Posts publicados

categorias: Mãe da Semana

Entrevista especial – Glenda Kozlowski

A entrevista especial de hoje é com a querida Glenda Kozlowski!!!

Glenda tem 40 anos, 2 filhos, o Gabriel  de 19 anos e o Eduardo de 10.

Sua paixão pelo esporte começou ainda na infância, com o incentivo do pai e iniciou surfando na modalidade bodyboarding. depois cobriu algumas Olimpiadas e Copas do Mundo e hoje é apresentadora do programa ESPORTE ESPETACULAR.

Você sempre sonhou em ser mãe? Como foi a descoberta da gravidez?

Fui mãe tão cedo que nem deu tempo pra sonhar! Risos. Aos 19 engravidei. As 20, Gabriel nasceu. Mas posso dizer que nos 9 anos seguintes desejei ter mais um. 10 anos depois do Gabriel, Eduardo nasceu. A primeira, no susto né? Eu ainda pegava onda. Surfei nos 4 primeiros meses de gestação. Descobri a gravidez tarde. Nem me tocava em fazer contas e saber a data da última menstruação. A segunda foi mais madura. Calma. Consciente. Uma emoção diferente. Durante a primeira gravidez, perdia a minha mãe. Aos 19 anos, lidar com vida e morte não é nada prazeroso. Dentro de toda história triste existe nem que seja um pingo de felicidade, o meu pingo, era quando o Gabriel mexia. Era como se Deus me mandasse um recado: segura as pintas porque vai dar tudo certo. E deu. A segunda gravidez, descobri com teste de farmácia. No banheiro da firma. Foi uma alegria porque já estava querendo há anos. Gabriel e Eduardo, meus filhos.

Como é conciliar a carreira com a maternidade?

Talvez essa parte seja amais complicada. Gabriel nasceu eu tinha 20 anos. Trabalhava em televisão. Jornalista. Sem horário certo, fim de semana, feriado. Entrei na Globo, Gabriel tinha 3 meses de vida. Hoje em dia eu tenho-a maturidade de olhar pra trás e perceber que não conciliei, apenas deu certo. Não foi fácil não. Eu resolvi começar a dizer “alguns poucos não” no trabalho, depois de passar um fim de semana de folga, algo raríssimo, e não saber sequer o que o Gabriel gostava de comer. A partir deste dia, eu falei, está tudo errado. Preciso encontrar um equilíbrio. Mas como né? Como diz isso ao seu chefe? Consegui. Depôs que somos mães, de verdade, aprendemos que o dia tem 24 horas e que você só é dona das suas horas quando dorme. Risos. Nos acostumamos com isso. A mulher é de fato, feita para se doar. A nossa essência é essa. Para a família, para o trabalho, para o bichinho de estimação, sempre nos doamos. Até as mais solitárias.

O que mudou na sua vida com a chegada do bebe?

Na primeira gravidez, a falta de sono. Porque o trabalho, o dia a dia era o mesmo.
Na segunda, tudo. Lidar com 2 não é fácil não. Risos. Mesmo com 10 anos de diferença. Horários, conversas, programação, tudo muito diferente. Viva a maturidade pra botar tudo isso no liquidificador e dar certo. Risos.

O fato de ser uma pessoa pública “atrapalha” sua vida pessoal e do seu filho de alguma forma?

Não, sempre procurei criar os meus filhos com essa realidade. O Eduardo, na Disney, fazia bullying comigo, me chamava de Minie !!! Entrava nas fotos também. Enfim… Eu sempre carreguei os meus filhos comigo. Eles são parte da minha vida, dentro de casa e fora dela. É isso, infelizmente, nos dias de hoje, tem seu lado bom e o seu lado ruim. Eles precisam aprender a conviver com a realidade da família. Seja ela qual for.

Pretende ter outros filhos?

Posso ter. Não pretendo. Se tiver que ter, terei.

Tem alguma dica para as mães?

É aquela velha e já sabida frase: aproveitem porque passa MUITO rápido. E outra que agora, sinto na pele, já que o Gabriel está com 19 anos, criem seus filhos para o Mundo, um dia eles vão embora e precisam estar bem preparados para enfrentar o mundo lá fora. E vou dizer, não está fácil. Reforcem os valores, os princípios, a educação. EDUCAÇÃO E BERÇO. O mundo lá fora está selvagem demais.

Pode dar dicas de cuidados e beleza para as mamães?

Beleza? Grávidas…não bebam, não fumem, tenham uma gestação saudável, a conta chega depois, risos.
E para nós, mães, boa alimentação e exercício físico pra sempre. Chegar aos 40 é do balacobaco. Sejamos felizes. Meditação, ajuda muito. Prático, há anos, todos os dias. Beijo grande e boas escolhas. Elas interferem ao longo do caminho.

glenda6

glenda glenda1 glenda2 glenda3 glenda4

*Imagens cedidas do arquivo pessoal da apresentadora.

categorias: Mãe da Semana

Entrevista especial – Carol Minhoto

Sou a Carol Minhoto, apresentadora do programa Você Bonita da TV gazeta! Sou mamãe do João Paulo de 2 anos e um mes! Amo minha profissão e sou grudada com minha familia! Ser mãe e o meu melhor papel!

Você sempre sonhou em ser mãe? Como foi a descoberta da gravidez?

O sonho de ser mãe sempre existiu! Respeito todas as escolhas, inclusive das mulheres que optam por não ter filho, mas realmente ser mãe completa a vida de uma mulher! Sou muito feliz e realizada com esta decisão e benção na minha vida!

Fiz o teste em casa, sozinha! E não acreditava! Como queria fazer surpresa para o maridon e para familia, não podia ligar pra ninguém! Então liguei pra minha medica! Que ficou muito feliz! E comemorei com meu Frederico (filho peludo)!!! Foi demais!

Como é conciliar a carreira com a maternidade?

É uma tarefa dificil, mas extremamente prazerosa! Tem coisa melhor do que passar bons exemplos  para os filhos? E ter uma profissão, trabalhar e amar o oficio, considero um grande exemplo! Hoje o João entende que saio para a TV para trabalhar e ganhar “tu tu” (como ele diz), para passearmos!

Tive uma sorte muito grande. Sou grata eternamente a TV Gazeta, que permitiu que o João me acompanhasse durante todo seu primeiro ano de vida, no meu camarim! Ele ficava la enquanto eu estava ao vivo no estudio! Consegui amamentar, depois curtir a fase das papinhas, e depois das comidinhas! No camarim deixei berço, cadeirão… Tudo para que ele tivesse um super conforto! Apos essa fase meus pais me ajudaram muito ficando partes do dia com ele e hoje ele tem uma rotina na escolinha que é demais! Então acho que a decisão de conciliar a maternidade com a carreira vale a pena!!!

O que mudou na sua vida com a chegada do bebe?

A vida ao lado do meu principe, é incrível! Tudo muda com a chegada do bebe, principalmente, descobrir o quanto podemos amar alguém! Tudo hoje é pensado de acordo com ele, com sua rotina e suas atividades! O casamento então, fica muito melhor!!!

O fato de ser uma pessoa pública “atrapalha” sua vida pessoal e do seu filho de alguma forma?

Não acho que ter a imagem publica nos atrapalha… Mas mantenho a segurança dele em primeiro lugar. Não digo onde ele estuda, não posto fotos de uniforme e na escola eles tem o maior cuidado com isso. Mas acho que deve ser uma preocupação de todas as mães! No geral, ele recebe também muito carinho de fãs minhas e isso e bem bacana.

Pretende ter outros filhos?

Sim!!! É muito amor! Vou amar multiplicar esse amor! Mas ainda não! Quero curtir muito o João, para depois poder ser tão presente na vida de outro filho, quanto sou na dele!

Tem alguma dica para as mães?

Dificil dar dica para outra mãe… Eu sou daquelas que não julgo nenhuma mãe jamais, que todas tomam decisões, por que aquilo é a maneira encontrada por elas, para tudo dar certo! Então eu digo que sigam o coração! Mãe não erra quando segue o coração!

Pode dar dicas de cuidados e beleza para as mamães?

Tenho alguns cuidados já ha alguns anos, mesmo antes de ter o João. Mas claro que depois de ter bebe, o corpo muda… Tudo muda! Então acho que o esforço para ficar bem, tem que ser ainda maior, do que antes!

Não abro mão de exercício e de uma alimentação saudavel. Mãe feliz, filho feliz e marido feliz!!! “Happy wife happy life” rsrsrsrs ou seja, estar com a auto estima alta, pode favorecer tudo em casa!

Sou a favor do esforço e da dedicação. Não e fácil, mas a recompensa vale a pena no espelho e nos exames!

Pra pele acho que manipulações bem feitas para o rosto e barriga, também garantem bons cuidados. Mas no geral, cuidar da alimentação é mais da metade do caminho!!! Além de sermos exemplos para os filhos… Vale a pena!

 

carol-minhoto-1 carol-minhoto-2 carol-minhoto-3

 

categorias: Mãe da Semana

Emanuelle Dias – Entrevista Mãe da semana

Nossa! Estava deitada no sofá, já era tarde e estava fazendo Lorena dormir. Tinha acabado de postar no grupo quando recebi um inbox da Renata… Quer ser mãe da semana? Confesso que sempre vi as historias das mães da semana e pensava, será que um dia eu serei a mãe da semana? E se for, o que eu vou falar? E aconteceu……fiquei feliz, agradeci e já comecei a pensar no que eu escreveria….o que eu poderia falar de mim, da minha história….

Meus pais são cariocas, casaram-se e vieram morar em São Paulo. Eram donos de um Colégio em Moema…estudei minha vida inteira lá e morei no bairro muito tempo, aprontava um monte, deixava meu pai doidinho na escola, kkkkkkk. E não me lembro bem quando comecei a trabalhar lá. Mas, eu já saia da aula e ficava na secretaria atendendo os pais, alunos..enfim…trabalhei no Colégio até 2002, quando resolvemos fechar. E aí cada um foi para um lado. Passamos por um período turbulento, meus pais chegaram a se separar, sofremos, seguramos a barra da minha mãe por que, pra ela estava sendo muito difícil. Até que um ano, não sei bem qual também….o amor prevaleceu e meu pai voltou para casa.  E mesmo com todos os defeitos e depois de tudo que passamos, recebemos ele de braços abertos, sem mágoas. Minha mãe sempre quis isso. E se ela que foi a maior prejudicada conseguiu perdoá-lo por que não conseguiríamos?

Eu sou a caçula de três irmãs….meu pai sempre sonhou em ter um menino e em cada gravidez era uma super expectativa…mas como ele diz, nunca brotou, só rachou rsrsrsrrs!

Tenho mais duas irmãs e temos pouca diferença de idade, a mais velha Marcelle, 42 anos, a Danielle, 38 anos e eu, 36 anos. A Ma namorou a vida inteira, desde os 13 anos. Engravidou com 24 anos, de gêmeos. Em 1997 nasceu Olivia e Ian, meus amores. Sou Dinda do Ian e ele é o xodó já que é o único menino. Eles foram amor a primeira vista….um sentimento que jamais imaginei que existisse. Ela se separou em seguida, mas logo depois conheceu o Ale, meu cunhado e juntos tem a Luiza, quase 4 anos. Dani foi à única que casou na igreja, véu, festa super tradicional. Uma festa linda, amo casamentos, mas nunca foi o meu sonho. Da união dela com o Junior, nasceu a Isabela, quase 5 anos. E enquanto elas namoravam, casavam, eu curtia a vida…

Eu sempre fui super social, rodeada de amigos, independente, saia para tudo quanto era canto, viaja com os amigos, dormia cada semana na casa de uma amiga….aproveitava tudo. Loucuras mil…sempre fui de topar tudo. Minha mãe ficava loucaaaaaaa comigo.

Em 2008 fui morar sozinha. Meus pais se mudaram para uma casa que fica dentro de São Paulo, mas um pouco mais distante. Marcelle foi morar com o Ale, Dani casada e eu me virei. Achei um aptº delicioso para alugar, num bairro que nunca antes tinha ido, a Praça da Arvore.

Lá fiz vários amigos. Tinha um “pé sujo” na frente do meu prédio e foi lá que conheci meu marido em 2009. Ele me convidou para jogar “palitinho” e ficamos bebendo cerveja….Já na madrugada, depois de tantas cervejas e insistência por parte dele, acabamos ficando.

Pra mim, tinha sido só um beijo, mas trocamos telefone, mensagens, papos de madrugada e fomos nos conhecendo….até que um dia sai de um chá de bebê de uma amiga , já meio altinha e resolvi ligar pra ele. Ele passou em casa e depois desse dia não nos desgrudamos mais. Depois de 1 mês de namoro ele já estava morando em casa. Temos uma diferença de idade de 4 anos, eu mais velha! No meu subconsciente já existia a vontade de ser mãe e ele se achava ainda muito novo.

Eu não tomava pílula, não usávamos camisinha….como eu dizia, tomava apenas cuidado, rsrsrsrrs! Quando eu achava necessário, tomava uma pílula do dia seguinte.

Até que em 2011, fiquei dois meses sem menstruar. Achava que estava com algum problema hormonal. Na época estava tomando remédio para emagrecer, tinha passado com o médico e ele me receitou subtramina. Tomei por 1 mês (no mesmo mês que estava atrasada) e quando voltei no retorno não tinha emagrecido NADA. Avisei que estava com a menstruação atrasada e que tinha tido uns enjôos. Ele disse que era normal, pois havia muito tempo que não tomava esses tipos de remédio. Mas, me perguntou se eu queria fazer um teste de gravidez. Não fiz..imagina…não estava grávida (na minha cabeça). Ele me receitou novamente a subtramina, mas achei melhor não tomar, vai que….

No segundo mês atrasada, marquei consulta no ginecologista e dois dias antes da consulta eu e o Rafa decidimos comprar um teste de farmácia, pois a essa altura meus amigos do trabalho, meu chefe, já tinham a certeza que estaria grávida.

Dito e feito….fiz o exame, dois tracinhos apareceram em segundos. Um misto de sensações, medo, alegria, eu chorando de um lado e meu marido do outro lado, no quarto escuro pensando….rsrsrsrs

Na consulta com o médico fizemos o ultrassom. E lá estava meu baby de já com 12 semanas, dando cambalhotas na minha barriga, coração batendo a mil e olhávamos desacreditados. Sim, estávamos grávidos!

Contei para minha mãe pelo telefone. Pedi para meu pai pegar na extensão e contei que eles seriam avós novamente. A primeira coisa que minha mãe falou foi “graças a Deus, achei que   fosse morrer e não conhecer seus filhos”, kkkkkkkkkkk!

Hoje temos a nossa Lorena. A alegria da nossa vida, um amor que aumenta a cada instante, meu marido é enlouquecido por ela e hoje já não consigo imaginar como vivi tanto tempo ser ter um filho. Costumo dizer para as minhas amigas que estão pensando em engravidar que se eu soubesse que era tão bom, já teria tido há muito tempo.

Tive a Lorena de cesárea, por opção minha no dia 12/01/12, com 38 semanas e meia…foi um parto super tranqüilo, sem dor no pós parto. Amamentei exclusivo até o final do 6º mês. Após minha licença maternidade, Lorena ia comigo trabalhar (sim, tenho o melhor chefe do mundo) e assim conseguia amamentar. Ela foi comigo até o 7º mês, após isso deixei Lorena com a minha sogra (que eu amo), as tias do meu marido e a mulher do meu cunhado. Elas se revezavam no cuidado com a Lorena.

Lolo é neta única por parte do meu marido….imaginaram né? Super paparicada e amada.

Do meu lado, não menos paparicada e amanda, Lolo é a neta caçula. Tenho mais 4 sobrinhos lindos, Olivia, Ian, Isabela e Luiza. Ian o único homem rodeado de mulheres, torce para nunca perder o reinado.

Agora estou na luta tentando convencer meu marido a ter o segundinho……ta difícil!!!!!

Eu era: Feliz, sem grandes responsabilidades, baladeira, bagunceira e sem juízo.

Depois da maternidade, eu sou: Tento ser menos bagunceira, sou bem mais caseira, cheia de responsabilidades e muuuuuuuito feliz. Ah, e bem mais ajuizada!

Como descobriu a gravidez: Em casa, a noite, com um teste de farmácia depois de 2 meses com a menstruação atrasada.

Pretende ter outros: Sim. Queria ter pelo menos 3 (que sonho). Mas, pelo marido ficamos só com a Lorena. Estou na fase de convencê-lo a ter pelo menos mais um!

Trabalha: Sim. Trabalho com agenciamento artístico e RP. As vezes trabalho a noite, de final de semana, é bem corrido! Mas, meu marido super ajuda nesses horários. Ele é super parceiro.

Em caso positivo, onde fica as crianças: Lolo até os 2 anos ficou com a minha sogra, tias e a mulher do meu cunhado. Elas se revezavam. Desde o ano passado, Lorena fica na escola das 8h as 16h.

Por que optou por isso: Acho o convívio com outras crianças super importante. Lorena mudou depois que entrou na escola. Ficou bem mais comunicativa.

Melhor distração: Reunião de amigas com um bom vinho. E, mostrar coisas novas para a Lorena e ver a carinha de felicidade.

Ícone: Meus pais! Não sei como eles conseguem ter pique para fazer tanta coisa com 70 (meu pai) e 65 (minha mae) anos. Eu com 36 não tenho metade do pique que eles tem. Muito orgulho deles!

Ser feliz é: Ter saúde e estar junto com as pessoas que amo.

O maior sonho: Ver a Lorena crescer com saúde e poder proporcionar sempre o melhor para ela.

Horas de sono por noite: Lorena é super dorminhoca, desde RN. Final de semana ela chega a dormir 12 horas seguidas e a mamãe aqui aproveita!

Uma dica para as futuras mamães: saber ouvir, saber explicar, paciência, muuuuuito amor e siga seu coração e sua intuição sempre. Saber filtrar todos os palpites, eles aparecem de todos os lados.

Uma receita infalível para os pequenos: Dedicação, amor, respeito, atenção, compreensão e saiba que tudo acontece no tempo certo que tem que acontecer.

Um programa inesquecível: Todos os programas em família são incríveis. Sempre acontece uma coisa nova e vira uma lembrança pra sempre.

A viagem perfeita com os filhos: Ainda não fizemos uma grande viagem. Já fomos para o Beach Park, sempre viajamos para a praia e Lorena ama. Ela sempre pede para ir para o Hotel, kkkkkkkk. Estamos programando uma viagem para a Disney ano que vem…Se o dólar ajudar!

Emanuelle X Emanuelle: ai que difícil!!!!! Sou a típica libriana indecisa, pra eu escolher qualquer coisa é tããããão difícil. Sou Amiga, parceira pra tudo, calma, mas quando to nervosa….sai de baixo! Tenho memória curta e perdoou fácil! Faço de tudo para levar uma vida leve e feliz. Sem neuras e DR´s.

emanuelle-dias emanuelle-dias-1 emanuelle-dias-4 emanuelle-dias-5 emanuelle-dias-3

categorias: Mãe da Semana

Marina Mazzucco Santana – Entrevista Mãe da Semana

Bom, vamos lá! Rs

Me chamo Marina, tenho 34 anos e sou publicitária! Tá aí um bom começo, publicitária! Ou melhor a faculdade de publicidade! Escolhi isso pois já trabalhava na empresa do meu pai, uma emissora de rádio, depois de trancar a faculdade de engenharia elétrica e morar sozinha por dois anos, lá fui eu pra FPM, uma faculdade sem muito reconhecimento, o que pra mim que estudei muito a vida toda e tinha uma federal como meta de vida era impensável, mas enfim fui parar lá, e depois de fazer grandes amigos que levo pra vida toda, no último ano conheci o Mauricio, um dos meus professores, lindo, Inteligente, e com uma voz maravilhosa, sim a voz é uma coisa que me chama atenção nas pessoas! 10 anos mais velho que eu, já havia sido casado e com um filho de 13 anos, se eu for falar tudo que aconteceu aqui vai virar um livro, enfim, nos apaixonamos, e quando me formei, assumimos!

Namoramos por 3 anos e meio, e casamos, esse ano faz 10 anos que estamos juntos e apaixonados! O Mau nao queria casar e nem ter mais filhos, deu pra ver quem manda aqui ne? Rsrsrs depois de dois anos de casados, juntos decidimos que era a hora, logo veio um teste positivo, mas algo me dizia pra não me empolgar, dito e feito, a gravidez não evoluiu, fiquei triste óbvio, mas não foi nada traumatizante, sabia que era comum, várias amigas tinham passado por isso, não precisei de curetagem e meu médico disse pra esperar um ciclo e já poderia tentar de novo, e dois meses depois, as duas linhas mais lindas do mundo apareceram, no dia 05/01/2010! fiz sexagem com 9 semanas porque eu não me aguentava de curiosidade e então descobrimos o Theo!

Tive uma gravidez tranquila, tudo dentro do normal, ele nasceu perfeito, enorme e lindo, claro! Rs sempre foi um bebê facil, dorme muito, come bem, tudo aquilo que a gente quer que seja! Foi muito precoce, nasceram os primeiros dentes com 3 meses, com 8 meses começou a andar e com pouco mais de um ano já contava histórias, ele encheu toda nossa família de alegria!

Quando ele estava com dois anos e meio decidimos começar a tentar o segundo, fui ao médico para os exames de rotina, saí de lá com a notícia de ter um cisto de 6 cm no ovário, guia pra fazer muitos exames com a desconfiança de uma provável endometriose! 40 dias depois, com exames inconclusivos, fui submetida a uma biópsia e “acordei” com câncer de ovário!

Logo que a cirurgia acabou, eu ainda estava sedada, e meu médico já avisou o Mau que era um tumor com aspecto maligno , porém ainda precisavam do resultado pra confirmar e então Mau guardou com ele por 10 dias essa notícia, e no dia 04/06/2014 eu ouvi o que eu nunca na minha vida pensei em ouvir: você está com câncer!

Fiquei sem chão, não poderia mais ter filhos e ainda teria que enfrentar tudo o que vem junto com essa doença, não foi fácil, mas costumo dizer que eu tinha mais medo de ter câncer do que eu tive de enfrentá-lo!

Chorei muito, a primeira coisa que veio à minha cabeça foi que eu ia morrer e deixaria o Theo sem mãe! Mas aos poucos tudo foi se ajeitando, agradeci muito por ser comigo e não com ele e decidi que eu faria o impossível pra passar por isso da melhor maneira possível, e então veio a primeira quimio, raspei a cabeça, e coloquei uma prótese pensando no Theo, não queria assusta-lo, mas o verão chegou e resolvi parar de usá-la, ele estranhou claro, mas logo se acostumou e adora me ver usando lenço, fala que sou a Izy do Jake e os piratas!

A primeira etapa acabou em outubro, foram seis sessões pra ver se o tumor reduzia e tornava possível a cirurgia, em novembro os exames comprovaram que tudo tinha corrido como o previsto e a cirurgia foi marcada, dia 06/12/2014 entrei no centro cirúrgico as 8 da manhã e saí as 8 da noite, como o tumor era atrás do ovário estava muito próximo do intestino e bexiga e tinha também um menor na parede abdominal, bem no umbigo, então pra tirar tudo com a margem de segurança foi preciso tirar uma parte da bexiga, uma parte do intestino e uma parte do músculo e gordura do abdômen.

A cirurgia foi um sucesso, fiquei 2 dias na UTI e mais seis internada, voltei pra casa com sonda, dreno, um corte vertical de 30cm no abdômen e uma saudade do Theo que não cabia em mim! Dia 23 de dezembro fui tirar os pontos e buscar o resultado da biópsia, e então ganhei o melhor presente de natal da minha vida, ouvi do meu médico: Marina nós vencemos! Com a cirurgia conseguimos tirar todo o tumor e todas as margens de segurança que foram para análise deram negativas pra malignidade!

Ainda teria a última etapa do tratamento, que são seis sessões de químio, uma a cada 21 dias, que ele chamou de quimio de prevenção, mas eu não tenho mais a doença!!!! Quando voltei pra casa, depois da internação, explicamos para o Theo que eu estava “dodói” e por algum tempo não poderia carregá-lo, não podia carregar peso, e ele no alto dos seus 3 anos de idade nos surpreendeu, passou a chamar pelo pai quando acordava, subir e descer sozinho da cadeirinha do carro, sabia que não teria meu colo e em três meses nunca pediu por isso! Até que na última semana, após refazer os exames e constatar que estava tudo bem, meu médico me liberou para os treinos leves na academia e o que eu mais esperava, podia carregar meu filho!

Cheguei em casa, e falei Theo sobe na cama, ele subiu e eu o peguei no colo! Ele me olhou assustado e ao mesmo tempo com um sorriso de orelha a orelha, me abraçou e com os olhos cheios de lágrimas falou: mamãe você sarou!!! Foi emocionante!!! E desse dia em diante ele nunca mais chorou pra entrar na escola, na natação, coisa que ele não fazia antes de eu operar, mas passou a fazer e só agora entendemos o quanto o simples fato de eu carregá-lo no colo estava fazendo falta na vida dele! Isso aconteceu faz 15 dias, e notamos muitas mudanças no comportamento dele!

Agora faltam duas sessões de químio pra tudo isso acabar e eu entrar no que chamam de remissão, fazendo apenas exames a cada 4 meses pra se Deus quiser nunca mais passar por isso! A vida não me permitiu ter mais filhos, mas me deu um que vale por milhões, o amor que sinto por ele me faz enfrentar qualquer coisa nesse mundo!

Eu era: Feliz!

Depois da maternidade, eu sou: Completamente feliz! Nunca mais tive um dia na vida que não tivesse algo de muito bom!

Como descobriu a gravidez: com um dia de atraso da menstruação fiz um teste de farmácia!

Pretende ter outros: por causa da doença não posso mais gerar, quanto a adoção é um assunto que deixamos pra pensar depois que o tratamento acabar de vez!

Trabalha: sim! Em caso positivo, onde ficam as crianças: como a empresa é minha tenho flexibilidade de horário, então fiquei com theo período integral até ele fazer 6 meses, depois voltei a trabalhar meio período e ele passava as tarde com a minha mãe, com um ano e oito meses ele começou a ir pra escola a tarde e é assim até hoje, passamos todas as manhãs juntos e vou trabalhar depois que deixo ele na escola.

Por que optou por isso: optei pela escola porque quando precisei, ele já estava com quase dois anos, e achei que era hora de ter contato com outras crianças, mas ele ainda fica muito com minha mãe, nas férias dele, ou quando eu viajo… Theo ama a casa da avó e dorme muitas vezes lá, passa fim de semana, vai pra praia com ela, são super grudados!

Melhor distração: durante a semana minha distração é academia, pra mim academia é terapia! E temos um grupo grande de amigos, que são minha irmã e minhas amigas de infância com os maridos, a maioria tem filhos, passamos quase todo fim de semana juntos, as crianças se dão super bem, é uma delicia! Família e amigos todos juntos, pra mim não tem coisa melhor!

Ícone: Meus avós! Todos já se foram, mas cada um deles teve grande importância na minha vida, fomos todos muito próximos, minha infância com eles foi incrível, acho importantíssimo a convivência de netos com avós! Os meus todos eram admiráveis! Aprendi muito com eles!

Ser feliz é: Ter tempo! O maior sonho: A cura do câncer, não falo a minha, mas cura da doença em geral, que todos que venham a ter essa doença tenham uma opção de tratamento eficaz e menos sofrível do que é hoje.

Horas de sono por noite: 9 horas

Uma dica para as futuras mães: Calma que passa! E acredite, você vai sentir saudades até mesmo de acordar mil vezes na madrugada…

Uma receita infalível para os pequenos: colocar a cebola no quarto quando estão com tosse Rs! Peguei essa dica no grupo, não sei a explicação, mas aqui em casa não falha!

Um programa inesquecível: Amo viajar, e tem uma viagem que fiz para o Chile que foi incrível, mas na verdade o que se tornou inesquecível foi a volta, foi a primeira vez que viajei sem o Theo, ele tinha 9 meses, fiquei 7 dias fora, quase morri de saudades e quando entrei na casa da minha mãe, ela estava trocando a fralda dele, ele me olhou sorriu e eu ouvi o primeiro “mãmã” da minha vida, 22/06/2012 inesquecível e indiscritível o que eu senti!

A viagem perfeita com os pequenos: Disney! Fomos em novembro de 2014, Theo estava com 3 anos e 2 meses! Foi a viagem do sonho! Fomos a família toda, meu enteado que mora em Dublin nos encontrou lá, já fazia dois anos que não o víamos, o reencontro real dos irmãos que só se viam por Skype foi lindo! Apesar de 20 anos de diferença de idade eles ficaram super grudados, ficamos todos juntos por 15 dias, foi incrível, Theo curtiu demais!

Marina X Marina: falar da gente não é muito fácil ne? Rs mas o que eu tenho pra falar de mim hoje é o que eu também descobri de mim há pouco tempo, descobri que sou forte e que tenho uma vontade de viver gigantesca, que tudo que eu quero no mundo é ter saúde pra ver meu filho crescer, e pra isso eu encaro o que for preciso! Eu sou mãe! Acho que mãe é assim mesmo né?

Marina-Mazzucco-Santana- 1 Marina-Mazzucco-Santana Marina-Mazzucco-Santana-2 Marina-Mazzucco-Santana-3 Marina-Mazzucco-Santana-4 Marina-Mazzucco-Santana-5

categorias: Mãe da Semana

Larissa Yumi Nakano – Entrevista Mãe da semana

De repente aparece no Messenger uma msg da Renata: Topa ser Mãe da semana? Senti um mix de frio na barriga com emoção. Parece que ela adivinhou. Há pouco tempo pensei em escrever um relato pra mim mesma. Agora é pra valer.

Sempre me emociono quando leio essa matéria, a história não precisa ser triste. Sabia que não conseguiria ser muito sucinta.

Sou uma japa falsificada. Minha mãe é descendente de espanhola e meu pai filho de japoneses.

Sou o sanduíche da família. Meu irmão é 3 anos mais velho e minha irmã 2 anos mais nova. Sempre fui “certinha”, ajuizada e responsável. Meus pais falam que eu fui uma criança tranquila e quietinha (bem diferente da matraca da Nina). Mas eu emburrava quando as coisas não saiam do meu jeito. Herdei o Zelo e Preocupação da minha mãe, e a Vaidade e Corujice do meu pai.

Faz 10 anos que fui presenteada com a chegada do meu sobrinho por parte de irmã. O Dudu. Realizei o sonho de ser chamada de Dinda e com ele tive a certeza que uma criança na família é tudo de bom. Curti todas as fases dele de criança. Sou muito grata e privilegiada em ter uma família maravilhosa.

Tive uma infância longa e feliz. Apesar de começar a namorar cedo(13 anos) ainda brincava de lojinha com as minhas primas mais novas. ( sempre gostei da área comercial e de moda).

Vou tentar resumir minha história de Amor.

Penso que na vida tudo tem seu lado bom. Meu irmão no 3º colegial foi convidado a se retirar do colégio que estudávamos. Foi para o Objetivo da Vergueiro, já que tínhamos acabado de mudar para a Aclimação. Fez novos amigos. Minha casa vivia cheia de marmanjos que cabulavam aula para matar a larica e jogar master system. Minha Mãe sempre trabalhou fora, mas tinha a flexibilidade de ser “mãetorista”. Nos levava para a natação, ballet, inglês e escola. Eu tinha apenas 13 anos nem pensava em compromisso, mas recebia alguns xavecos dos amigos do meu irmão. Até que namorei 3 meses com o Marcelo. Não foi amor, e sim atração de adolescente.

O pai da Nina, Marcelo também, frequentava minha casa com a namorada.

Até que um dia acabou o relacionamento dele. Ele começou a frequentar mais ainda minha casa.

Estava bem na minha quando uma amiga deles começou a me atiçar. Marcou um cinema. O filme era: “ Meu Primeiro Amor”. O título veio a calhar. Fomos comer um lanche na Chapa e depois voltamos para o meu prédio, onde rolou o primeiro beijo. Desde essa noite tudo começou…foi no final do meus 14 anos. 9 fev. 1992.

Meus dois primeiros namorados chamavam Marcelo, eram amigos em comum, frequentavam minha casa juntos, eram surfistas e com 17 anos tinham o mesmo modelo e cor de carro. (Chevette prata) Muita coincidência.

Não fui Maria Gasolina, apenas tive sorte de namorar de carro. Rs. Meu irmão não achava graça nenhuma. Com o tempo descobri o que era amor de adolescente. Profundo. Ele sempre foi independente e tinha moto.

Como pegava onda, não deixava de ir para Camburi todos os finais de semana para ficar comigo. Meu pai não deixava eu viajar com ele. Eu apesar de já ter me acostumado me sentia “sozinha” nos bailinhos e baladas. Até que algumas vezes terminamos por isso. Acreditava no destino.

Ele sempre falava que éramos muito novos e que poderíamos ter nos conhecido mais velhos.

Nesse intervalo namorei um descendente de italianos. Daqueles bem românticos e pegajoso. Não estava acostumada com isso. Não deu certo.

Uma noite encontrei a irmã do Marcelo e ela disse que ele iria morar um tempo na Nova Zelândia. Para eu ligar pra ele. Liguei e ele quis me ver. Era véspera da viagem. Ficamos juntos quase o dia inteiro e naquele dia sentimos que ainda existia AMOR. Nos correspondemos  durante esse tempo. 4 meses, mas sem compromisso. Quando ele voltou retomamos nossa história isso já faz 19 anos. Se contar todo tempo juntos logo faremos bodas de prata.

Nossa relação sempre foi bacana. Sempre confiamos um no outro e sempre tivemos liberdade para sair com os amigos. Acredito que isso seja o sucesso do nosso relacionamento até hoje.

Com o tempo amadurecemos, meus pais começaram a gostar e conhecer outro “Ogata”, como ele é conhecido. E eu comecei a conviver melhor com a família dele tb. Ótimo, fui super bem recebida.  Dou Graças a Deus pelos sogros que ganhei. Quando finalmente compramos nosso apto e fizemos tudo como gostaríamos ele recebeu uma proposta que seria muito importante para seu crescimento profissional. Mas era em Brasília. Apoiei, bastante frustrada, e ele aceitou. O que seria 6 meses, durou 2 anos. Me mudei sozinha. Tudo tem um porque na vida. Se tiver que ser, vai ser.

Quando era mais nova  já tinha o sonho de ser Mãe um dia e ficava chateada que ele nem pensava nisso…sempre fui mais romântica. Meu desejo se tornou realidade . Falava que um dia seríamos uma família.

A Nina é prova disso. O nome cabe muito ao jeito dela de ser,  uma MENINA e que adora “gliter”. Rs Nossa Kokeshi de verdade, que nasceu a cara do pai e hoje em dia (4 anos) se parece bastante comigo. Tirando o lado lindo de ter nossa filha tão amada a arte de educar é mais complexa do que eu imaginava. Eu e o Marcelo temos nossas divergências. Apesar dele ser pisciano tb ele é mais racional e eu sou pura emoção. As vezes é difícil eu entender mas bom para ter um equilíbrio.

Concordo quando dizem que quando nasce um Filho, nasce uma Mãe. A Nina me ensinou até a cozinhar. Aprendi com ela que somos capazes de tudo. Ela se espelha muito em mim. Espero não decepcioná-la e que a admiração que ela tem por mim seja eterna.

Tento fazer o meu melhor. Devo errar mas sempre tentando acertar. E ainda prefiro pecar por excesso de cuidados e amor.

Meu mantra é : “ Não basta ser Mãe, tem que participar”. Amo Crianças, amo ser Mãe e @Mom. Agradeço a Deus todos os Dias por tudo. Me sinto uma Rainha por ter uma Princesa tão querida e parecida comigo em muitos aspectos. (tb ama limão)

Eu era: Emotiva e Mais organizada (tenho Tocs)

Depois da Maternidade, eu sou: Mais emotiva e Menos organizada. ( a correria, o cansaço e as prioridades me ajudaram a controlar meus Tocs)

Como descobriu a gravidez:  A primeira vez foi surpresa e muito bem vinda. O mundo vibrou com a notícia e já imaginavam minha “ filhinhA”. Infelizmente não vingou. Tive um sangramento na noite anterior do dia de um dos US. Poucas horas depois estava internada na Pro Matre.5/09/2008  A dor foi mais psicológica. Fiquei preocupada. Aborto no início é comum, mas não é normal. Me conformei que não era pra ser. A vida seguiu. Dois anos depois planejamos a Nina. Com um teste de farmácia confirmamos a melhor notícia de nossas vidas. Tive uma gestação ótima, com muito Amor e  Mimos. Esperei o 3º mês para comunicar as famílias juntas. Era dia das Mães e aniversário da minha mãe. Ganhei presente da minha irmã, para quem não consegui guardar segredo. Imagina o xororô.

Pretende ter outros: Gostaria que a Nina não fosse filha única. Infelizmente “Querer não é Poder”.

Trabalha: o gosto por Moda devia estar no gene. Desde criança fazia minhas produções e tudo combinava. Rs. Fiz estilismo na Esmod, no primeiro ano que veio p Brasil. Trabalho com meus pais na confecção. Atualmente produzimos para algumas grifes femininas. Bacana, mas tb convivo com o outro lado nada glamuroso.

Onde ficam as crianças, por que optou por isso (escola, babás, avós). – Amamentava, no 4º mês voltei a trabalhar meio período. Tenho o privilégio de morar próximo ao trabalho e a vantagem da flexibilidade de trabalhar em uma empresa familiar. Como meus sogros são aposentados e moram perto, na minha ausência eles ficavam com a Nina na minha casa. Deu super certo. A Nina não poderia ter tido uma Babá (como  ela chama a Bathian- avó em japonês) melhor. E o Didi (Dithian – avó em japonês) até hoje é super parceiro. Um fofo com ela, tem paciência realmente de oriental. Com 1a3m, decidi colocar a Nina em uma escolinha pequena. Queria um lugar que ela se sentisse como se fosse a extensão de casa. Não dormi nas noites anteriores. Será que eu fiz a escolha certa? Ela terá todo cuidado que tem em casa… No primeiro dia, eu chorei, claro. Mas de alívio e felicidade. Ela ficou super bem nem precisei fazer adaptação. Ano passado ela mudou para uma escola bem maior. Depois de um período estranhou a mudança, hoje adora e fez lindas amizades. Fica duas x na semana integral e nos outros 3 dias fica na casa dos meus sogros de manhã e a tarde levo p escola.

Melhor distração: Todos os momentos com a Nina, somos muito amigas e companheiras. Depois conversar com as amigas nas Redes Socias. É terapia. O 4 m@es é viciante#adoro. Amo ver fotos antigas tb, principalmente ver a Nina BB. Fotos  são  lembranças.

Ícone – Minha vovó materna (a última vez que a vi  foi na maternidade quando a Nina nasceu, 18 dias depois ela faleceu). Ela foi exemplo  de humildade,  garra,  generosidade e doçura.  Uma mulher muito crente a Deus e que me trazia muita paz.

Ser Feliz é: Ver as pessoas que eu amo felizes e com saúde. Se reunir com as minhas eternas amigas da escola.

O maior sonho- Tenho vários. Hoje é zerar com os problemas que afligem as pessoas que eu amo. Voltar no tempo e trazer minha bathian de volta que seja só para conhecer a Nina. Uma netinha mais parecida “Made in Japan”. Ela iria curtir muito cozinhar algo da culinária oriental pra ela.

Horas de sono por noite – Esse ano tenho mudado meus hábitos. Quando o celular e o I Pad estão sem bateria. Rs 6/7 horas.

Uma dica para as futuras mães – Aprendi com a maternidade que cada criança é única, assim como cada mãe tb conhece o seu filho. Respeite, cada um tem seu tempo. Na teoria tudo é mais fácil. Sigo sempre o meu instinto e tento usar muita psicologia para conseguir o desejado. Não tenha pressa, incentive mas não force a barra. Não dê bola para a opinião alheia, tem muita gente irritante e sem semancol no mundo. Tentem a amamentação.  Na minha opinião não é tão Romântico como dizem. Persisti e consegui. Não foi fácil, mas tb não foi tão sofrido. E esse contato de “pele” é delicioso. Coincidência ou não a Nina foi uma BB muito saudável. Conheci o que era PA exatamente 1 mês depois que entrou na escolinha. (1an4m), quando pegou a primeira virose. Quem não conhece minha rotina, pode achar que minha vida é mais tranquila. Se enganou muuuuuito. É uma correria danada, não tive sorte com ajudantes do lar. Hoje tenho uma diarista 2x na semana que já ajuda. Apesar da minha vida gerar em torno da Nina faço questão de fazer minhas unhas toda semana. É algo que me faz bem , já que sou vaidosa. Tenham um momento de vcs nem que seja uma hora semanal.

Uma receita infalível para os pequenos – Dê muito colo, amor e atenção. O tempo não volta e cada fase é única. Brinque muito. Tento mostrar para a Nina que a felicidade muitas vezes está na simplicidade. Fazemos todos os tipos de programas. Apesar de ganhar muitos presentes ela valoriza o simples como correr no parque.

Um programa inesquecível – Voltar a Cidade das Crianças com a nossa filha . O parque parecia nosso, o dia estava lindo e o parque vazio. Nos divertimos muito.

A viagem perfeita com os pequenos – Até hoje foi para a Bahia. No Tivolli Resort. A Nina tinha quase 2 anos. Um lugar que além de bonito tem uma energia boa.  Tudo perfeito.

Larissax Larissa – sempre que assistia no “de Frente com Gabi”, pensava o que falaria de mim mesma. Sou uma pessoa simples porém vaidosa. Sou a típica pisciana com ascendente em Virgem. Sensível, sonhadora, perfeccionista e organizada. Tento sempre ver o lado bom das pessoas. Tinha dois amigos da escola que falavam que eu era muito boazinha. Eles falavam  que fulana era um “tribufu” eu falava que pelo menos ela era simpática ou engraçada. Ajudar o próximo me faz bem. Acho que ser muito sensível ás vezes é um defeito. Creio muito em Deus e sou muito grata a vida e a família  que ele me deu. Ufa. Quanta emoção relembrar minha história.  Agora vou tomar um Gatorade.

larissa-yumi-nakano-1 larissa-yumi-nakano-2 larissa-yumi-nakano-3 larissa-yumi-nakano-4

categorias: Mãe da Semana

Juliana Dias Moraes Gomes – Entrevista Mãe da semana

Ao contrário de muitas mães que passaram por aqui, já me imaginei sendo a mãe da semana. Imaginei, porque acho o máximo essa oportunidade pra cada uma de nós vir aqui e contar um pouquinho sobre a vida após o momento mais especial dela: a maternidade. Porém, apesar de eu imaginar, jamais acreditei que se tornaria realidade, afinal, embora eu faça parte do grupo de 2011, não participo tanto quanto gostaria e também não tenho uma história emocionante pra contar, mas vamos lá.

Tenho 37 anos e 11 meses, sou casada com o Sandro há quase 13 anos. Tenho 2 filhos: Murilo de 10 anos e Heloísa de 5 anos.

Até a minha adolescência eu tinha certeza que estudaria pra ser Jornalista, ganharia logo minha independência e, mais tarde, moraria sozinha. Não iria casar, não me imaginava mãe.

Porém, minha vida caminhou pra outro lado. Nada disso aconteceu.

Tive 2 namorados somente, sendo o segundo o meu marido e pai dos meus filhos. Aos 18 anos, decidi estudar Direito, depois que descobri que não seria necessário decorar o Código Civil pra ser uma boa advogada. Profissão que me identifiquei e amo de paixão.

Após 7 anos de namoro e a faculdade concluída, me casei em 2002, aos 25. Dois anos após, Sandro e eu planejamos a chegada do Murilo e engravidei no mês seguinte que deixei de tomar anticoncepcional. A transformação da minha vida começa aí: com a chegada desse menino lindo que passei a amar como jamais imaginei ser possível.

Não parei de trabalhar em nenhuma das 2 gestações, não me arrependo e nunca tive vontade de parar. Assumo que não foi fácil voltar a trabalhar quando o Murilo ainda tinha 2 meses, mas como não sou empregada CLT, não tive outra opção.

A Heloísa demorou um pouco pra chegar (5 anos e meio), mas também veio no momento que planejamos. Minha princesa moreninha veio pra abalar as estruturas da casa, literalmente. Ela é um furacão! O oposto do irmão.

Amamentei os dois filhos até quando foi saudável pra nós. O Murilo mamou exclusivamente LM até 8 meses e a Helo até 1 ano. Parei quando não aguentava mais olhar pra bomba elétrica que fazia parte do meu dia, onde eu estivesse, precisava parar o que estava fazendo pra ordenhar. Até na sala dos advogados do Fórum de Osasco já ordenhei.

Sempre tive uma rotina muito corrida, mas acompanhei cada fase das crianças da maneira mais intensa possível. A minha razão de eu trabalhar tranquila tem nome: Deolinda, minha sogra. Esta mulher passou a se dedicar aos meus filhos quando o Murilo nasceu. Desde que cheguei da maternidade, em 2004, ela me ajuda. Independente de ter empregada ou babá (tive por 6 meses) em casa, ela sempre esteve por perto pra supervisionar. Hoje ela divide com a minha mãe a tarefa de cuidar dos pequenos quando voltam da escola até eu ou o Sandro chegar. Posso dizer que tenho 2 mães. E isto é de valor inestimável.

Sandro e eu temos o sonho de ter o terceirinho, mas não sabemos se vai se concretizar. Inclusive, pensamos em adoção, mas nada definido, ainda. São muitos fatores envolvidos: idade, condições financeiras, trabalho, tempo, logística, dedicação. Sabemos que ter filho é coisa séria.

Ser mãe, definitivamente, me fez uma pessoa melhor e é a melhor função que desempenho. Porém, não sou perfeita. Como dizem nas redes sociais: Pareço boa mãe, mas… também tenho meu lado estressada, impaciente e surtada, de vez em quando.

Eu era: Uma pessoa desencanada com relação aos problemas do mundo.

Depois da maternidade, eu sou: Medrosa, com relação à violência desse país.

Como descobriu a primeira gravidez: com um teste de farmácia no segundo dia de atraso

E a segunda: Exame de sangue, que pedi ao meu GO, após o segundo dia de atraso

Pretende ter outros: estamos estudando a possibilidade

Trabalha: Sim, sou sócia num escritório de advocacia e também ajudo o marido na administração da nossa empresa de culinária saudável

Em caso positivo, onde ficam as crianças: quando não estão na escola, em nossa casa, com uma das avós

Por que optou por isso: a opção mais segura e tranquila

Melhor distração: Adoro assistir séries investigativas, mas ultimamente estou ficando muito no celular. Esse negócio vicia, gente.

Ícone: José Pereira, meu avô materno, que não está mais entre nós. O homem mais justo e sábio que conheci.

Ser feliz é: fácil, as coisas mais simples da vida nos fazem feliz

O maior sonho: Ter saúde pra ver meus filhos crescerem e se encaminharem na vida

Horas de sono por noite: 6, em média

Uma dica para as futuras mamães: Filtrem os palpites de como cuidar do seu bebê. 80% deles é especulação. Sigam seus instintos.

Uma receita infalível para os pequenos: Atenção e dedicação. Fazem as crianças felizes e as mamães também.

Um programa inesquecível: Aqueles que temos um momento só nosso. Nós quatro: papai, mamãe e filhinhos se divertindo. Em todos eles, uma lembrança.

A viagem perfeita com os pequenos: 23 dias na Califórnia. Só nós quatro. Perfeito para nós e para a nossa harmonia. Faremos muitas outras, se Deus quiser e o dólar permitir.

Juliana X Juliana: Se eu fosse organizada seria perfeita. Brincadeira, sou desorganizada (preciso trabalhar isso), teimosa, não lido muito bem com críticas e gosto de ter o controle da situação, principalmente em casa.

juliana-dias-moraes-gomes juliana-dias-moraes-gomes juliana-dias-moraes-gomes juliana-dias-moraes-gomes

categorias: Mãe da Semana

Caroline Wood – Entrevista Mãe da Semana

Nem sei por onde começar, mas vamos lá

Primeiro é um prazer contar um pouco da minha história aqui, ainda mais na data de hoje que foi quando casei com o homem da minha vida.

Meu nome é Caroline, tenho 37 anos sou formada em jornalismo, mas nunca exerci minha profissão, estou no meu segundo casamento e tenho uma filha de 1 ano e 11 meses

Minha vida nunca foi fácil, vou começar pela minha infância, sofri abuso durante 10 anos calada, de um marido da minha tia e só resolvi contar quando ele tentou me matar afogada, pois ele falava que se contasse para alguém ninguém ia acreditar e ele ia pegar as menores, que eram minha irmã e minhas primas. Foi o momento mais difícil da minha vida, pois minha mãe não quis levar adiante por pena da minha tia Ela, quando soube, separou dele e eu depois de 8 anos de terapia consegui superar e perdoar minha mãe por não ter levado adiante.

Eu sempre quis ser mãe, mas sempre tive muito medo de ter uma menina e passar por tudo que passei, mas como nada é por acaso hoje tenho uma linda princesa chamada Rafaela.

Eu quando me separei em 2007 entrei em depressão e resolvi que só ia fazer o que gostasse e fui ser assistente em uma escola de dança de salão, que é minha paixão e foi onde conheci meu amor, meu marido Adriano em 2008, ficamos muito amigos e depois veio o amor, então resolvemos morar juntos com 9 meses de relação, pois meu divorcio não tinha saído e ia demorar e queria ter filho logo, por causa da idade.

E como nada na minha vida veio fácil não podia ser diferente a minha gravidez, comecei tentando em 2010 e depois de alguns meses descobri que tinha as duas trompas obstruídas e que teria que operar e fazer tratamento para engravidar, e lá fui eu para faca em maio de 2011 e sabendo que tudo ia dar certo, e depois de 3 meses da cirurgia podia começar a tentar, e foi o que fizemos, mais em outubro de 2011 a empresa que meu marido trabalhava avisou que ele ia ter que tirar férias, nem que fosse para ficar em casa, então decidimos viajar para Eua, e fui feliz da vida, quando cheguei depois de alguns dias, lembrei que minha menstruação estava atrasada e fiz exame de farmácia e deu positivo, então decidimos já fazer o enxoval, mesmo sem saber o que era, e depois de 15 dias começou meu pesadelo, comecei a sentir uma dor muito forte em baixo da barriga e quando fui ao banheiro estava sangrando, entrei em desespero pois não tinha o telefone do médico, era um sábado antes de feriado prolongado na terça, liguei para o Brasil não conseguia falar com ninguém, até que decidi ligar para minha tia para passar o telefone da minha prima que é medica, e ela que atende e me falou repouso absoluto, se você tiver seguro vai no hospital e foi o que fiz, mais cheguei no hospital não falo uma palavra em inglês e não queriam que meu marido ficasse junto, comecei a chorar daí deixaram, fizeram beta, exame de sangue e ultrassom, meu beta deu baixo, mais não tinha exame para comparar, mais eu sabia que estava perdendo meu bebe desde a hora que começou o sangramento, me liberaram do hospital mais pediram 2 dias de repouso absoluto, só levantava para ir no banheiro, não saia nem para comer, depois desses 2 dias fiz os exames novamente e veio a confirmação que avia perdido o meu bebe, no outro dia viemos embora para o Brasil, e chegando ia ter que ir direto para hospital para saber se teria que fazer curetagem, e foi o que fiz e não precisou fazer curetagem, mais recebi a notícia que só ia poder tentar depois de 3 meses se não corria o risco de outro aborto, e foi o que fiz e em julho de 2012 engravidei novamente, mais dessa vez foi tudo maravilhoso, tive enjoo nos primeiro meses, mais minha alegria era tão grande que ficava feliz até com os enjoos, consegui casar no papel com meu marido com 8 meses de gravidez, que foi quando saiu meu divorcio depois de 6 anos e trabalhei até 2 dias antes da Rafa nascer.

E finalmente dia 08/04/2013 minha princesa estava nos meus braços, linda e brava, foi a melhor sensação da minha vida, mais depois de 2 dias achei minha filha estranha, chamei a enfermeira e ela disse que era frescura de mãe de primeira viagem, eu liguei para meu marido que tinha saído para comer com minha mãe e pedi para voltarem logo que a Rafa não estava bem, estava saindo um liquido branco da boca dela e não era leite, ele voltou correndo e minha irmã chegou junto e de repente  a Rafa ficou mole e roxa não conseguia respirar e minha irmã enfiou a boca no nariz dela e chupou e meu marido pegou ele no colo e correu no corredor pedindo socorro e eu pulei da cama atrás, tinha uma enfermeira no corredor pegou ela e levou para o berçário, onde conseguiram fazer ela voltar a respirar e ligaram para a pediatra, e quando a pediatra chegou ela parou de novo de respirar, daí sugaram e ela voltou, achei que ia perder minha princesa, queriam me tirar de lá de qualquer jeito, e não sai de lá nem um minuto só quando levaram minha princesa para uti, onde ela ficou 10 dias, onde aprendi a dar um valor absurdo nas pequenas coisas e encontrar força onde achava que não tinha, mais depois de muitos exames descobriram que minha filha não tinha nada, que ela teve as 2 paradas respiratórias porque tinha engolido liquido amniótico no parto e não sugam mais e o problema foi solucionado quando sugaram.

Finalmente fomos embora do hospital e graças a deus a Rafa nunca mais teve parada respiratória, e fui ficar na casa da minha mãe para ela me ajudar e quando a Rafa estava com 1 mês a irmã do meu pai começou a passar mal e em 36 horas faleceu de meningite meningocócica e ela tinha ficado com a Rafa por 2 horas no colo 2 dias antes de falecer, daí precisou tomar uma injeção e foram 30 dias sem dormir com medo de acontecer alguma coisa, mas passou graças a Deus.

Daí veio a decisão de parar de trabalhar porque a Rafa não pegou mamadeira e não largava o Tetê e não tinha como deixar ela, e a minha mãe não tem mais saúde para ficar com ela todos os dias.

Mas foi melhor decisão que tomei na minha vida, não tem preço você ver os primeiros passos, ouvir ela falar mamãe pela primeira vez, ver a cara quando come a fruta pela primeira vez e quando deu seu primeiro passo.

Eu era: Muito brava, nervosa e perfeccionista

Depois da maternidade, eu sou: Mais centrada, mais paciente e menos ansiosa e descobri que nem tudo tem que ser perfeito.

Como descobri a gravidez: Estava em um restaurante japonês e na hora que coloquei o camarão na boca, sai correndo para o banheiro com enjoo e quando voltei meu marido disse você está gravida, eu disse ainda não estava atrasada vamos esperar até amanhã e faço exame de farmácia, no outro dia fiz e deu positivo, liguei para o meu médico ele pediu para passar e pegar a guia para fazer exame de sangue e foi confirmado estava gravida

Pretende ter outros: Ainda estamos decidindo, eu queria muito pelo menos 2 filhos

Trabalha: Parei de trabalhar depois que a Rafaela nasceu

Melhor distração: Ir no restaurante japonês com marido e filha

Ícone: Chico Xavier

Ser feliz é: Estar junto com as pessoas que amo

O maior sonho: Ter saúde para ver minha filha crescer

Horas de sono por noite: Mais de 8 horas de sono

Uma dica para futuras mães: Siga sempre seu coração e sua intuição, que tudo vai dar certo

Uma receita infalível para os pequenos: paciência, dedicação, atenção e muito amor

Um programa inesquecível: Viajar com as pessoas que amo

A viagem perfeita com os pequenos: A viagem para a Disney, quando a Rafa tinha 1 ano e ver o olho dela brilhando com tudo que descobria, nunca vou esquecer

Caroline x Caroline:  Tenho uma personalidade forte, sou muito boa mais não mexa comigo, adoro ajudar as pessoas, falo o que penso e tomei uma decisão o que passou, passou e não tem como mudar, então levanta cabeça, siga em frente e seja feliz.

caroline-wood caroline-wood-1 OLYMPUS DIGITAL CAMERA caroline-wood-4

categorias: Mãe da Semana

Mafê Furtado Muto – Entrevista Mãe da Semana

Genteeee! Agora é minha vez de falar aqui! Que emoção! kkkk

Vou me apresentar pra começar! Meu nome é Maria Fernanda, tenho 37 anos e sou mamãe da Maria Eduarda de 2,9 anos. Sou a caçula de 3 filhos: tenho um irmão e uma irmã mais velhos. Meu irmão tem 2 filhos (um menino e uma menina) e minha irmã acabou de ganhar um bebezinho! Somos de uma grande família, minha mãe tinha 9 irmãos e meu pai, 3.Tenho 46 primos de primeiro grau e mais um tanto de segundo… Gzuis!

Fazer lista de convidados pra qualquer evento é um martírio! kkkk Daquele tipo de família que só se junta mesmo em casamentos e funerais, uma loucura!

Sou formada em biologia marinha, mas não exerço a função. Comecei a faculdade em SP, no Mackenzie, e depois me mudei pra Santos onde terminei a faculdade na especialidade que eu amo: o mar e tudo o que tem dentro dele!

Foi uma fase muito boa da minha vida: estudante, morando em sozinha em outra cidade e sem nenhuma preocupação além de estudar e fazer estágio no Aquário de Santos. Sabe aquela frase feita, “eu era feliz e não sabia?” Pois é, eu era mesmo feliz, mas a vida é feita de muitas fases mais legais ainda!

Antes do meu marido tive só um namorado. Comecei a namorar com 18 anos, e entre idas e vindas ficamos juntos 7 anos! Depois disso tive alguns rolos até o dia que, ainda procurando me encontrar profissionalmente, me matriculei num curso de Guia de Ecoturismo. E foi lá, onde eu menos esperava que conheci ele, aquele cara que não tinha nada (mas nada meeeeesmo a ver comigo), diferente em tudo: na forma de pensar, de agir, nas realidades, já tinha sido casado e tinha um filho fruto desse casamento, enfim, totalmente improvável de eu me apaixonar. Mas duas vezes por semana, quando eu chegava na sala de aula, ficava olhando pra ele e pensava: caraca, mas o que será que esse cara tem? Eu já estava é caidinha por ele! E ele, todo xavequeiro, me ligava todas as noites e ficávamos batendo papo até cair no sono, aquele papinho bem adolescente sabe? Tipo: vamos desligar juntos? Kkkk Até que um belo dia ele me convida pra sair, me chamou pra fazer uma escalada em rocha! Pensei, uaaaaaaau, nunca fiz isso na vida, que emoção! Eu já tinha marcado uma balada pra noite anterior ao nosso “date”, cheguei as 6 da matina em casa (marcamos de sair bem cedinho pois a rocha era em outra cidade), e fui direto pro banho, me aprontar e esperar meu gatinho! Eis que estou sentada na porta da minha casa e vejo uma Kombi vindo devagar, dando seta, encostando, e eu pensei: meu Deus, onde estou me metendo? Sai da Kombi: ele, o pai, a irmã, a sobrinha, o cunhado, o amigo, todos me olhando e eu ainda semi bêbada querendo correr pra dentro de casa de tanta vergonha! Enfim, “vambora” que agora já estou aqui! E daquele passeio com a família Buscapé (só faltaram o filho, a sogra e o cachorro), começou o nosso namoro delícia, cheio de amor, de alegrias, de brigas, de reconciliações, de mudanças e adaptações, até que eu cheguei à conclusão que o Eduardo não era o cara que eu sempre tinha sonhado, mas era o cara que eu sempre quis na minha vida!

Um super pai, super marido, super companheiro, super amigo, super meu. Nos casamos com 3 anos de namoro, e já temos 6 anos de casados. A gravidez veio no susto. Eu queria demais, ele queria esperar, tinha preocupações em relação à parte financeira da vida e sempre me brecava no sonho. Até que um belo dia, no meio do tererê, eu falei: relaxa que eu já saí do período fértil, sou mega regulada, ta tudo certo (mentiraaaaa)! 9 meses depois veio nosso maior tesouro! Minha loura de pais pretos (como diz uma amiga rs), que me fez conhecer o real significado do amor incondicional. Aquele que dói, que preocupa, que faz o coração bater literalmente fora do peito! Não consigo imaginar como a gente conseguia ser feliz antes dela! A impressão que eu tenho é a de que ela sempre existiu, que a vida antes dela ficou numa lembrança remota e que só agora faz real sentido. Louco né?

Eu era: um pouco materialista, me achava até um pouco egoísta e tinha medo desse egoísmo refletindo na maternidade, apesar de querer muito tinha um receio de não saber lidar…

Depois da maternidade: percebi que esse egoísmo que eu tinha medo virou poeira, e nada na minha vida faz sentido se ela não participar! Fiquei mais paciente e menos explosiva, mas ainda sou um pouco brava, tento trabalhar isso todos os dias!

Como descobriu a gravidez: minha menstruação estava atrasada, e eu achando ok, afinal eu não sentia nada! Não tinha enjoo, nem sono, nem nenhum outro sintoma que me fizesse pensar em gravidez (além do detalhe do atraso kkkk) Fiz o exame de farmácia e as listras apareceram lá! Fiquei rindo sozinha, num misto de medo e alegria delicioso! Cheguei a fazer o exame de farmácia de novo depois de uns dias, pois eu não me conformava que não sentia nada! Mas estava gravidíssima!

Pretende ter outro: sim, se tudo der certo os planos são para encomenda no segundo semestre de 2016!

Trabalha: Não voltei ao trabalho depois da licença maternidade, pude curtir minha pequena por 1,6 anos, e foi a melhor coisa que eu fiz nada minha vida! Hoje trabalho no relacionamento ao cliente corporativo de uma grande empresa de TI. Adoro o que faço e na verdade foi o emprego que eu estava esperando há muito tempo: trabalho na rua que moro e a escola da minha filha fica na mesma rua entre minha casa e meu trabalho! Qualidade de vida “mode on” total!

Em caso positivo, onde ficam as crianças: na parte da manhã ela vai para a escola, depois minha mãe a busca e leva pra casa dela, pertinho da minha casa. Normalmente meu marido a pega, mas quando é preciso eu vou!

Por que optou por isso: eu digo que tenho muita sorte de ter uma mãe (e vovó) tão presente e tão ativa na minha vida e na da minha filha, na verdade eu não sei o que faria sem minha mãe ao meu lado, não gosto nem de pensar! Não tem pessoa no mundo melhor pra cuidar dela, melhor opção eu não poderia ter!

Melhor distração: antes da pequena era bem baladeira, viajava muito, fazia muitas trilhas, acampamentos, aventuras (minha lua de mel foi no Deserto do Atacama!!). Agora nada me da mais prazer do que levá-la passear! Vamos muito à parques, parquinhos, e agora está gostoso fazer outros passeios, como os zoos, aquários, parques temáticos, e também brincar de panelinha e de boneca! Ícone: posso colocar no plural? Meus pais…

Ser feliz é: Ser feliz pra mim é poder viver a vida perto das pessoas que eu amo; queria que algumas voltassem pra mais perto, e queria que outras vivessem para sempre!

O maior sonho: ter muita saúde e disposição pra ver minha filha crescer e ser tão feliz quanto eu sou! E também ter minha família todinha aqui pertinho de novo…

Horas de sono por noite: em média 7h. Mas até os 18 meses minha filha acordou TODAS as noites!!!! Depois que trocamos o berço pela cama de solteiro parece que se fez mágica, ela passou a dormir as noites inteiras!

Uma dica para as futuras mamães: a teoria é igual, mas não funciona para todos da mesma forma. Não se force ou force seu filho a uma situação que pareça o melhor dos mundos, mas que não serve para vocês. Se conheçam e se respeitem! Colo, muito carinho e rotina são fundamentais!

Uma receita infalível para os pequenos: procurar fazer atividades e programas em que haja interação constante. Muita televisão vicia e não estimula o necessário.

Um programa inesquecível: as festas de final de ano de 2014, com toda família aqui! Meu irmão mora com a família na Itália e ficaram de férias aqui mais de um mês entre natal e ano novo! Não tem preço!

Mafê X Mafê: Sou uma pessoa amiga, divertida, companheira, cheia de manias, sou meio brava e mandona, mas acho que chegaria até a final de um reality show! Ou não! ahahahah

mafê3 mafê2 mafê1 mafê4

categorias: Mãe da Semana

Andréia Monterani Esposito – Entrevista Mãe da Semana

Eba, chegou meu dia!

Obrigada Rê e Kiki por essa oportunidade.

Vamos lá, vou tentar ser sucinta e objetiva porque se tem uma coisa que tenho nessa vida é história para contar. Sou a Andréia, tenho 33 anos e meu maior sonho sempre foi ser mãe. A vida, por um capricho, quis que esse sonho fosse um pouco mais difícil do que imaginei. Eu era filha única. Com 12 anos meus pais me avisaram que iria ganhar uma irmã! Mamis estava grávida de 5 meses e não sabíamos.

Foi então que no dia 31/05/1995 eu me tornei mãe pela primeira vez… Também aos 12 conheci uma amiga que estudava na mesma escola que eu. Comecei a frequentar a casa dela e ser amiga dos amigos. Tinha um menino LINDO, magrinho, moreno, calmo… Adorava conversar comigo e acabamos ficando muito próximos. Um dia ele me disse que sempre me viu com outros olhos, mas eu nunca dei muita bola. Já com seus 16 anos (rs) ele resolveu “conversar” de uma forma diferente e desde então nunca mais saiu de perto de mim.

Meu menino mudou minha vida. Tenho muito orgulho em olhar para trás e ver sua transformação. Como se tornou um homem, meu marido, um pai exemplar, meu companheiro…

Depois de 16 anos juntos, 2 filhos, 1 cachorra e 1 tatuagem com o nome dele, poucos foram os dias que ele não demonstrou o quanto gosta de mim. Desde comprar sorvete na tpm, querer embarcar na jornada por um filho, me permitir parar de trabalhar, me deixar dormir e ficar com as crianças, me dar um carro para deixar minha rotina mais fácil… Vou ficar até amanhã falando o que ele já fez por mim.

Começamos a namorar no colegial, entramos na faculdade, terminamos a faculdade, depois de uma eternidade namorando (pois é minha gente, namorei por 9 anos), fui para Versailles para ver como era ficar por lá. “Morei” na França por 5 dias, não aguentei de saudades e voltei. Assim que cheguei, dei um ultimato no bonito: “Ou casamos em 3 meses ou vou embora de vez.” Na verdade não deu em 3, mas casamos em 5!

Logo que casei, comecei a tentar engravidar. Um ano, dois anos, três anos… Tratamento para engravidar é muito caro e um dia o dinheiro acabou. Já tinha começado o último ciclo de remédios e minha chefe me avisou que precisaria ir para o Equador a trabalho. No meio no último ciclo que meu dinheiro podia pagar! Ou seja, perdi aquele mês. Chorei muitoooo… Tinha certeza que nunca conseguiria sem os hormônios. Engravidei no mês seguinte sem os remédios.

Em 26/03/2012 eu conheci o sentimento mais puro, mais incontestável e mais bonito que o ser humano pode ter, o amor de mãe. Eu pude enfim pegar no colo o melhor presente que recebi: meu Leonardo.

Quando ele tinha 1 ano e 1 mês veio o primeiro susto, uma anafilaxia no momento que ele tomou leite de vaca pela primeira vez. Depois veio uma hemorragia e internação de 5 dias. Meu menininho era aplv.

No final de 2013, meu amorzinho já com 1 ano e 8 meses, meu marido foi à farmácia e voltou com um teste. – Você está perturbada mais do que o normal, só pode estar grávida! E estava mesmo… Agora era a minha menina linda que estava a caminho, Luiza. A gravidez dessa vez não foi tranquila. Ouvi que ela seria cardiopata, muito pequena, que teria alguma anomalia… E ainda para ajudar, um exame muito alterado do Léo indicava que ele estava com hepatite. Ainda bem que nada disso se confirmou, mas vocês não tem ideia de como foi angustiante essa fase. No fim da gravidez, dramática como só eu sei ser, me peguei várias vezes pensando se conseguiria amar tanto outra pessoa como eu amo o Léo. E mais uma vez chorava já sofrendo por antecipação.

Dia 13/08/2014 foi a vez de pegar minha princesa nos braços. Linda, perfeita, gordinha, cabeluda… E o amor é igual! Senti outra vez aquela emoção avassaladora que o nascimento de um filho traz.

Meu filho sempre teve os marcos de desenvolvimento atrasados. E eu SEMPRE soube que tinha algo errado com ele. Foi uma peregrinação em vários médicos e todos diziam que estava tudo muito bem, que era tudo coisa da minha cabeça. Ele engatinhou tarde, andou com 1 ano e 10 meses (anda muito mal até hoje), não fala… Um dia ele teve um febrão que não passava e fomos ao hospital. A médica me disse que precisava ter uma conversa séria conosco. E por mais que meu pior pesadelo se confirmasse, eu tirei um peso enorme das costas. Agora eu sabia o que ele realmente tinha e podia tratá-lo da forma correta. Ela veio até mim com um papel que tinha uma palavra que conhecia, mas não conhecia: AUTISMO! Chorei uma semana seguida. Ainda choro todos os dias. Mas em nenhum momento me fiz a pergunta “Por que eu?” Jamais questionarei. Ao contrário, tenho certeza que sou uma pessoa merecedora por ser a guardiã desse anjo! Mesmo sendo quase impossível nunca vou desistir dele! NUNCA. Enquanto meu coração bater eu vou dar meu máximo para que o dia dele seja melhor. E eu vou mudar o destino dele. Eu vou conseguir que ele seja um adulto mais próximo possível do normal.

Minha rotina é uma loucura. Não tenho faxineira, emprega, babá… ninguém. Lavo, passo, cozinho, levo para a escola, brinco, estimulo, dou continuidade nas terapias… Tenho um cronograma grudado na parede da sala para não me perder! Rs. Larguei tudo e largarei quantas vezes forem necessárias para ficar com eles. Amo minha vida! E aí você lê esse relato e pensa: “A vida dela é perfeita!” Não, não é. É assim, a vida é feita de escolhas. Eu poderia choramingar e dramatizar o quão árduo é meu dia-a-dia. Lamentar e dizer aos 4 ventos que para mim tudo é mais complicado que para os outros. Mas eu preferi colocar um sorriso na cara e guerrear!

Eu era: Incompleta.

Depois da maternidade: Imperfeita, mas completa! Feliz, amada, realizada. Tenho a vida que sempre sonhei.

Como descobriu a primeira gravidez: Fiz um teste de farmácia em uma madrugada de domingo para segunda. Eram 03:00 e eu gritando pela casa. Meu lindo marido vira e fala: “Calma! Isso pode estar errado!” Kkkkkkkk Olha o banho de água fria.

E a segunda: Meu marido me trouxe o teste de farmácia.

Pretende ter outros filhos: Sim, mas não da minha barriga.

Trabalha: Isso depende do ponto de vista. Sou faxineira, arrumadeira, cozinheira, motorista, secretária, controller…

Melhor distração: Ler. E adoro o 4 m@es. Encontrei amigas que vou levar para a vida. Muitas sofreram comigo com a incerteza se meu filho era x frágil ou não.

Ícone: Minha avó Carmen. Para sustentar os 4 filhos ela dormia a cada 2 dias. As vezes vinha para casa a cada 3… E meu avô Zé. Ele perdeu um braço trabalhando, mas mesmo assim fazia tudo: cozinhava, passava roupa, cortava batata palito, fazia reparos na casa, construía coisas… Quando alguém me diz que não posso algo, sempre me lembro dele. Eu me recuso a ter 2 braços, 2 pernas, ser saudável e não conseguir.

Ser feliz é: Ser mãe!

O maior sonho: Ouvir meu filho me chamar de mamãe.

Horas de sono por noite: Umas 5 ou 6.

Uma dica para as futuras mães: Coração de mãe nunca se engana. Então se você acha que tem algo errado, corra atrás. Um dos maiores arrependimentos que tenho foi ter dado ouvidos às pessoas e ter começado o tratamento do meu filho tão tarde. Outra dica é se pintou a dúvida em ter outro filho, TENHA! Luzia foi a melhor coisa que fiz para Leonardo. E Leonardo é a melhor coisa que fiz para Luiza. Eles já são cúmplices, já se amam, brincam juntos… Meu coração transborda de amor ao vê-los compartilhando momentos felizes.

Uma receita infalível para os pequenos: Entrega. Eu me entrego aos meus filhos, dou cambalhota, brinco de carrinho, corro, conto história… Acho que ele percebe o quanto me faz feliz brincar.

Um programa inesquecível: Quando você tem um filho especial você aprende a dar valor as coisas simples da vida. Eu amo ir ao parque e vê-lo andar, correr de tico-tico, passear no shopping, rolar no chão, brincar de pescaria na bacia. É isso que me faz feliz.

A viagem perfeita com os pequenos: Pupu tinha 1 ano 7 meses quando fomos para Orlando. Chorei (ah, vá) quando fomos no Magic Kingdom e ele dormiu a tarde toda! Rs. Com nós 4 fomos no carnaval para um hotel em São José dos Campos. Delícia poder ficar sem fazer nada.

Andréia x Andréia: Falar de mim é fácil. Tenho tantos defeitos que sei todos! Sou a pessoa mais contraditória que conheço. Sou chorona, mas também sou extremamente forte. Sou brava, muito brava, mas amo ajudar as pessoas. Sou bem agressiva, em tudo. Mas acho que é uma armadura para disfarçar e não demonstrar o quanto sou sensível Sou muito teimosa e essa é minha melhor qualidade. A única coisa que não é contraditória é amor pelos meus filhos, marido, cachorra, mãe, pai, irmã, avós, afilhados, sobrinhos, sogros, cunhados, primos, tios, amigos…

andreia-esposito-4

andreia-esposito-3

andreia-esposito-1

categorias: Mãe da Semana

Daya Lima – Entrevista Mãe da Semana

Ixi…

Adoro escrever, sou jornalista, mas acho que nunca escrevi sobre mim e minha história. Vamos torcer para eu não gostar tanto, assim não canso ninguém de tanto ler! Rsrs.

Tenho 33 anos e NUNCA quis ter filhos. Como boa sagitariana que sou, prezo muito minha liberdade e, até meus 26 anos, filhos era sinônimo de privação. Estava mega feliz com minha labrador Milla, uma filha, de fato, que se foi aos 12 anos, e com a Nina, filha da Marcela (minha mulher), que a adotou quando ela tinha apenas 2 anos. Eu cheguei na vida dela quando tinha 6.

Voltando no tempo para entenderem, eu e Marcela somos casadas há 12 anos. Desde adolescente soube que era gay, mas não havia possibilidade de viver casada com uma mulher. Jamais enfrentaria essa “barra”. Meus pais jamais iriam aceitar. Mas quando conheci Marcela, tudo mudou, de verdade. Ela foi minha professora na faculdade e nos apaixonamos. Eu era casada. Sim! Casei super cedo (21 anos) com um homem para tentar fugir. Marcela veio e me mostrou que não havia fuga, só aceitação, e que ela precisaria vir primeiro de mim. Veio e veio logo. Não sou muito de lamuriar. Aceitei, separei, com apenas seis meses de casada, e, em 3 meses de namoro, fui morar junto com Marcela. Casamos.

Nina, ainda pequena com apenas 6 anos, foi um plus. Era graciosa, educada e eu comecei a ter, com ela, alguns momentos maternos, poucos, mas bem importantes. Para mim estava ótimo. Eu vivia aquele momentinho, mas a barra toda era da Marcela e pronto. Eu também amava o jeito de Marcela ser mãe. Lia todas as noites, muito dedicada, amiga, doce. Eu babava (e ainda babo muito!) nela.

Com a convivência, comecei a assumir alguns papéis mais significantes na vida de Nina e o negócio começou a ficar sério. Tão sério e uma certa noite eu, a rainha da liberdade, sonhei que estava grávida e com um barrigão lindo. Acordei muito emocionada e com uma certeza: queria ser mãe. Marcela ficou radiante. Ela é uma mamãe convicta. E eu, ainda sem saber como faria direito, só tinha certeza que queria engravidar. Mas só consegui isso aos 28. Assim que eu comecei a pesquisar sobre o assunto, marcar médico e tudo mais, meu irmão, com apenas 18 anos, descobriu um linfoma e o meu mundo caiu. Eu e Diego somos muito próximos. Eu e ele sempre tivemos uma relação muito maternal (depois eu entendi que comecei a exercer a maternidade com ele!) e descobrir que ele estava doente foi a morte para mim. Os seguintes 8 meses de tratamento dele foram de muita reflexão e imersão na vida dele. Eu não pensava em mais nada a não ser “curar” meu irmão. E foi assim, graças a Deus. Todas as 16 sessões de quimioterapia eu estava lá, como mãe mesmo, segurando a barra e cuidando para que aquele fosse apenas mais um momento, sem grande dor ou trauma. Hoje, ele com 26 anos, mora na Austrália e é meu grande herói. Eu não entendia, mas esse momento de doença foi uma grande preparação para mim.

Eu, Daya, era muito imperativa, mandona, alto-suficiente, decidida, prática e tudo mais que caracteriza uma mulher muito independente, porém muito imatura também. Com o câncer do meu irmão, continuo mandona, prática, decidida, mas aprendi a ter paciência, a ouvir, a ter mais esperança e saber que tudo daria certo. E deu, graças a Deus!

Depois da tempestade, a bonança veio em forma de uma barriga linda. Fiz fertilização in vitro e, bingo! Ficamos grávidas de gêmeos logo de primeira. Colocamos três embriões e dois vingaram. Porém, com 12 semanas, um deles não foi para frente e ficou apenas a minha menina-moleca. Lisa nasceu no dia 2/9/2010 e nunca me senti tão impotente. Logo eu, a decidida e sabida de tudo, me vi extremamente frágil. Marcela, por sua vez, foi mais que especial. Me trazia tranquilidade e uma segurança incrível de que tudo iria dar certo. Amamentei Lisa por um mês, apenas, e isso foi para mim uma derrota. Depois entendi que eu não morava na selva e que poderia dar fórmula e tudo daria certo. Lisa é uma menina linda, saudável, extremamente inteligente e eu babo nela, de verdade. Quando eu crescer, quero ser que nem ela: forte, geniosa, porém doce, meiga e muito verdadeira. Como aprendo com ela, meu Deus!

Mesmo com duas em casa, o mosquito da maternidade não  parava de rondar a cabeça de Marcela. Eu já disse que ela é a mãezona, né? E é. A mais compreensível, a mais derretida, a mais paciente. Todos os 3 já sabem em quem pode ir quando querem determinada coisa, é impressionante. Dessa vez a barriga seria para Marcela. Eu, quando fiz a retirada dos óvulos para a FIV, fiz mais alguns e congelei os embriões prontos. Ah. Esqueci de falar que a escolha do doador foi super simples. Uma lista me mostrou as opções de etnia, cor de cabelo, cor dos olhos, profissão e hobby. Escolhi 10 possíveis doadores e dei para a médica ver qual estava disponível. Não sei o escolhido, só sei que é a pessoa mais incrível que não conheci, o mais amado, aquele que está nas minhas orações sempre, que agradeço todos os dias em pensamento. Para meus filhos, ele é o “homem bom”.

Mas, voltando, Marcela não pode engravidar. Estava com 45 e nossa médica achou melhor ela não passar pelo turbilhão de hormônios que a preparação e a gravidez traria. Não faria bem à saúde dela. Lá foi eu de novo ficar barriguda.

Dessa vez, de primeira novamente, fiquei grávida de Francisco, o homem da casa e da minha vida. Desde a primeira gravidez, eu queria ter um menino. Era muita calcinha em casa e eu precisa de uma cueca. Veio Lisa. Quando engravidei dele, eu tinha certeza que teria outra menina. Esse negócio de sexto sentido de grávida é furada. Errei as duas vezes! No dia de ver o sexo, eu estava tranquila, pois não era hora de saber o sexo, ainda tinha um mês de expectativa. Mas o pingulinzão dele estava lá, todo a mostra para as mamães. Eu não acreditava. Chorava que nem uma louca. Pronto. Meu homem estava no forno! Rsrs. E que homem! Francisco, tal como Lisa, nasceu de cesária no dia 14 de maio de 2013. Um meninão que nem chegou a usar roupa RN e P. Foi logo para o M e hoje, com quase dois anos, usa 4. Um absurdo. Uma delícia de menino. E uma surpresa também. Achava que os meninos eram mais duros, mais fortes. Mas Francisco veio me mostrar essa doçura toda. Como é manhoso. Uma delícia das mamães.

Apesar de parecer que a barra é ser gay, mãe e bancar essa família para a tal sociedade, o difícil mesmo é fazer valer, juridicamente, essa família. O nosso judiciário ainda é muito arcaico e demoramos quase 2 anos, de cada um dos filhos, para registrá-los como deveria ser. Lisa e Francisco nasceram e foram registrados apenas com meu nome. Sem pai, claro. Dois anos depois de Lisa nascer, conseguimos, por meio de processo judicial, que Marcela também fosse reconhecida como mãe dela. Nessa época aproveitei para adotar Nina também, assim seriam todos irmãos de papel passado e pronto. Francisco nasceu e só agora, 1 ano e 9 meses depois, tem sua certidão como deve ser: registrado pelas duas mães. Minha paciência e esperança não se afloraram apenas no câncer do meu irmão ou no dia a dia com as crianças. Afloraram, e muito, nesses processos, chatos, caros e muitos demorados. Mas vale a pena cada segundo, cada real gasto com isso. A segurança não tem preço.

É importante que se entenda que isso não é um capricho, é uma necessidade. Meses atrás Marcela foi levar Francisco para vacinar numa clínica particular. Não deixaram! Só a mãe. Oras, ela é a mãe também. Mas como não conseguia comprovar, não pode. E isso porque era uma coisa, relativamente boba, mas se fosse uma internação? E se eu ficasse doente, faltasse, sei lá? Não podíamos correr esse risco. Agora, tudo certo, regularizado e bora pra vida! E, quem sabe, para mais um. O mosquitinho da maternidade não sai da cabeça de Marcela…meu tormento. Socorro!

Vale ressaltar que hoje, meus pais, amigos, familiares e todo mundo entendem e respeitam nossa família do jeito que ela é. Tal como eu entendo e respeito a família de todos. Se aceitar e se respeitar são o princípio para tudo. E é isso que tento mostrar para os pequenos todos os dias. É o mínimo que eles esperam de mim.

Amei isso aqui! Desculpem o tamanho do texto. Me empolguei, claro! Bjs!

Eu era: mandona, impaciente, imatura

Depois da maternidade, eu sou (eu tento!): ser mais paciente, mais madura e menos mandona!

Tem quantos filhos: 3 Pretende ter outros: Talvez…socorro! Marcela, não pode ler isso!

Trabalha: sim, sou jornalista.

Em caso positivo, onde ficam as crianças: em casa e vão para a escola na parte da tarde.

Por que optou por isso: Na parte da manhã conseguimos ficar com eles. A tarde vão para a escola. Prefiro assim do que deixar com babás e tal. Nada contra, mas não os meus filhos. Se eu precisar um dia, ok também.

Melhor distração: livros e filmes. Apesar que ainda não consegui, depois de ter Lisa e agora emendando com o Francisco, um tempo para ler. Começo, mas me arrasto. Tento quando vou dormir e durmo. Um saco. Amo demais. Leio com eles, na hora de fazê-los dormir. Sei de tudo das historinhas. Rsrs.

Ícone: Marcela.  Minha mulher, meu amor, aquela que despertou, em mim, a vontade de ser mãe. Se aprendemos por osmose, isso super aconteceu com a gente. Ela é uma mãe tão adorava, tão invejada, que eu quis ser que nem ela.

Ser feliz é: Estar em casa com todos eles rindo, chorando, vivendo a loucura do dia a dia. Não tem preço, de verdade. Apesar dos meus ataques de que está tudo bagunçado, que a casa está uma loucura e tal. Amo isso. Viver sem isso nunca mais.

O maior sonho: Ver meus pequenos grandes e felizes.

Horas de sono por noite: 5, no máximo…

Uma dica para as futuras mães: sem paranoia, sem crise. Apenas sinta e viva esse privilégio. A mãe nasce junto com o filho. Os dois aprendem junto. Muito importante é saber ouvir a intuição também. Sim, nossas mães sabem, as titias também sabem, as amigas já mamães também, mas nós sabemos mais. Precisamos acreditar nisso. Isso nos dá poder.

Um programa inesquecível: a praia. É sempre inesquecível com eles. Eles amam o mar e eu amo a informalidade da praia. Sem vestidinhos lindos, sem estar almofadinhas. Crianças do jeito que deve ser.

A viagem perfeita com os pequenos: Disney, em janeiro agora. Foram sensacional. Eles amaram. Francisco amou mais que tudo. Mas descobri que ele ama mais a Ninei (Minnie) do que a mim. Ok. Ele vai esquecer dela, eu espero! Rsrsrs.

Daya X Daya: Em construção, ainda. Tentando ser boa mãe, boa mulher, boa amiga, boa profissional, boa pessoa. Não vou desistir.

 daya107 daya3 daya8 daya9 daya6 daya daya4 daya5 daya7