Amei a sua hitória!! Você merece toda a felicidade do mundo!!!!
    Amo você!!!

  4. Nairy Inaoka

    A Flávia é tudo isso que ela contou e muito mais. Sou feliz em tê-la como amiga. Bjao, Fla