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Vanessa Coelho Silverio – Entrevista Mãe da Semana

Desmaiando em 3,2,1 quando li o inbox do convite para ser m@e da semana.

Obrigada Renata e Kiki por tanta paciência com esse grupo maravilhoso.

Fiquei super empolgada, ja disse algumas vezes e repito, adoro esse grupo!! Já aprendi tanto por aqui…vocês não imaginam o quanto, além disso, conheci pessoas muito especiais e fiz otimas amizades, que transcederam a barreira virtual e hoje fazem parte da minha vida.

Vou me apresentar brevemente… Sou Paulistana, 100% urbana, tenho 35 anos, formada em recursos humanos e há 1 ano e meio dei uma pausa profissional com o super aval do marido, para poder curtir meus maiores feitos até hoje: Leonardo 3 anos e 3 meses (meu leãozinho) e Helena 1 aninho (minha doçurinha).

Tive uma infância simples e feliz, tenho um irmão mais novo com quem sempre me dei bem, e hoje o admiro ainda mais, vendo os nossos filhos serem ótimos primos. Meus pais sempre batalharam muito e me espelhei neles, comecei trabalhar muito jovem, da mesma forma que eles me ensinaram, batalhei também para concluir meus estudos e sempre fui atrás da minha independência, trabalhei na última empresa por 10 anos e foi lá, em 2004 que encontrei a pessoa que se tornou o amor da minha vida, a principio eramos simplesmente bons colegas de trabalho, mas com a convivência, algo foi mudando…borboletas no estomago foram surgindo e ai pronto…nos apaixonamos! Passei a admirar seu jeito rustico e prático de ser, a sua integridade e a sua inteligência. Sabe aquela pessoa de poucas palavras, mas que faz e acontece. Amo isso nele!! Bom, mas não poderíamos esquecer de um básico detalhe: trabalhavamos na mesma empresa. OMG!! O relacionamento era para valer, então tinhamos que resolver essa parte também. Ele começando a carreira e eu prestes a acabar com a minha rss.  Mas fomos abençoados, respeitados e assim foi por vários anos, seguimos trabalhando na mesma empresa, mas não mais juntos. O amor estava tão forte e intenso que não tinhamos mais vontade de nos separar, e decidimos morar juntos 1 ano após o inicio do namoro, poxa…morar junto?! Confesso que nunca me conformei muito com essa história, logo eu, que sempre sonhei vestir véu e grinalda… E mais uma vez ele me surpreendeu, alguns anos depois, em 13/03/2010, realizamos meu sonho com véu, grinalda, gliter, paetês e tudo mais que uma noiva tem direito.

Passaram mais alguns anos e nos deu um estalo, queremos um filho, parei o anticoncepcional e BINGO no primeiro mês de tentativa. Que medo…que alegria…que benção Tive uma gestação ótima, fui muito paparicada e em 29/07/11 nasceu meu Leãozinho. Como nem tudo são flores, dois meses, após o nascimento do Leonardo, perdi meu paizinho querido, uma das pessoas mais alegres e bondosas que já conheci. Infelizmente um cancêr devastador tirou a sua vida em 40 dias (desde a descoberta). Não foi nada fácil, sendo mãe de primeira viagem, conciliar a chegada de um bebe, com visitas diarias a um hospital de oncologia, onde o clima e a energia não fazem nada bem. Infelizmente ele não pode curtir o neto, mas me levou para maternidade e logo após a minha alta foi internado e não mais saiu. Mas sempre prefiro pensar que Deus me mandou o Leo na hora exata e vejo nele a alegria e alto astral, exatamente como era o meu pai. Meu marido curtiu muito ser pai e logo começou me acelerar para termos o segundinho, e eu segurando…segurando, porque nós mulheres sabemos o quão mais complicado é na prática, até que novamente ele me convenceu com o argumento de que, e se viesse uma menininha (nossa Helena que já tinha até nome escolhido rss) e mais uma vez fizemos rapidamente BINGO, no terceiro mês de tentativa. E veio nossa Helena para completar a nossa familia. E pelo marido eu já estaria grávida do terceiro, maluco né?! Eu parei por aqui, a não ser que Deus mande na marra!! Por ora, estou realizada e curtindo muito esse período em casa com eles.

Eu era: Alegre, feliz, vaidosa.

Depois da maternidade, eu sou: Mais humana, mais feliz, mais madura, realizada e muito amada.

Como descobriu a primeira gravidez: atrasou uma semana, eu fiz teste de farmácia super desencanada e deu positivo, tive que confirmar com o exame de sangue para realmente acreditar.

E a segunda: Idem, mas fiz aquele teste que detecta antes de atrasar.

Pretende ter outros: Pela razão, não, estou satisfeita com o casal

Trabalha: atualmente não, mas tenho planos para o próximo ano

Melhor distração: Bater papo com as amigas, passear e brincar com as crianças.

Ícone: Minha mãe.

Ser feliz é: fazer o que gosta, ter a consciência tranqüila e paz no coração.

O maior sonho: Ver meus pequenos crescerem saudáveis.

Horas de sono por noite: 8 horas.

Uma dica para as futuras mães: Tudo melhora com o tempo, tudo se ajeita, acreditem e não deixem de aproveitarem cada fase, ela deixará saudade. Uma receita infalível para os pequenos: muito amor, brincadeiras simples, criança não precisa de nada mirabolante para se divertirem e serem felizes Um programa inesquecível: Passeios em família, onde as crianças possam brincar muito A viagem perfeita com os pequenos: Casa da vovó no interior

Vanessa X Vanessa: Amo viajar, fazer amizades, aproveitar a vida, sempre procuro enxergar o lado bom das situações, vaidosa, intensa, leal, otimista, carinhosa, intuição super aflorada, teimosa e bastante exigente. Adoro esse texto, me define bem: Borboletas são livres, minha alma também. Anseio liberdade, beleza e amor. De ir, vir e sentir, paixão, ar, calor. Preciso criar, voar, sentir o vento nos cabelos, mas os pés no chão. Quero abraço, mas quero espaço.

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Daniela Baroni – Entrevista Mãe da Semana

Eu sou Daniela, tenho 35 anos, entrei no 4 M@ms já na fase boa da maternidade, por indicação da minha amiga Flávia Moré, depois do turbilhão que passei em 2011…

Quando falo já na fase boa da maternidade, é porque considero importante, para ajudar outras mamães, contar que, como muitas aqui, não tive uma história muito feliz quando resolvi ser mãe. Para mim, a maternidade foi planejada e, em 2010, eu e meu marido resolvemos encomendar o nosso bebezinho e… bingo, engravidamos na primeira tentativa. Tive uma gravidez absolutamente tranquila, tinha 31 anos, fiz o pré-natal certinho, estava feliz e tranquila, como a grande maioria dos casais, curtimos juntos, viajamos para fazer o enxoval, fizemos diversos ultrassons, tudo certo nos morfológicos, escolhemos a maternidade em que ela nasceria e nossa menininha – Maria Clara – até então estava perfeita para chegar, como chegou, no dia 13 de julho de 2011…

Todavia, infelizmente nem sempre tudo é como gostaríamos… Para nossa enorme surpresa, nossa princesa nasceu com uma cardiopatia grave congênita detectada somente após o parto, uma insuficiência em duas válvulas do coração e teve que ser transferida às pressas para o Hospital do Coração. Foram 15 dias de muita luta na UTI cardiopediátrica, uma cirurgia cardíaca de grande porte e, infelizmente, nossa pequena guerreira não sobreviveu ao pós-cirúrgico… Voltou a ser uma estrelinha no céu e com ela se foram todas as minhas esperanças e alegrias…

Dali por diante, passei por meses muito delicados junto com meu companheiro e sempre parceiro marido. Decidimos levantar, reerguer, acreditar que tudo aquilo tínhamos vivido por um propósito maior, o qual ainda não entendíamos direito, mas que de alguma forma tínhamos colaborado para a evolução daquele anjo que passou tão rapidamente e mudou tão profundamente as nossas vidas… Não foi fácil, confesso, e nem é fácil até hoje. É uma dor que nunca se vai, a gente simplesmente se acostuma com ela ali, naquele cantinho guardada, e procura achar graça em outras coisas…

Juntos, nos unimos ainda mais e decidimos que não iríamos desistir de ter um bebê. Exames feitos, luto vivido, a primeira providência (e mais difícil) foi se livrar da culpa, tão comum a quem passa por um trauma tão grande quanto uma perda dessas… Mas seguimos em frente, com o apoio um do outro, bem como da família e dos amigos, que nos foram tão essenciais nesse momento tão difícil…

Após 9 meses da passagem da nossa Maria Clara, fomos agraciados com mais uma gravidez… E dessa vez de um menino! Confesso que engravidar novamente após um acontecimento desses não foi fácil. Passamos a gravidez toda bastante tensos. Fizemos dois ecocardiogramas fetais. Sabíamos que o que tínhamos passado era fruto de uma fatalidade, mas, ainda assim, o trauma era grande… Graças a Deus, no dia 4 de janeiro de 2013, o Guilherme chegou para alegrar as nossas vidas, lindo, gordinho e totalmente saudável!!!

Nossa vida agora está completa. Temos nossa estrela no céu e nosso anjo na terra!

Eu era: muito mais individualista antes de ser mãe

Depois da maternidade, eu sou: penso primeiro nele

Como descobriu a gravidez: as duas de forma muito rápida, sou super ansiosa e estava louca para engravidar!!

Pretende ter outros: Não! Estamos felizes e completos com o Guilherme!

Trabalha: Sim! Em período integral

Em caso positivo, onde ficam as crianças: Em casa com babá pela manhã e na escola à tarde

Por que optou por isso: foi uma opção que funcionou legal para ele. Já deixei no berçário integral, mas ele ficava muito mais doente. Acho que o meio período funcionou melhor, gosto muito de escola e ele fica menos doente assim.

Melhor distração: viajar com meu marido e meu filho

Ícone: não tenho. Gosto da Angelina Jolie, admiro a forma com que ela vive a vida dela.

Ser feliz é: ter saúde, energia e fazer o que se gosta a maior parte do tempo.

O maior sonho: ver meu filho feliz e envelhecer junto com meu marido.

Horas de sono por noite: hoje estou conseguindo dormir mais ou menos 7 horas por noite, quando ele deixa rs, mas o Guilherme dormiu mal até mais ou menos 1 ano e meio.

Uma dica para as futuras mães: aqui vou deixar uma dica específica para as mamães que, como eu, passaram por um luto, um grande trauma, uma perda de filho ou aborto: vivam o luto, livrem-se da culpa antes de engravidar novamente. Depois, permitam-se ser felizes no casamento, apoiem seus maridos também, pois eles também sofrem com a perda como nós e permitam-se serem mamães novamente. A dor sempre será inevitável. A cicatriz ficará ali, guardada no coração para sempre. Mas temos outras chances e motivos para sermos felizes. A vida nos presenteia com isso diariamente, basta abrirmos os olhos e enxergarmos.

Uma receita infalível para os pequenos: muita conversa ao pé do ouvido, eles entendem tudo o que falamos, desde muito bebezinhos, a conexão conosco é incrível.

Um programa inesquecível: sábados de Sol na pracinha. Momentos mais simples que fazem tudo valer a pena.

A viagem perfeita com os pequenos: Hotel fazenda. O Gui ama!!! Ano que vem vamos levá-lo à Disney pela primeira vez também, não vejo a hora!

Daniela X Daniela: Muito difícil falar da gente. Depois de tudo o que passei eu me considero uma pessoa forte. Mas também não sou muito fácil. Sou super teimosa, sou ansiosa pra caramba, geniosa, meu marido que o diga… rs. Mas amo cuidar, sou dedicada… Depois do que eu passei, procuro levar as coisas de uma forma mais leve, pois eu sempre levei tudo muito a sério. Passei a me cuidar mais também depois da maternidade. Quero estar bem para a minha família, quero envelhecer bem, saudável, feliz! A vida passa em um segundo e a gente nunca sabe o que pode acontecer de um dia para o outro. Então vamos embora ser felizes, ainda que a vida nos dê limões, procuremos fazer litros e litros de limonada!

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categorias: Mãe da Semana

Debs Aquino – Entrevista Mãe da semana

Quando eu entrei pro 4Maes a convite de uma amiga, jamais pensei que lá fosse encontrar um dos maiores apoios que recebi no mento mais dificil da minha vida. E pra mim, é uma honra, de verdade, estar aqui no Mães da Semana.

Meu nome é Deborah, mas prefiro ser chamada de Debs, tenho 39 anos, casada, uma filha, a Duda. Sou dentista de formação, corredora amadora por paixão, virei blogueira no susto!

Ser mãe sempre esteve nos meus planos, mas eu não imaginava que a vida fosse mudar tanto.

Eu e o Fabio éramos da balada e achamos que quando a Duda nascesse nada ia mudar. Que engano! rs Passamos a ser super caseiros, do esporte e hoje, essa vida, tenho certeza, é a que eu queria pra mim.

Foi depois que ela nasceu, que eu sempre digo que descobri o real significado da frase: “não sei viver sem você.”

Ano passado fui diagnosticada com câncer de mama. Aconteceu com a minha mãe, com algumas amigas, mas a gente sempre acha que está acima do bem e do mal, ne? A minha vida, na época do diagnóstico, era perfeita. Sabe aquela vida que você não tem do que reclamar? Era a minha. E aí, num piscar de olhos virou de cabeça pra baixo.

No 4Maes, eu descobri um anjinho, a Gelly, que foi minha amiga, minha terapeuta kkkkk, minha tira dúvidas. Ela NUNCA me disse uma coisa negativa, sempre me ajudou a ver o lado positivo de tudo.

Como ela mesma me disse, o câncer foi um presente. Com ele, eu descobri que tenho um marido que sabe o real valor da palavra FAMILIA. Um marido que cumpriu à risca a promessa feita no altar- “na saúde e na doença”. Descobri que a prioridade na minha vida não é ganhar dinheiro. Não é trabalhar 12 horas por dia. Minha prioridade é ver a Duda crescer.

Quando você tem um diagnóstico desses, o primeiro sentimento é de estar recebendo uma sentença de morte. E aí passa um filme na sua cabeça com o tempo que você perdeu com bobagens e futilidades. Com as vezes que seu filho te chamou pra brincar e você pediu um minuto, minuto esse que virava 1 hora.

Hoje eu vivo um dia por vez. E vivo intensamente cada um deles. Fico feliz com coisas pequenas, não preciso mais de tantas coisas pra “achar” que sou feliz. Só o fato de acordar viva e com saúde, hoje, me basta!

Eu era:  BALADEIRA

Depois da maternidade, eu sou: A PESSOA MAIS CASEIRA DO MUNDO, E AMO!

Como descobriu a gravidez: Eu estava treinando pra uma meia maratona em Buenos Aires e minha menstruação estava super desregulada. Fiquei dois meses sem mentruar e achei que fosse por causa do baixo % de gordura. Um dia, depois de um treino de 18km, senti umas cólicas, mas achei que fosse a menstruação descendo. Do nada, me deu um estalo: “Será que estou grávida?”. Comprei um teste de farmácia e bingo! Estava grávida!  Depois fiz o us e descobri que estava com 7 semanas (e correndo feito uma doida!)

Pretende ter outros: Agora não posso mais por causa do câncer. Eu teria que esperar 2 anos pra tentar engravidar, mas aí já vou estar com 41. Então achamos melhor parar na Duda.

Trabalha: Trabalho com o blog, então tenho uma flexibilidade bem grande de horários.

Em caso positivo, onde ficam as crianças: A Duda vai pra escola no período da manhã e depois é por minha conta!

Por que optou por isso: Nós nunca quisemos babá. Nossas famílias não são daqui, então optamos pela escola meio período e ficar em casa comigo o restante do dia.

Melhor distração: Corrida e brincar com a Duda

Ícone: Minha mãe, sem dúvida alguma! A pessoa mais forte que eu já conheci.

Ser feliz é: Abrir os olhos todos os dias, ver que estou viva, com saúde e podendo acompanhar o crescimento da Duda.

O maior sonho: Daqui 10 anos receber a notícia que estou definitivamente curada do câncer

Horas de sono por noite: 7 a 8 horas

Uma dica para as futuras mães: Tempo com os filhos não é quantidade, é qualidade. Se você ficar com eles 40 minutos por dia, mas imersa no mundo deles, eles darão o maior valor.

Uma receita infalível para os pequenos: Aqui em casa funcionou super bem numa fase muito difícil (2 anos): terapia do abraço. Toda vez que a Duda entrava naquelas crises de choro e birra, eu abaixava, olhava bem nos olhos dela, abraçava e falava: “respira, calma. A mamãe te ama e não quer brigar com vc. Respira.”E ela ia se acalmando. Até hoje, em alguns momentos, ainda usamos isso.

Um programa inesquecível: O dia que levamos a Duda pra ver Frozen. O brilho nos olhos dela foi demais!

A viagem perfeita com os pequenos: A mais perfeita com a Duda foi pro Mazzaroppi. Ela amou!

Debs X Debs: Sou intensa, alto astral, gosto de enxergar as coisas sempre pela metade do copo cheio. Hoje, depois do câncer, não tenho mais paciência pra futilidades e nem para pessoas excessivamente politicamente corretas. Gosto de fazer as coisas com paixão, não gosto de nada mais ou menos. Minha vocação nessa vida é ser mãe. e pasmem, só descobri isso depois do câncer. Antes da doença, eu brincava de boneca.

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categorias: Mãe da Semana

Roberta Giudice Grodzicki – Entrevista Mãe da semana

Comecei a trabalhar aos 17 anos com meu pai, quando tinha 21 recebi uma notícia que com certeza mudaria minha vida de alguma forma, meu pai foi diagnosticado com um tumor no rim. Não demorou 1 ano e a pior notícia da minha vida chegou, meu pai tinha falecido. Passei 1 ano em casa, sem vontade de fazer nada, em luto mesmo. Acredito que por não aguentar mais me ver nessa vida, um anjo, uma pessoa maravilhosa veio e me deu um chacoalhão, marcou um médico e disse que não queria mais me ver assim. Nessa consulta fui diagnóstica com depressão, o médico me passou uns remédios e disse que precisaria fazer um acompanhamento com um psiquiatra. Assim que saí da consulta pensei bastante em tudo que havia escutado e tomei uma decisão, do mesmo jeito que entrei vou sair, sem precisar desse monte de remédios e novamente essa pessoa maravilhosa esteve ao meu lado, me dando toda força que precisei para voltar a viver normalmente.

Vocês devem estar querendo saber quem é esse anjo né? Esse anjo, essa mulher incrível é a minha MÃE.

Minha vida foi voltando ao normal, voltei a trabalhar dando aula para crianças e fui fazer faculdade.

Em 2004 eu,minha irmã e duas amigas resolvemos ir conhecer uma balada na Vila Olímpia, a Vinyl, só não sabia que essa balada seria palco de uma nova história, foi nesse dia que conheci o homem da minha vida, namoramos 4 anos e em 2008 nos casamos, após 1 ano de casados resolvemos engravidar “abrimos a fábrica” em 4 meses descobrimos que seríamos pais.

Foi uma alegria só. Em agosto de 2010 nasceu nosso pequeno Rafael, cheio de saúde e lindo. Com 40 dias um susto, ele teve meningite viral. Meu Deus, quanta coisa passou na minha cabeça, cheguei a pensar que não queria ter mais filhos. Os anos se passaram e com eles os medos também, eu e meu marido decidimos que um filho só era pouco, que seria legal dar um irmão (a) para o Rafael, “abrimos a fábrica” e para nossa surpresa na primeira tentativa BINGO, já estava grávida novamente, só que dessa vez vinha nossa pequena Renata.

Hoje sei que fizemos a melhor escolha, pois ver o amor que um tem pelo outro é impagável. Agradeço todos os dias por ter tido um casal de filhos maravilhosos e ter ao meu redor pessoas mais que especiais.

Re e Kiki obrigada pelo convite para ser mãe da semana, fiquei super feliz, adoro o grupo e acompanho todos os dias desde quando ele nasceu. Parabéns pelo trabalho incrível que vocês fazem.

EU ERA: uma pessoa que estava disposta a fazer “qualquer” coisa a qualquer horário, se chamassem para sair, me arrumava e ia, se fosse pra viajar, arrumava as malas e ia, eu era feliz.

DEPOIS DA MATERNIDADE EU SOU: uma pessoa que planeja mais as saídas de casa rsrs. Sou realizada e muito mais feliz.

COMO DESCOBRIU A PRIMEIRA GRAVIDEZ: estava voltando do shopping, pedi para meu marido parar em uma farmácia e comprar um teste de gravidez. Chegamos em casa, fiz o teste e POSITIVO, saí do banheiro já chorando de emoção.

COMO DESCOBRIU A SEGUNDA GRAVIDEZ: por incrível que pareça, foi igual a primeira, voltando do shopping paramos na farmácia e compramos um teste. Chegamos em casa, fiz o teste e POSITIVO, apesar de saber que intuição de mãe não costuma falhar, fiz o exame de sangue por achar que tinha engravidando muito rápido.

PRETENDE TER OUTROS FILHOS: não, minha família está completa agora.

TRABALHA: hoje em dia não trabalho, larguei tudo para cuidar dos meus filhos.

POR QUE OPTOU POR ISSO: depois que meu filho teve meningite, fiquei com receio de colocar ele em uma escola tão pequeno, então pedi demissão e hoje cuido dos dois.

MELHOR DISTRAÇÃO: estar ao lado dos meus filhos, familiares e amigos.

ÍCONE: difícil falar em um ícone só, costumo tirar de exemplo a parte boa das pessoas e tentar encaixar na minha vida, apesar disso tem duas pessoas que me espelho muito meu pai e minha mãe, eles são exemplos de superação, de garra e de vida.

SER FELIZ É: acompanhar o desenvolvimento dos meus filhos diariamente e estar ao lado do meu marido que é o homem que sou apaixonada e admiro muito.

O MAIOR SONHO: ter saúde para continuar sendo feliz ao lado da minha família.

HORAS DE SONO POR NOITE: acho que sou privilegiada, costumo dormir de 7 a 8 horas por noite, mesmo tendo uma bebê em casa. Obrigada filha!!!

UMA DICA PARA AS FUTURAS MÃES: filtre muitas informações que vão lhe dar, absorva as partes que você acha que vão te ajudar no dia a dia e não esqueça que cada filho sobrevive a mãe que tem rsrs.

UMA RECEITA INFALÍVEL PARA OS PEQUENOS: paciência e muito amor, combinação perfeita.

UM PROGRAMA INESQUECÍVEL: todos os programas são inesquecíveis, pois sempre há uma novidade e nova uma descoberta.

A VIAGEM PERFEITA COM OS PEQUENOS: sem dúvida foi para Orlando, ver os olhinhos do meu filho brilhando e sua alegria foram momentos inesquecíveis, agora pra ficar mais perfeito ainda, temos que levar a pequena.

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Fabiola T. Marzola – Entrevista Mãe da Semana

Nossa, a responsabilidade dessa semana foi a minha né??? Ser a mãe da semana…. Obrigada pelo convite meninas. Amoooo esse grupo e tenho até amigas que dão risada em como participo e como me entrego a vocês. Mas não sei mais viver sem. Fazem parte da minha vida já rsrsrsrsrs

Nasci em Bauru sendo a segundinha do casamento. Eu e minha irmã temos quase quatro anos de diferença então para ela foi como brincar de boneca ganhar uma irmã. Quando tinha dois anos e meio minha mãe se separou de meu pai. Pegou as coisas dela, as duas filhas e viemos para SP. Na verdade, minha vida toda morei aqui em SP mesmo. Não tínhamos uma vida de ricas mas minha mãe nunca deixou faltar nada. Ela trabalhou dia, noite e madrugadas para poder nos dar educação e comida. E foi uma das fases mais gostosas de minha vida. Fui muito feliz. Minha mãe se casou novamente com meu paidrasto, que sempre tratou eu e minha irmã como filhas e nunca fez diferença nenhuma com meus dois irmãos que vieram mais para frente. Tenho uma irmã com 13 anos de diferença e posso dizer que é minha melhor amiga…. Nessa época estudei em colégios muito bons e nunca fiquei abaixo dos 10 primeiros alunos da classe porque ficava muito irritada. Quando era novinha, as ferias chegavam e eu chorava kkkkkkkkk Mas nunca fui cdf…. Estudava sim, mas sempre de véspera e depois esquecia tudo. Adoravaaaaaaaaaa sair com minhas amigas da escola, com quem saímos juntas até hoje. Tinha uma época que saíamos de terça a domingo e deixávamos nossos pais doidinhos haahhha…. Mas sempre fomos bem na escola então não podiam falar nada. Fiz cursinho, morei em Boston e depois fiz cursinho de novo e foi aí que no último dia aula saímos para comemorar e comecei a namorar meu melhor amigo do cursinho e ficamos juntos por 9 anos. Entrei na faculdade de fisioterapia da USP que tinha ralado para entrar lá mas não tive nada de festinhas, batidas da medicina, interfisio e mais nada porque namorava. Mas tudo bem, ele também não ia nas dele (eu acho) e, afinal íamos nos casar. Maaaaassss, tchananananam, 3 meses antes do casamento ele termina comigo. Isso mesmo…. Sem dar nenhuma explicação. Só disse que não queria mais e foi embora. Sofri que nem uma louca, vivi a base de Gatorade e banana mas sobrevivi. Vi que ninguém morre por amor. Sofre pra carambra, mas não morre. Aí, no dia que ia casar uma amiga me levou a uma festa num sambão aonde conheci duas amigas que ficamos inseparáveis e foi graças a isso tudo que conheci meu marido. Numa balada dessas das milhares que fomos, meu amigo o apresentou para mim e começamos a nos falar. Demoramos uns 3 meses para sairmos a primeira vez, mas depois não desgrudamos mais até hoje…. Depois de dois anos de casamento veio a pequena Giovanna, o melhor presente de nossas vidas…. Ai, acho que escrevi muito né?????? rsrsrsrsrsr

EU ERA: mais tranquila em termos de fazer as MINHAS coisas

DEPOIS DA MATERNIDADE: quase não consigo mais fazer as minhas coisas e fiquei muito ansiosa. Mas isso nao tem o menor problema

COMO DESCOBRIU A GRAVIDEZ: Minha menstruação atrasou um dia e comprei o teste de farmácia só por comprar. Fiz e não deu nada aí fui tomar banho. A hora que saio do banho vejo 2 risquinhos genteeeeee…. Fui correndo pro laboratório, sem contar para ninguém porque queria surpresa. E a miséria do exame de sangue demora para ficar pronta… Até que sai: POSITIVO… me segurei para não ligar para meu marido, mas fui ao shopping, comprei um par de sapatinhos e na hora do jantar, disse para ele que o jantar ia demorar mas que ia servir um aperitivo e levei o prato com o sapatinho… A cara dele foi ótima…

PRETENDE TER OUTROS FILHOS: projeto no papel aguardando aprovação e assinatura dos responsáveis.

TRABALHA: sim, tenho meu consultório de fisioterapia próprio então consigo ficar com a Giovanna e trabalhar.

EM CASO POSITIVO AONDE FICAM AS CRIANÇAS: na parte mais esmagadora do tempo, vou ao consultório quando ela está na escola, senão temos uma baba que virou a faxineira da casa também, aí é ela que fica.

POR QUE OPTOU POR ISSO?: optei ficar com a Giovanna e ir trabalhar enquanto ela está na escola porque se eu tenho a oportunidade e se posso ficar com minha filha, eu farei.

MELHOR DISTRAÇÃO: vocês gente….. M@ES e não é mentira… algumas amigas até gozam da minha cara como gosto e como me entrego ao grupo.

ÍCONE: minha mãe – se conseguir ser para minha filha metade do que minha mãe foi para minha estarei realizada

HORAS DE SONO POR NOITE: nunca mais de 4-5 horas seguidas….. infelizmente. Um dia dormi 7 horas e seguidas e quase soltei fogos e antes de ser mãe eu era a dorminhoca.

UMA DICA PARA AS FUTURAS MAMÃES: isso vai passar, pode ter certeza… e vai dar uma saudade

UMA RECEITA INFALÍVEL PARA OS PEQUENOS: aqui em casa funciona muito quando estão chorando, abaixar na altura deles e dizer que quando pararem de chorar a gente conversa. Aqui é quase infalível. Conversamos e as vezes conseguimos resolver as vezes não, mas abaixar e dizer para se acalmarem é mágico aqui…

UMA VIAGEM INESQUECÍVEL COM OS PEQUENOS: não somos muito de viajar, então foi quando levamos a pequena para a Disney e Miami na praia pela primeira vez….

A VIAGEM PERFEITA COM OS PEQUENOS: fui para Nova Iorque com minha família mas acabei ficando praticamente sozinha com minha pequena e foi delicioso curti-la sozinha o tempo só nós duas.

FABIOLA X FABIOLA: Descobri meu papel na terra: ser MÃE

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Fernanda Feres – Entrevista Mãe da Semana

Esperei tanto por esse dia e agora estou aqui com as pernas bambas sem saber o que escrever.

Mas vamos lá. Meu nome é Fernanda, completei 40 anos em maio desse ano e tenho uma filha linda de 4 anos.

Minha infância, posso dizer que foi muito feliz e tranquila. Na época éramos eu e 2 irmãos mais velhos. Meus pais se separaram, mas não me lembro dessa fase. Apenas me recordo que meu pai nunca nos deixou. Duas vezes na semana e em finais de semana intercalados ficávamos com ele. Era uma farra. Eu costumo brincar que meu pai sempre foi muito mais presente em nossas vidas do que muitos pais casados de amigas minhas. Minha mãe também sempre esteve ao nosso lado, dedicando sua vida a cuidar dos meus irmão e de mim. Nossas férias eram sempre na praia, onde passávamos o mês inteiro. Estávamos sempre juntos de minha tia, meu tio e meus primos. Meus primos tinham as mesmas idades dos meus irmãos e minha. Porém eram todos meninos assim como meus irmão. Então passei minha infância toda brincando com 5 meninos. Meu maior sonho sempre foi ter uma irmã ou uma prima para brincar comigo de coisas de menina. Com o passar do tempo meu pai se casou de novo e sua esposa engravidou. Eu tinha 10 anos e nunca desejei tanto que fosse uma menina. Mas não, nasceu meu terceiro irmão. Mas nem por isso ele foi menos amado. Adorava ajudar a cuidar dele, e até hoje, com 30 anos ele é o bebezinho da casa ;).

Meu sonho de ter uma irmã ou prima com o passar do tempo se transformou no sonho de ter uma filha linda, uma bonequinha. Quanto estava no 2 anos da faculdade conheci meu marido num encontro as escuras. Foi amor a primeira vista. Namoramos por 8 anos, 6 meses e 2 dias, e então nos casamos rsrsrs. Após 6 anos de casados resolvemos engravidar. Tentamos por uns 3 meses sem sucesso. No quarto mês fiz os cálculos da tabelinha e bingo, no mês seguinte estava gravida. Felicidade geral, primeiro neto de ambos os lados. Todos torcendo para ser menina, pois em casa somos em 3 homens e eu e na casa de meu marido são em 3 homens. Aguentei ate o ultrassom de 12 semanas para saber o sexo e confesso que durante esse período precisei fazer um mentalização muito forte para a real possibilidade de ser menino e não menina. No dia do ultrassom, quando o medico disse 80% de chance de ser menina, fui as nuvens e voltei em segundos. Era tudo o que eu queria!!!

Minha gravidez foi mega tranquila, quase não enjoei. O único drama foi a escolha do nome. Mesmo antes de engravidar já tínhamos escolhido Catarina. Mas quando engravidei e de uma menina, meu marido ficou em duvida se o nome seria esse mesmo. A duvida nos acompanhou quase o 7º mês de gestação. Já tinha encomendado todas as lembrancinhas da maternidade com o tema de Joaninha. Um dia uma colega de trabalho do Mexico estava trabalhando em São Paulo comigo e num passeio no horário do almoço uma joaninha pousou em minha mão. Perguntei para a minha colega como se falava Joaninha no Mexico. Ela vira e fala: “CATARINA”. Nem preciso dizer a emoção que senti e neste momento qualquer duvida que tínhamos foi embora.

Minha Catarina nasceu com 39 semanas e meia, super saudável, linda e trazendo a união e harmonia na família. O dia de seu nascimento foi um dos poucos dias de minha vida em que vi meu pai e minha mãe no mesmo ambiente em clima de paz. Prova disso é que minha madrasta foi escolhida como madrinha de minha filha, e por sugestão de minha mãe.  Minha madrasta que sempre nos tratou (meus irmãos e eu) como filhos e hoje trata a minha filha e minha sobrinha como uma verdadeira Vovó. Na verdade todos os avós da minha Catarina se revelaram avós dedicados, amorosos e participativos. Minha mãe até se mudou para o condomínio onde moramos, para ficar mais perto de nós.

Hoje minha princesa esta com quase 4 anos. Quatro anos de muitas alegrias, amor e felicidades. E agora estamos no dilema de muitas de nós mães de 1 só, que é ter ou não o segundinho.

Não podia finalizar sem falar um pouco da minha história no grupo. Entrei no m@es logo no comecinho, me lembro que éramos menos de 400 e minha filha tinha alguns meses de vida. Hoje posso dizer que o grupo faz parte da minha vida. É aqui onde eu desabafo, tiro dúvidas, dou risada. E foi aqui também onde ao longo desses últimos anos fiz amizades incríveis que espero levar para o resto da minha vida…❤️❤️❤️

Eu era: organizada ao extrema e fanática por limpeza , beirando ao toc. Não podia ver uma coisa fora do lugar e vivia com meu alcool gel ao alcance.

Depois da maternidade, eu sou: realizada como mãe, muito bagunceira e não ligo se as vezes minha filha dormir sem banho.

Como descobriu a gravidez: com 1 dia de atraso fiz o teste de farmacia e deu positivo. Era um sabado e estava em casa com meu marido. Na segunda fiz o exame de sangue para confirmar, e depois disso espalhei a noticia para todo mundo!!

Pretende ter outros: ainda na duvida

Trabalha: sim, sou Gerente Financeira em uma multinacional, que fica a mais ou menos 35km de casa. Gasto em media 2h por dia no caminho de ida e de volta do trabalho.

Em caso positivo, onde ficam as crianças: minha filha fica de manha na escola e a tarde fica alguns dias na casa do meu pai e alguns dias na casa da minha mãe

Por que optou por isso: durante minha licença, descia todos os dias no parquinho do condominio com minha filha. Com o passar dos dias comecei a observar o comportamento das babas e desisti da ideia de deixa-la com baba. A opção foi escolinha, e minha mãe e minha madrasta se ofereceram para ficar na parte da tarde com ela. E assim tem sido desde então.

Melhor distração: passar o maximo de tempo possivel brincando com minha filha. No momento o que ela mais gosta é brincar de pintar, supermercado e mamae e filhinha.

Ícone: Meu Pai

Ser feliz é: poder estar cercada de pessoas que amo

O maior sonho: poder algum dia ter um trabalho mais perto de casa e com horario flexivel, para pode aproveitar mais tempo com minha familia

Horas de sono por noite: em media 7hs

Uma dica para as futuras mães: dormir muito durante a gravidez e ter muita paciência e ouvido seletivo com os milhares de palpites que virão.

Uma receita infalível para os pequenos: ter muita paciência com os pequenos, e nós momentos que estiver com eles dedicar-se somente a eles.

Um programa inesquecível: passar o final de semana na chácara em companhia da minha familia.
A viagem perfeita com os pequenos: a nossa primeira viagem para Orlando. Minha filha tinha 2a 4m e curtiu demais cada momento.

Fernanda X Fernanda: Sou uma pessoa amiga, divertida, generosa, sempre disposta a ajudar a quem precisar é uma verdadeira criança. Por outro lado, como ninguém é perfeito, sou mandona, chata e possessiva rsrs

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categorias: Mãe da Semana

Vanessa Manisck – Entrevista mãe da semana

A Renata me chamou inbox e direta ao ponto disse: “topa ser m@e da semana?”

E eu: claro que topo, mas vou falar sobre o que? Sempre tem histórias lindas… enfim, ela me convenceu a pensar muito sobre tudo o que já aconteceu de bom e ruim, desde a infância e claro, chegando a maternidade. Então vamos lá, sejam bem vindas, essa é a minha história:

Me chamo Vanessa, tenho 32 anos, sou mãe do Tomás que tem quase 19 meses, um sapeca delicioso que só me trouxe alegrias, mas mexeu muito com meu corpo e por causa de DPP com a minha cabeça também.
Conheci meu marido na festinha de um ano da minha priminha, ele trabalhava com meu primo, pai da aniversáriante, eu tinha 16 anos e ele foi meu amor de adolescência. Nos casamos eu tinha 21 e ele 29 anos e durante os 10 anos que ficamos casados antes da chegada do Tomás, eu me formei na faculdade, mudei de profissão, troquei de emprego várias vezes, viajamos muito, fomos tios/padrinhos da nossa querida Alice filha da minha irmã, e foi aí que eu acessei o amor por um bebê que ainda estava na barriga. Reformamos e vendemos nosso apartamento, compramos nossa tão sonhada casa de vila, onde moramos hoje… Aproveitamos a vida!

Aí o assunto filhos que sempre estava presente na nossa casa veio com mais força, foi tomando forma e quando decidimos “então tá, vamos deixar rolar”, eu engravidei de primeira!!! e apesar de todos os testes chines, ano de nascimento, blá blá blá disserem que seria uma menina, eu sempre soube que estava vindo um menino. Brinco que teria um filho menino desde os tempos de boneca com a minha irmã, onde ela sempre foi mãe de menina e eu sempre disse que seria mãe de um menino muito sapeca. Rsrs
Bom, mas o Tomás “rapidinho”, veio durante a reforma da nossa casinha e estávamos morando num flat super pequeno, brincávamos com os arquitetos “quem nascerá primeiro: o bebê ou a casa?” Mas ainda bem, o Tomás chegou depois. rsrs
Induzi o parto com 40semanas mas apesar de encaixado, o Tomás não estava na posição correta e terminei em uma cesárea totalmente indesejada. Eu sempre idealizei o parto normal, meu bebe encaixou muito antes do final da gestação, eu estava bem pra isso, ele também, enfim, não deu! Após 10 horas de trabalho de parto nasceu o meu Tomás, perfeito, lindo, como pedi a Deus. Tive uma sala de parto maravilhosa com a obstetra e a pediatra que escolhi, uma enfermeira da equipe da minha obstetra que fez um trabalho de doula, uma querida. Amamentei na sala de parto com a enfermeira me ensinando e acompanhada pela pediatra, foi ótimo, mas com a notícia da cesárea, eu não estava bem, meu mundo colorido, de repente ficou cinza. Os dias na maternidade não foram tranquilos, se eu pudesse não teria recebido ninguém, meu marido não me deu assistencia que eu precisava, eu me senti MUITO sozinha e ali, comecei a sofrer a tão temida Depressão Pós Parto.

Infelizmente não tenho fotos boas na maternidade e não tenho nenhuma foto da saída pq eu chorei muito, eu tinha certeza que o Tomás iria morrer, eu estava muito insegura. Uma pena!
Ahh e pasmem, quem detectou minha DPP foi a pediatra do meu filho!!! Por isso a adoro tanto :)
Os primeiros dias em casa tive mastite e só depois que comecei a ser atendida semanalmente por uma enfermeira (um anjo) no banco de leite da maternidade e foi aí que minha história com a amamentação deu certo. Frequentamos o GAAM por quase três meses, íamos toda semana e a querida enfermeira Patricia, nos ensinou o papel de cada um: eu amamentar e o Tomás a mamar. Foi ela também quem me mostrou a possibilidade de ser doadora de leite humano e assim o fiz, durante todo o tempo que amamentei o Tomás, eu doei meu leite pra ajudar outras crianças e isso me fez um bem danado!

Fiz aleitamento exclusivo por 6 meses e prolongado até os 10 meses, onde tive que parar pra cuidar da minha tireóide. Então em janeiro desse ano eu comecei a cuidar de mim, até então muito acima do meu peso, por causa da DPP eu não emagreci os 12.5kg que engordei na gestação, estava com peitos enormes por causa da amamentação, os hormônios todos bagunçados pq além da gestação e amamentação eu tenho uma doença auto imune na tireóide… Pensa numa pessoa sem rumo!!! Mas hoje estou muito melhor do que sempre estive e sei que vou me cuidar pra ficar ótima novamente!

Voltei a trabalhar, consigo sair de casa, gosto de me arrumar, voltei a ser a Vanessa de sempre, só ainda com as idéias e sentimentos um pouco confusos e o peso que ainda não voltou totalmente, mas já consigo achar bom a maternidade, não acho mais um trabalho arduo cuidar do meu bebe, apesar de nunca o ter rejeitado e sempre ter dado amor, sei que não fui 100% e me culpo muito por isso, mas eu juro que tentei e estou melhorando a cada dia! Nesse meio tempo minha irmã engravidou quando eu estava na reta final da minha gestação e além de mais um sobrinho amado, o Raul, nós ganhamos mais um afilhado. Ele acabou de fazer um aninho e eu também sofro por não ter tido cabeça de o acompanhar de perto. Espero recuperar o tempo perdido muito em breve.
Vou começar acompanhamento psicológico, não o fiz até então pq sempre achei que fosse hormonal, mas hoje vejo que preciso de ajuda além do anti depressivo que tomo todos os dias, desde os 2 meses do meu bebê. E tendo contato com outras mães do grupo, aprendi que graças a Deus esse sentimento passa. Não vejo a hora de enxergar a minha luz no fim do túnel… tomara que muito em breve!!!

Espero que eu tenha conseguido passar um pouco de quem eu sou.
um beijo, Vanessa :)

 

Eu era: muito metódica, certinha, mergulhava de cabeça em tudo o que eu fazia, workaholic, determinada, mas sempre brincalhona.

Depois da maternidade, eu sou: aprendi na marra a ser menos metódica, mas ainda amo organizar a vida (garota lista, amo excel. rs), não estou mais tão certinha (aprendi que as vezes o torto é o bom que temos pra hoje), gosto muito de trabalhar e me sentir útil mas estou mais focada, então trabalho menos horas, e continuo determinada e brincalhona. rs

Como descobriu a gravidez: Após 10 anos de casados e alguns “então vamos liberar” mas eu sempre amarelava depois (kkk), decidimos que era hora e exatamente após a primeira menstruação da liberação eu engravidei. Eu sei exatamente o dia que engravidei (23/06/12). Lembro que adormeci e qdo acordei pensei “vixe, dessa vez foi, estou gravida!”

Foi planejado, mas lembro de sair do banheiro com o teste positivo e dizer pro meu marido “caraca, e agora?” e ele responder “agora vamos ter um bebê”!!! kkk
E eu já comecei a planejar, fazer listas e planilhas “muito eu!”

Pretende ter outros: Eu adoraria, sempre sonhei em ter dois filhos próximos, cheguei a idealizar que gostaria que o segundo viesse do mesmo sexo pra serem amigos, dividirem o quarto, etc. Mas hoje não tenho estrutura emocional pra encarar uma nova gestação, parto, pós parto e amamentação.

Sempre brinco que meu filho deveria ter nascido com 1 ano, pois até esse período foi muito difícil emocionalmente pra mim.
Acho que ainda é cedo pra dizer se terei outros ou não.

Trabalha: Sim, mas só voltei a ativa após os 12 meses do bebe. Até então eu não estava nada bem :(
Trabalho em casa, mas trabalho em horários totalmente inusitados e fico bem cansada com isso, mas como resolvemos que eu cuidaria de perto do meu filho, pelo menos nessa primeira infância, há anos venho me preparando pra deixar a vida de publicitária de agência, então já me aventurei como empresária pelos brindes e festas infantis, mas só depois da maternidade encontrei a minha chave, amo ser publicitária, essa vivência “planejar, estruturar, vender, produzir, mídia e colocar no ar”, então hoje dou consultoria para pequenas empresas e novos empreendedores que querem existir/crescer no mercado e principalmente na internet.

Em caso positivo, onde fica o bebê: Eu o amamentei “livre demanda” até os 10 meses então, nesse tempo eu que cuidava dele 24 horas. Mas depois que ele fez 1 ano comecei a orientar e ensinar minha funcionaria de casa e hoje Tomás fica com ela tranquilamente pra eu poder ir a reuniões, cursos, etc.

Por que optou por isso: (escola, babá ou avós) Na verdade não optei, mas se tornou uma grata surpresa, porque ela nunca tinha cuidado de nenhuma criança, muito menos um bebê, mas eles se adoram e o Tomás fica muito bem com ela. Essa era minha única opção além do berçario (que nunca foi uma opção), pois não temos familia que possa me ajudar com o bebe e ter babá nunca esteve nos meus planos.

Melhor distração: Internet. Amooooo meu trabalho pq mesmo navegando no FB estou trabalhando. Kkk

E depois que fui mãe o 4m@es virou vício! Aqui aprendi que existem outras mulheres que nunca vimos na vida, que se solidarizam com histórias de pessoas que nem fazem idéia quem sejam e ainda assim, lutam com unhas e dentes para que o melhor seja feito!
Aqui tive apoio em dúvidas iniciais e até hoje sobre a depressão pós parto, sofri, chorei, rezei e sorri e até gargalhei com histórias de outras mães. E tbm aqui, fiz um grupo de amizade delicioso e que eu amo #AmigasQueABarrigaMeDeu que quero levar pra vida.

Ícone: Minha mãe, ela é uma guerreira, tudo o que passou com a infância pobre e depois com a separação do meu pai que nunca a ajudou em nada. Se separou com 24 anos, duas filhas, uma de 5 e a outra de 1 ano, não tinha estudo, não tinha ajuda e ainda assim venceu, criou duas filhas de bem, conquistou a casa dela, se formou na faculdade após as filhas casarem. É uma vó amorosa e dedicada, nos ensinou que devemos lutar pela nossa família. Aí de quem mexer com uma de nós, viramos bicho, defendemos até o fim! Rs
Amo demais minha mãe e minha irmã e claro, meu filho e meus sobrinhos/afilhados (o meu é da minha irmã e os da minha irmã são meus. Amoooo).
Minha mãe quem nos ensinou isso, família sempre em primeiro lugar!!!

Ser feliz é: quando dizem que após a maternidade nossos conceitos mudam… hoje pra mim ser feliz é ter um filho saudável e uma estrutura familiar pra que ele aproveite a infância e cresça feliz.

Feliz de quem tem uma família saudável, unida, que se ama e se ajuda. O resto é bônus.

O maior sonho: não precisar trabalhar por dinheiro e poder me dedicar totalmente a causas sociais. Eu adoro ajudar as pessoas, isso me dá uma gratificação que nenhum dinheiro compra.

Horas de sono por noite: puxa, isso é totalmente irregular. Trabalho pra valer quando o Tomás dorme, e ele as vezes não dorme! Rs

Eu diria umas 5 horas em média.

Que horas curte o marido: gente, pensa num casal criativo. Kkk não temos dia, hora, nada. Trabalhamos com as oportunidades!

Uma dica para as futuras m@es: sempre digo que escolher um pediatra antes do bebê nascer e uma enfermeira especialista em aleitamento materno, deveria ser item de enxoval !!!
Além disso, se informe muito, os blogs estão aí e com mta informação relevante, coerente, participe de um grupo de mães para te ajudar nas dúvidas, compre menos, alias, existem grupos de “desapegos de bebe e criança” aqui no FB, aproveitem, vale mto a pena!!!

Uma receita infalível para os pequenos: muito amor, dedicação e paciência!
Não existe formula perfeita, o que deu certo pra um bebê não necessariamente dará para o seu. Ouça seu instinto, ele sera seu melhor guia.

Um programa inesquecível: final de semana em família, pela manhã fazemos cama compartilhada, chameguinho do Tomás dorminhoco, aqueles cabelinhos fininhos que coçam meu nariz toda vez que ele está se espreguiçando. O tamanho pequenino dele… já sofro por saber que ele vai crescer.
Adoro nossos domingos pela manhã na cama :)

A viagem perfeita com os pequenos: nunca viajamos, acreditam? Por causa da minha DPP eu nunca tive cabeça pra desapegar da minha casa. Gente é tenso, agora que estou mais destemida estamos planejando uma ida a praia. Mas eu não consegui até hj pq sempre imaginava que aconteceria qq coisa e eu teria esquecido algo em casa. Enfim, vou conseguir!

Vanessa X Vanessa: Sou muito família, determinada, amorosa e muito grata “nunca esqueço o que fazem por mim”. Sou leal, amiga, tento ser bondoza na minha vida, sou “ecochata” e muito justa “o que é meu, é meu, e seu é seu!”.

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categorias: Mãe da Semana

Giovanna Crivellaro – Entrevista Mãe da semana

No meio da correria do dia-a-dia, recebi o convite para ser a m@e da semana… Sério? Eu? Fiquei muito feliz! Estou no grupo desde os primórdios do mesmo, e não se passa um dia em que ele não faça parte da minha vida.

Desde criança me imaginava com filhos, sempre gostei de crianças. Aos 12 anos arrumei meu primeiro emprego numa escola de educação infantil. Eu era muito alta e aparentava mais idade, trabalhava meio período como auxiliar de classe. Gostava de visitar um orfanato do bairro e sonhava em adotar uma daquelas crianças. Tenho um irmão e uma irmã que amo demais, e minha família sempre foi muito importante para mim. Tinha uma excelente relação com minha mãe, que era uma pessoa maravilhosa, e admiro muito o meu pai, que considero um homem inteligentíssimo.

A vida dá muitas voltas até chegar ao ponto em que devemos estar… Cresci, estudei Ciências Biológicas (não concluí) e Administração de Empresas, fui trabalhar no mercado financeiro… Perdi minha mãe num acidente de carro estúpido aos 20 anos, e perdi o chão. Casei com um rapaz que conheci saltando de paraquedas; fiquei grávida sem planejar num momento muito delicado da minha vida, pois tinha acabado de perder a confiança no meu marido. Sofri muito quando, durante um ultrassom, um médico disse que o embrião não se desenvolvera. Chorei tanto que eles me submeteram a mais dois exames de ultrassom, antes de me aconselhar a marcar uma curetagem. Fui para casa, amarguei aquele diagnóstico durante o final de semana e na segunda-feira estava decidida a procurar outra opinião. Marquei consulta em vários médicos, todos com ultrassom no próprio consultório, e a cada novo exame eu omitia as consultas e exames anteriores, mas o diagnóstico era sempre o mesmo… pela idade gestacional, o embrião não havia se desenvolvido. Até que no quinto médico com quem passei, ao passar o aparelho na minha barriga, ouvi pela primeira vez o coraçãozinho do meu filho batendo. O meu embrião não desenvolvido vai completar 17 anos no próximo mês.

A gravidez foi uma montanha-russa emocional, pois ao mesmo tempo que eu estava feliz com o desenvolvimento do meu bebê, questionava demais o meu casamento. Queira muito ter um parto normal, mas infelizmente isso não estava nos planos do meu ginecologista. O meu pré-natal correu super bem e não havia qualquer indicação para uma cesariana, mas ao me aproximar das 40 semanas de gestação o médico quis agendar a operação. Me recusei a marcar e decidi não voltar mais naquele consultório. Ao entrar em trabalho de parto, com 40 semanas e 4 dias de gravidez, esperei ter contrações de 2 em 2 minutos para só então ir à maternidade. Queria parir assistida pelo plantonista, mas o hospital tinha feito meu cadastro na ocasião do cursinho de gestante e sabia quem era o meu ginecologista. Eles o chamaram e quando me dei conta lá estava ele ao meu lado aumentando o gotejamento da ocitocina em intervalos curtíssimos para ver se eu pedia pra ser operada. Quando ele cansou de esperar, me levou para a sala de cirurgia aos prantos para ser operada. Ele disse que meu bebê estava em sofrimento, mas quem estava sofrendo era ele pois queria ir para casa dormir. Meu filho nasceu com Apgar 9 e 10 no minuto seguinte, provando que ele não estava em sofrimento. A experiência me marcou a ponto de definir algumas escolhas futuras.

Contrário ao que eu tinha esperança, o casamento não melhorou com a chegada do meu filho. Quando ele tinha 6 meses eu passei mal e não consegui localizar o pai dele. Tive medo de morrer sozinha em casa com um bebê, então deixei o meu filho na casa de uma vizinha e saí para o hospital. Meu marido estava chegando e acabou indo comigo. Foi uma novela até descobrirem o que estava acontecendo, no segundo hospital em que passei. Tinha o apêndice gangrenado e fui operada às pressas. No outro dia, ao acordar da cirurgia, pedi o divórcio. Entendi que se não podia contar com aquele homem nas horas de necessidade, era melhor estar sem ele e me estruturar para imprevistos desse tipo. Ainda levei 1 ano para conseguir efetivamente me separar… O relacionamento durou ao todo 7 anos e a única coisa boa que restou foi meu bebê.

Tempos depois fui apresentada a uma pessoa maravilhosa, um homem que amo e admiro muito até hoje. Desde o início ele foi bom para mim e para o meu filho. Acho que foi o cuidado dele com o meu filho que terminou de me conquistar. Depois de algum tempo de namoro, começamos a fazer planos juntos. Na época eu sabia que estava para ser mandada embora da corretora onde trabalhava (vou poupar a todos dessa longa história). Uma empresa de head-hunters de mercado financeiro havia me procurado e eu estava negociando uma posição em outra corretora. Finalmente recebi uma proposta para ser diretora comercial com uma pequena participação na sociedade. Foi então que meu marido me fez uma contra-proposta: parar de trabalhar para me dedicar à família. Decidi parar, e fiquei grávida em seguida.

A segunda gestação foi mais tranquila, pois meu marido me dava segurança. Fiz o pré-natal com outro ginecologista, que respeitou minha escolha pelo parto normal. Com 40 semanas e 3 dias, após muitas, muitas horas de trabalho de parto, nasceu meu segundo filho. Nossa família começou a crescer… Quando esse pequeno completou 1 ano e 3 meses, decidimos começar a tentar uma nova gravidez. Dessa vez fomos abençoados com uma menina, que chegou para dar um toque feminino na casa.

Estava satisfeita com a forma como os bebês nasceram, mas ainda sentia que um parto podia ser melhor que aquilo. Fui estudar o assunto e fiz um curso de doula. Meu marido e eu, empolgados, planejamos mais um filhote. Trabalhei voluntariamente numa maternidade paulista durante 6 meses, assisti a vários partos. Fiquei grávida e decidimos fazer o parto em casa. O nosso caçula chegou rodeado pela família, num ambiente calmo, cercado de amor… foi lindo!

O tempo passou, as crianças cresceram e eu fui estudar fotografia. Adorei a fotografia sensual, mas gostei ainda mais da fotografia de bebês. Continuei estudando e me especializei em fotografia de recém-nascidos. Abri um estúdio e hoje estou realizada trabalhando com crianças. Tantas voltas para quase retornar ao ponto de partida!

Eu era: metódica, obcecada por organização.


Depois da maternidade, eu sou: totalmente tolerante com a bagunça, com 4 filhos não dá para ser diferente e ser feliz. Aprendi a não julgar – é um exercício constante!, infelizmente nem sempre venço o primeiro impulso.


Como descobriu a primeira gravidez: falando com minha irmã ao telefone, eu chorando, ela perguntou se eu estava na TPM e só então me dei conta que minha menstruação estava atrasada. Fiz um teste de farmácia que deu positivo. Falei com meu pai e fui encontrá-lo para fazer outro exame para confirmar;


– a segunda: meu ciclo era bem regulado, com 28 dias… como sabia o que havíamos feito durante o mês, no 29º dia fiz um teste de farmácia e já fui brindada com o positivo;


– a terceira: como estávamos planejando a gravidez, novamente fiz o teste de farmácia ao perceber o atraso e já tive a certeza da gestação.


– e a quarta: demorei um pouco mais a perceber, pois havia planejado uma diferença de idade maior entre os bebês, mas o meu caçula tinha pressa e quis aparecer em nossas vidas 6 meses antes de eu começar a tentar. Entendi o atraso apenas após alguns dias e mais uma vez um teste de farmácia confirmou.


Qual a diferença de idade entre eles: o mais velho está prestes a completar 17 anos, o segundo tem 12, a terceira tem 10 e o caçula tem 7.


Pretende ter outros: adoraria, mas não penso em ficar grávida novamente… ainda sonho em adotar uma criança.


Trabalha: em um estúdio de fotografia próprio, e dou sequência ao trabalho editando as fotos em casa.


Em caso positivo, onde ficam as crianças: as crianças estudam em período integral, e quando não posso buscá-los o meu marido é quem vai.


Por que optou por isso: penso que numa escola a qualidade das informações que eles recebem é melhor do que se ficassem em casa, por melhor que fosse a estrutura na minha ausência.


Melhor distração: amo ler, quando tiverem um livro bom para indicar por favor não esqueçam de mim!
Ícone: minha mãe, com certeza!


Ser feliz é: ter Deus no coração, o resto vem naturalmente.


O maior sonho: que meus filhos sejam adultos felizes, honestos, educados, que valorizem a vida… e que vivam cercados de pessoas com os mesmos valores. E que todos sejam batizados! (falta um!!!)


Horas de sono por noite: de 6 a 7.


Uma dica para as futuras m@es: sigam sempre a sua intuição!!! E busquem muita informação, pois o conhecimento é fundamental.


Uma receita infalível para os pequenos: paciência, coerência, amor e firmeza. Sempre!


Um programa inesquecível: quando eram pequenos adorava levá-los ao teatro. Hoje os programas são mais variados, mas tudo o que fazemos juntos é inesquecível.


A viagem perfeita com os pequenos: fizemos muitas viagens maravilhosas com as crianças, a verdade é que nunca viajamos sem eles! Acho que a mais “diferente”, que marcou mais, foi uma viagem para Galápagos, onde conhecemos várias ilhas a bordo de um catamarã.


Giovanna X Giovanna: adoro aprender, estou sempre estudando alguma coisa, mas acho que a aprendizado maior vem com a vida. Amo minha família, sou louca por meus filhos e tenho uma admiração enorme pelo meu marido. Acho que sou boa mãe, mas a certeza disso talvez eu nunca tenha. Me dedico bastante a tudo o que faço, mas tenho sido relapsa com os cuidados comigo mesma – preciso melhorar nesse aspecto. Gostaria muito de deixar de ser sedentária, mas ainda não criei vergonha na cara para começar a frequentar uma academia. Sou essencialmente uma pessoa feliz, e grata a Deus por tudo o que tenho.

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categorias: Mãe da Semana

Giovanna Ricci – Entrevista Mãe da semana

Adorei o convite para ser a mãe da semana. Adoro o grupo, adoro o blog. É uma honra. Obrigada Kiki, obrigada, Rê!

Sou casada com o Mauro, tenho 30 anos, 2 filhos lindos – Davi de 4 anos e 2 meses e Martim de 1 ano e 8 meses, e estou grávida de 18 semanas da Luiza.

Trabalho numa agência de publicidade e amo o que eu faço. Impossível falar da Giovanna sem falar no trabalho e na família. Ambos são complementares e me tornam uma pessoa melhor e mais feliz!

Eu era: independente

Depois da maternidade, eu sou: uma pessoa melhor

Como descobriu a primeira gravidez: 1 mês antes do nosso casamento resolvemos liberar, pois achamos que demoraria um pouco… mas na primeira tentativa ficamos grávidos do Davi. Foi um susto maravilhoso.

e a segunda: quando o Davi completou 1 ano, eu resolvi tirar um sabático e investir na segunda gestação. Acabei imendando alguns projetos e na semana do aniversário de 2 anos do pequeno, soubemos que estávamos esperando o Martim.

e a terceira: o Davi sentou no meu colo e me contou que o Papai do Céu tinha nos mandando um presente, a Luiza. Eu quase infartei, pois não estávamos planejando… No dia seguinte fiz o teste de sangue e confirmamos que a Luiza estava a caminho.

qual diferença de idade entre eles: 2 anos e 6 meses entre Davi e Martim… se tudo der certo, serão 2 anos e 1 mês entre Martim e Luiza.

Pretende ter outros: sempre nos imaginamos com 3 filhos. Com a chegada da Luiza, a família ficará completa.

Trabalha: enquanto eu trabalho, os meninos ficam na casa da minha avó com a babá. O Davi fica meio período na escolar e o Martim começará em fevereiro.

Por que optou por isso: ficaria muito puxado para minha avó ficar sozinha com os meninos, e não queria deixar as crianças apenas com a babá.

Melhor distração: ler um bom livro.

Ícone: não tenho um ícone, procuro me espelhar em bons exemplos e em pessoas do bem.

Ser feliz é: ser você mesmo e não viver a vida dos outros.

O maior sonho: ver meus filhos adultos, felizes e realizados.

Horas de sono por noite: 8 boas horas!!! Isso até a Luiza nascer… hahaha

Uma dica para as futuras maes: siga sempre seu instinto maternal e não fique zangada com os palpites das avós… lembre-se que um dia você também será uma J

Uma receita infalível para os pequenos: manter a calma, mesmo que a situação seja crítica. Isso vale para tudo, desde quando ficam doentes até quando estão terríveis.

Um programa inesquecível: buscar o Martim na maternidade com o Davi. Ele ficou internado na UTI por 15 dias por conta da prematuridade. E eu nunca mais vou esquecer o olhar de ternura que o mais velho lançou ao ver o bebezinho.

A viagem perfeita com os pequenos: todas as viagens que fazemos para nossa casa em Avaré são perfeitas.

Giovanna X Giovanna: profissional, mãe, esposa, mulher, amiga, filha, neta…

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categorias: Mãe da Semana

Natalia Rinaldi – Entrevista Mãe da semana

Quando eu recebi o convite da Renata para ser a mãe da semana, além do susto pela surpresa, fiz imediatamente duas perguntas pra ela: ‘Vc está zuando?’ foi a primeira. Quando ela me confirmou dizendo ‘queremos mesmo você’, eu fiz a segunda: ‘tem limite de espaço’? hahahaha É porque a minha história é longa e meu poder de síntese inversamente proporcional a ela.

Por isso, duvido que alguém chegue ao final…..rs Então vamos lá.

Nada foi muito tradicional na minha vida. Sou a segunda de uma família de sete filhos. Convivi com perdas durante a minha vida toda e aprendi na marra a conviver com a dificuldade como se ela fosse parte da mobília da sala. Não me orgulho disso, de verdade, e óbvio que eu não queria que fosse assim. Mas foi.

Perdi um irmão aos 21 anos, assassinado em um assalto, não tive uma família Doriana e achava lindo minhas amigas com suas famílias tradicionais, como manda o figurino, todo mundo super junto, refeições na mesa de jantar….Desde que me entendo por gente minha mãe era doente e meu pai um homem ocupado. Até hoje trabalha de segunda a segunda e tem três folgas por ano que eu sei de cor: primeiro de janeiro, Sexta feira Santa e Natal. E isso sempre limitou muito a nossa convivência. Eles fizeram tudo o que puderam para nos dar a melhor escola que podiam, a melhor educação, a boneca da moda e sou muito grata a eles por isso…A meu pai, principalmente. O homem mais honesto e correto que eu conheci em toda a minha vida, que viveu para prover a família e sustentou e formou sete filhos trabalhando em um açougue. Ele nunca foi na festinha de dia dos pais da escola, mas reservava as tardes de domingo para os filhos mesmo sendo o dia de maior movimento e depois de uma semana inteira sem respiro. Era sagrado. Mesmo cansado, levava a gente para passear. Esse sempre foi o dia mais esperado da semana por nós. Diversas vezes ele dormia no passeio, no meio do filme dos Trapalhões, no circo ou no teatrinho. Holiday On Ice era pra rico, mas ele dava um jeito de levar a gente e comprar cata-vento na saída. Me ensinou a andar de bicicleta sem rodinha e a empinar pipa. A gente tinha o passaporte do Playcenter (era demais isso) e para tê-lo tivemos que tirar identidade muito cedo. A minha começa com 12 por causa disso rsrs. Íamos pelo menos um domingo por mês na Cidade da Criança para andar no minhocão. Até hoje não tive coragem de voltar lá. Quero muito levar meus filhos, porque soube aqui no Moms que está bem conservadinho, mas tenho certeza que passar por aquele portal vai me emocionar demais. É uma das minhas mais fortes lembranças da infância.

Hoje eu entendo que, trabalhar de sol a sol para dar aos filhos aquilo que ele nunca teve, era a maior demonstração de amor que ele conhecia e poderia nos dar. Mas eu trocaria tudo, sem pensar duas vezes, por um colo, por um conselho, por um beijo. Sempre fui carente e ele sempre foi muito durão, daqueles que se preocupavam muito com a gente, claro, mas se caísse não era pra ter frescura, ‘levanta e continua porque ninguém morreu’. Aprendi com ele a cair e levantar sem reclamar. E isso me ajudou a viver. Ser forte era uma obrigação.

Desde muito nova, lembro da minha mãe marcando médico. A gente brincava que o HC era o quintal da nossa casa. Cardíaca, fumante e hipertensa. Operou duas vezes do coração, numa época em que sair vivo de uma cirurgia como essa era quase um milagre. Na segunda operação ela sofreu o primeiro AVC, ainda no centro cirúrgico. Eu tinha 17 anos. Depois disso, nada voltou ao normal. Minha mãe era o centro da família, a que dava a última palavra e como ela mesmo dizia, uma pessoa ‘sacudida’. Depois do AVC, ficou dependente, mexeu com seu estado emocional e teve recuperação parcial dos movimentos do lado esquerdo. Deixou de cozinhar (ela adorava e a gente também), não dirigia mais, ficou mais nervosa, diferente.

Nossa educação sempre foi muito rígida e, mesmo meus pais sendo espíritas, estudamos em colégio de freira a vida toda. Até a sétima série, só estudei com meninas, meia até o joelho, sapato engraxado, vestido de prega. Quando os meninos entraram no colégio foi aquele frisson. Eu já estava na sétima série. Nunca fui de sair muito, a gente não podia. E conheci meu primeiro namorado na feirinha de artesanato da Pompéia. Comecei a namorar muito tarde para os padrões da época e tinha certeza absoluta que casaria com ele. Durou 4 anos e acabou. Casei com meu segundo namorado. Nesse meio tempo minha mãe teve o segundo AVC, eu tinha 25 anos. Do mesmo lado do cérebro, bem mais forte que o primeiro e que a deixou na cama por 13 infinitos anos.

Ela não pode ir no meu casamento. Meu pai também não foi. Era o sonho da vida dela ver as filhas casando na igreja, e o meu sonho era entrar de braço dado com o meu pai. Mas não deu. Me senti culpada por casar e fazer festa com ela doente. E convivi com essa culpa por muito tempo. Era como se não fosse justo ser feliz com minha mãe sofrendo daquele jeito.

Ela usava fralda, se alimentava com ajuda, falava pouco e tudo isso foi piorando com o passar dos anos, até chegar uma hora que ela não sabia mais quem era a filha que estava perto dela ou onde ela estava…E, devagarzinho, parou de falar e até de se alimentar. Eu e meus irmãos não falávamos disso com ninguém. Era a parte mais dolorida da nossa vida, uma dor particular.

E como a gente tinha que saber cair e levantar, não ficávamos nos lamentando sobre isso com ninguém. Não tínhamos o direito de reclamar. Cada visita na casa dela era uma dor sem fim. Convivi com a espera de sua morte por esses 13 anos. Fiz muita terapia para me libertar da culpa e conseguir seguir a minha vida. Ela morreu há 10 meses, segurando a minha mão. Até hoje quando fecho os olhos, eu lembro dessa cena. Ela estava consciente, fazia carinho no meu braço no minuto anterior. Foi e ainda é muito difícil. Acho que não vou me acostumar nunca com isso. Mesmo convivendo com a expectativa da sua morte, eu acho que no fundo eu nutria um sentimento de que ela estando ali, um dia a gente poderia ter a conversa que nunca tivemos e ela poderia ser a avó que nunca foi para os meus filhos.

Fiquei casada por 3 anos e meio. Sempre quis muito ser mãe e quando resolvemos tentar, começou a demorar mais do que o ‘normal’. Cada nova menstruação era frustrante pra gente. Até que descobrimos que meu ex-marido tinha varicocele e precisou operar. Depois da operação, eu já nem esperava mais que fosse possível, descobri que estava grávida do Nicolas. Só que uma semana antes, no meio de um casamento já super desgastado, também fiz outra descoberta que mudaria definitivamente os planos da minha vida. Meu ex-marido era dependente químico e eu não sabia. Então, a notícia da gravidez, tão sonhada por mim, não veio em um momento, digamos assim, muito feliz da minha vida. Fiquei sem chão. Não sabia o que fazer e perguntei muitas vezes para Deus porque ele tinha me dado um filho justamente naquele momento, depois de quase 3 anos tentando. Eu só fui descobrir mais tarde essa resposta.

Tentei ajudar meu ex-marido por um tempo, fiz de tudo, e quando percebi que ele não iria melhorar, pedi a separação. Grávida, minha mãe doente numa cama, cada irmã com sua vida, morando bem longe do meu trabalho, cheia de dívidas, mas pedi. Fui taxada de louca e cansei de ouvir coisas do tipo ‘ruim com ele, pior sem ele’. Mas não dava. Eu só pensava no meu bebê e na vida que eu queria dar para ele. E o LAR que eu queria não combinava com aquela doença. Foi aí que eu tive a certeza que Deus permitiu a gravidez naquele momento para me dar forças para me libertar.

Passei a gravidez inteira numa solidão terrível. Sala de espera de laboratório era especialmente difícil pra mim. Todo mundo com marido, mãe, alguém, e eu sempre estava sozinha. Não curti a gravidez como eu gostaria. Amei preparar a casa e a vida para a chegada do meu filho, mas sentia uma insegurança infinita diante do fantasma de ser mãe solteira. Esse sempre foi o pior medo da minha vida. Tanto que pra perder a virgindade eu fui no ginecologista um mês antes pra começar a tomar pílula antecipadamente, com medo de dar alguma coisa ‘errada’. Sempre planejei tudo com antecedência, tinha tudo esquematizado sobre o que fazer da vida no mês que vem ou daqui a 10 anos.

A volta pra casa depois do trabalho, não ter com quem conversar sobre enjôo, azia e o mal estar, alguém pra ajudar com a fivela da sandália, essas coisas simples foram difíceis de encarar.  Nessa altura eu já não tinha muita conversa com meu pai. Na verdade, acho que ele nunca aceitou minha saída de casa. Ele nunca deu abertura pra gente ter aquelas conversas sobre a vida, sabe? Especialmente sobre a minha. Eu só contei pra ele que tinha me separado e ele disse ‘a casa é sua se vc quiser voltar’. Foi muito bom ouvir isso, mas o dia a dia foi mesmo difícil.

Com medo de não dar conta de tudo sozinha, quis muito o parto normal pela recuperação ser mais tranquila. Me preparei pra ele, li tudo a respeito, fazia até exercício pra ajudar no ‘encaixe’ do bebê. Mas não deu. Tive bolsa rota e meu TP não evoluiu. Fui muito frustrada, chorando, para a cesárea. Nicolas nasceu lindo, enorme, as 22h17 do dia 31 de março de 2008. Foi o momento mais emocionante da minha vida. Eu nunca mais estaria sozinha. Eu perco o fôlego toda vez que relembro o que senti quando ouvi ele chorar pela primeira vez.

Passamos o primeiro ano só eu e ele. E hoje, olhando pra trás, eu nem sei como dei conta. Além da ajuda física pra carregar banheira ou revezar a madrugada, por exemplo, eu sentia falta de alguém para dividir as angústias e as alegrias desse momento. Não tinha pra quem pedir opinião se num episódio de febre eu esperava o efeito do remédio ou levava para o hospital. Ou abraçar de felicidade alguém quando ele sorriu pra mim, nasceu o primeiro dentinho ou deu os primeiros passos ao fazer 9 meses. A decisão era sempre minha, o risco, a responsabilidade, o cansaço. Mas por outro lado,  a alegria também era só minha. Não tivemos testemunhas.

Até que, quando o Nicolas fez 1 ano, como num passe de mágica, dessas histórias que bem serviriam de enredo para o Manuel Carlos, eu encontrei o ‘pai’ dele e meu atual marido. Eu tinha certeza que morreria sozinha e, de novo, a vida me mostrou que eu estava errada. Ele tinha se interessado por mim há alguns anos, ao me ver no elevador do trabalho, quando eu ainda era casada. Por isso, não se aproximou. Ele era de Brasília e estava prestando serviço em SP. Investigou para saber qual era o meu nome e, depois que voltou pra casa dele, me achou na internet. Eu tinha um blog. Ele soube por lá da minha separação e do nascimento do Nicolas, época em que eu resolvi encerrar a conta. No meu post de despedida deixei meu email para que, se eu tivesse algum ‘leitor’ (eu duvidava disso), pudesse entrar em contato comigo. E ele era um dos meus leitores até então imaginários rsrs Conversamos pelo MSN, depois por telefone, até que um belo dia ele desembarcou de mala e cuia em SP. Largou dois empregos e a família e veio morar comigo. Antes de ser meu marido, foi o pai que o Nicolas nunca teve. E eu morri de amor por isso.

Estamos juntos há 5 anos e, se dessa vez os meus planos derem certo, quero morrer ao seu lado. O Nicolas sempre foi nossa maior felicidade. Começou a chamar o Wesley de pai naturalmente, é o pai dele por direito, por afinidade e por exemplo. E eu serei sempre grata a ele por isso.

O Ni sempre foi um menino muito agitado. Demorou muito pra falar e eu nunca me conformei com isso. Sempre achei que tinha alguma coisa errada. Ele não atendia quando chamávamos pelo nome, não prestava atenção quando eu falava com ele… até que cheguei a desconfiar que ele tinha algum problema auditivo. Fiz vários exames, mas ele não tinha nada físico. Pensei que era TDAH porque ele não se concentrava muito nos brinquedos, não conseguia ficar parado. Mas ninguém bancava o diagnóstico. Por causa da agitação e fala atrasada, coloquei ele na fono e na psicóloga por minha conta. E nesse meio tempo virei meu filho do avesso. Eu parecia uma louca porque eu precisava saber o que ele tinha, precisava cuidar dele. Passei por 4 pediatras e cansei de ouvir ‘mãezinha, cada criança tem seu tempo’, ‘ele é um molequinho, não tem nada’…. Mas eu sabia que tinha alguma coisa. A gente sempre sabe.

Fiz tomografia, eletroencéfalo, passei em neuro, fiz teste neuropsicológico, neuromotor, exame auditivo, sangue, urina, ultrassom, bera, tudo, tudo. Sempre tinha uma carga pesada pra mim nessa rotina de clínicas e hospitais porque, como ele não ficava quietinho, sempre era necessário anestesiá-lo. E eu ficava destruída com isso, morria de medo.  Até que cheguei na nossa atual pediatra que, com a pasta dos exames e testes na mão, me encaminhou para um neuro da sua confiança. Nessa época o Wesley tinha passado em um concurso público, trabalhava em outra cidade e vinha só de fim de semana pra casa. Fui sozinha com o Ni na consulta e recebi a notícia: ‘seu filho está no espectro autista’. Como assim? Aquelas crianças que se balançam? Que repelem contato? Meu filho não fazia nada daquilo, ele só não falava direito e era agitado.

Eu nem sei como voltei pra casa nesse dia. Liguei primeiro pro meu pai que me disse as coisas mais lindas que eu poderia ter ouvido naquele momento na linha do ‘levanta que ninguém morreu’. Mas nisso ele estava errado. Eu tinha morrido, e comigo o filho que eu idealizei. Aquele que iria fazer intercâmbio, faculdade, me daria netos…Fiquei três dias sem dormir, eu só chorava e lia. Li tudo o que eu podia sobre isso. Eu não sabia nada sobre o autismo, como talvez a maioria de vcs, até que se tenha alguém próximo no espectro. Fomos em outros dois médicos. Um negou e o outro confirmou o diagnóstico. E depois desses três dias, movida de uma força que eu nem sei da onde vinha, eu decidi viver para torná-lo a pessoa mais independente possível. Meu objetivo de vida era ajudá-lo a se comunicar e  ser feliz. Juntei os caquinhos da minha alma e fui renascendo aos poucos. Meu amor era todo pleno para aquele filho real que eu tive a honra de ter, do jeito que ele é. Pude então perceber que ele era muito, mas muito mais do que aquele que eu sonhei.

Focamos nos tratamentos e hoje ele está com 6 anos, quase totalmente alfabetizado. Aquele primeiro médico que fechou o diagnóstico disse que, provavelmente, ele não iria se alfabetizar. Cada etapa da vida dele é um desafio novo, uma incógnita se ele vai ou não dar conta, se vai conseguir. Primeiro foram as palavras, depois formar frases, depois contar o que acontecia ao seu redor, saber identificar e explicar sentimentos, aprender as letras, escrever o nome. …Hoje ele escreve bilhetinhos, como eu fazia na idade dele, para mim, para o pai, para os amiguinhos <3 Sabemos que cada nova fase vai exigir um pouco mais da gente do que se ele fosse uma criança neurotípica, mas o prognóstico é ótimo, segundo o médico. Hoje eu ouvi do psiquiatra dele que, talvez, ele seja um adulto com uma ou outra dificuldade maior do que a maioria, mas tem total condições de se desenvolver, de se relacionar, de ter um sustento. E por isso hoje foi mais um dia na lista dos mais felizes.

O Nicolas é a minha maior realização, meu maior orgulho, meu maior professor. Eu aprendo com ele todos os dias e não me canso de agradecer a Deus por ser a mãe dele. Não vou dizer que é fácil, porque não é. Mas eu tenho certeza absoluta que o meu amor por ele é capaz de transformar tudo.

Nicolas ganhou um irmão há 1 ano e 9 meses. Mesmo com chances de também ser um bebê do espectro, porque há um componente genético no autismo, resolvemos aumentar a família. Bernardo é nosso bebê anjo, nasceu lindo também, e enche nossa casa de alegria. O segundinho é infinitamente mais fácil, a gente faz tudo com o pé nas costas. Pra mim, então? A diferença de como foi com o primeiro é absurda, faço tudo dando risada rsrs

A maternidade mudou a minha vida, minha relação com o mundo, minha essência. Finalmente eu tenho hoje a MINHA familinha Doriana, com problemas como todas, mas faço questão de todo mundo junto na mesa de jantar.

Eu era: controladora. Planejava tudo. Projetava o dia seguinte e minha vida daqui uns anos. Se ia viajar, eu fazia até tabela com as combinações de roupa que eu usaria se estivesse geando, frio, calor, médio calor ou tostando.

Depois da maternidade, eu sou: Mais flexível e infinitamente mais feliz. Eu aprendi que não tenho o controle de tudo e que nem tudo depende da minha vontade. Posso não controlar ou planejar a vida, mas o amor que eu sinto pelos meus filhos me faz sentir a Mulher Maravilha.

Como descobriu a primeira gravidez: teste de farmácia. Repeti cinco vezes e fiz dois Betas pra ter certeza.

E a segunda: teste de farmácia. Decidimos tentar em um mês e engravidamos no seguinte. Imaginei que, como na primeira, poderia demorar. Mas foi super rápido. Nem chegou atrasar, fiz o teste um dia antes do previsto para menstruar. Marido ficou na sala esperando. Duvidamos no primeiro teste porque a segunda linha estava clarinha. Também repeti várias vezes no dia seguinte e, a cada novo resultado, a linha ia ficando um pouquinho mais forte enquanto nossa felicidade foi aumentando na mesma proporção. Foi lindo.

Qual a diferença de idade entre eles: 4 anos e 9 meses

Pretende ter outros: não. Sou muito feliz em ser a rainha da casa. Mimadíssima pelos meus meninos.

Trabalha: sim. Depois de uma vida inteira no mundo corporativo, resolvi mudar de vida depois do Bernardo. Há 1 ano meu esquema é home office.

Em caso positivo, onde ficam as crianças: Bernardo vai para o berçário e o Nicolas estuda a tarde. Como está maiorzinho, eu consigo trabalhar com ele em casa na parte da manhã.

Por que optou por isso: Depois que decidi mudar o ritmo da vida, imaginei que conseguiria me dedicar ao trabalho em casa e cuidar deles ao mesmo tempo. Não deu. Senti culpa no começo (novidade), mas sei que não conseguiria de outra forma. Mesmo com o menor no berçário, consigo fazer uns horários flexíveis, leva-lo mais tarde, buscá-lo cedo, faço lição de casa e estudo com o maior, tento equilibrar melhor minha vida para conseguir trabalhar em casa e estar mais perto dos dois.

Melhor distração: ir ao cinema sozinha. Adoro. Volto outra pessoa.

Ícone: admiro muitas pessoas, muitas mesmo, mas não tenho UM ídolo. Procuro me espelhar nos melhores exemplos e pegar o melhor de cada um e tento aplicar na minha vida.

Ser feliz é: ouvir meus filhos me chamando, vê-los brincando juntos (morro de amor), sentar na mesa nós 4, deitar na cama nós 4, andar de mãos dadas em corrente…as menores e ao mesmo tempo as mais grandiosas coisas da minha vida.

O maior sonho: um mundo onde as diferenças entre as pessoas sejam respeitadas. Onde ser diferente não seja sinônimo de segregação. Tenho muito medo do meu filho sofrer preconceito, de se sentir diminuído, de não ter oportunidade de mostrar que ele é muito maior do que o autismo, por exemplo.

Horas de sono por noite: acordo muuuuito cedo por causa do meu trabalho. E só consigo dormir depois que os dois já foram pra cama. Isso significa sono de 6h, com sorte L

Uma dica para futuras mães: mãe feliz, filho feliz. E mãe perfeita não existe. Vc vai errar, mas vai acertar muito também. Não tente seguir o modelo de mãe ideal que um dia fizeram vc acreditar que existe, porque ele não existe. Somos humanas e falíveis, por consequência.

Uma receita infalível para os pequenos: confie no seu instinto. VOCÊ é a mãe, ninguém conhece o seu filho como você. Escute sua intuição, faça o que VOCÊ achar melhor pra ele. VOCÊ sabe se tem algo errado e VOCÊ provavelmente também saberá o que fazer nessa hora.

Um programa inesquecível: estávamos andando de carro e o Nicolas leu o primeiro letreiro da rua ‘Unip’ rs Eu nem sei mais onde a gente estava indo ou o que iríamos fazer. Só sei que depois dessa hora, a gente mudou os planos e fomos comemorar.  Foi uma emoção louca, fiquei pedindo pra ele repetir o que tinha dito umas 50 vezes kkkk

A viagem perfeita com os pequenos: a primeira vez que levamos o Nicolas na praia. A reação dele foi a coisa mais linda do mundo. Na expectativa de como será com o Bernardo

Natalia X Natalia: Tão difícil falar de mim…. Então eu acho melhor dizer o que as pessoas dizem de mim. Meu ex-chefe sempre me chamou de ‘raçuda’, e usava isso para me definir como profissional e como pessoa. Praticamente todos os meus amigos me acham engraçada. Tive a fama conquistada na infância de ser ‘inteligente’ só porque eu era CDF. Mas há uma grande diferença entre ser CDF e ser inteligente, mas tudo bem. Talvez por querer sempre fazer melhor e direito, algumas pessoas da família me acham ‘metida’ e confesso que fico bem chateada com isso. Aliás, amar alguém ou me magoar mortalmente são coisas muito fáceis de acontecer comigo. Sou vaidosa, carente e prática. Talvez qualidades minhas sejam a resiliência e a persistência. Eu não desisto fácil. Pode demorar a vida inteira, mas se eu quero muito uma coisa, eu dou o sangue mesmo até conseguir. Uns chamam isso de teimosia, mas como inacreditavelmente eu acabei conquistando as coisas mais impossíveis sendo assim, considero uma qualidade 😉

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