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Marcela Lourenço

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Sempre achei o máximo o post da mom da semana, quando recebi o convite nem acreditei, meu coração disparou, deu um frio na barriga, os rins deram uma turbinada e deu até vontade de fazer xixi! Como assim? Sempre achei que as meninas que participavam do mom da semana eram muito especiais e agora eu seria uma delas!

Bem, vamos ao que interessa minha história com a maternidade. Ela não existiria sem meu marido, voltando no tempo, 2003, eu, estagiária de enfermagem em um Hospital oncológico de SP, feliz e baladeira, recebo a notícia que uma colega estava com câncer de bexiga, ela foi operada eu queria entender melhor o procedimento que ela tinha sofrido, foi aí que meu marido entrou na minha vida. Ele era residente de urologia e eu fui perguntar à ele como era a tal cirurgia, ele me explicou, desenhou em um papel (que eu tenho guardado até hoje) como era feita a operação e tudo mais, no meio da explicação eu só olhava para ele com o pensamento: Que rapaz mais lindo e inteligente! Os dias passavam e minha paixão crescendo, tenho que dizer que ele nem me notava, mas eu passava na porta da sala em que ele operava só para dar uma paqueradinha básica, a única coisa que eu conseguia ver era um pedaço do pescoço, imaginem um médico, paramentado para operar (touca, óculos, máscara, avental cirúrgico) nossa, como era linda a pintinha do pescoço dele! Depois de mais de seis meses o paquerando sem ser notada, uma amiga minha resolveu dar um basta naquela situação, ele estava na sala dela quando eu liguei para conversar e ela me disse: venha aqui agora, eu inocentemente fui sem saber que ela havia dito a ele que uma pessoa que o paquerava iria entrar na sala, quando eu entrei eles começaram a rir e eu comecei a rir sem saber de nada. Neste dia ele pediu meu telefone, conversamos e nosso primeiro passeio foi ao Playcenter, brincamos o dia todo e nada, mas no estacionamento, já indo embora, eu dei um agarrão nele e nosso primeiro beijo aconteceu! Desde então não nos largamos mais! Ele é Paraibano, e na primeira semana juntos ele me disse que voltaria para João Pessoa, eu disse beleza, pensei que ele era doido, tipo, já quer casar? Mas na verdade era um aviso muito sério. Em seis meses vim para João Pessoa conhecer a família dele, mas achava que ele iria ficar em SP, eu pensava, esse cara não volta para PB não! Os anos foram passando e minha certeza aumentando de que ele ficaria em SP, acabou a residência, ele foi fazer curso de cirurgia laparoscópica, depois foi fazer reprodução humana, depois doutorado e eu crente que ele ficaria por SP, mas ele sempre dizendo: vou voltar para PB. Não preciso nem dizer que moro em João Pessoa né? Em 2007 casamos, sempre pensamos em ter filhos, muitos filhos! Antes de engravidar já sabíamos que iríamos fazer cama compartilhada e em 2008 o positivo veio, brindamos com água na casa da minha sogra, eu, ele, minha sogra e minha mãe. No meio daquela alegria toda iniciei o pré-natal, na primeira US cadê o coração do bebê? Não deu para ouvir nada e o médico me desesperou, dizendo que pela DUM deveria ter BCF, que provavelmente não iria progredir e eu teria que fazer uma curetagem, fiquei sem chão, chorei muito, estava com meu marido, minha mãe, sogra, minha madrinha, todos para ver o bebê e acontece isso, mas minha médica pediu para ter calma e repetir o exame em 10 dias e lá estava o catabum, catabum, catabum mais lindo que já ouvi, o coração da Clara! A gestação não foi das mais calmas, com 20 semanas de gestação comecei a ter contrações e fiquei de repouso até o nascimento dela com 36 semanas. Em 09/05/2009 ela nasceu e nem sei dizer como me senti, uma coisa estranha, um ser estranho que saiu de dentro de mim e que eu amo mais que a mim mesma. Essa é a descrição daquele dia. O tempo foi passando e ela lindamente foi crescendo, aos 10 meses de vida eu fui para SP com ela, pois meu avô estava muito doente, chegando ao hospital para vê-lo ele faleceu, minha mãe ficou em estado de choque e eu fiquei cuidando dela, ou seja, Clarinha ficou sendo cuidada por minha irmã e cunhada. Naquele dia minha cunhada que tem um filho da mesma idade da Clara, com meu consentimento, ofereceu a ela um danoninho, e nosso problema com a alergia alimentar surgiu, ela ficou uma semana internada com diarreia e vômitos, depois tivemos outra internação e com dois anos tivemos o diagnóstico de APLV. Não quero que nossa história seja marcada por essa alergia a proteína do leite de vaca, a tão falada APLV, quero que vocês saibam das coisas boas que a maternidade me trouxe, da vida sempre procuro ver o lado bom e essa danada da APLV me fez ser uma mãe muito mais presente na vida da minha filha, me preocupo com a dieta dela, cozinhamos juntas, brincamos juntas, fazemos tudo juntas, ela é minha companheira e acredito que a alergia fez isso comigo, me transformou em uma mãe melhor e mais presente.  Em 2012 decidimos aumentar a família, Clara pedia muito por um irmão, logo de cara recebemos nosso querido positivo. Desde o início Clara dizia que era um menino e ela não errou, a gestação foi igualzinha a da Clara e com 24 semanas eu estava de repouso novamente. Nesta fase o 4 mom´s me ajudou muito a passar o tempo com tranquilidade e me fez ver que eu não estava sozinha. Iranzinho foi mais apressado que Clara e com 35 semanas ele resolveu não se mexer só para me preocupar. Fui ao consultório da minha GO com a máquina fotográfica na bolsa, meu sexto sentido dizia que não iria voltar para casa, dito e feito, fui direto para a maternidade e ele nasceu no dia 14/01/2013. Ele passou a noite no oxigênio e no outro dia já foi para o alojamento conjunto. O rostinho da Clara ao conhecer o irmão foi encantador e mágico ao mesmo tempo, naquele momento ela conheceu o que é amor de irmão e essa foi a hora em que eu vi que valia muito a pena ter o segundo filho. Quando cheguei da maternidade com ele e a casa se perfumou de bebê, ai que delícia, já não lembrava como é bom ter um bebê na casa. Hoje eles brincam muito juntos, o bebê olha para a irmã e sorri, ele sabe que ela o ama e demonstra a amar também. O amor pelo segundo filho é muito interessante, já nasceu igual ao amor que eu construí com a primeira, é como se meu coração já soubesse o que é amor de mãe. Eu pensava que era feliz com uma filha, mas descobri que dois filhos é muito melhor! Tem momentos de loucura, mas no geral a felicidade prevalece. E assim vamos vivendo, paizão super protetor, preocupado e participativo, superprotegemos nossos filhos para que eles não sofram, acompanhamos cada movimento deles, inspecionamos cada pedacinho da pele, cada ida ao banheiro ou troca de fraldas, cada tossidinha e curtimos ao máximo as pequenas coisas, as risadas a toa, as refeições em família, a cama compartilhada e esperamos que eles demorem muito a crescer. O terceiro filho? Quem sabe? Faz parte dos nossos planos! Talvez daqui uns dois anos. Desculpem o texto ser longo, me empolguei, alias, sou empolgada!

Depois da maternidade, eu sou: Sou feliz, não lembro de quase nada da minha vida antes dos meus filhos, como se eu vivesse no vazio e agora estou preenchida. Sou muito mais consciente das escolhas da minha mãe na minha educação e procuro seguir os passos dela, me orgulho quando vejo em mim as atitudes de minha mãe, é como se eu estivesse no caminho certo.

Como descobriu a primeira gravidez: eu estava tentando engravidar há três meses, minha menstruação estava atrasada, fiz 3 testes de sangue que deram negativo, daí pensei que algo estava errado! Em um sábado eu estava de plantão e meu irmão me ligou dizendo que minha cunhada estava grávida, daí eu disse para as meninas que estava feliz por eles e sem entender o motivo de não menstruar, daí uma delas me obrigou a fazer um novo exame que deu POSITIVOOOO

E a segunda: A segunda foi de primeira! Meu coração dizia que Iranzinho estava a caminho. Fiz o teste de urina sem ter atraso, e apareceu uma listra bem forte e a outra apagadinha, meu marido não acreditava, mas eu tinha certeza!

Pretende ter outros:  queremos o terceiro para desempatar!

Trabalha: No momento estou com o foco nos meus filhos. Reduzi muito meu trabalho, saí do hospital que trabalhava e estou fazendo apenas coletas de sangue de cordão umbilical e ministrando cursos de gestantes na minha cidade

Em caso positivo, onde ficam as crianças: no tempo que estou fora eles ficam em casa com babás, Clara estuda na parte da tarde. Mas no geral, fico pouco tempo fora

Por que optou por isso: Não coloquei o bebe no berçário por que fico a maior parte do tempo com ele, sou aquelas mães que fazem tudo, troco todas as fraldas, dou banho, amamento e dou todas as refeições. Clara entrou na escola com 1 ano e 8 meses, por que eu ainda trabalhava em esquema de plantão

Melhor distração: meus filhos, sento no chão para brincar, gosto de fazer bagunça na cozinha criando receitas para APLV e claro o 4 mom’s, sempre estou por lá

Ícone: minha mãe com certeza, se um dia eu conseguir ser para meus filhos 2% do que ela é para mim, terei certeza que meus filhos são felizes. Ela é muito amada

Ser feliz é: ver meus filhos brincando e sorrindo um para o outro

O maior sonho: conhecer meus netos

Horas de sono por noite: eu preciso de umas 12, mas consigo umas 7 contando os momentos que amamento

Que horas curte o marido: ele sempre vem em casa entre um compromisso e outro, nos vemos bastante e qualquer hora é hora, facilmente somos encontrados no cinema em plena segunda feira a tarde

Uma dica para as futuras mom´s: está em dúvida se é a hora certa? Com certeza não há hora errada! Todo filho é uma benção e muda nossas vidas para muito melhor. Tenham logo seus bebês!

Uma receita infalível para os pequenos: amor, palavras doces conquistam, ontem mesmo minha filha estava agressiva e eu disse para ela vir perto de mim que eu queria beija-lá, ela veio e se desarmou, ou seja, amem acima de tudo

Um programa inesquecível: Ir para a maternidade gravida e voltar com um filho. Existe programa melhor? Rs

A viagem perfeita com os pequenos: a melhor viagem das nossas vidas foi no ano passado.  Foi a primeira vez que Clara foi para a Disney e Iranzinho estava na minha barriga. Foi delicioso ver o rostinho dela vendo a Tinkerbell voando!

Marcela X Marcela: Engraçada, palhaça, criança grande, carente, amiga, fiel, perfeccionista, um pouco dorminhoca, mas nada preguiçosa!

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4 comentários

  1. Juliana Valente

    Eeeeeee! Maravilhosaaaaa!!! Adorei!!! Bjao

  2. Cristiane Catão Tróccoli dos Santos

    Marcela é uma guerreira e um exemplo de mãe e mulher

  3. Fabiola Donato Trevisan Thamer

    Que delicia ler sua estória, demonstra alegria e alto astral o tempo todo. Amei !

  4. Gabrielle Oliveira Polytano

    Também acho que ser a Mom da semana é uma coisa super especial, espero ter essa chance um dia. Lá pra 2030. Acompanho o site desde o ano passado, acho tudo isso muito legal, adoro ler sobre cada uma de vocês, obrigada por isso.