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categorias: Vida de Mãe

Mãe é Mãe?

Mãe é Mãe!

Será?

Sabemos que independente da frase clichê, existem diferentes tipos de mãe.

Todas concordamos que ser mãe é o maior desafio na vida de uma mulher. Somente nós conseguimos realizar as tarefas do dia a dia e ainda nos preocuparmos a todo momento com a formação de um outro ser.

Com a experiência de quase 5 anos conversando com mães, através do grupo e do blog e mesmo com a minha “maternagem”, resolvemos definir alguns tipos (com humor, é claro).

Quem se identifica ou reconhece outras mães?

MÃE AMIGA:

É aquela que está sempre disposta a te ouvir.

Sempre arruma um tempinho na agenda para estar nos encontros da escola, nas festinhas dos amigos ou mesmo pra dar aquela voltinha no shopping com seus rebentos.

Coloca panos quentes nas conversas mais acaloradas dos grupos do WhatsApp.

Programa preferido é levar as crianças em festinhas infantis.

MÃE CHOCADEIRA:

É aquela que liga 10 vezes atrás do filho durante o dia, quer saber tudo o que esta acontecendo.

Escolhe a escola pelo sistema de monitoramento. É superprotetora

Prevenida; nunca esquece o casaco ou o dia do brinquedo.

Estuda com o filho e sempre sabe qual foi a lição do dia. Não gosta que chamem atenção do seu filho na escola e esta sempre por perto nas atividades ou no parquinho.

Programa preferido é levar as crianças as cinema. (assim não corre risco de perde-los de vista)

MÃE DESLIGADA:

Tem sempre as melhores das intenções, mas nunca consegue passar um dia com calma e tranquilidade.

Esta sempre correndo, com alguma mancha na camiseta e com os cabelos bagunçados.

É aquele tipo que esquece as consultas no médico, se atrasa para escola, perde sempre as chaves de casa ou do carro, nunca sabe onde guardou as carteiras de vacinação.

Programa preferido é levar as crianças para praia.

MÃE BRÓCOLIS:

Não deixa as crianças comerem açúcar. Se preocupa em ter frutas e legumes orgânicos para as papinhas.

Monta aquelas lancheiras lindas, os filhos sempre comem tudo e as amigas ficam sempre com inveja.

Tem uma vida ativa, corre, faz ginástica e esta sempre com o cabelo preso.

Programa preferido é levar as crianças ao parque.

MÃE DO FUTURO:

Antes da criança nascer já sabe que escola que vai estudar e tem muitos planos.

Sempre antenada, sabe quais são os melhores aplicativos para cada idade.

Oferece suplementos e vitaminas aos seus filhos.

Programa preferido é levar as crianças no museu.

MÃE MASTER:

Faz tudo em relação as crianças, cuida da casa, é super organizada, nunca esquece os aniversários dos amigos, nem troca os nomes dos filhos.

Arruma tempo para trabalhar, ir a manicure e pintar o cabelo.

Monta todas as festinhas sozinha, organiza passeios e brincadeiras e leva toda turminha.

Programa preferido é um pic nic com as crianças.

Que tipo de mãe você é?

Feliz dia das mães!!!

Foto capa: Shutterstock

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Piolho – Saiba o que é e como tratar

Oi M@es

Hoje vou falar sobre PIOLHO, ou melhor pediculose!!!

Pediculose é considerada uma infestação por inseto: o couro cabeludo fica cheio de piolhos e lêndeas.

O tempo de vida do piolho é de 30-40 dias,as fêmeas produzem 7-10 ovos por dia. As lêndeas são esses ovos presos no fio de cabelo por um material produzido pela fêmea. Esses ovos eclodem em 8 dias e temos mais piolhos.

O piolho se alimenta de sangue e ao picar sua saliva causa irritação que leva a coceira.

Quis explicar esse ciclo do piolho para vocês entenderem como é difícil quebrar esse ciclo de vida e como é a rápida a infestação.

A transmissão é muito fácil.

Os sintomas são muita coceira no couro cabeludo, pode até formar umas escoriações pela coçadura, presença de lêndeas (uma massinha branca aderida ao fio) principalmente atrás das orelhas e na nuca.

O tratamento é feito com medicações que matem os piolhos, existem medicações via oral mas que tem que ser associadas a medicações tópicas e o mais IMPORTANTE é a retirada das lêndeas. Oriento as pacientes a aplicar uma mistura de água e vinagre e passar o pente fino para retirar-las

O tratamento tem que ser repetido em uma semana para melhor eficácia.

Cuidados importantes para prevenção: checar sempre o couro cabeludo dos filhos procurando se há lêndeas , reparar se está coçando.

Caso seu filho tenha PIOLHO avisar na ESCOLA e ficar em casa nos primeiros dias de tratamento para evitar que contamine outras crianças!!!!!!

Foto capa: Shutterstock

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Vocês sabiam que uma mulher com endometriose ganhou na justiça a cobertura da sua fertilização in vitro pelo plano de saúde?

Uma professora de 42 anos conseguiu liminar na Justiça de São Paulo obrigando seu Plano de Saúde a pagar integralmente pelo tratamento de fertilização in vitro.

Medicamentos, honorários médicos, despesas hospitalares, exames e congelamento de embriões também deverão ser custeados pelo plano.

A decisão foi da juíza Lidia Regina Rodrigues Monteiro Cabrini, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Jabaquara, que decretou que a cobertura do tratamento deve ser integral.

A professora que não quis se identificar e o marido são casados há 8 anos e tentam engravidar há pelo menos 4. Já fizeram duas inseminações artificiais sem sucesso e desembolsaram cerca de 15 mil reais pelos procedimentos até agora sem resultados.

Os motivos da infertilidade da professora são: endometriose e síndrome dos ovários policísticos. Ela já passou por cirurgias para remover lesões da doença e apenas a fertilização in vitro pode fazê-la engravidar, segundo relatório médico.

Com o relatorio em mãos o casal procurou um advogado. “Tenho uma doença, pago plano de saúde há mais de 20 anos e preciso me tratar”, afirma a professora.

Em dois meses marido e mulher obtiveram a liminar para iniciar o procedimento.

O Plano de Saúde, a Sul América, recorreu da decisão, que foi mantida pelo Tribunal de Justiça. O processo corre em segredo de justiça.

Alguns hospitais de São Paulo como o Pérola Byington e o Hospital das Clínicas oferecem esse tipo de procedimento pelo SUS, mas a espera pode demorar anos.

Segundo a ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar, os Planos de saúde não são obrigados a cobrir tratamentos como esse. “A lei nº 9.656/98 que regulamenta o setor de saúde suplementar no Brasil exclui o tema inseminação artificial da cobertura dos planos de saúde, por isso ele não consta no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde”, explica a ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar, por meio de nota. A expressão inseminação artificial, segundo a Agência, “é qualquer técnica de reprodução assistida que inclua manipulação de oócitos e esperma para alcançar a fertilização. Assim, a definição inclui a fertilização in vitro“, completa. O advogado, contudo, afirma que a exclusão contratual de procedimentos é encarada de outra forma pelo Judiciário. “O rol de doenças que o próprio governo brasileiro trabalha é muitas vezes anacrônico. E já existe decisão do STJ afirmando que não é o rol da ANS que vai definir, muitas vezes, o que o plano vai cobrir ou não. E sim, por exemplo, a lista de doenças listadas pela Organização Mundial da Saúde”, afirma o advogado Vinícius Zwarg do escritório Emerenciano, Baggio & Associados, especialista na área da saúde e advogado do casal.

 

O que é a endometriose?

É a presença de tecido endometrial (camada que reveste o útero por dentro, onde o embrião interage celularmente com o corpo da mulher) em lugares que não sejam dentro do próprio útero.  A doença é classificada em estágios de desenvolvimento, sendo que em alguns casos é apenas uma variação do normal. Nem sempre essa presença de tecido endometrial fora do útero é considerado doença, ou seja, ter uma endometriose pode ser apenas uma pequena manifestação imunológica ou inflamatória, sem significar uma enfermidade. São quatro graus de classificação: (I) mínima, (II) leve, (III) moderada e (IV) grave.

 

Quais os sintomas?

A endometriose pode ser assintomática. Mas, na maioria das vezes, apresenta sintomas como cólica, sangramentos intercícliclos ou retenção de gases. Também há sintomas relacionados à localização da endometriose no corpo da mulher. É o caso de sangramentos retais durante a menstruação, quando a endometriose está localizada no intestino. Mas, é importante lembrar que nem toda mulher com cólica tem endometriose. Em caso de qualquer dúvida, a mulher pode buscar ajuda médica.

 

Quais os exames uma mulher pode fazer para descobrir que tem a doença?

Os exames são: ultrassonografia endovaginal, colonoscopia, ressonância magnética, exames de sangue indiretos como o CA 125, e, por último, a videolaparoscopia  com biópsia do local, uma vez que é essencial para o diagnóstico da endometriose a realização desse exame chamado de anatomopatológico. É muito importante enfatizar que, para a diagnosticar a doença, é obrigatória a confirmação microscópica da presença de tecido endometrial no local suspeito de ser afetado pela endometriose.

 

Quais são os tratamentos? Existe cirurgia?

Existem tratamentos medicamentosos e cirúrgicos, mas a melhor opção é sempre a gravidez. Para cada caso, as opções devem ser avaliadas junto a um médico especialista. De forma geral, endometrioses de grau leve e moderado podem ter apenas os sintomas tratados, ou então uma terapia a base de hormônios. É muito raro que haja um caráter evolutivo. De qualquer forma, é recomendado que haja controle periódico para ver se há modificações de um ano para o outro. Nos casos de grau III e IV, o ideal é tentar obter a gestação natural ou por reprodução assistida. A cirurgia, na maioria dos casos, deve estar reservada  para sintomas ginecológicos como a dor pélvica limitante. Muito raramente a cirurgia melhora o potencial reprodutivo da mulher, sendo reservada para casos em que já há prole definida ou em situações especiais, após minuciosa discussão entre cirurgião, ginecologista e especialista em reprodução assistida.

 

A mulher já nasce com a endometriose ou ela desenvolve a doença?

A mulher não nasce com a doença. Provavelmente, a desenvolve juntamente a uma predisposição familiar. A endometriose é ligada a fatores hormonais. A principal teoria é a do refluxo. Ou seja, quando a mulher menstrua, parte do sangue reflui para a cavidade juntamente com tecido endometrial, fazendo com que as mulheres que não consigam combater a presença deste tecido. Mas, são necessários componentes genéticos e imunológicos que favorecem o aparecimento da doença.  No entanto, a teoria do refluxo não pode explicar todos os casos pois a endometriose também aparece em mulheres que não menstruam, em mulheres sem útero e, em casos extremamente raros, pode se desenvolver em homens.

 

Uma mulher que nunca teve endometriose pode passar a ter a doença? Por quê? Quais os fatores de risco?

É uma doença de predisposição genética, imunológica e anatômica. Sendo assim, ela vai aparecer com o passar dos anos e a partir da produção hormonal da mulher, que começa quando ela tem a primeira menstruação. Aparentemente, cigarros, comidas gordurosas, etnia e gestação tardia são fatores de risco. Portanto, a endometriose pode aparecer em qualquer fase da vida em que a mulher esteja exposta a hormônios, mesmo em níveis fisiológicos.

 

A endometriose é uma doença hereditária?

Tem componentes hereditários, mas não são 100% determinantes, como exposto acima.

 

Endometriose pode dificultar a gravidez, mas não é impossível, correto?

Correto. Aparentemente, endometrioses de graus I e II não estão associadas à infertilidade. No entanto, as do grau III e IV, sim. Comprovadamente, a endometriose causa infertilidade quando leva a uma lesão tubárea, seja por obstrução ou mesmo aderência. No entanto, no que se refere aos fatores inflamatórios e imunológicos causados por esta patologia as relações com a infertilidade ainda são controversas. A portadora de endometriose deve tentar engravidar espontaneamente por um período estipulado em função de sua idade, antes de recorrer a uma reprodução assistida (1 ano se tiver menos que 35 anos e 6 meses em casos de 36 anos ou mais). Para que a mulher busque apoio da reprodução assistida, também é relevante o grau de endometriose (em casos de graus III e IV é sempre bom ouvir a opinião do especialista).

 

 

Fonte:  Estadão

Texto de Nany Mata da Hipertexto

 

Foto capa: Shutterstock

 

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O que eu descobri depois do segundo filho

Segundo filho, muita gente fala sobre essa magia, sobre essa relação louca que existe entre irmãos, mas olhando de fora eu não me motivava.

Mesmo depois de ver fotos fofas com a seguinte frase: – Vale a pena ter o segundinho. Não me comovia.

A verdade é que sempre falei que teria dois filhos mas depois que nasceu o Miguel me realizei completamente como mãe e por alguns anos pensei em pararmos por aqui.

Só que um belo dia um bichinho me picou e a vontade de ter mais um surgiu. Ela piscava toda vez que eu via outras crianças na pracinha ou encontrava alguma família passeando pelo shopping.

Custou alguns meses, muitas lagrimas a cada tentativa, mas enfim nosso presente chegou. (Contei AQUI como aconteceu).

Esse bebê foi muitooooo desejado e planejado e isso me fez passar por sensações diferentes das vividas na primeira gestação, que aconteceu no susto. Que fique claro que não foi menos amado por isso, só as ocasiões que foram muito diferentes.

Hoje Murilo está com 8 meses e a cada dia que passa tenho mais certeza que foi a melhor coisa que aconteceu nas nossas vidas. Não só na minha e na do marido, mas principalmente na do seu irmão Miguel.

Já chorei pensando que talvez tivesse tirado do primeiro filho algum conforto (sim já tive esse pensamento egoísta).

Já chorei achando que a diferença de idade era muito grande e que não deveria ter esperado tanto (isso é uma verdade).

Agora choro me perguntando se mereço tanto amor.

Portanto, se posso deixar um conselho de amiga, ele será:

      Tenha mais de um.

Só passando por isso pra entender!!!

Presenciar e sentir seu grande amor amar um irmão é mil vezes melhor do que ser mãe.

Não sei se consigo me fazer clara…

Ter um filho é INCRÍVEL mas ter dois ou mais é ter além dos prazeres da maternidade, o prazer de ver eles se amarem entre si.

É disso que eu falo: Desses momentos, dessas descobertas.

Viver essas emoções através dos olhos deles.

Hoje consigo entender quando minha mãe dizia que seu maior presente seria que eu e meus irmãos não brigássemos.

Claro que a maternidade tem seu lado B e ele cresce proporcionalmente ao número de filhos. Mas não me cansarei de tentar explicar essa emoção para todas as mães que cruzarem minha vida.

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Hora do Sono

 

 

 

Já contei AQUI sobre a rotina do sono do Murilo nos primeiros meses.

Na época conversei com outras mães, ouvi dicas, conselhos e sugestões sobre a importância de alguns rituais e hoje volto feliz pra contar que algumas coisas mudaram por aqui.

Estamos bem mais seguros como pais de dois e a hora do sono está cada dia melhor.

Uma das minhas preocupações era com o momento do banho antes dele ir dormir. No meu primeiro filho conseguia fazer tudo com bastante calma e agora com o segundo estava atrapalhada em manter os horários, por isso alguns dias o banho era durante a tarde.

Nos organizamos e agora sigo a rotina dos 3 passos que ajudam o Murilo a dormir melhor. Vocês conhecem?

Funciona assim:

  • Banho morno:

Com todo ambiente preparado, coloco o bebê no banho e uso movimentos suaves com o JOHNSON’S® baby Sabonete Líquido Hora do Sono. Misture na água, garantindo que não haja pontos muito quentes.

  • Massagem:

Depois que o bebê estiver bem sequinho, a massagem é uma ótima forma de transmitir segurança e carinho.

Você sabia que pesquisas demonstram que a rotina de toque e a massagem melhoram a qualidade e a quantidade do sono do bebê? Por isso ela faz parte do ritual da hora de dormir.

Não precisa de muito tempo, aplique uma pequena quantidade de óleo ou loção para bebês, como JOHNSON’S® baby Loção Hidratante Hora do Sono, na palma das mãos e realize a massagem. Siga sua intuição e faça do SEU jeito.

  • Momento de tranquilo:

Depois do banho e de uma massagem relaxante, é hora de colocá-lo para dormir. Mantenha o bebê em contato com você por alguns minutos. Se quiser, uma canção de ninar pode ajudar nesse momento. Caso amamente, faça nessa hora. Evite conversas e brincadeiras, é hora de um colinho para em seguida dormir.

Essa sequência ajuda o bebe a entender que é hora de dormir.

banho hora do sono

foto hora do sono

E como estamos?

Murilo agora já faz as refeições. Seu jantar é oferecido as 17:30, as 19:30h iniciamos o ritual para um sono tranquilo com a rotina dos 3 passos e as 20h após uma mamada ele dorme.

Ainda dou a mamada dos sonhos, mas já comecei o processo de retirada. Subo gradativamente 1h por semana ate ele se acostumar. Estamos na primeira semana, portanto, a mamada que era oferecida as 0h agora é dada as 11h. Eu retiro do berço, praticamente dormindo, ele mama e depois continua o sono até às 6h, mama outra vez e volta a dormir atá as 7:30/8h.

Durante o dia faz 3 sonecas. Uma pela manhã, logo após a fruta. Outra após o almoço e um cochilinho por volta das 17h.

Assim que retirar por completo a mamada dos sonhos faço outro post para vocês.

 

Este post conta com o patrocinio de uma empresa que confiamos

 

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O que você precisa saber sobre a Influenza A H1n1

Olá m@es!
Hoje vim aqui para falar para vocês um pouquinho sobre a gripe influenza A (H1N1).

De fato nesse ano a situação está um pouco diferente do que o habitual, muitos casos já confirmados antes mesmo de Abril (a maioria deles em março/ 2016); o que tem gerado muita preocupação entre os pais – muitas mães me procuraram no consultório com relatos de casos na escola dos filhos, e muitas dúvidas sobre quando e como vacinar seus filhos para protegê-los.

Vou focar mais na prevenção, mas acho válido colocar aqui a tabela clássica da Organização Mundial de Saúde que diferencia os sintomas da gripe comum e da gripe A:

tabela-gripe

Como forma de prevenção, devemos evitar lugares fechados com aglomeração de pessoas, lavar sempre as mãos e se possível passar álcool gel, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca quando estiver em locais públicos; pois o vírus é transmitido tanto através do contato com saliva e espirros, mas também indiretamente pelas mãos e superfícies contaminadas.

A vacina é uma forma importantíssima de prevenção da doença e todas as crianças (acima de 6 meses de idade) devem tomar!
Na rede pública ela ainda não está disponível, a promessa é para final de abril/ 2016 e serão imunizadas as pessoas com doenças crônicas, aquelas com mais de 60 anos, profissionais da saúde, a população indígena, crianças entre 6 meses e 5 anos, gestantes e também mulheres que tiveram bebês nos últimos 45 dias antes da campanha.

Nas clínicas particulares temos a vacina trivalente 2016 para gripe, e em algumas delas também tem a tetravalente.

Na vacina 2016 (tanto a trivalente quanto na tetravalente) temos a mesma cepa de H1N1 da vacina 2015, pois ainda não houve detecção de mutação no vírus que justificasse uma mudança.
Por isso muita gente tem ficado na dúvida se há necessidade de revacinar (pois já recebeu essa cepa na vacina de 2015).

Quem tomou vacina em 2015 precisa tomar novamente!!!

A proteção dura em média 3 a 4 anos, mas os títulos de anticorpos vão caindo com o passar do tempo e como após a vacina demora 15 dias para subir os anticorpos a recomendação é tomar o quanto antes.

A diferença entre a trivalente e a quadrivalente é o fato dessa última possuir em sua composição uma cepa a mais de influenza B.

Na trivalente temos a proteção para 2 tipos de Influenza A (H1N1 e H3N2) e 1 tipo de Influenza B.

Na quadrivalente temos  2 tipos de Influenza A (H1N1 e H3N2) e 2 tipos de Influenza B. A cepa a mais de Influenza B que existe na quadrivalente não tem sido muito frequente.

Como a maioria dos casos confirmados do surto que estamos tendo nesse ano continua sendo pelo H1N1, sugiro que mesmo quem só encontrou a trivalente vacine com a mesmo quanto antes, pois os títulos de anticorpos sobem em média 15 dias após a aplicação da vacina.

Importante frisar: a vacina tetravalente que está disponível por enquanto na rede particular (GSK) só pode ser administrada para as crianças acima de 3 anos. Antes disso, só a trivalente mesmo!

Para o tratamento das pessoas infectadas o medicamento Tamiflu é importante para os grupos de risco (bebês menores de 2 anos, gestantes e idosos).

Como esta em falta (em São Paulo o hospital Emilio Ribas ainda esta fornecendo) devemos priorizar os grupos de risco e acompanhar de perto os demais casos.

Sempre importante consultar o seu médico, que irá monitorar os sintomas e lhe dar a melhor orientação.

Me coloco a disposição para qualquer dúvida que vocês tiverem.

Foto capa: ShutterStock

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Não viva para seus filhos

Foi se o tempo onde acreditávamos que a melhor escolha de uma mulher era viver integralmente para seus filhos.

Não digo as que deixam de trabalhar para aproveitar a primeira infância, mas aquelas que mesmo trabalhando até como forma de culpa, vivem somente para as crianças. Cumprem sua carga horaria e após isso não tem vida própria.

Tá ai uma das coisa mais difíceis da maternidade: Ser você mesma.

Assim que ganhamos o bebe perdemos nossa identidade. O inicio dessa relação é super confusa e cheia de conflitos. Afinal agora somos Mães.

E dai?  E daí que mãe é aquela que sabe de tudo, que sempre esta pronta pra tudo, que tem a melhor ideia, a melhor resposta para as perguntas difíceis.

Fica a pergunta: Será que nossos filhos precisam tanto assim de nós?

Precisam, mas podem ter certeza que muito menos do que imaginamos.

Após 5 anos da chegada do meu primeiro filho, consigo enxergar com mais clareza que esse excesso não é necessário, alias ele pode ser até prejudicial.

Vejo mulheres que abrem mão de muitas oportunidades pelos filhos e criam crianças inseguras. Quando a criança se transforma na razão de viver dos seus pais, isso se torna um peso e muita responsabilidade depositada neles.

Por isso hoje deixarei aqui alguns pontos para refletirmos. (frases que eu falaria para as minhas melhores amigas ao se tornarem mães)

  • Seja a mãe que você gostaria de ter tido.
  • Tenha uma vida pessoal.
  • Ame-se.
  • Descubra algo que te faça feliz.
  • Invista no seu casamento ou na sua relação.
  • Não compare.
  • Imponha limites.
  • Não se estresse com as birras.
  • Confie no seu jeito
  • Não lhes de tudo.

Dê a seus filhos a oportunidade de ter suas próprias experiências. Só assim eles poderão crescer e se desenvolver.

Não viva para seus filhos, viva COM eles!

 

vivaparaseusfilhos

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Dica de Instagram de maternidade

Nasce um bebe, nas uma mãe, não é mesmo??? Da mesma forma: nasce uma mãe, nasce uma InstaMOM. Quem ainda não tinha se rende a rede social e quem já usava passa a ocupar 90% das postagens com seus filhotes.

O instagram é a rede social ideal para as mães.  São centenas de perfis que contam diferentes formas a realidade materna; umas com humor, algumas com choque de sinceridade e outras com a rotina de seus filhos.

Já temos no blog um post com nosso TOP 10 de blogs maternos (AQUI) e agora vamos listar algumas contas que você vai gostar de acompanhar.

No nosso perfil @for_maes buscamos mesclar tudo isso. Compartilhamos um pouquinho da nossa vida com as crianças, muitas dicas e principalmente colocamos um toque de humor nas fotos e legendas porque acreditamos que ali é um espaço para alegrar e divertir as outras mães, que acabam se identificando nos “memes” que postamos.

 

post insta

 

Agora nossas dicas:

Se você se interessar, basta clicar no nome e depois no botão SEGUIR.
Lembrando que a partir desses perfis você chegará a outros e verá que o mundo materno literalmente INVADIU essa rede social.

 

 

Se o insta que você adora não está na lista deixe o perfil aqui nos comentários.

 

 

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Hemangioma – O que é e como tratar.

Olá M@es hoje vou falar de um tema bem comum  nos nossos bebês: Os hemangiomas, seus tipos e tratamentos.

Primeiro vou falar sobre as manchas salmão, que na verdade são malformações dos capilares sanguíneos (micro vasinhos), também chamadas de angel kiss.

São manchas geralmente na fronte (testa) e/ou região occiptal (nuca), 20 a 60% dos recém nascidos nascem com essa mancha, geralmente somem até o primeiro ano de vida ou aparecem quando choram ou ficam nervosos. Um terço das manchas salmão na nuca permanecem na vida adulta mas geralmente o cabelo esconde.

hemangioma

Os hemangiomas planos ou manchas vinho do porto são manchas vinhosas que aparecem na face e são unilaterais. As manchas vinho do porto são menos comuns , os bebês nascem com a região que irá ter a mancha bem rosada e ela vai escurecendo. Essas lesões precisam ser acompanhadas por neurologistas pois podem ter algum acometimento neurológico.

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Agora falarei dos hemangiomas tuberosos (são proliferações dos vasos sanguíneos), também conhecidos como strawberry nevus pela semelhança com o morango. Aparecem nos primeiros dias de vida 90% até o primeiro mês de vida, é mais comum em prematuros, 60% se localizam na cabeça e pescoço e 25% no tronco. Vai aumentando de tamanho até um ano de vida e depois começa a regredir até desaparecer, até os 7 anos quase todos desaparecerão.

A conduta mais comum é só observar, indica-se tratamento quando as lesões estão em alguns locais perigosos : próximos aos olhos, nariz e boca.

As complicações que podem ocorrer são; ulcerações (que aceleram a cura), sangramentos e infecções.

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Hoje em dia temos tratamento bem eficazes com o propranolol (isso mesmo remédio pra pressão alta), laser e corticoides.

Qualquer dúvida consulte seu dermatologista.

 

Minha filha mais velha,como boa filha de dermatologista, tem a mancha salmão na testa (quando chora aparece) e teve um hemangioma no couro cabeludo que desapareceu por volta do primeiro ano de vida.

 

 dermato-formaesDRA. RENATA MARIA MOINO DINATO 
 Dermatologista formada pela Faculdade de Medicina da USP 
 Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia 
 Mãe da Duda, 5 anos e Fefe 3 anos.
 www.essere.med.br

 

 

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Zika Vírus

Olá queridas M@es!
Hoje vamos falar um pouquinho sobre um assunto mais que atual, e extremamente frequente no consultório nos últimos meses, o Zika Vírus.
O Zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015, mas foi descoberto em 1947 em macacos, na floresta Zika, em Uganda.
TRANSMISSÃO:
O principal modo de transmissão descrito do vírus é a picada pelo Aedes aegypti. Outras possíveis formas de transmissão do vírus Zika precisam ser avaliadas com mais profundidade, com base em estudos científicos. Não há evidências de transmissão do vírus Zika por meio do leite materno, assim como por urina, saliva e sêmen. Conforme estudos aplicados na Polinésia Francesa, não foi identificada a replicação do vírus em amostras do leite, assim como a doença não pode ser classificada como sexualmente transmissível. Também não há descrição de transmissão por saliva.
SINTOMAS:
Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história.
Até o momento não há exame de sorologia disponível comercialmente para detecção de anticorpos para Zika Vírus no Brasil. Atualmente só há disponibilidade para realização de isolamento viral e PCR, restrito aos laboratórios de referência.
TRATAMENTO:
Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. Também não há vacina contra o vírus. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de paracetamol ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos (anti-alérgicos) podem ser considerados.

Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus.

Apesar de ser uma doença benigna, como disse acima, houve o aumento de casos relatados com complicações neurológicas em locais onde ocorreu epidemia de Zika, como na Polinésia Francesa, em 2014. Essa complicação neurológica é a Sindrome de Guillain -Barré, uma neuropatia potencialmente grave.  Essa síndrome não é nova, e pode acontecer quando somos infectados por alguns vírus ou algumas bactérias. A ocorrência é bastante rara, mas não se pode negar a relação da Zika com a Síndrome de Guillain-Barré.

 

MITOS:

– CRIANÇAS / IDOSOS E O ZIKA

Ao contrário do que ultimamente circulou em áudios (sem embasamento científico nenhum) de whatsapp, mencionando a possibilidade e a existência de crianças menores de 7 anos e idosos com sintomas neurológicos decorrentes do Zika, a doença afeta da mesma forma bebês, crianças, adultos e idosos. Não é mais grave nos extremos de idade, e definitivamente não traz maior índice de complicações nestes.

A grande preocupação é com as gestantes. Existe SIM a relação entre grávidas infectadas pelo Zika no primeiro trimestre de gestação (principalmente nesse período) e fetos com microcefalia. Neste último sábado (dia 13 de fevereiro de 2016), uma grande revista que publica artigos médicos científicos (New England Journal of Medicine) publicou a análise da necrópsia de um dos casos confirmando a partícula viral no cérebro de um recém nascido com microcefalia.

 

– VACINAS E O ZIKA

NÃO HÁ ASSOCIAÇÃO ENTRE VACINAS (VENCIDAS OU NÃO) COM A MICROCEFALIA!!!

As vacinas contra a rubéola e contra o sarampo (dupla viral e tríplice viral) não são aplicadas durante a gestação. O Ministério da Saúde não recomenda a vacinação de gestantes com qualquer vacina que contenha vírus vivo atenuado, como é o caso das vacinas dupla e tríplice viral. Recomenda-se, como medida adicional de segurança, que a mulher não engravide até um mês após a vacinação, apesar de estudos mostrarem que as vacinas são seguras, mesmo se aplicadas durante a gravidez, não causando danos ao feto. Este procedimento visa a evitar dúvidas no diagnóstico, caso o feto apresente algum problema durante a gestação.

Também é importante destacar que todas as crianças com suspeita de microcefalia no país passaram por testes para as principais causas de malformação, que são rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus. Para todas essas doenças, o resultado foi negativo.

Com relação a vacina dTpa, cabe ressaltar que esse imunobiológico é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a estratégia mais custo-efetiva para a prevenção da mortalidade infantil por coqueluche. A vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde às gestantes é a adsorvida de difteria, tétano e coqueluche-dTpa (pertussis acelular), utilizada apenas no final da gestação, a partir da 27ª semana.

 

 

PREVENÇÃO / PROTEÇÃO:

 A única forma de evitar a doença é evitar a picada pelo mosquito!

– Utilize telas em janelas e portas, use roupas compridas – calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente nessas áreas. Os repelentes à base de Icaridina (Exposis) e DEET (Autan, Off, Repelex) são eficazes e podem ser usados a partir dos seis meses de vida. As gestantes podem usar a Icaridina sem restrições (no entanto, sugiro sempre consultar seu obstetra).
– Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros, inseticidas de tomada, velas ou óleos de citronela, ou outras barreiras disponíveis.

Cuidados
– Caso observe o aparecimento de manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados ou febre, busque atendimento médico.
– Não tome qualquer medicamento por conta própria.

Enfim queridas, espero ter ajudado! Não vou me alongar mais para o texto não ficar cansativo, mas ainda há muito a se falar (e principalmente a se pesquisar e confirmar) sobre o Zika.
Conforme isso for acontecendo posto novas atualizações para vocês.
Fico à disposição para eventuais dúvidas!
Um beijo,
flavia marianoDra. Flávia Mariano
Pediatra e Neonatologista
CRM: 127.047 
e Mãe da Gabi, de 5 anos.
https://www.instagram.com/draflaviamariano/



Fontes:
New England Journal of Medicine
FIOCRUZ
Ministério da Saúde
 
Foto capa: Shutterstock