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Julia Corrêa Lázaro

julia correa

Sou jornalista balzaquiana e, coincidência ou destino, sempre trabalhei em revistas de decoração de quartos de bebês e crianças. Conheci meu maridón Daniel em uma balada em 2000 e casei em 2003. Depois de quatro anos, uma temporada vivendo na Escócia, muitas viagens, apartamento finalizado e inúmeros sonhos realizados era chegada a hora de ter um filho!

Parei de tomar a pílula em julho de 2007 e tinha a certeza de que engravidaria mais rápido do que eu imaginava. O tempo foi passando e cada vez mais parecia que eu via barriga de grávida por todos os lados, menos na frente do espelho. Com todas as futuras mães que eu conversava ouvia a mesma frase: “Parei de tomar a pílula e um mês depois já estava grávida!”.

Isso me deixava meio frustrada, mas por outro lado conheci algumas mulheres na mesma situação que eu e, aos poucos, fui me tranquilizando certa de que a minha vez ia chegar. Mas até lá passei sim por aquelas cenas de filme de contar os dias férteis no calendário, compramos testes de fertilidade e muitos outros testes de gravidez que deram negativo.

Um pouco mais de um ano depois de começar a tentar, no dia 10 de agosto de 2008, Dia dos Pais, decidi fazer um teste de farmácia e deu positivo. Mesmo querendo muito ser mãe, foi um susto, eu balançava o teste como se fosse um termômetro para ver se ele não apagava. Fiz ainda mais um teste de farmácia enquanto o exame do laboratório não ficava pronto.

Em junho de 2010, quando o Otávio tinha 1 ano e 2 meses, embarcamos para uma aventura europeia e por causa do fuso horário (eu teria que tomar a pílula de madrugada) acabei parando com o anticoncepcional, o que não foi um problema já que queríamos ter um outro filho logo. Em janeiro de 2011 descobri que estava grávida novamente. A emoção foi a mesma da primeira vez, mas sem todos aqueles medos comuns da primeira gestação. Algumas semanas depois, descobri que era mais um menino, o Davi estava a caminho.

O Davi nasceu em setembro deste mesmo ano e apesar do lado prático de criar um filho ser igual e a gente tirar de letra tudo o que na primeira vez era um mistério (trocar fraldas, amamentar, ninar, etc), eu e o Daniel precisamos aprender também a decifrar aquele novo serzinho que tem uma personalidade completamente diferente da do irmão.

Com o Davi descobri o real significado do ditado popular “no coração de mãe sempre cabe mais um!”. E apesar dos primeiros meses terem sido muito cansativos, tudo foi entrando nos eixos e hoje parece que a vida inteira fui mãe de dois.

Todos dizem que sou louca quando digo que já estou planejando o terceiro, mas amo ficar grávida e como uma amiga costuma dizer, amo “lamber as crias”. Quem sabe eu faça parte do “baby boom” no ano que vem!

Eu era: Jornalista por formação.

Depois da maternidade, eu sou: Esposa, dona-de-casa e mãe por vocação.

Como descobriu a primeira gravidez: Fiz dois testes de farmácia até o de laboratório ficar pronto!

E a segunda: Uma semana antes de descobrir que estava grávida de novo, eu havia ido ao ginecologista porque um aparelho que eu tinha mostrava que eu não estava a ovulação. Para saber o que estava acontecendo, meu GO me deu um pedido de exame para analisar a ovulação ao longo do mês. Como eu andava meio estressada decidi que voltaria a tomar meu antidepressivo, mas como não estava prevenindo a gravidez, resolvi, por via das dúvidas, comprar o remédio e também um teste de farmácia para poder tomar a medicação mais tranquila. Fiz o teste com a certeza de que não estava grávida e fui pega totalmente de surpresa: deu positivo! Uma semana após visitar o médico para descobrir porque eu não engravidava, voltei com o exame positivo.

Pretende ter outros: Sim, sempre quis ter três filhos, quem sabe quatro! Por favor, não mandem me internar!

Trabalha: Não

Melhor distração: Além de cuidar dos pequenos, adoro jogar conversa fora com as mães dos coleguinhas dos meus filhos. O bate-papo de porta de escola virou uma grande amizade. Com elas, eu faço academia, saio para almoçar, fazer compras e até para jantares de casal! Temos um grupo no Face e outro no Whatsup e de lá saem conversas sérias sobre educação das crianças, maridos e casa, mas também muita coisa engraçada.

Ícone: Não tem como a mãe da gente não ser nosso ícone, né? Pode parecer clichê, mas a minha apesar de todas as nossas brigas é o exemplo que eu tento seguir. Dela eu copio o que eu acho que deu certo e procuro não repetir o que eu acho que deu errado. Mas a gente acabe sempre trocando os pés pelas mãos de vez em quando, né?

Ser feliz é: Deitar na cama no final de um dia produtivo, com um filho em cada suvaco meu (depois de eu dar uns berros porque eles brigam para ver quem vai ficar do meu lado, até que eu deito de barriga para cima com um de cada lado), contar uma história para eles (amo Ruth Rocha!), cantar desafinadamente umas músicas de dormir (daquelas que a gente ouvia quando era criança, com direito a Cuca ou o Boi da Cara Preta virem pegar!) e ver eles pegarem no sono saudáveis e felizes!

O maior sonho: Abrir o Facebook e não ver mais post de crianças doentes. Não porque as pessoas não postam mais, mas porque todas elas se curaram e outras não ficaram doentes. Antes de ser mãe, isso já me partia o coração, mas depois que a gente vira mãe não tem como a gente não se colocar no lugar dessa família e sofrer junto.

Horas de sono por noite: Vixe! Umas oito, sempre na cama compartilhada e com direito a várias acordadas de madrugada!

Que horas curte o marido: Saímos para fazer um programa a dois pelo menos uma vez por semana, de vez em quando duas vezes. Mas sempre tentamos ver um filme ou uma série juntos depois que os meninos dormem.  Estávamos planejando uma viagem a dois para comemorar o nosso 10º aniversário de casamento, mas os planos ficaram para o futuro, pois o Davi tem convulsão febril e eu perdi a coragem de viajar e deixá-lo com a minha mãe.

Uma dica para as futuras mom´s: Durante a gravidez e para sempre depois que os pequenos nascerem, jamais façam pesquisas de saúde e doenças no Google. Se estiverem preocupadas com algo, nada melhor do que o pediatra para tirar as dúvidas.

Uma receita infalível para os pequenos: Estou sempre testando coisas novas para ver se descubro uma receita que dê certo sempre! Mas até agora percebi que uma mesma ação minha, nem sempre vai ter o resultado que eu esperava duas vezes seguidas com eles. Mas acho que ser mãe é isso: ir se reinventando sempre, pois as crianças são muito espertas e tem uma incrível capacidade de se antecipar a nós!

Um programa inesquecível: Todos os programas até agora foram inesquecíveis. Ou porque deram certo ou porque foram uma grande roubada! Mas outro dia decidimos ir no Sabina Escola Parque do Conhecimento em Santo André. Eu não dava nada pelo lugar, mas lá é incrível. Meus filhos passaram horas brincando de paleontólogos e aproveitando todas as atrações do espaço!

A viagem perfeita com os pequenos: A primeira vez que fomos juntos para a praia. Passamos uma semana de janeiro no litoral norte de SP. Apesar de eu passar um dia com virose, de chover um dos dias e de todo mundo voltar para SP com “piriri” aquela foi uma semana deliciosa e divertida.

Julia X Julia Vivo em profunda mutação: tem dias que quero escrever um livro, outros me inscrevo em um curso de tradução. Em alguns momentos quero só ficar à toa, vendo um bom filme ou planejando nossa próxima viagem…

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1 comentário

  1. adriana m baptista

    Ju sinto muita afiniddade em relacao a vc! adorei sua historia!! um grande beijo e parabens!!! 😉